Dissídio 2026: quando sai e como calcular o reajuste salarial

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Saber como o dissídio salarial de 2026 pode impactar o seu salário é uma das principais dúvidas de quem aguarda o reajuste anual.

Para facilitar o cálculo do dissídio, a gente criou a Calculadora de Reajuste Salarial, uma ferramenta gratuita, rápida e online que estima o novo valor do seu salário após o reajuste.

A seguir, você pode calcular o seu reajuste e, depois, entender como funciona o dissídio salarial de 2026.

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O que é o dissídio salarial?

O dissídio salarial é o reajuste anual aplicado aos salários de trabalhadores CLT, definido por negociações entre sindicatos e empregadores ou, quando não há acordo entre as partes, por decisão da Justiça do Trabalho, conforme previsto no art. 114, § 2º da Constituição Federal e nos artigos 643, 763 e 856 a 874 da CLT.

Como o dissídio é negociado separadamente por cada categoria profissional, não existe um percentual único de dissídio salarial para 2026.

Ele tem como objetivo repor perdas causadas pela inflação e preservar o poder de compra da categoria, mantendo o equilíbrio salarial entre os profissionais. Alguns pontos importantes sobre o tema incluem:

  • Data-base: é o mês definido em acordo ou convenção coletiva a partir do qual o reajuste salarial da categoria passa a valer
  • Dissídio retroativo: é o pagamento da diferença salarial referente ao período entre a data-base e a conclusão da negociação
  • Diferença entre dissídio e aumento salarial: o dissídio é um reajuste coletivo aplicado à categoria, enquanto o aumento salarial é uma elevação individual concedida pela empresa
  • Origem da decisão: o reajuste pode ser definido por acordo ou convenção coletiva e, quando não há entendimento, pela Justiça do Trabalho em dissídio coletivo

Entenda: Salário Líquido: o que é e como fazer o cálculo?

Como calcular dissídio salarial?

Para calcular o dissídio salarial, multiplique o seu salário atual pelo percentual de reajuste da sua categoria e some o resultado ao valor do salário atual.

Para facilitar esse cálculo, use a nossa Calculadora de Reajuste Salarial seguindo este passo a passo:

  1. Informe se você é trabalhador ou beneficiário do INSS
  2. Informe seu salário atual
  3. Escolha a origem do aumento salarial
  4. Escolha o tipo de cálculo
  5. Clique em “Calcular”

Confira a fórmula do cálculo do dissídio na imagem abaixo:

Suponha que o acordo coletivo de uma determinada categoria tenha definido um reajuste salarial de 8% para um trabalhador com salário de R$ 2.000,00.

Nesse caso, o valor do reajuste será de R$ 160,00, resultando em um novo salário de R$ 2.160,00.

O cálculo do reajuste é o mesmo do dissídio?

Sim, o cálculo do reajuste é o mesmo do dissídio. Em ambos os casos, basta multiplicar o salário atual pelo percentual de aumento para chegar ao novo valor.

A diferença é que o dissídio corresponde ao reajuste coletivo, geralmente para repor a inflação, enquanto o aumento salarial é concedido individualmente pelo empregador, por exemplo, em casos de mérito ou promoção.

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Quando sai o dissídio salarial de 2026?

O dissídio salarial de 2026 não tem uma data única para todos os trabalhadores, pois o reajuste é estabelecido anualmente na data-base de cada categoria profissional.

Para quem recebe salário mínimo, o reajuste já entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, quando o piso nacional aumentou para R$ 1.621,00

Já para as demais categorias, a data do dissídio depende do mês de negociação de cada setor

Os metalúrgicos, por exemplo, costumam ter data-base em maio, enquanto os comerciários geralmente negociam em setembro

Assim, o reajuste só é definido quando as negociações entre os sindicatos são concluídas.

A seguir, confira quando deve sair o dissídio salarial de algumas das principais categorias profissionais em 2026.

Qual sai o dissídio da Construção Civil em 2026?

O dissídio da construção civil para 2025/2026 varia de acordo com a região, já que os reajustes são definidos por negociações entre sindicatos e empregadores locais. 

