Câmara aprova texto-base do pacote de corte de gastos do governo Lula
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Resumo em 1 minuto
- A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do pacote de corte de gastos proposto pelo presidente Lula, que pretende economizar R$ 375 bilhões até 2030.
- O Projeto de Lei Complementar 210/2024, parte do pacote, restringe concessão de créditos tributários em déficits e permite ao Executivo suspender emendas parlamentares.
- As medidas visam racionalizar gastos públicos e buscar equilíbrio orçamentário, sendo essenciais para a estabilidade econômica.
- A aprovação do pacote impacta diretamente outras propostas econômicas em votação na Câmara, como a PEC 45/2024 e o PL 4.614/2024.
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A Câmara dos Deputados aprovou o texto principal do pacote fiscal proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A medida, que busca reduzir gastos e ampliar a eficiência orçamentária, recebeu 318 votos favoráveis e 149 contrários.
A proposta é a primeira de quatro iniciativas do pacote de cortes que pretende economizar R$ 375 bilhões até 2030.
Confira as principais mudanças contidas no texto-base do pacote de corte de gastos apresentado pelo governo a seguir.
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Projeto de Lei Complementar 210/2024
O principal foco do Projeto de Lei Complementar (PLP) 210/2024 é restringir a concessão de créditos tributários em situações de déficit e ampliar o poder do Executivo para suspender emendas parlamentares, evitando gastos excessivos.
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A aprovação representa um passo importante para a equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O pacote ainda precisa ser aprovado no Senado para entrar em vigor.
Principais Pilares do PLP 210/2024
O PLP 210/2024 é uma das bases do pacote fiscal e introduz mudanças importantes na gestão de recursos públicos. Entre os pontos principais, se destaca:
- Bloqueio de emendas parlamentares: até 15% do total das emendas podem ser contingenciadas em momentos de restrição fiscal
- Alteração no uso de superávit de fundos: entre 2025 e 2030, superávit de fundos específicos poderão ser usados para amortizar a dívida pública, incluindo o Fundo Nacional Antidrogas e o Fundo Naval
- Recuo no fim do DPVAT: Após resistência social, o relator retirou a revogação do seguro obrigatório para vítimas de trânsito
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Essas medidas buscam racionalizar os gastos públicos e priorizar o equilíbrio orçamentário em meio a desafios econômicos.
Impacto nas votações de outras propostas econômicas
A aprovação do pacote fiscal influencia diretamente outras votações essenciais na Câmara. A PEC 45/2024, prevista para votação hoje (18), propõe cortes graduais no acesso a benefícios e alterações em fundos como o Fundeb.
Além disso, o PL 4.614/2024, que limita o ganho real do salário mínimo a 2,5% acima da inflação, também integra o esforço de controle fiscal.
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A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual), essenciais para o planejamento financeiro de 2025, estão condicionadas à aprovação do pacote fiscal.
Repercussão no mercado financeiro e política
A aprovação da medida ocorreu em um dia agitado para o mercado. O dólar atingiu a máxima histórica de R$ 6,21, fechando em R$ 6,10.
Esse cenário reflete a instabilidade econômica e as incertezas sobre o impacto das novas políticas fiscais. No campo político, o recuo na proposta de fim do DPVAT gerou críticas da oposição.
Partidos acusaram o governo de desrespeitar acordos com líderes partidários, alimentando debates sobre a governabilidade e a articulação política do Executivo.
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Os desafios políticos e a reação do mercado evidenciam o longo caminho até a plena execução das medidas de corte de gastos em discussão do Governo Federal.
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Perguntas frequentes
O que prevê o pacote fiscal aprovado pela Câmara?
O pacote fiscal aprovado pela Câmara de Deputados estabelece mudanças nas restrições a créditos tributários e corte de até 15% nas emendas parlamentares.
Quanto o governo espera economizar com o pacote até 2030?
A meta é economizar R$ 375 bilhões até 2030 com o novo pacote de corte de gastos apresentado ao Governo Federal.
Por que houve recuo no fim do DPVAT?
Os deputados voltaram atrás no fim do DPVAT devido à resistência da sociedade civil. A repercussão levou o relator a retirar o trecho da proposta.
Qual o impacto no mercado financeiro após a aprovação?
Após a aprovação do texto-base do pacote de corte de gastos, o dólar fechou em R$ 6,10, após atingir R$ 6,21, devido à instabilidade econômica.
O pacote ainda precisa ser aprovado no Senado?
Sim, o texto aprovado pela Câmara de Deputados segue agora para votação no Senado, podendo ter alterações no projeto.