A esquizofrenia é um transtorno mental grave, que afeta como a pessoa pensa, sente e se comporta. Os sintomas são profundos e muitas vezes incapacitantes.
Por isso, quem convive com a doença pode enfrentar grandes dificuldades no trabalho. Em muitos casos, manter uma rotina profissional torna-se inviável.
Nessas situações, é comum surgir a dúvida: será que a esquizofrenia aposenta? Ou será que é preciso buscar outros tipos de ajuda do governo?
Confira a seguir quem tem direito à aposentadoria por invalidez, como funciona o processo pelo INSS, quais documentos são exigidos e quais são as alternativas de benefício para quem não contribuiu.
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O que você vai ler neste artigo:
O que é a esquizofrenia?
A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico e complexo. Ela interfere diretamente na percepção da realidade, prejudicando o pensamento lógico, o comportamento e as emoções.
Pessoas com esquizofrenia podem ter delírios, alucinações, isolamento social e alterações cognitivas.
Essa condição exige acompanhamento médico contínuo e, geralmente, o uso de medicamentos por tempo indeterminado.
Embora existam tratamentos que melhoram os sintomas, a esquizofrenia ainda não tem cura.
O impacto no dia a dia é significativo, e em muitos casos, impede a pessoa de manter um emprego ou estudar.
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Quem tem esquizofrenia pode se aposentar pelo INSS?
Sim, pessoas com esquizofrenia podem ter direito à aposentadoria por invalidez, hoje chamada de aposentadoria por incapacidade permanente.
No entanto, isso só acontece quando fica comprovado que a doença impede totalmente o exercício de qualquer atividade profissional, de forma contínua e definitiva.
É importante saber que nem todo diagnóstico leva automaticamente ao benefício. O que conta para o INSS é a incapacidade funcional.
Ou seja, como a esquizofrenia afeta, na prática, a capacidade de trabalho do segurado. A avaliação é feita por meio de laudos e da perícia médica.
Quando a esquizofrenia pode levar à aposentadoria?
A aposentadoria é concedida em casos de esquizofrenia quando o perito do INSS entender que o quadro é irreversível e impede qualquer atividade remunerada.
Isso costuma ocorrer em casos de surtos recorrentes, internações frequentes, efeitos colaterais graves das medicações ou comprometimento cognitivo severo.
Confira: Benefícios do INSS para pessoas afetadas por doenças mentais
Nessas situações, o segurado não consegue ser reabilitado para outra função, e nem se manter de forma autônoma no mercado de trabalho.
Com isso, é enquadrado como incapaz permanentemente e tem direito ao benefício.
Quais os critérios do INSS para conceder o benefício?
Para que a esquizofrenia aposente, o INSS exige que o segurado comprove a incapacidade total e permanente para o trabalho.
Esse processo envolve a entrega de documentos, análise médica e o cumprimento de exigências legais. Confira os principais critérios a seguir:
Incapacidade
A base da concessão é a comprovação de incapacidade laboral. A esquizofrenia deve impossibilitar o exercício de qualquer profissão, inclusive aquelas mais simples.
O perito do INSS avalia se a condição compromete de forma contínua a rotina e a produtividade do segurado.
Laudos e Perícia
Os laudos devem ser recentes e assinados por psiquiatras. Eles devem descrever detalhadamente os sintomas, o tempo de tratamento, o uso de medicações, os efeitos colaterais e a evolução clínica.
A perícia é o momento em que o INSS analisa esses documentos e entrevista o segurado.
Documentação
Junte todos os registros médicos, como:
- Laudos de psiquiatras e psicólogos
- Relatórios de internações anteriores
- Receitas e exames
- Declarações de familiares ou assistente social
- Comprovantes de afastamento ou demissão por motivo de saúde
Quanto mais completo o processo, maiores as chances de aprovação.
Leia mais: Síndrome de Burnout tem aposentadoria ou auxílio-doença?
Como solicitar a aposentadora por esquizofrenia pelo Meu INSS?
O pedido da aposentadoria por esquizofrenia pode ser feito sem sair de casa. O INSS permite que a solicitação seja feita de forma online, pelo site ou aplicativo Meu INSS.
Mas, apesar da facilidade, o processo exige cuidado com cada etapa.
A seguir, confira como realizar o pedido corretamente:
1. Faça login no portal Meu INSS
Acesse o site meu.inss.gov.br ou o aplicativo Meu INSS. Use seu CPF e senha cadastrados na conta Gov.br. Se ainda não tem cadastro, é possível criar um com seus dados pessoais.