Em muitos acordos já firmados, os aumentos salariais ficaram entre cerca de 5% e 6,5%, normalmente aplicados de forma retroativa à data-base da categoria. 

Entre os principais pontos observados nas negociações estão:

  • Reajustes regionais: acordos têm definido aumentos próximos de 5,5% para salários acima do piso, além de reajustes específicos para funções como serventes e oficiais
  • Ganhos reais: em algumas negociações, o reajuste superou o índice de inflação (INPC), chegando a cerca de 6,32% em determinadas bases
  • Novas negociações para 2026: algumas categorias já discutem novos ajustes, com índices acumulados que podem ultrapassar 6,7% em certas regiões

Como os valores podem variar bastante de acordo com o local, o ideal é consultar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do sindicato da sua região, como SINDUSCON ou SINTRACOM, para verificar o percentual exato aplicado à categoria.

Dissídio dos comerciários em 2026

O dissídio dos comerciários em 2026 depende da região e da data-base definida para a categoria.

Em muitas convenções coletivas firmadas neste ano, os percentuais de reajuste ficaram entre 4% e 6%, enquanto os pisos salariais foram definidos de acordo com o salário mínimo, a inflação passada e a região

Em Belo Horizonte (MG), por exemplo, o piso para comissionistas foi fixado em R$ 1.980,00.

Já no comércio varejista de São Paulo, há convenções com piso em torno de R$ 1.840,41, enquanto no Rio de Janeiro o valor ficou próximo de R$ 1.823,00

Em outras regiões, os pisos definidos foram de R$ 1.736,00 em Divinópolis (MG) e R$ 1.631,70 em Teresina (PI).

Reajuste salarial das Forças Armadas

O reajuste salarial das Forças Armadas foi de 4,5% nos soldos em janeiro de 2026

Esse aumento faz parte de uma medida provisória que concedeu um reajuste total de 9% no vencimento básico dos militares, sendo que a primeira parcela já havia sido paga em abril de 2025.

Quais são os tipos de dissídio?

Os principais tipos de dissídio são o salarial (reajuste anual para compensar os efeitos da inflação), o coletivo (relacionado às negociações entre sindicatos e empregadores) e o individual (ação judicial de um único funcionário contra a empresa).

A seguir, confira as diferenças entre esses tipos de dissídio e entenda quando cada um deles é utilizado.

Dissídio salarial

O dissídio salarial é o reajuste que as empresas devem aplicar aos salários dos trabalhadores, realizado anualmente para quem recebe salário mínimo.

No caso de outras categorias, o aumento é definido entre sindicatos e empresas na data-base da categoria, podendo ser negociado em períodos de até 24 meses, conforme o acordo firmado.

Dissídio individual

O dissídio individual envolve a apresentação de uma ação judicial por um empregado contra o seu empregador, geralmente relacionada a questões como equiparação salarial, pagamento de verbas rescisórias referentes a horas extras, FGTS e 13º salário, bem como reajustes salariais. 

Dentre os tipos de dissídio individual, estão:

  • Dissídio individual simples: é caracterizado pelo ajuizamento de uma ação trabalhista por parte de um único trabalhador, visando a resolução de um conflito entre ele e seu ou seus empregadores.
  • Dissídio individual plúrimo: é aquele em que dois ou mais trabalhadores entram em uma ação trabalhista contra um ou mais empregadores visando obter um resultado que atenda aos interesses de todos os trabalhadores envolvidos.
  • Dissídio individual especial: é caracterizado por determinar se houve ou não uma falta grave por parte do empregado e se a rescisão judicial do contrato de trabalho é justificada, e o processo é movido pelo empregador. 

Essas ações buscam garantir que as leis trabalhistas sejam cumpridas e protejam os direitos dos trabalhadores.

Dissídio coletivo

O dissídio coletivo é solicitado judicialmente para atender os interesses de uma categoria profissional de trabalhadores e garantir que os direitos e deveres da categoria sejam cumpridos de acordo com a legislação trabalhista vigente.

