Abrir um negócio próprio é o sonho de muitos brasileiros, e o Microempreendedor Individual (MEI) surgiu justamente para facilitar esse processo.
Com menos burocracia e impostos reduzidos, essa categoria permite que pequenos empreendedores formalizem suas atividades e tenham acesso a benefícios importantes. No entanto, muitos MEIs têm dúvidas sobre a contratação de funcionários.
A seguir, saiba quantos funcionários o MEI pode contratar, quais são as regras para essa contratação e quais cuidados o empreendedor deve ter ao ampliar sua equipe.
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O que você vai ler neste artigo:
O que é MEI e como funciona essa categoria?
O Microempreendedor Individual (MEI) é uma categoria empresarial criada para facilitar a formalização de pequenos negócios no Brasil.
Instituído pela Lei Complementar nº 128/2008, esse modelo permite que trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores atuem de forma legalizada, com menos burocracia e custos reduzidos.
Ao se registrar como MEI, o empreendedor passa a ter CNPJ, podendo emitir notas fiscais, abrir conta bancária empresarial e acessar linhas de crédito com mais facilidade.
Além disso, a categoria garante acesso a benefícios previdenciários, como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade.
Para se enquadrar como MEI, é necessário cumprir algumas regras. Uma das principais é o limite de faturamento anual, que atualmente é de até R$ 81 mil por ano (ou cerca de R$ 6.750,00 por mês).
Também não é permitido ter sócios ou participar como titular de outra empresa. Além disso, a atividade exercida precisa estar na lista de ocupações permitidas para o MEI.
A formalização é bastante simples e o cadastro é feito gratuitamente pela internet, por meio do Portal do Empreendedor.
Ao concluir o registro o empreendedor já recebe o CNPJ e a inscrição nos órgãos necessários para iniciar as atividades.
Além disso, o MEI faz o pagamento mensal de impostos, pagando a guia chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que possui valor fixo e reduzido, variando conforme a atividade exercida, comércio, indústria ou prestação de serviços.
Por reunir formalização simples, custos baixos e benefícios importantes, o MEI se tornou uma das principais portas de entrada para quem deseja começar um negócio de forma legalizada no Brasil.
Saiba mais: Como abrir empresa de pequeno porte: guia para empreender
Quantos funcionários pode ter um MEI?
O Microempreendedor Individual (MEI) pode ter no máximo 1 funcionário registrado. Essa regra está prevista na Lei Complementar nº 128/2008, que regulamenta essa categoria empresarial no Brasil.
Isso significa que o empreendedor enquadrado como MEI só pode contratar um único empregado com carteira assinada, não sendo permitido ter dois ou mais funcionários dentro desse regime.
Essa é a regra principal da categoria e não existem exceções para esse limite. A contratação segue praticamente as mesmas regras aplicadas em empresas de maior porte.
O funcionário deve ser registrado formalmente e ter acesso a todos os direitos trabalhistas previstos na legislação, como férias, 13º salário, FGTS e descanso semanal remunerado (DSR).
Além disso, a lei estabelece que o salário do empregado deve ser de até um salário mínimo vigente ou o piso salarial da categoria profissional, caso exista convenção coletiva para aquela atividade.
Para realizar a contratação, o empreendedor precisa registrar o trabalhador no eSocial, sistema do governo que reúne informações trabalhistas e previdenciárias.
Também é necessário realizar o exame admissional e formalizar o vínculo empregatício na carteira de trabalho.
Portanto, embora o MEI tenha algumas facilidades para contratar, a legislação é clara: apenas um funcionário pode ser contratado dentro desse regime, e o empreendedor deve cumprir todas as obrigações trabalhistas previstas na lei.
Leia também: Passo a passo para começar a empreender corretamente
Quais são as regras para a contratação de funcionário pelo MEI?
Embora o MEI tenha permissão para contratar apenas um funcionário, essa contratação precisa seguir algumas regras específicas da legislação trabalhista.
Essas normas garantem que o trabalhador tenha seus direitos preservados e que o empreendedor cumpra corretamente suas obrigações como empregador.
Assim, o funcionário contratado deve ter mais de 16 anos, possuir registro formal na carteira de trabalho e ter seus dados cadastrados no eSocial, sistema utilizado pelo governo para controle das informações trabalhistas e previdenciárias.
A contratação também exige alguns procedimentos obrigatórios, como a realização do exame médico admissional, a apresentação de documentos pessoais e o cadastro no PIS.
Além disso, o vínculo empregatício precisa ser informado no eSocial antes do início das atividades do trabalhador.
Limite de remuneração e direitos trabalhistas
O MEI pode contratar apenas um funcionário, e a remuneração desse trabalhador deve seguir um limite definido pela legislação.
O salário pago deve ser igual ao salário mínimo nacional vigente ou ao piso salarial da categoria profissional, prevalecendo sempre o valor que for maior.