2. Inicie um novo requerimento
Na tela inicial, vá até a opção “Novo Requerimento”. Depois, digite no campo de busca “aposentadoria por incapacidade permanente” e selecione a opção correta.
3. Preencha os dados solicitados
O sistema pedirá que você informe seus dados pessoais e, em alguns casos, dados de contato de médicos ou locais de tratamento. Preencha tudo com atenção.
4. Anexe a documentação médica
Escaneie ou fotografe todos os documentos que comprovam o diagnóstico e a incapacidade.
Laudos, receitas, relatórios e exames devem estar legíveis e atualizados. Quanto mais completo, melhor.
5. Envie a solicitação e acompanhe o andamento
Após o envio, o INSS irá analisar os documentos e agendar uma perícia médica. Você pode acompanhar todas as atualizações no próprio portal ou app, na aba “Agendamentos/Solicitações”.
Estar com a documentação correta e detalhada desde o início aumenta significativamente as chances de conseguir o benefício.
Confira: Dicas para solicitar o auxílio doença sem ser negado
Como passar na perícia do INSS por esquizofrenia?
A perícia médica é decisiva para conseguir a aposentadoria. Por isso, é essencial que o segurado esteja bem orientado e com a documentação em ordem. Confira algumas orientações práticas:
- Leve laudos detalhados, com explicações claras dos médicos
- Mostre o impacto da doença na rotina, nos relacionamentos e no trabalho
- Relate crises, surtos e dificuldades diárias, sem exageros
- Se possível, leve um familiar ou cuidador para relatar a situação
O perito vai analisar se há incapacidade real, se o tratamento está sendo seguido e se não há possibilidade de reabilitação. Fale com sinceridade, sem omitir ou inventar informações.
Outros benefícios para pessoas com esquizofrenia
Se o INSS entender que a esquizofrenia não causa incapacidade permanente, ainda assim existem outros tipos de ajuda disponíveis. A seguir, veja dois benefícios comuns nesses casos:
BPC/Loas
O BPC é um benefício assistencial pago a pessoas com deficiência e baixa renda. A esquizofrenia é reconhecida como deficiência, desde que haja limitações duradouras para a vida diária.
Não exige contribuições ao INSS, mas é preciso comprovar renda familiar de até 1/4 do salário mínimo por pessoa.
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Auxílio-doença
Quando a incapacidade é temporária, o INSS pode conceder o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença).
Exige carência de 12 meses e a comprovação de que a esquizofrenia impede o trabalho de forma momentânea, com possibilidade de retorno após o tratamento.
Quem tem esquizofrenia e nunca contribuiu para a previdência pode solicitar benefícios?
Sim, mesmo quem nunca pagou INSS pode receber ajuda do governo. Nesse caso, o caminho mais indicado é o BPC/Loas. Para conseguir o benefício, é necessário comprovar:
- Diagnóstico de esquizofrenia com limitações funcionais
- Impedimento de longo prazo para o trabalho
- Renda per capita da família inferior a 1/4 do salário mínimo
- Inscrição no Cadastro Único (CadÚnico)
O BPC não é uma aposentadoria, mas um benefício assistencial que garante um salário mínimo mensal e pode ser vitalício, desde que a condição persista.
A pessoa com esquizofrenia tem direito a aposentadoria, porém, é necessária a comprovação da doença, com documentação médica completa e estar orientado corretamente para a perícia.
Em muitos casos, o auxílio-doença ou o BPC/Loas são as alternativas mais imediatas para garantir um mínimo de dignidade e sustento para o segurado.
Caso você esteja nessa situação ou conheça alguém que precise, não hesite em buscar orientação jurídica especializada e fazer valer seus direitos.
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Perguntas frequentes
Quanto recebe uma pessoa aposentada por esquizofrenia?
O valor da aposentadoria varia de acordo com o histórico de contribuições da pessoa ao INSS. O benefício pode ser de um salário mínimo ou mais, caso o segurado tenha contribuído com valores maiores durante a vida laboral.
Quando a esquizofrenia é incapacitante?
A esquizofrenia é considerada incapacitante quando impede o indivíduo de realizar qualquer tipo de trabalho, mesmo com tratamento adequado.
Qual o CID de esquizofrenia que dá direito a aposentadoria?
Os códigos mais utilizados para esquizofrenia são os da faixa F20.0 a F20.9, conforme a CID-10. O mais comum é o F20.0 (esquizofrenia paranoide).
Quem tem esquizofrenia é considerado PCD?
Sim. Pessoas diagnosticadas com esquizofrenia são consideradas Pessoas com Deficiência (PCD) para efeitos legais e podem ter direito a benefícios, cotas em concursos, isenções e outros direitos garantidos por lei.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
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