Como financiar uma casa sem entrada? Opções e como negociar

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A casa própria é o sonho de muita gente, mas a entrada costuma ser a maior barreira. Em geral, os bancos exigem pelo menos 20% do valor do imóvel na hora de fechar o contrato.

Mas nem sempre é assim, existem caminhos que permitem financiar uma casa sem precisar ter toda essa quantia no bolso

Alguns envolvem programas do governo, outros dependem de negociação direta com a construtora ou do uso do saldo do FGTS.

A seguir, você vai entender quais são essas opções, como cada uma funciona e o que levar em conta antes de escolher.

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É possível financiar uma casa sem entrada?

Sim, financiar uma casa sem entrada é possível, mas depende do seu perfil de renda, do tipo de imóvel que você quer comprar e da linha de crédito que vai usar.

O caminho mais acessível para quem não tem o dinheiro da entrada guardado é o Programa Minha Casa, Minha Vida

Na Faixa 1 do programa, o subsídio pode cobrir até 95% do valor do imóvel, o que na prática elimina ou reduz muito a necessidade de entrada. 

Para quem é beneficiário do Bolsa Família ou do BPC, o imóvel pode ser totalmente gratuito.

Outra saída para quem tem saldo no FGTS é usar o saldo do fundo como entrada,se o comprador tiver três anos de contribuição, nenhum outro imóvel na cidade e nenhum financiamento ativo no Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

A conta do FGTS não precisa estar ativa no momento da compra. Mesmo saldo de empregos antigos pode ser usado.

Leia também: FGTS para compra de imóvel: regras e como liberar saldo

Quais opções para financiar casa sem entrada?

Não existe um único caminho para quem quer comprar um imóvel sem ter a entrada guardada. 

Dependendo da sua renda, do tipo de imóvel e da sua situação financeira, uma opção pode ser muito mais vantajosa do que a outra

Minha Casa, Minha Vida

O programa Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda de até R$ 13.000,00 mensais, divididas em quatro faixas. 

Para a Faixa 1, que atende renda de até R$ 3.200,00, o governo oferece os maiores subsídios, que podem cobrir quase todo o valor do imóvel. Quanto menor a renda, maior o subsídio e menor a necessidade de entrada. 

Os tetos dos imóveis variam conforme a faixa: entre R$ 210 mil e R$ 275 mil para as Faixas 1 e 2, até R$ 400 mil para a Faixa 3 e até R$ 600 mil para a Faixa 4.

Saldo do FGTS como entrada

Quem tem saldo no FGTS pode usá-lo para pagar a entrada, reduzir o saldo devedor ou amortizar parcelas durante o financiamento do imóvel

Essa estratégia diminui o valor total a ser financiado, o que melhora o impacto das taxas de juros e as condições de pagamento ao longo do tempo.

Negociação direta com a construtora

Algumas construtoras permitem parcelar o valor da entrada diretamente durante a obra, sem precisar ter o dinheiro no bolso antes de assinar o contrato. 

Nesse modelo, você paga a entrada em parcelas mensais enquanto o imóvel é construído, e só transfere o financiamento para o banco quando as chaves são entregues.

Consórcio de imóveis

No consórcio, você paga parcelas mensais e concorre a ser contemplado por meio de sorteio ou lance. Não há juros, apenas taxa de administração. 

A desvantagem é que não há garantia de quando você vai ser contemplado. É uma boa opção para quem não tem pressa e quer se organizar financeiramente enquanto aguarda.

Veja também: O que é consórcio ou financiamento

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Qual o melhor programa para financiar casa sem entrada?

Não existe uma opção universalmente melhor porque cada uma tem vantagens específicas para situações diferentes.

Se a sua renda familiar é de até R$ 3.200,00 por mês, o Minha Casa, Minha Vida Faixa 1 é, sem dúvida, o melhor caminho

O subsídio é tão alto que a entrada pode ser mínima ou inexistente, e as taxas de juros são as mais baixas do mercado habitacional.

Se a renda é um pouco maior, entre R$ 3.200,00 e R$ 9.600,00, o programa ainda oferece juros abaixo do mercado. 

Usar o FGTS como entrada pode eliminar a necessidade de ter dinheiro guardado na hora de assinar o contrato.

Para quem tem renda mais alta e quer um imóvel de maior valor, a Faixa 4 do MCMV permite financiar até R$ 600 mil com taxa de até 10% ao ano, abaixo do que os bancos privados cobram fora do programa.

Já o consórcio é a melhor opção para quem tem disciplina financeira e pode esperar. Não paga juros e não precisa de entrada, mas também não garante quando vai ter a chave na mão.

Confira: Minha Casa, Minha Vida classe média: como conseguir

Afinal, como financiar uma casa sem entrada?

Antes de escolher qualquer linha de crédito, é preciso organizar alguns pontos. Veja o passo a passo:

  1. Limpe o nome se estiver sujo: bancos e programas habitacionais fazem análise de crédito. Nome sujo pode travar a aprovação. Se houver dívidas, negocie antes de dar o primeiro passo
  2. Organize os documentos: RG, CPF, comprovante de renda, comprovante de residência e extrato do FGTS são os básicos. Alguns bancos pedem mais
  3. Escolha o imóvel: defina o tipo, a localização e o valor. Isso determina qual faixa do MCMV você se enquadra e quais linhas de crédito estão disponíveis
  4. Escolha o tipo de financiamento: MCMV, FGTS como entrada, negociação com construtora ou consórcio. Compare antes de decidir
  5. Simule com diferentes bancos: cada instituição financeira pode oferecer condições diferentes de prazo, taxa e valor financiado. Não feche com o primeiro
  6. Prepare o bolso para os custos de documentação: Custos com ITBI, cartório e avaliação não são financiáveis e exigem pagamento à parte, representando de 3% a 5% do imóvel

Saiba mais: Score Serasa: o que é, como funciona e como aumentar? 

