Teto do INSS 2026: valor de contribuição e histórico

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Receber o teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é o sonho que muitos brasileiros querem realizar no momento de solicitar sua aposentadoria.

No entanto, para isso, é preciso cumprir uma certa quantidade de contribuições, além de contribuir com a alíquota exigida e atingir outros requisitos.

Pensando nisso, preparamos este artigo com todos os detalhes que envolvem se aposentar com o teto do INSS e dicas para receber o benefício com valor máximo. Continue a leitura!

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O que é o teto do INSS?

O teto do INSS é o valor máximo que você pode receber em benefícios previdenciários, como:

  • Aposentadoria
  • Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença)
  • Pensão por morte
  • Salário-maternidade

Além disso, ele também serve de base para o cálculo das contribuições previdenciárias de trabalhadores com rendimentos mais altos

Dessa forma, mesmo que você receba um salário acima desse limite, apenas o valor correspondente ao teto é considerado pelo INSS para calcular suas contribuições e benefícios.

Leia também: Calendário de pagamento INSS 

Qual é o teto do INSS em 2026?

O teto do INSS em 2026 é de R$ 8.475,55 por mês, valor que serve como limite para o cálculo das contribuições previdenciárias dos segurados com rendimentos mais altos e pagamento de benefícios como aposentadoria, pensão por morte e auxílio-doença.

O reajuste do teto é realizado anualmente com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador que acompanha a inflação e contribui para a preservação do poder de compra dos beneficiários.

Leia também: Associação dos aposentados e pensionistas: o que é e contato

Quem tem direito ao teto do INSS?

Tem direito ao teto do INSS em 2026 o segurado que alcança média salarial de contribuição de R$ 8.475,55, considerando os recolhimentos realizados desde julho de 1994, e cumpre as regras exigidas para a aposentadoria.

Para ter direito a esse valor, é necessário atender a critérios como:

  • Histórico de contribuições: manter recolhimentos sobre o teto ou muito próximos dele durante a maior parte da vida profissional
  • Tempo de contribuição: acumular muitos anos de recolhimento ao INSS e, em regras de transição como o pedágio de 100%, pode exigir idade mínima e o dobro de tempo que faltava para se aposentar no momento da Reforma
  • Modalidade de contribuição: quem é CLT tem os valores descontados automaticamente pelo empregador, enquanto autônomos, contribuintes individuais e facultativos precisam fazer os recolhimentos por conta própria, com contribuição de 20% sobre o teto

Leia também: Como entrar e se cadastrar no INSS para usar os serviços?

Teto de desconto para contribuição INSS 2026

Com a mudança no teto de descontos do INSS, as contribuições para todas as categorias que recolhem valores da Previdência Social são alteradas.

A seguir, você confere os novos descontos de contribuição INSS para trabalhadores CLT, empregados domésticos, trabalhadores avulsos, autônomos, facultativos, entre outros.

Teto de recolhimento INSS para contribuinte CLT

Atualmente, existem 4 faixas salariais com alíquotas de contribuição diferentes para contribuintes obrigatórios: 7,5%, 9%, 12% e 14%.

Mas, como adiantamos, o valor utilizado para o cálculo da contribuição nunca deve ultrapassar o teto do INSS. Cada faixa é determinada conforme a remuneração do titular.

Confira a seguir o teto de recolhimento de acordo com cada uma das faixas salariais para contribuintes obrigatórios:

Tabela do INSS 2026 (com dedução)
SalárioAlíquotaParcela a deduzir
Até R$ 1.621,00 7,5% R$ 0,00
De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 9% R$ 24,32
De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 12% R$ 111,40
De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 14% R$ 198,49

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Teto de recolhimento INSS para contribuinte autônomo ou facultativo

Os contribuintes autônomos ou facultativos podem contribuir para o INSS com as seguintes alíquotas:

  • 20% sobre o salário de contribuição, limitado ao teto de recolhimento do INSS
  • 11% sobre o salário mínimo vigente (R$ 1.621,00 em 2026), limitado ao teto de recolhimento do INSS
  • 5% sobre o salário mínimo vigente (R$ 1.621,00 em 2026), se forem facultativo baixa renda ou MEIs

Confira todas as categorias de contribuição e valores 2026 para estas categorias:

