Existem três regimes principais da Previdência Social no Brasil, e entender como cada um funciona é necessário para todos os tipos de trabalhadores, sejam eles do setor privado, servidores públicos ou autônomos.
Conhecer essas diferenças permite que você saiba exatamente quais são seus direitos, como se planejar para o futuro e quais contribuições são obrigatórias ou facultativas no seu caso.
Para as empresas, compreender os regimes previdenciários garante o cumprimento das obrigações legais, evita passivos trabalhistas e permite orientar adequadamente os colaboradores sobre seus direitos e deveres.
A seguir, saiba o que é a Previdência Social, por que ela é importante e quais são as características de cada um dos três regimes existentes: o Regime Geral (RGPS), o Regime Próprio (RPPS) e o Regime de Previdência Complementar (RPC).
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O que você vai ler neste artigo:
O que é a Previdência Social?
A Previdência Social é um sistema público que busca garantir a renda do trabalhador em momentos de necessidade, como aposentadoria, doença, invalidez, morte ou outras situações que impedem o exercício da atividade profissional.
Ela funciona como um seguro, em que você contribui durante o período em que está trabalhando, para ter direito a receber benefícios no futuro.
O sistema é regido por leis específicas e é administrado, principalmente, pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no caso do Regime Geral, e por órgãos públicos, no caso dos regimes próprios.
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Qual a importância da Previdência Social?
Mais do que uma contribuição obrigatória, a Previdência Social representa uma rede de proteção econômica para o trabalhador e sua família.
Ela assegura o acesso a benefícios previdenciários em situações que comprometem a capacidade de geração de renda, como envelhecimento, incapacidade temporária ou permanente, maternidade, desemprego involuntário, reclusão e falecimento.
Ao garantir a aposentadoria, por exemplo, o sistema oferece uma remuneração contínua na velhice ou em casos de invalidez.
Já em situações de doença ou acidente, o trabalhador pode contar com auxílios que mantêm sua subsistência e, em alguns casos, permitem até o acesso à reabilitação profissional.
Além disso, em momentos como o nascimento de um filho ou o afastamento por prisão, o segurado e seus dependentes encontram respaldo financeiro.
A atuação da Previdência vai além da proteção individual. Ela cumpre um papel importante no combate à pobreza e à desigualdade social, injetando recursos na economia local e promovendo maior equilíbrio e segurança para toda a sociedade.
Isso contribui diretamente para manter o consumo das famílias, movimentar o comércio e apoiar o desenvolvimento das comunidades.
Leia também: Para quem o planejamento previdenciário é indicado?
Quais são os três regimes da Previdência Social?
O sistema previdenciário brasileiro foi estruturado para assegurar proteção aos trabalhadores em diferentes fases da vida e situações adversas, como afastamento por doença, invalidez, aposentadoria, maternidade ou falecimento.
Ele é mantido por meio de contribuições mensais obrigatórias para quem exerce atividade remunerada, e está dividido em três grandes regimes: RGPS, RPPS e RPC.
Cada um atende a grupos distintos e possui regras específicas quanto à contribuição, benefícios e gestão, sendo importante conhecer as diferenças para entender quando se tem direto a cada um deles.
RGPS: Regime Geral de Previdência Social
É o mais abrangente e atende à maioria da população economicamente ativa. Ele é voltado para trabalhadores da iniciativa privada, servidores públicos contratados pelo regime da CLT, autônomos, facultativos e outros segurados especiais.
A gestão deste regime é feita pelo INSS, que opera no sistema de repartição simples, em que os trabalhadores da ativa financiam os benefícios pagos aos aposentados.
Este é o regime ao qual estão vinculados os trabalhadores da iniciativa privada, empregados domésticos, autônomos e facultativos. É administrado pelo INSS e financiado por contribuições mensais baseadas no salário.
