Quais países que aceitam Pix? Lista e como usar no exterior

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O Pix virou parte da rotina de quase todo brasileiro. O sistema de pagamento instantâneo se tornou tão natural que, na hora de planejar uma viagem internacional, é comum surgir a dúvida: será que é possível fazer Pix no exterior também?

A resposta é complexa, mas é importante entender quando é ou não possível usar esse meio de pagamento lá fora, antes mesmo de embarcar.

Por isso, a seguir, você confere quais são os países que aceitam Pix, como a transferência funciona no exterior e o que considerar para não passar sufoco na hora de pagar as contas na viagem. Continue a leitura!

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Quais países aceitam Pix atualmente?

Não existe uma lista oficial do Banco Central com países que aceitam Pix de forma ampla.

O que existe, na prática, são estabelecimentos específicos em determinados destinos que passaram a oferecer o Pix como opção de pagamento, graças a iniciativas do setor privado, principalmente de fintechs e adquirentes de pagamento.

Essa aceitação é pontual e concentrada em regiões com alto fluxo de turistas brasileiros. Os países onde o uso já foi registrado incluem Argentina, Estados Unidos, Portugal, Uruguai, Chile e França.

Em cada um desses destinos, a cobertura varia bastante, podendo funcionar em alguns restaurantes e lojas turísticas, mas não há garantia de disponibilidade ampla.

Novas expansões podem ocorrer a qualquer momento por iniciativa de empresas de pagamento, sem significar aceitação nacional no país de destino.

O Pix funciona fora do Brasil?

Depende do que você quer fazer. Há três situações comuns envolvendo o Pix fora do Brasil.

A primeira é fazer Pix entre contas brasileiras estando em outro país. Nesse caso, sim, funciona normalmente.

Desde que você tenha conexão com a internet e acesso ao aplicativo do banco, é possível enviar e receber Pix entre contas brasileiras de qualquer lugar do mundo. A localização geográfica não interfere nessa operação.

A segunda situação é pagar compras presenciais no exterior com Pix. Aqui, a resposta é: possível, mas há limitações.

Alguns estabelecimentos em destinos turísticos populares entre brasileiros aceitam o pagamento via QR Code, viabilizado por parcerias privadas entre fintechs brasileiras e empresas locais. Não é algo garantido nem padronizado.

A terceira é transferir dinheiro diretamente para uma conta bancária estrangeira via Pix. Isso não é permitido.

O Pix foi criado para operar dentro do sistema financeiro brasileiro e não tem integração nativa com bancos de outros países.

O que é possível é usar o Pix como forma de pagamento para financiar uma remessa internacional, mas nesse caso o Pix é apenas o meio de envio do valor para uma plataforma intermediária, não o mecanismo de transferência em si.

Como o Pix é aceito em lojas e restaurantes no exterior?

Quando um estabelecimento no exterior aceita Pix, o mecanismo por trás disso é diferente do que ocorre no Brasil, pois não há uma integração direta do Pix com o sistema de pagamentos local.

O que acontece é uma parceria entre fintechs brasileiras e empresas adquirentes internacionais, que viabiliza a operação por meio de intermediárias de câmbio e pagamentos (eFX).

Na prática, o cliente faz o Pix em reais para uma empresa intermediária, que converte o valor e repassa ao estabelecimento na moeda local.

O QR Code pode até parecer familiar, mas o processo por trás é mais complexo do que uma transação comum no Brasil. Não se trata de um “Pix internacional oficial” criado e regulamentado pelo Banco Central.

As diferenças em relação ao uso doméstico são relevantes. A aceitação é limitada a estabelecimentos com parceiro habilitado, pode haver tarifas embutidas no câmbio e a experiência pode variar bastante de um lugar para outro.

Além disso, também há dependência total de conexão com a internet no momento da transação.

Saiba mais: Como comprar moeda estrangeira: guia rápido e seguro

Vale a pena pagar no exterior com Pix?

Há vantagens reais, como praticidade para quem já está acostumado com o sistema, possibilidade de pagar em reais em alguns casos e certa previsibilidade cambial no momento da compra, já que o valor é convertido na hora.

Para quem prefere evitar o cartão físico, pode ser uma alternativa conveniente quando disponível.

Por outro lado, as limitações são consideráveis.

A aceitação ainda é baixa e irregular, a necessidade de confirmar se o local aceita Pix antes de cada compra pode ser trabalhosa e a falta de padronização entre diferentes parceiros dificulta a experiência.

Comparando com o cartão internacional, o Pix no exterior perde em cobertura. O dinheiro em espécie segue sendo essencial em muitos contextos, e contas globais oferecem flexibilidade maior para quem viaja com frequência.

Assim, o Pix pode ser um complemento útil na sua viagem, mas não deve ser o único método de pagamento que você tem em mãos.

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Quais cuidados ter antes de contar com o Pix em uma viagem?