Os MEIs que atuam em áreas relacionadas ao ICMS, como comércio e indústria, precisam adicionar R$ 1 por mês ao valor do DAS. Já para aqueles que exercem atividades sujeitas ao ISSQN, como prestação de serviços, o acréscimo é de R$ 5. No caso dos empreendedores que combinam ambos os tipos de atividade, é necessário arcar com os dois tributos, resultando em um adicional de R$ 6 na contribuição mensal.
Categorias de contribuição e valores 2026
Categoria% de contribuiçãoValor 2026
Autônomo (Contribuinte Individual)20%de R$ 324,20 a R$ 1.695,11
Dona de casa baixa renda5%R$ 81,05
Contribuinte Facultativo11%R$ 178,31
MEI (Serviços em geral)5%R$ 81,05
MEI (caminhoneiro)12%R$ 194,52

O MEI pode optar por pagar uma alíquota maior do que a mínima exigida pelo INSS, desde que pague a diferença entre as alíquotas.

Essa diferença é chamada de complementação do INSS e corresponde a 15% do salário mínimo vigente (R$ 243,15 em 2026).

Assim, se um MEI geral pagar apenas 5% sobre o salário mínimo vigente (R$ 81,05 em 2026), ele terá que pagar R$ 243,15 por mês para completar a alíquota de 20%. 

Portanto, se um MEI quer chegar a pagar exatamente a alíquota de 20%, ele terá que pagar R$ 324,20 por mês como complementação do INSS. 

Importante: isso significa que ele terá direito aos mesmos benefícios previdenciários dos demais contribuintes autônomos ou facultativos.

Teto INSS pró-labore

O teto do INSS para o pró-labore é o valor máximo que um contribuinte individual pode pagar mensalmente para a Previdência Social, sem perder os benefícios previdenciários.

Em 2026, o teto de recolhimento do INSS para o pró-labore é de R$ 8.475,55.

Importante: o pró-labore é uma remuneração que a empresa paga aos sócios que trabalham efetivamente na empresa.

A alíquota do INSS sobre o pró-labore é de 11%, com limite de teto. Isso significa que se o valor do pró-labore for igual ou superior ao teto, a diferença entre eles será descontada como contribuição previdenciária.

Confira o exemplo, a seguir, com base no teto do INSS em 2026:

Se João, sócio de uma empresa, recebe R$ 10.000,00 de pró-labore em um mês, ele terá que pagar R$ 1.100,00 de INSS (11% de R$ 10.000,00).

Mas, se ele receber R$ 8.000,00 de pró-labore em outro mês, ele terá que pagar R$ 932,31 de INSS (11% de R$ 8.475,55). 

Para calcular o valor do INSS sobre o pró-labore, basta aplicar a alíquota sobre o salário de contribuição e limitar o resultado ao teto de recolhimento do INSS. 

Entenda sobre: Retenção do INSS

Qual foi o valor do teto da previdência do INSS em 2025?

O valor do teto máximo INSS, em 2025, foi de R$ 8.157,41. Portanto, é o valor máximo que um beneficiário do INSS poderia receber.

Com a determinação de um valor máximo para receber o benefício do INSS, mesmo que você receba acima do teto do INSS, não poderá ter um valor de benefício que seja maior que o limite.

Qual foi o teto de desconto para contribuição do INSS em 2025?

O teto de desconto de contribuição do INSS, em 2025, foi de R$ 951,62, correspondente à alíquota de 14% aplicada ao teto de pagamento do INSS que é de R$ 8.157,41.

Vale destacar que a porcentagem destinada à contribuição do INSS irá depender da faixa salarial em que o contribuinte se encontra.

Conheça: Cálculo INSS: calculadora de desconto INSS

Tabela de valores do teto INSS de 1994 a 2026

Veja a seguir, a tabela dos tetos previdenciários desde 1994, juntamente com o salário de acordo com o ano e o percentual de crescimento de ano para ano.