Entre os benefícios oferecidos estão a aposentadoria por idade ou tempo de contribuição, pensão por morte, auxílio-doença e salário-maternidade.
RPPS: Regime Próprio de Previdência Social
É destinado exclusivamente aos servidores públicos efetivos, ou seja, aqueles ocupantes de cargos permanentes por meio de concurso.
Cada ente da federação, União, estados, Distrito Federal e municípios, pode estabelecer seu próprio regime, com normas específicas de acesso à aposentadoria, cálculo dos proventos e tempo de contribuição.
Destinado aos servidores públicos efetivos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Cada ente federativo pode ter seu próprio sistema, com regras específicas de contribuição e de concessão de benefícios.
A filiação é obrigatória e a estrutura varia conforme o órgão a que o servidor pertence. Os servidores não concursados ou comissionados costumam ser vinculados ao RGPS, mesmo atuando em órgãos públicos.
RPC: Regime de Previdência Complementar
É uma forma opcional de ampliar a proteção previdenciária. Ele permite que trabalhadores, tanto do setor privado quanto do público, tenham uma fonte adicional de renda na aposentadoria.
No caso dos servidores públicos federais, esse regime passou a vigorar com a criação das fundações como a Funpresp-Exe e a Funpresp-Jud, que oferecem planos com contribuições definidas.
O RPC também pode ser acessado por trabalhadores da iniciativa privada por meio de previdência complementar aberta ou fechada.
É um sistema opcional que permite ao trabalhador complementar a aposentadoria recebida pelos outros regimes. Pode ser público ou privado, com planos patrocinados por empresas ou individuais.
No setor público, é comum que servidores com altos salários contribuam para um fundo complementar, como o Funpresp.
Saiba mais: Servidor público pode ser MEI?
Quais as principais diferenças entre os regimes previdenciários?
Embora todos tenham o objetivo de garantir uma renda futura, cada regime possui características específicas. As principais diferenças entre os regimes são:
| Diferenças entre os regimes previdenciários | |||
|---|---|---|---|
| Aspecto | Regime Geral de Previdência Social (RGPS) | Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) | Regime de Previdência Complementar (RPC) |
| Quem participa | Trabalhadores da iniciativa privada e servidores celetistas | Servidores públicos efetivos da União, estados, DF e municípios | Qualquer trabalhador que queira complementar a aposentadoria |
| Gestão | Administrado pelo INSS | Gerido por cada ente federativo (União, estados e municípios) | Administrado por entidades abertas ou fechadas de previdência |
| Natureza | Obrigatória para quem exerce atividade remunerada | Obrigatória para servidores públicos efetivos | Facultativa, depende da adesão do trabalhador |
| Financiamento | Contribuições mensais do empregado e empregador | Contribuições do servidor e do ente público | Contribuições do participante e, em alguns casos, do patrocinador |
| Forma de cálculo dos benefícios | Baseada na média dos salários de contribuição, conforme regras da reforma de 2019 | Depende da legislação de cada ente federativo | Depende do plano contratado e do saldo acumulado |
Além das diferenças acima, os regimes se distinguem também em pontos como a forma de funcionamento e os tipos de benefícios oferecidos.
O RGPS funciona com base no modelo de repartição simples, onde os trabalhadores ativos contribuem para custear os benefícios dos aposentados atuais.
Já o RPPS pode seguir tanto esse modelo quanto o de capitalização, dependendo das regras de cada ente federativo. Por sua vez, o RPC adota o modelo de capitalização individual, em que cada participante acumula seu próprio fundo de reserva.
Quanto aos benefícios, o RGPS garante aposentadorias, pensões, auxílios diversos e salário-maternidade. O RPPS oferece aposentadoria e pensão específicas aos servidores públicos, de acordo com as normas locais.
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Como saber em qual regime estou?
Para saber qual regime de Previdência Social você pertence é possível verificar de forma simples por meio do site ou aplicativo Meu INSS.