Mesmo sendo contratado por um microempreendedor individual, o empregado possui todos os direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Isso significa que o vínculo precisa ser formalizado com registro na carteira de trabalho, garantindo benefícios trabalhistas como:
- Registro em carteira de trabalho
- 13º salário
- Férias remuneradas com adicional
- Depósito de FGTS
- Descanso semanal remunerado
- Vale-transporte, quando aplicável
- Jornada de trabalho de até 44 horas semanais
- Contribuição ao INSS
A jornada de trabalho deve respeitar o limite estabelecido pela legislação, que normalmente é de até 8 horas por dia e 44 horas semanais.
Caso haja horas extras, elas devem ser pagas com acréscimo mínimo de 50% sobre o valor da hora normal.
Além disso, a contratação precisa ser registrada no eSocial, com assinatura da carteira de trabalho, realização do exame admissional e envio das informações do funcionário ao sistema.
Outro ponto importante é que o empregado deve exercer atividades compatíveis com aquelas registradas no CNPJ do MEI.
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Custos e obrigações do empregador MEI
Ao contratar um funcionário, o MEI também assume algumas responsabilidades trabalhistas e encargos sobre a folha de pagamento.
Mesmo sendo uma categoria simplificada, o microempreendedor precisa cumprir regras semelhantes às de empresas de maior porte.
O principal custo adicional para o MEI é de 11% sobre o salário do funcionário, composto por 3% de contribuição previdenciária patronal (INSS) e 8% de depósito de FGTS.
Esses valores são pagos mensalmente por meio da Guia DAE do eSocial, que reúne os encargos trabalhistas em um único documento e geralmente vence no dia 7 de cada mês.
Além dos encargos, o empregador MEI também precisa cumprir algumas obrigações legais relacionadas ao vínculo de trabalho.
O trabalhador contratado possui os mesmos direitos garantidos pela legislação trabalhista. Isso inclui 13º salário, férias remuneradas com adicional de um terço, descanso semanal remunerado, FGTS, licença-maternidade e vale-transporte, quando aplicável.
A jornada de trabalho normalmente deve respeitar o limite de até 8 horas por dia e 44 horas semanais.
Caso o funcionário realize horas extras, elas precisam ser pagas com um acréscimo mínimo de 50% sobre o valor da hora normal.
Também é importante lembrar que, em caso de demissão sem justa causa, o empregador deverá pagar os direitos rescisórios previstos na legislação, incluindo aviso prévio e multa de 40% sobre o saldo do FGTS.
Cumprir essas obrigações é necessário para manter o negócio regularizado e garantir que a contratação seja feita de forma legal e segura para ambas as partes.
Como contratar um funcionário sendo MEI?
O Microempreendedor Individual pode realizar a contratação de um funcionário por conta própria ou contar com o apoio de um contador para ajudar no processo.
Embora não seja obrigatório contratar um profissional de contabilidade, ele pode facilitar o cumprimento das obrigações trabalhistas e o envio correto das informações ao governo.
Para iniciar a contratação, o empregado precisa apresentar alguns documentos básicos que permitirão formalizar o vínculo de trabalho. Entre os principais estão:
- Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
- Documento de identidade (RG)
- CPF
- Cartão do PIS (Programa de Integração Social), caso já possua
- Certificado militar (quando aplicável)
- Certidão de nascimento ou casamento
- Declaração de dependentes para Imposto de Renda
- Atestado médico admissional
- Declaração sobre o uso ou não do vale-transporte
Também podem ser solicitadas informações adicionais, como telefone e comprovante de endereço, embora esses documentos não sejam obrigatórios.
Depois da entrega da documentação, o empreendedor precisa seguir algumas etapas para formalizar a contratação:
- Registrar o contrato na carteira de trabalho: é necessário registrar a data de admissão, o salário combinado e outras condições de trabalho na carteira do empregado
- Devolver a carteira ao funcionário: após o registro, a carteira de trabalho deve ser devolvida ao trabalhador em até 48 horas
- Registrar o funcionário no eSocial: a contratação deve ser informada no eSocial, sistema do governo que reúne as informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais
- Cadastrar o trabalhador no PIS (se necessário): caso o empregado ainda não possua número de PIS, o empregador deverá providenciar esse cadastro
- Recolher mensalmente os encargos trabalhistas: o MEI precisa pagar mensalmente os encargos relacionados ao salário do funcionário, como INSS e FGTS, por meio da guia gerada no eSocial
- Enviar informações trabalhistas obrigatórias: também é necessário enviar declarações periódicas exigidas pelos órgãos governamentais e manter os registros atualizados
Por fim, é importante que o empregador guarde todos os documentos e comprovantes relacionados ao vínculo de trabalho.