Teto máximo INSS ao longo dos anos
A partir deAto legalSalário mínimoTeto INSSReajuste do teto
09/1994MP 598/1994 R$ 70,00R$ 582.86 8,04%
05/1995Lei 9.032/95R$ 100,00R$ 832.6642.86%
05/1996Lei 9.971/2000 R$ 112,00R$ 957.5612.00%
06/1997Lei 9.971/2000 R$ 120,00R$ 1.031.877,14%
06/1998 Lei 9.971/2000 R$ 130,00R$ 1.081.508,33%
06/1999Lei 9.971/2000 R$ 136,00R$ 1.255.324.62%
06/2000Lei 9.971/2000 R$ 151,00R$ 1.328.2511,03%
06/2001MP 2.194-6/2001R$ 180,00R$ 1.430.0019,21%
06/2002Lei 10.525/2002R$ 200,00R$ 1.561.5611,11%
06/2003Lei 10.699/2003R$ 240,00R$ 1.869.3420,00%
01/2004Lei 10.888/2004R$ 260,00R$ 2.400.008,33%
05/2005Lei 11.164/2005R$ 300,00R$ 2668,1515,38%
04/2006Lei 11.321/2006R$ 350,00R$ 2801,5616,67%
04/2007Lei 11.498/2007R$ 380,00R$ 2.894,288,57%
03/2008Lei 11.709/2008R$ 415,00R$ 3.038,999,21%
02/2009Lei 11.944/2009R$ 465,00R$ 3.218,9012,05%
01/2010Lei 12.255/2010R$ 510,00R$ 3.416,249,68%
01/2011MP 516/2010R$ 540,00R$ 3.689,665,88%
03/2011Lei 12.382/2011R$ 545,00R$ 3691,740,93%
01/2012Decreto 7.655/2011R$ 622,00R$ 3.916,2014,13%
01/2013Decreto 7.872/2012R$ 678,00R$ 4.159,009,00%
01/2014Decreto 8.166/2013R$ 724,00R$ 4.390,246,78%
01/2015Decreto 8.381/2014R$ 788,00R$ 4.663,758,84%
01/2016Decreto 8.618/2015R$ 880,00R$ 5.189,8211,68%
01/2017Decreto 8.948/2016R$ 937,00R$ 5.531,316,48%
01/2018Decreto 9.255/2017R$ 954,00R$ 5.645,801,81%
01/2019Decreto 9.661/2019R$ 998,00R$ 5.839,454,61%
01/2020MP 916/2019R$ 1.039,00R$ 6.101,064,11%
03/2020Lei 14.013/2020R$ 1.045,00R$ 6.101,060,58%
01/2021Lei 14.158/2021R$ 1.100,00R$ 6.433,575,26%
01/2022MP 1091/2021 R$ 1.212,00R$ 7.087,2210,18%
01/2023Portaria Interministerial MTP/ME Nº 26R$ 1.302,00R$ 7.507,495,93%
05/2023Portaria Interministerial MTP/ME Nº 27R$ 1.320,00R$ 7.507,491,39 %
01/2024Portaria Interministerial MPS/MF Nº 2R$ 1.412,00R$ 7.786,023,71%
01/2025Portaria Interministerial MPS/MF nº 6R$ 1,518,00R$ 8.157,414,77%
01/2026Portaria Interministerial MPS/MF Nº 13 R$ 1.621,00R$ 8.475,553,9%

Esses são os valores máximos que o INSS pode pagar a um beneficiário e também o valor máximo do salário de contribuição do trabalhador.

Quanto é preciso contribuir para receber o teto do INSS?

Para receber o teto do INSS, o valor da contribuição mensal depende da modalidade de trabalho e pode chegar a cerca de R$ 1.695,11, considerando o teto previdenciário de R$ 8.475,55 em 2026.

Contudo, pagar esse valor não garante o recebimento do teto do INSS, pois o benefício é calculado com base na média das contribuições ao longo da vida e nas regras de tempo de contribuição de cada modalidade de aposentadoria.

Confira como funcionam as contribuições em cada caso:

  • Empregado CLT: o desconto é feito na folha de pagamento, seguindo uma alíquota progressiva de 7,5% a 14% sobre as faixas salariais, chegando ao valor máximo de R$ 988,09 para quem recebe salário igual ou superior ao teto
  • Contribuinte individual (autônomo) e facultativo: podem optar pelo plano normal do INSS e, nesse caso, precisam recolher por conta própria, com aplicação da alíquota de 20% sobre o teto previdenciário vigente

É importante ressaltar que para conseguir se aposentar com o valor integral do teto, também é necessário cumprir dois pontos principais:

  • Média salarial elevada: o cálculo da aposentadoria considera a média de todas as contribuições feitas desde julho de 1994, de modo que quanto maiores e mais frequentes forem os salários de contribuição ao longo do tempo, maior será o valor final do benefício
  • Tempo de contribuição: após a reforma da Previdência, o acesso ao valor integral depende de longos períodos de contribuição, que podem chegar a cerca de 40 anos para homens e 35 anos para mulheres, conforme a regra aplicada

Confira também: Qual a idade ideal para se aposentar?