O que o banco avalia antes de aprovar o financiamento?

Antes de aprovar qualquer financiamento, o banco faz uma análise detalhada dos dois lados da operação, quem está comprando e o imóvel que está sendo comprado.

O que o banco avalia sobre o comprador:

  • Histórico de crédito e situação do CPF no SPC e Serasa
  • Comprovação de renda e capacidade de pagamento das parcelas
  • Tempo de trabalho e estabilidade no emprego ou atividade
  • Saldo do FGTS e tempo de contribuição
  • Se já possui outro imóvel em seu nome

O que o banco avalia sobre o imóvel:

  • Regularidade da documentação junto ao cartório
  • Laudo de avaliação do bem por perito credenciado
  • Valor de mercado compatível com o preço pedido
  • Situação jurídica do imóvel, como ausência de ônus, penhoras ou disputas judiciais
  • Se está dentro dos limites de valor do programa utilizado

Quanto mais organizada estiver a documentação dos dois lados, menor a chance de atraso ou recusa na aprovação.

Como conseguir crédito para dar entrada em um imóvel?

Não ter o valor da entrada guardado não significa que o sonho da casa própria precisa esperar. 

Existem linhas de crédito com custo controlado que podem complementar o que falta, sem comprometer o orçamento do mês ou depender de empréstimo pessoal com juros altos.

Se você tem saldo no FGTS, trabalha com carteira assinada ou recebe benefício do INSS, cada um desses caminhos tem condições específicas que podem fazer toda a diferença na hora de fechar o contrato.

Para quem tem saldo no FGTS e optou pela modalidade Saque-Aniversário há pelo menos 90 dias, a Antecipação Saque-Aniversário permite acessar parte do fundo agora, sem precisar esperar o mês do aniversário. 

Aqui na meutudo, você adianta até 5 parcelas com taxas a partir de 1,79% ao mês. 

O desconto é feito diretamente do Fundo de Garantia, uma vez por ano, no mês do seu aniversário, sem boleto e sem comprometer a renda mensal. 

O crédito está disponível inclusive para negativados, já que a análise leva em conta o saldo do FGTS, não o histórico de crédito.

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Com a gente, trabalhadores com carteira assinada podem contratar o Empréstimo Consignado CLT com juros que começam em a partir de 1,89%* ao mês, muito abaixo do que qualquer empréstimo pessoal convencional oferece nesse momento. 

Desde junho, o trabalhador CLT também pode oferecer parte dos seus direitos rescisórios como garantia na contratação. 

Ao todo, são três tipos de garantias: até 35% da verba rescisória, até 10% do saldo do FGTS e/ou até 100% da multa rescisória

A garantia é de escolha única do trabalhador e só é usada em caso de demissão, nunca enquanto ainda estiver trabalhando Assim, o banco assume menos risco e pode oferecer taxas de juros menores. 

Por enquanto, a contratação da garantia é feita somente pela CTPS Digital. Além disso, quem optou pelo Saque-Aniversário não pode usar o saldo como garantia nessa modalidade de crédito.

Para contratar, é preciso ter vínculo empregatício ativo, margem consignável disponível de até 35% e ter recebido salário no mês da contratação.

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Caso ainda não tenha o aplicativo meutudo instalado, veja como é fácil fazer o cadastro para iniciar a contratação:

Dar entrada em um imóvel sem ter o dinheiro guardado é possível quando você conhece as ferramentas certas. 

Com planejamento e o crédito adequado ao seu perfil, o sonho da casa própria fica mais perto do que parece.

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FAQ

Perguntas frequentes

Autônomo consegue fazer financiamento sem entrada?

Sim. O autônomo deve comprovar renda via extratos, IR ou contador. O Minha Casa Minha Vida aceita renda informal, mas a análise de crédito é mais rigorosa que para CLTs.
Ainda tem dúvidas?

O que acontece se eu não tiver o dinheiro para a entrada em um imóvel?

As opções incluem usar o FGTS, o programa Minha Casa Minha Vida com subsídio, parcelamento direto com a construtora ou créditos como a Antecipação Saque-Aniversário e o Consignado CLT.
Ainda tem dúvidas?

Posso usar o FGTS de outra pessoa para dar de entrada em uma casa?

Não. O FGTS só pode ser usado pelo próprio titular da conta. A exceção é para cônjuges ou companheiros que vão adquirir o imóvel juntos. Nesse caso, cada um pode usar o seu próprio saldo na mesma operação.
Ainda tem dúvidas?

Quanto tempo demora para aprovar um financiamento imobiliário?

A análise da documentação feita pela Caixa Econômica Federal costuma levar até 30 dias. Em outros bancos, o prazo pode variar entre 15 e 45 dias dependendo da instituição e da completude da documentação entregue.
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Matheus Nonato Matheus Nonato

Graduando em Jornalismo e parte da meutudo desde 2026, produz conteúdos sobre finanças, direitos trabalhistas, educação financeira e benefícios públicos. Nascido e criado em São Paulo, fora do trabalho ama esportes, cinema e música.

114 artigos escritos