Esses registros devem ser mantidos por vários anos, pois podem ser solicitados em fiscalizações ou processos trabalhistas.
Seguindo essas etapas, o MEI consegue contratar um funcionário de forma legal e manter seu negócio regularizado perante a legislação trabalhista.
Continue lendo: Como divulgar minha empresa sem gastar muito?
O que acontece se o MEI contratar mais de um funcionário?
Caso um MEI contratar mais de um funcionário, ele estará descumprindo as regras dessa categoria empresarial.
A legislação estabelece que o microempreendedor individual pode manter apenas um empregado registrado, e ultrapassar esse limite pode trazer consequências fiscais e administrativas.
Quando isso acontece, o empreendedor precisa fazer o desenquadramento do MEI, deixando de fazer parte dessa categoria.
Após esse processo, a empresa deve migrar para o regime de Microempresa (ME), que possui regras diferentes de tributação e gestão.
Com a mudança para ME, o negócio passa a ter novas obrigações, como recolher impostos pelo como Microempresa, cumprir exigências contábeis mais completas, geralmente com o acompanhamento de um contador e pagar tributos maiores.
Além disso, manter dois ou mais funcionários enquanto a empresa ainda estiver registrada como MEI pode gerar multas, juros e problemas com a Receita Federal, já que isso caracteriza descumprimento das regras da categoria.
Apenas quando o empregado estiver afastado por motivo de doença ou acidente de trabalho pode haver substituição temporária do funcionário. Nesse caso, é permitido contratar um substituto enquanto durar o afastamento.
Por isso, se o negócio crescer e surgir a necessidade de contratar mais pessoas, o mais seguro é realizar o desenquadramento voluntário do MEI e transformar a empresa em Microempresa.
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Vale a pena contratar um funcionário sendo MEI?
Contratar um funcionário sendo MEI pode ser uma decisão estratégica para o crescimento do negócio, desde que exista uma necessidade real de mão de obra e um planejamento financeiro adequado.
Com o aumento da demanda por produtos ou serviços, ter um colaborador pode ajudar a melhorar a organização das atividades e aumentar a produtividade do empreendimento.
Um dos principais benefícios dessa contratação é o aumento da capacidade de produção ou atendimento.
Com mais uma pessoa auxiliando nas tarefas, o empreendedor consegue atender mais clientes, produzir mais ou dedicar mais tempo à gestão e expansão do negócio.
No entanto, é importante lembrar que o MEI possui algumas regras específicas. O empreendedor pode contratar apenas um funcionário, que deve receber o salário mínimo ou o piso salarial da categoria profissional, caso exista.
Além disso, é necessário cumprir todas as obrigações previstas na legislação trabalhista. Entre os custos envolvidos estão os encargos pagos por meio da Guia DAE, gerada no eSocial.
O empregador também deve reter a contribuição do INSS do trabalhador, que varia conforme a faixa salarial, e repassar esse valor ao governo.
Além dos encargos, o empreendedor precisa garantir todos os direitos trabalhistas, como férias remuneradas, 13º salário, pagamento de horas extras e adicionais quando aplicáveis.
Também é necessário registrar o funcionário na carteira de trabalho digital e manter as informações atualizadas no eSocial.
Por isso, antes de contratar, é necessário se planejar para avaliar se o negócio consegue arcar com os custos da contratação.
Quando bem planejada, a presença de um funcionário pode ajudar no crescimento da empresa, melhorar a organização do trabalho e garantir que o negócio continue se desenvolvendo de forma legal e estruturada.
Antes de contratar, vale a pena o empreendedor refletir se o negócio já possui demanda e organização suficientes para sustentar essa decisão.
Ter um funcionário pode representar um passo importante para ampliar a capacidade de produção e melhorar o atendimento aos clientes, mas também exige responsabilidade financeira e gestão mais estruturada.
Por isso, analisar o momento da empresa, calcular os custos envolvidos e planejar o crescimento de forma consciente ajuda a transformar a contratação em um investimento que contribua para o desenvolvimento saudável do negócio.
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Perguntas frequentes
MEI pode contratar estagiário?
Não. O Microempreendedor Individual só pode contratar um funcionário com registro formal, não sendo permitido contratar estagiários dentro dessa categoria.
Quanto custa contratar um funcionário para um MEI?
Além do salário do empregado, o MEI paga 11% de encargos sobre o valor do salário, sendo 8% de FGTS e 3% de contribuição previdenciária patronal.
Quais impostos o MEI precisa pagar?
O MEI paga mensalmente uma guia chamada DAS, que inclui tributos como INSS, ICMS ou ISS, dependendo da atividade exercida.
O MEI é obrigado a emitir nota fiscal?
O MEI é obrigado a emitir nota fiscal quando presta serviços ou vende produtos para outras empresas. Para vendas ou serviços prestados a pessoas físicas, a emissão geralmente é opcional.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
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