Como calcular quanto vou receber de salário INSS?

Existem várias modalidades de aposentadoria do INSS, então não é tão simples realizar um cálculo exato.

Cada aposentadoria possui requisitos específicos, logo, possui regras de cálculo diferentes que poderão influenciar no valor do seu benefício.

O valor do benefício é calculado de acordo com regras de cálculo previstas pela legislação previdenciária, baseado em fatores como:

Ou seja, de acordo com a modalidade de aposentadoria que se encaixe melhor no seu caso, a Previdência utiliza a regra de cálculo, utilizando os fatores citados acima para definir o valor do benefício.

Leia também: O que você precisa saber para pedir aposentadoria pelo INSS

Vale também ressaltar que, de acordo com a Reforma da Previdência, as regras variam se você contribuiu até a aplicação das novas regras ou se ainda contribui na vigência destas.

Se você quiser solicitar sua aposentadoria, como são muitos detalhes a serem avaliados, é importante que você procure um especialista da área, para analisar qual a opção mais vantajosa para sua situação.

Teto do INSS para cada tipo de aposentadoria

A aposentadoria por idade passou a exigir novas regras para que os contribuintes pudessem se aposentar após a Reforma de 2019:

  • 65 anos de idade + 20 anos de contribuição para o homem e
  • 62 anos de idade + 15 anos de contribuição para a mulher

O aumento da idade mínima para mulher é progressivo, exigindo o mínimo de 60 anos em 2019 e 62 anos e 6 meses em 2024, com o aumento de 6 meses por ano.

Os 20 anos de contribuição para o homem são exigidos apenas para quem começou a contribuir após a reforma.

Em relação ao valor da aposentadoria, agora o benefício equivale a 60% da média salarial com acréscimo de 2% por ano de contribuição.

Confira: Quanto um aposentado ganha por mês? Mínimo e máximo

Sendo assim, para garantir 100% da média, o homem precisa de 40 anos de contribuição e a mulher 35 anos de contribuição.

Para descobrir o valor da sua aposentadoria, você pode usar o simulador da aposentadoria por idade para obter uma estimativa.

Confira a tabela que explica os valores da aposentadoria por idade após a Reforma:

Valores da aposentadoria por idade
Cálculo do benefícioAntes da reformaDepois da reforma
Salário de benefício70%60%
Adicional para cada ano1% acima de 15 anos (Homens ou Mulheres)2% acima de 20 anos (H) 2% acima de 15 anos (M)

Aposentadoria por tempo de contribuição

A aposentadoria por tempo de contribuição é um tipo de aposentadoria extinta para novos contribuintes após a reforma.

Confira também: Aposentadoria por idade e tempo de contribuição: comparativo

O que restou foram apenas as regras de transição para aqueles que estavam próximos de atingir os requisitos antes da reforma.

Regra de transição idade progressiva

Na regra de idade progressiva é exigido:

  • 35 anos de contribuição e 61 anos de idade, com aumento de 6 meses por ano, a partir de 2020, até alcançar 65 anos de idade em 2027, para homem
  • 30 anos de contribuição e 56 anos de idade, com aumento de 6 meses por ano, a partir de 2020, até alcançar 62 anos de idade em 2031, para mulher

O cálculo para o valor do benefício segue o mesmo da aposentadoria por idade, equivalente a 60% da média dos salários de contribuição, com acréscimo de 2% ao ano de contribuição acima de 20 anos para homem e 15 anos para mulher.