Ele pode ser dividido em cinco tipos, conforme a natureza do conflito analisado pela Justiça do Trabalho:

  • Econômico: envolve a criação de novas regras para a categoria, como reajuste salarial, piso, benefícios e demais condições de trabalho
  • Jurídico: acontece quando é preciso definir o sentido ou a forma correta de aplicar acordos, convenções ou sentenças normativas já existentes
  • Originário: surge para estabelecer normas inéditas em categorias que ainda não têm regras coletivas formalizadas
  • De revisão: serve para atualizar regras coletivas que já estão em vigor, ajustando as condições de trabalho às mudanças do momento
  • De declaração: tem como objetivo decidir se uma greve foi legal ou ilegal, considerando o contexto da paralisação

Quem tem direito ao reajuste salarial pelo dissídio?

Todo profissional contratado pelo regime CLT tem direito ao reajuste salarial definido pelo dissídio da sua categoria, mesmo que não seja associado ao sindicato

Confira os principais pontos sobre quem recebe o reajuste pelo dissídio:

  • Trabalhadores CLT: o reajuste contempla funcionários de empresas privadas contratados pela CLT, enquanto estagiários, autônomos e servidores públicos seguem regras próprias de remuneração e salário
  • Data-base: é a data em que o reajuste salarial começa a valer para os trabalhadores daquela categoria, conforme o acordo ou convenção coletiva definido entre sindicatos e empresas
  • Reajuste proporcional: quem foi contratado depois da última data-base pode receber o aumento de forma proporcional ao período trabalhado, conforme as regras definidas para a categoria
  • Pagamento retroativo: quando o reajuste é definido depois da data-base, a empresa deve fazer o pagamento de forma retroativa, incluindo a diferença salarial referente aos meses anteriores
  • Salários acima do piso: trabalhadores que recebem acima do valor mínimo da categoria também podem ter direito ao reajuste definido no dissídio.

Dissídio salarial e reajuste salarial são a mesma coisa?

Não, dissídio salarial e reajuste salarial não são a mesma coisa. O reajuste é a atualização aplicada ao salário dos trabalhadores, enquanto o dissídio é o processo de negociação entre sindicatos e empresas para definir esse aumento quando não há acordo inicial.

O reajuste deve ser aplicado aos trabalhadores que recebem o salário mínimo ou valores abaixo do piso salarial da categoria

Já os trabalhadores que recebem acima desses valores dependem das regras estabelecidas no acordo ou convenção coletiva.

Dessa forma, o dissídio é uma das formas de definir o reajuste salarial, mas os dois termos não têm o mesmo significado.

Entenda: Calculadora de correção monetária por índice [IPCA e outros]

Como funciona o reajuste salarial?

O reajuste salarial é um direito do trabalhador e deve acontecer anualmente, de acordo com a data-base de cada categoria profissional e seu respectivo sindicato, sempre no dia 1º do mês definido. 

Uma vez que não existe nenhuma obrigação de limite de reajuste salarial, ou seja, sem que haja um percentual mínimo ou máximo definido, esse detalhe é resultado das negociações entre os envolvidos.

No entanto, o valor acordado deve ser aplicado desde a data do acordo, mesmo se a homologação tiver ocorrido mais tarde.

Como saber o meu sindicato? E se não tiver?

Para saber qual é o seu sindicato, basta acessar o site do Ministério do Trabalho, onde há uma lista completa de todos os sindicatos das categorias profissionais e econômicas.

No entanto, caso você não tenha um sindicato, é possível escolher um que se encaixe com as suas atividades laborais para se afiliar.

Qual o valor do reajuste salarial e do dissídio em 2026?

Não existe um único valor de reajuste salarial e dissídio em 2026 para todos os trabalhadores, pois o aumento varia conforme a categoria profissional, a região e as negociações realizadas entre sindicatos e empresas.

Para quem recebe o salário mínimo, o reajuste definido para 2026 foi de 6,79%, aumentando o valor de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00.

O que muda com o aumento salarial de 2026?

