Projeto de Lei que amplia licença-paternidade pode ser aprovado em breve
Um novo passo rumo à valorização da paternidade ativa no Brasil pode acontecer em breve. Um Projeto de Lei que amplia a licença-paternidade 2025 está na pauta da Câmara dos Deputados e pode ser votado já na próxima semana.
O movimento ocorre em meio a uma crescente demanda social por equidade nos cuidados com os filhos recém-nascidos, além de pressões por um maior equilíbrio entre vida profissional e familiar.
A seguir, entenda mais detalhes sobre o Projeto de Lei do STF sobre licença-paternidade e saiba como o afastamento funciona atualmente.
O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes sobre o Projeto de Lei que amplia a licença-paternidade no Brasil:
- O Projeto de Lei está na pauta da Câmara dos Deputados e pode ser votado na próxima semana, ampliando a licença-paternidade de 5 dias para 30 dias, a ser alcançado em 2031.
- O projeto prev a criação do salário-paternidade, benefício pago pelo INSS, com compensação para as empresas, e a licença pode ser dividida, permitindo que parte do afastamento seja usado logo após o nascimento ou adoção, e o resto do tempo, até seis meses depois.
- Além disso, o texto também cria a indenização em caso de demissão e extensão de 120 dias para pais em caso de falecimento da mãe.
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O que prevê o projeto de lei sobre a licença-paternidade
Atualmente, a licença-paternidade no Brasil é de apenas 5 dias corridos, garantida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e pela Constituição Federal.
Em empresas que participam do programa Empresa Cidadã, esse prazo pode ser estendido para 20 dias, mas ainda é uma minoria entre os empregadores brasileiros.
O Projeto de Lei em debate na Câmara dos Deputados propõe aumentar o período da licença-paternidade progressivamente, começando com 10 dias em 2027 e chegando a 30 dias em 2031.
O período de licença pode ser dividido, permitindo que parte do afastamento seja usada logo após o nascimento ou adoção, e o resto do tempo, até seis meses depois.
Além disso, o texto também cria o salário-paternidade, benefício de valor similar ao salário-maternidade, pago pelo INSS.
Para trabalhadores CLT, o pagamento será feito inicialmente pelo empregador, com compensação nas contribuições previdenciárias.
Outros pontos previstos pelo texto:
- Licença ampliada gradualmente de 10 dias em 2027 para 30 dias até 2031
- Salário-paternidade custeado pelo INSS, com compensação às empresas
- Impacto fiscal reduzido de R$ 11 bi para R$ 6,5 bi
- Direito a indenização em caso de demissão
- Extensão de 120 dias para pais em caso de falecimento da mãe
- Possibilidade de parcelar o afastamento até 180 dias após o nascimento.
Quais os próximos passos para aprovação do projeto?
A proposta do Projeto de Lei deve ser votada na próxima semana, ou seja, na primeira semana de novembro.
Confira os próximos passos do trâmite legislativo:
- Inclusão na pauta da Câmara – prevista para a primeira semana de novembro
- Votação no plenário da Câmara – se aprovado, vai ao Senado
- Análise e votação no Senado Federal – ainda sem data definida
- Sanção presidencial – após aprovação nas duas Casas, segue para a Presidência da República.
Caso a proposta avance sem grandes alterações, o novo modelo de licença-paternidade poderá entrar em vigor em breve, beneficiando milhares de trabalhadores brasileiros.
Saiba mais: Licença-paternidade para servidor público: como funciona?
Diversos estudos mostram que a participação do pai nos primeiros meses de vida da criança é fundamental para o desenvolvimento infantil e para a divisão justa das responsabilidades dentro do lar.
A expectativa é que a aprovação traga não só um avanço legal, mas também um impacto positivo na cultura parental do país.
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