Confira a tabela com a regra de transição conforme idade progressiva e ano vigente:

Regra da Idade Progressiva
Idade Mínima NecessáriaMulherHomem
201956 anos61 anos
202056 anos e 6 meses61 anos e 6 meses
202157 anos62 anos
202257 anos e 6 meses62 anos e 6 meses
2023 58 anos 63 anos
2024 58 anos e 6 meses63 anos e 6 meses
2025 59 anos64 anos
2026 59 anos e 6 meses64 anos e 6 meses
2027 60 anos65 anos
202860 anos e 6 meses65 anos
2029 61 anos65 anos
2030 61 anos e 6 meses65 anos
2031 em frente 62 anos65 anos

Regra de transição pedágio 50%

Para se aposentar na regra de pedágio de 50% é preciso que o contribuinte estivesse a 2 anos de se aposentar na data da reforma (13/11/2019). Os outros requisitos são:

  • 35 anos de contribuição para homem
  • 30 anos de contribuição para mulher
  • Cumprir o pedágio de 50% do tempo que faltava para completar os 35 ou 30 anos de contribuição na data da reforma

O valor segue o mesmo cálculo da aposentadoria por tempo de contribuição antes da reforma, porém não há o descarte dos 20% menores salários de contribuição.

Sendo assim, o valor do benefício é equivalente à média de todos os salários, desde julho de 1994, multiplicado pelo fator previdenciário.

Com isso, para receber 100% da média, o fator previdenciário deve ser igual ou superior a 1.

Regra do pedágio de 100%

Na regra de transição do pedágio de 100%, os contribuintes precisam:

  • Ter 60 anos de idade, sendo homem
  • Ter 57 anos de idade, sendo mulher
  • Cumprir o pedágio de 100% do tempo que faltava para completar os 35 ou 30 anos de contribuição na data da reforma

Ao cumprir os requisitos, o contribuinte tem direito ao benefício com valor equivalente à média de todos os salários de contribuição.

Se a média salarial for a mesma do teto do INSS, o contribuinte receberá o valor máximo.

Aposentadoria por pontos 

Com a reforma, a aposentadoria por pontos passou a contar com um aumento progressivo de 1 ponto por ano desde 2020, até atingir 105 pontos para homem em 2028 e 100 pontos para mulher em 2033.

O valor pago de benefício também segue o mesmo da aposentadoria por idade.

Assim, será o equivalente a 60% da média dos salários de contribuição, com acréscimo de 2% ao ano de contribuição acima de 20 anos para homem e 15 anos para mulher.

Você pode usar o nosso simulador da aposentadoria por tempo de contribuição para obter uma estimativa do valor da sua aposentadoria.

Aposentadoria especial

A aposentadoria especial é concedida para quem trabalha exposto a agentes insalubres ou periculosos.

Para se aposentar, o contribuinte precisa ter:

  • 25 anos de atividade especial, em caso de risco baixo
  • 20 anos de atividade especial, em caso de risco médio ou
  • 15 anos de atividade especial, em caso de risco alto

O cálculo da média de 80% dos maiores salários de contribuição também era utilizado nesta aposentadoria. 

E se o resultado for equivalente ao teto do INSS, o benefício é pago no valor máximo.

Percebeu que alguma das contribuições está faltando? Procure um especialista para ajudar você na solicitação da sua revisão!

Leia também: Vale a pena pagar INSS atrasado? Como fazer a emissão?

Como receber o mais próximo do teto do INSS?

Como foi possível ver, a Reforma modificou a maneira de calcular a aposentadoria, o que dificultou um pouco mais para que o contribuinte alcance o teto do INSS. 

Além da mudança no Período Base de Cálculo (PBC), a contribuição por tipo de segurado também foi modificada. Veja o resumo abaixo:

Período Base de Cálculo (PBC)

Desde 13 de novembro de 2019, quem solicitar a aposentadoria, terá o PBC calculado sobre a média de todas as contribuições desde julho de 1994.

Assim, não há mais o descarte dos 20% salários menores no cálculo do benefício. Isso significa que para receber o valor máximo, todas as contribuições devem ser de acordo com o valor do teto anual do INSS.

Além disso, algumas aposentadorias possuem um redutor após feito o PBC. Os requisitos deste cálculo variam de acordo com o gênero do beneficiário.

  • Homens: 60% da média de todos os salários desde julho de 1994 + 2% por ano de contribuição, acima de 20 anos

Para conseguir 100% do valor, a contribuição obrigatória é de 40 anos. Mas, como mostramos anteriormente, é necessário realizar o cálculo a fim de saber se 40 anos de contribuição são suficientes para o teto do INSS.

  • Mulheres: 60% da média de todos os salários desde julho de 1994 + 2% ao ano de contribuição, acima de 15 anos

Para obter 100% do valor, a contribuição obrigatória mínima é de 35 anos. Mas, é importante realizar o cálculo de maneira assertiva a fim de verificar se os 35 anos de contribuição são suficientes.