Para isso, acesse a plataforma com seu CPF e senha, e procure pela opção “Extrato de Contribuições” ou “CNIS”. Esse documento mostra todos os seus vínculos empregatícios e períodos de contribuição.
Com base nas informações exibidas, você pode confirmar seu tipo de vínculo e identificar em qual regime você está inserido:
- RGPS (Regime Geral de Previdência Social): Se você trabalha na iniciativa privada, como celetista, autônomo, contribuinte individual ou facultativo, você está vinculado ao RGPS
- RPPS (Regime Próprio de Previdência Social): Caso você seja servidor público concursado, ocupante de cargo efetivo, provavelmente está vinculado ao RPPS do ente federativo ao qual pertence
- RPC (Regime de Previdência Complementar): Se aderiu a um plano de previdência privada ou a um fundo complementar público, como a Funpresp, então também participa do RPC
Além do Meu INSS, você pode também ligar para o telefone 135, a Central de Atendimento do INSS, para obter ajuda com suas informações previdenciárias.
Caso seja servidor público, consultar o portal ou sistema do seu próprio RPPS, que pode fornecer extratos específicos do regime próprio ao qual está vinculado.
Saber seu enquadramento corretamente é o primeiro passo para garantir que seus direitos estejam sendo respeitados e para planejar sua aposentadoria com mais segurança.
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Posso mudar de regime de Previdência?
Sim, é possível mudar de regime em algumas situações, dependendo do seu vínculo profissional ou do tipo de plano que você possui.
Servidores públicos que ingressaram no serviço antes de 2021, por exemplo, podem optar por migrar para o Regime de Previdência Complementar (RPC).
Essa mudança envolve dividir a cobertura previdenciária entre o Regime Próprio (RPPS) e um plano complementar. No entanto, essa decisão é permanente e não pode ser revertida futuramente.
Em certos casos, o servidor pode ainda receber um incentivo financeiro, conhecido como benefício especial, especialmente se já contribui com valores acima do teto do INSS.
Já quem possui um plano de previdência privada tem a possibilidade de fazer a portabilidade para outra instituição financeira, caso encontre opções mais vantajosas, sem perder o histórico de contribuições ou pagar taxas adicionais.
Além disso, é permitido alterar o regime de tributação de progressivo para regressivo, mas não o contrário. Essa escolha também é, em regra, definitiva, exigindo bastante atenção antes de tomar uma decisão.
Portanto, a troca de regime não ocorre de forma direta, mas sim conforme sua mudança de vínculo profissional. Se você é celetista e passa em um concurso para cargo efetivo, sairá do RGPS e passará para o RPPS.
Ao compreender melhor quais são os três regimes da Previdência Social, você amplia sua capacidade de tomar decisões conscientes sobre sua vida financeira e previdenciária.
Saber onde você está inserido e como cada modelo funciona é importante para garantir seus direitos, planejar o futuro com segurança e até mesmo buscar formas de complementar sua aposentadoria.
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Perguntas frequentes
Posso contribuir para mais de um regime ao mesmo tempo?
Sim. É possível, por exemplo, ser servidor público efetivo (RPPS) e ter uma atividade paralela como autônomo (RGPS), contribuindo para ambos.
Regimes diferentes pagam aposentadorias diferentes?
Sim. Os valores, regras de cálculo e condições de aposentadoria variam de acordo com o regime. O RPPS, por exemplo, pode ter tetos e critérios próprios.
Existe carência mínima para se aposentar em cada regime?
Sim. No RGPS, a carência é de 180 contribuições mensais para aposentadoria por idade. Nos outros regimes, a carência é definida por normas próprias.
Vale a pena contribuir para a previdência complementar?
Para quem deseja uma aposentadoria com renda mais elevada ou possui salários acima do teto do INSS, o RPC é uma opção vantajosa.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 07/03/2023É um aplicativo muito bom e tudo que tem nele é verdade, não fake news
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