Com o aumento salarial de 2026, que eleva o salário mínimo para R$ 1.621,00, vários benefícios e direitos trabalhistas também são reajustados automaticamente. Confira o que mudou:

  • Benefício de Prestação Continuada (BPC): o valor mensal pago passa a acompanhar o novo salário mínimo
  • Aposentadorias e pensões: benefícios do INSS equivalentes a um salário mínimo também terão aumento
  • Margem consignável: aumenta o limite disponível para contratação de crédito consignado 
  • Depósitos do FGTS: o valor depositado mensalmente pelas empresas aumenta, já que é calculado sobre o salário do trabalhador
  • Abono salarial PIS/PASEP: o benefício máximo pago aos trabalhadores formais passa a ser igual ao novo piso nacional

Além disso, o reajuste contribui para aumentar o poder de compra dos brasileiros, ajudando a equilibrar o orçamento e estimular o consumo no país.

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O que acontece quando a empresa não paga o dissídio salarial?

Quando a empresa não paga o dissídio salarial, ela fica em situação irregular e pode sofrer consequências legais.

O trabalhador ou o sindicato da categoria pode acionar a Justiça do Trabalho para exigir o pagamento dos valores devidos, acrescidos de juros, multas e correção retroativa. 

Além disso, o empregador pode ser autuado pelo Ministério do Trabalho por descumprir a convenção coletiva

Em casos mais graves, o funcionário pode até solicitar a rescisão indireta do contrato, que ocorre quando a falta é considerada uma “justa causa do empregador”.

Como foi o reajuste salarial de 2025 em comparação com 2026?

O reajuste salarial de 2025 foi de 7,5% em relação ao salário mínimo de 2024, que era R$ 1.412,00. Com o aumento, o novo piso nacional passou a ser R$ 1.518,00

Já em 2026, o reajuste foi de 6,79%, elevando o salário mínimo de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00 e mantendo ganho real acima da inflação, mesmo com percentual menor que o do ano anterior.

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Como o dissídio beneficia trabalhadores e aposentados?

O dissídio beneficia trabalhadores e aposentados ao aumentar a renda e contribuir para a manutenção do poder de compra

Além disso, esse reajuste também pode ampliar as possibilidades de acesso ao crédito, como o Empréstimo consignado CLT para trabalhadores com carteira assinada e o Consignado INSS para aposentados, pensionistas e demais beneficiários que atendam aos requisitos.

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FAQ

Perguntas frequentes

Quem ganha mais de um salário mínimo teve aumento em 2026?

O valor do aumento para os trabalhadores que ganham mais de um salário mínimo depende da própria empresa empregadora ou de negociação entre o governo e os sindicatos.

Ainda tem dúvidas?

Quando foi pago o dissídio 2026?

O dissídio salarial de 2026 começou a vigorar em 1º de janeiro de 2026, data em que o novo salário mínimo passou a valer R$ 1.621,00.

Ainda tem dúvidas?

Quando aumenta o salário mínimo?

O salário mínimo aumenta em 1º de janeiro do novo ano, com pagamento reajustado em fevereiro.

Ainda tem dúvidas?

Estagiário tem direito ao dissídio salarial?

Não. Quem é estagiário não tem direito ao dissídio salarial, porque este se refere a aumentos negociados entre sindicatos e empregadores para trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Ainda tem dúvidas?

O que acontece se a empresa não pagar o dissídio?

Quando a empresa não paga o dissídio, significa que ela está desrespeitando e descumprindo o Acordo ou Convenção Coletiva, e pode correr o risco de pagar multa e, ainda, sofrer uma ação judicial no Ministério do Trabalho.

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Carlos Lisboa Carlos Lisboa

Carlos Lisboa é publicitário e integra o time de Aquisição Orgânica da meutudo desde 2023, produzindo principalmente conteúdos sobre finanças, benefícios e educação financeira. Natural de Sergipe, ele combina seu domínio em copywriting, SEO e técnicas de storytelling para criar textos envolventes e informativos. Fora do trabalho, Carlos é apaixonado por música e adora uma boa conversa com os amigos.

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