Saiba mais: Aposentado tem desconto do INSS? Como é a regra e legalidade

Como se aposentar com o teto do INSS?

Após todas as mudanças feitas nas regras das aposentadorias, principalmente  após a reforma, não é fácil atingir o benefício com pagamento no valor do teto do INSS.

No entanto, preparamos algumas dicas para que você possa se preparar para receber o benefício com valor do teto ou próximo.

Planejamento adiantado

Assim como para muitas coisas da vida, um planejamento bem feito pode ajudar a garantir a aposentadoria com o teto do INSS.

Esse planejamento pode ser feito tanto de forma própria quanto com a ajuda de um advogado especialista em direito previdenciário.

Para algumas pessoas, o processo de cálculo, bem como saber o momento certo para solicitar a aposentadoria, pode ser difícil e, por isso, a ajuda de um especialista valerá a pena.

Contribuição sobre do teto do INSS

Para atingir o teto de contribuição ou valor próximo dele, é preciso que o trabalhador faça a contribuição sobre o teto do INSS

No entanto, isso só é possível quando o salário mensal corresponde ao teto do INSS. Ou seja, um trabalhador que receba um salário mínimo não pode completar a contribuição para cobrir o valor restante.

Diferentemente dos segurados obrigatórios, o único contribuinte que pode escolher o valor da sua contribuição é o segurado facultativo.

Confira também: Qual valor do novo salário mínimo dos aposentados?

Incluir períodos de contribuição

Muitos segurados do INSS não sabem, mas é possível incluir outros períodos de contribuição para a contagem, além do tempo de carteira assinada e, consequentemente, melhora no valor do benefício. São eles:

  • Tempo de atividade rural a partir dos 12 anos
  • Tempo de serviço militar obrigatório
  • Tempo de atividade remunerada ou com algum tipo de benefício ou assistência como aluno-aprendiz em escola técnica
  • Pesca artesanal
  • Emprego sem carteira assinada
  • Atividade de ministro de confissão religiosa
  • Entre outros períodos

Ainda, é possível aumentar o seu tempo de contribuição para a Previdência Social através da conversão de tempo especial. 

Isso significa que, se você trabalhou em condições prejudiciais à sua saúde, pode pedir ao INSS para que esse período seja computado como um tempo de contribuição maior, resultando em uma aposentadoria melhor ou aumento no valor do benefício.

Leia também: Como funciona o aumento de salário dos aposentados

Procurar um direito adquirido

O direito adquirido é, como o nome sugere, a garantia de se aposentar com as regras que eram válidas antes da reforma, caso tenha atingido todos os requisitos.

No entanto, é preciso provar que todos os requisitos necessários para solicitar o benefício foram preenchidos antes do dia 12/11/2019, ou seja, um dia antes da reforma acontecer.

Como aumentar o valor da aposentadoria já concedida?

Atualmente, por conta da Reforma, é bastante improvável que o valor da aposentadoria chegue ao teto do INSS.

Mas, os aposentados podem recorrer a algumas saídas para aumentar o valor do benefício. Se trata da revisão da aposentadoria.

Essa revisão é baseada em salários de contribuição não computados pelo INSS (revisão de fato) ou em teses jurídicas (revisão de direito).

Veja mais sobre cada uma dessas revisões.

Revisão de fato

Na concessão da sua aposentadoria, o INSS pode não ter considerado alguns vínculos de trabalho seus, descartando salários e contribuições do cálculo final, o que pode resultar num erro de cálculo da sua Renda Mensal Inicial (RMI).

Se esse for o seu caso, é possível pedir uma revisão do benefício, em que o INSS reavalia os seus períodos de contribuição e constata se deve haver um aumento nos valores.

Atenção: Também há um risco do valor do seu benefício ser diminuído.

Se o Instituto notar algum erro nos valores correspondentes a períodos de contribuições, o valor do seu benefício pode acabar diminuindo.

Por isso, é recomendável que você busque um especialista da área antes de solicitar a revisão.

Contrate: Empréstimo consignado INSS

Revisão de direito

Algumas teses jurídicas possibilitam esse tipo de reajuste salarial do benefício, que é o caso da revisão de direito.