Contar com o Pix no exterior sem um plano B pode causar preocupações durante sua viagem. Antes de embarcar, vale ter em mente alguns cuidados práticos:

  • Confirme diretamente com o estabelecimento se o Pix é aceito antes de tentar pagar
  • Pergunte em qual moeda a cobrança será feita e se há tarifas adicionais
  • Compare o câmbio aplicado na transação com outras formas de pagamento disponíveis
  • Tenha sempre um cartão internacional como alternativa para situações em que o Pix não funcionar
  • Leve uma quantia em espécie na moeda local para cobrir situações emergenciais
  • Verifique se seu banco pode bloquear o acesso ao aplicativo ao identificar um acesso de outro país e ative o “aviso de viagem” quando disponível

Depender exclusivamente do Pix no exterior é um risco real. A cobertura é instável e pode deixar você sem opção de pagamento quando você mais precisar.

Aprenda: Chip internacional: como escolher e usar no exterior

Quais são as melhores alternativas ao Pix no exterior?

Para viajantes brasileiros, existem opções consolidadas que costumam funcionar melhor do que o Pix como principal meio de pagamento no exterior.

O cartão de crédito internacional é o mais comum, tem ampla aceitação e é especialmente útil em situações de emergência.

No entanto, costuma ter custos mais altos, especialmente pela margem cobrada sobre o câmbio, que pode ficar entre 5% e 7%, além do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre gastos em moeda estrangeira. O valor final em reais pode surpreender na fatura.

As contas globais são uma alternativa cada vez mais popular. Plataformas de pagamento digitais permitem manter saldo em diferentes moedas e usar um cartão de débito internacional com taxas de câmbio mais competitivas.

Para quem viaja com frequência, essa opção costuma ser a mais vantajosa em termos de custo.

O dinheiro em espécie ainda tem seu espaço, especialmente em destinos menores, mercados locais e situações em que os meios eletrônicos não funcionam. Levar uma quantia na moeda local é sempre uma boa prática.

Para transferências ao exterior, as remessas internacionais por plataformas especializadas são a saída quando o objetivo é enviar dinheiro para alguém fora do país.

Algumas dessas plataformas inclusive aceitam o Pix como forma de pagamento para iniciar a remessa.

O Pix pode entrar como um recurso complementar nessa equação, mas raramente deve ser sua única opção quando o destino é outro país.

Confira: Como receber dinheiro do exterior? Entenda como funciona

Como organizar o orçamento da viagem quando o Pix não é aceito?

Quando o Pix não está disponível no destino, um planejamento financeiro bem feito faz toda a diferença para aproveitar a viagem sem estresse.

Confira algumas dicas práticas para se organizar com tranquilidade:

  • Divida o orçamento por categorias: hospedagem, alimentação, transporte, lazer e compras; isso evita que uma área consuma o que era para outra
  • Reserve um valor para emergências, separado do orçamento principal, e não mexa nele a não ser que seja realmente necessário
  • Acompanhe a taxa de câmbio nos dias anteriores à viagem para escolher o melhor momento de converter ou carregar o cartão
  • Evite depender de uma única forma de pagamento; ter pelo menos duas opções diferentes reduz o risco de ficar na mão
  • Estabeleça um teto de gastos diários e revise ao longo da viagem para não extrapolar o planejado

Planejar com calma é sempre mais econômico do que improvisar na hora. Quanto mais clara for a divisão do orçamento, menor a chance de surpresas desagradáveis.

Como conseguir dinheiro para viajar para o exterior?

Planejar uma viagem internacional exige organização financeira, e muitas vezes o maior desafio é reunir o dinheiro necessário com antecedência.

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Entender como o Pix funciona no exterior, quais países têm algum nível de aceitação e como planejar o orçamento da viagem coloca você um passo à frente na hora de organizar tudo com calma.

Com as informações certas, fica mais fácil decidir quais meios de pagamento levar e evitar surpresas lá fora.

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FAQ

Perguntas frequentes

O Pix funciona fora do Brasil?

O Pix funciona entre contas brasileiras de qualquer lugar do mundo, desde que você tenha internet e acesso ao app do banco. Para pagar em lojas no exterior, só é possível em estabelecimentos com parceiros habilitados. Transferir direto para conta estrangeira não é permitido.
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Tem Pix nos EUA?

Sim, em alguns estabelecimentos. Cidades como Nova York, Miami e Orlando já registram aceitação do Pix em pontos específicos, viabilizada por parcerias entre fintechs brasileiras e adquirentes locais. A cobertura ainda é limitada e não está disponível em todo o comércio.
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Existe Pix na Europa?

Em alguns países europeus, sim. Portugal, França e Espanha já têm registros de aceitação do Pix em estabelecimentos específicos, por meio de iniciativas privadas. A cobertura é pontual e concentrada em locais frequentados por turistas brasileiros. Não há garantia de aceitação ampla.
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A China aceita Pix?

Não há registros consolidados de aceitação do Pix na China para pagamentos presenciais. Algumas empresas do setor de pagamentos mencionam iniciativas em expansão para o mercado chinês, mas ainda sem confirmação de uso difundido. Antes de contar com o Pix por lá, confirme com antecedência.
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Lisandra Pinheiro Lisandra Pinheiro

Lisandra Pinheiro é graduanda em Letras e faz parte da meutudo desde 2021. Começou na área de Customer Experience, e hoje, atua como redatora na equipe de Conteúdo. Se dedica especialmente a artigos previdenciários, trabalhistas e financeiros, ajudando as pessoas a se educarem sobre seus direitos e finanças. Nas horas vagas, adora apreciar um cafezinho e escrever poesia.

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