Várias possibilidades de teses jurídicas que já foram consolidadas podem ser utilizadas, por exemplo, a Revisão do Buraco Negro.

Saiba mais: Quem tem direito a Revisão da Vida Toda?

Essa revisão acontece no Poder Judiciário, por isso, é essencial que você realize uma consulta previdenciária com um advogado, para ter o acompanhamento adequado e também para ingressar com a ação no Judiciário a fim de ter um aumento salarial.

Percebeu que alguma das contribuições está faltando? Procure um especialista para ajudar você na solicitação da sua revisão!

Quem recebe o teto do INSS pode fazer consignado?

Sim, quem recebe o teto do INSS pode fazer Empréstimo consignado INSS, e como a renda é mais alta, o valor liberado para contratação também tende a ser maior, já que a margem consignável acompanha o valor do benefício.

Quem não recebe o teto do INSS também pode contratar o consignado, desde que tenha margem consignável suficiente no benefício para realizar a operação.

Nesse tipo de empréstimo, o desconto das parcelas acontece automaticamente na folha de pagamento do benefício, facilitando o controle financeiro e evitando atrasos.

Antes de iniciar a contratação, é necessário ter o benefício desbloqueado para empréstimo no Meu INSS, já que sem essa liberação não é possível seguir com a solicitação.

Aqui na meutudo, você, aposentado ou pensionista do INSS, pode solicitar seu Consignado INSS de forma 100% digital, com processo simples e sem burocracia, direto pelo nosso site ou aplicativo

Se ainda não tiver o aplicativo meutudo instalado, confira como é rápido concluir seu cadastro:

Confira, a seguir, mais vantagens de contratar seu Consignado INSS com a gente:

  • Prazo de pagamento de até 108 meses, ajudando a deixar as parcelas mais leves no orçamento
  • Liberação de crédito a partir de R$ 100,00, tornando o acesso mais flexível
  • Taxas de juros personalizadas de acordo com o seu perfil financeiro
  • Acompanhamento em tempo real da sua solicitação pelo celular
  • Suporte de especialistas via chat no site ou aplicativo, sempre que você precisar de ajuda

Depois da solicitação do crédito na nossa plataforma, os dados são enviados ao Meu INSS para que você faça a confirmação (anuência INSS) da operação com sua biometria facial, em até 5 dias corridos.

Após a sua validação, o dinheiro pode cair na sua conta entre 10 minutos e 24 horas úteis via Pix.

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FAQ

Perguntas frequentes

Como consultar a tabela de teto da aposentadoria INSS?

A consulta à tabela de teto da aposentadoria do INSS pode ser feita através do conteúdo da meutudo onde consta o teto do INSS entre 1994 e 2026, com os valores, reajuste e mais informações.

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Onde ver a tabela do teto do INSS desde 1970?

Para verificar a tabela do teto do INSS desde 1970, recomenda-se acessar o documento disponível em sites confiáveis, como o ieprev.com.br.

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Qual o valor máximo de contribuição do INSS?

O valor máximo de contribuição do INSS deve ser calculado seguindo o teto do INSS vigente, mesmo que o trabalhador receba acima do teto.

Ainda tem dúvidas?

Qual o valor a ser pago de INSS autônomo?

O trabalhador autônomo, de forma geral, contribui com 20% em cima de um valor que deve ser entre o salário-mínimo e o teto do INSS. Mas também é possível fazer a contribuição no plano simplificado, com uma alíquota de 11%. E como baixa renda é possível pagar 5%.

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Contribuir pelo teto do INSS garante receber o teto na aposentadoria?

Não, contribuir pelo teto do INSS não garante receber o teto na aposentadoria, porque o valor do benefício é definido com base na média de todas as contribuições feitas desde julho de 1994, considerando todo o histórico de salários e não apenas os períodos em que houve recolhimento no valor máximo.
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Carlos Lisboa Carlos Lisboa

Carlos Lisboa é publicitário e integra o time de Aquisição Orgânica da meutudo desde 2023, produzindo principalmente conteúdos sobre finanças, benefícios e educação financeira. Natural de Sergipe, ele combina seu domínio em copywriting, SEO e técnicas de storytelling para criar textos envolventes e informativos. Fora do trabalho, Carlos é apaixonado por música e adora uma boa conversa com os amigos.

1309 artigos escritos