O que é refinanciamento de dívida e empréstimo? Como fazer?
ou continuar depois.
O refinanciamento permite trocar a dívida atual por uma com condições melhores, sem mudar de instituição financeira.
É uma alternativa para quem contratou um crédito e está com dificuldade para pagar as parcelas, e isso é mais comum do que parece.
Dados de uma pesquisa sobre dívidas feita com leitores do nosso blog mostram que 36% dos entrevistados possuem débitos com cartões de crédito e outros 36% com empréstimos. Já 13% relataram dificuldade para pagar contas básicas, como água, luz, telefone e internet.
Se você quer entender quando vale a pena fazer um refinanciamento e quais os cuidados necessários para realizar essa operação, continue lendo.
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| Produto | Taxa a partir de | Pagamento | |
| Empréstimo Consignado | 1,39% a.m | 2 a 108 parcelas | |
| Portabilidade Consignado | 1,39% a.m | 60 a 108 parcelas | |
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O que você vai ler neste artigo:
O que é refinanciamento?
O refinanciamento é uma forma de substituir um contrato de empréstimo existente por um novo contrato com novos termos, só que dentro do mesmo banco.
O objetivo é conseguir uma condição mais favorável, o que pode acontecer por meio da:
- Redução da taxa de juros: trocar uma dívida mais cara por uma com taxas menores
- Ampliação do prazo de pagamento: para diminuir o valor das parcelas mensais
- Redução do valor da parcela: resultado direto de taxas menores e prazos maiores
- Recebimento de um “troco”: ao refinanciar um valor maior que a dívida atual, a diferença é liberada para usar como quiser
Assim, o refinanciamento permite ajustar as condições do contrato à sua realidade financeira atual.
Confira: Diferença de Refinanciamento e Portabilidade de empréstimo
Como funciona na prática?
O processo de refinanciamento funciona como uma troca, em que o contrato de crédito existente é substituído por um novo com condições melhores, sem mudar de instituição financeira.
Em geral, envolve as seguintes etapas:
- Solicitar ou receber uma proposta de refinanciamento à instituição financeira, que informe o valor da dívida atual, o prazo desejado, a taxa de juros e a garantia oferecida (se houver)
- Analisar as condições oferecidas pelo credor, comparando-as com as da dívida original
- Aceitar a proposta de refinanciamento, entregando os documentos necessários e assinando o contrato
- Receber o valor do novo crédito na conta corrente, caso tenha sido gerado troco após o refinanciamento da dívida
- Pagar as parcelas do refinanciamento conforme o prazo e a taxa de juros acordados
Por exemplo, imagine que um trabalhador tem um empréstimo consignado de R$ 18.000,00 com taxa de juros de 2,89% ao mês.
A instituição financeira oferece uma proposta de refinanciamento de R$ 22.000,00, com taxa de 1,89% ao mês e prazo maior.
O novo valor quita a dívida antiga e ainda libera R$ 4.000,00 de “troco” na conta, com parcelas menores e prazos mais longos.
Leia mais: O que significa Refinanciamento averbado?
Quais são os tipos de refinanciamento?
Existem diferentes tipos de refinanciamentos, como o de empréstimo, o de imóvel e o de veículo. As características variam conforme o tipo de garantia oferecida em cada modalidade.
A seguir, confira mais detalhes sobre cada um deles.
Refinanciamento de empréstimo
O refinanciamento de empréstimo, seja consignado ou pessoal, é uma opção para quem já possui um contrato ativo e deseja conseguir um novo crédito ou melhorar as condições da dívida atual.
Ao refinanciar um empréstimo, é possível negociar prazos maiores, reduzir parcelas ou conseguir valores adicionais, facilitando a organização financeira.
Ele funciona a partir do saldo devedor atual, que serve de base para um novo contrato, com condições que podem trazer mais flexibilidade e taxas mais atrativas.
Por exemplo, no caso do Empréstimo consignado INSS, o beneficiário pode refinanciar sua dívida para estender o prazo de pagamento para até 108 meses, com juros limitados a 1,85% ao mês.
Já no refinanciamento de Empréstimo Consignado CLT, o trabalhador pode reduzir o valor da parcela mensal e, dependendo do saldo devedor e da margem livre, ainda receber um valor extra como “troco”.
Essa operação é vantajosa para quem busca crédito sem burocracia, já que as parcelas são descontadas na folha de pagamento (salário ou benefício), além de proporcionar um valor extra para usar como preferir.
Oportunidade: Portabilidade de Empréstimo consignado INSS
Refinanciamento de imóvel
O refinanciamento do imóvel, também é chamado de empréstimo com garantia, uma vez que é oferecida uma casa, apartamento ou terreno, por exemplo, para conseguir novas taxas e condições mais vantajosas.
Geralmente, é importante que 70% do valor do imóvel esteja quitado. Além disso, ele passa por uma avaliação e, após a conclusão do processo, é liberada uma porcentagem do seu valor para o solicitante.
Dependendo das condições de aprovação da instituição, o prazo de pagamento pode ser de até 20 anos nesta modalidade.
Entre as principais vantagens dessa modalidade, estão prazos mais longos para pagamento e a possibilidade de conseguir valores maiores.
Refinanciamento de veículo
O refinanciamento do veículo é praticamente a mesma coisa que do imóvel.
No entanto, no refinanciamento do veículo, é importante que o bem tenha, no máximo, dez anos de fabricação até a data em que a pessoa solicitar o Refinanciamento.
Além disso, a documentação deve estar em dia e em bom estado de conservação, e no nome da pessoa que solicitou a operação financeira.
Aqui, também dependendo das condições de aprovação, o prazo de pagamento pode ser de até 60 parcelas, ou seja, cinco anos.
Os benefícios dessa modalidade incluem taxas menores do que o empréstimo pessoal e possibilidade de financiar 50% a 90% do valor do veículo.
Quais são as vantagens de um refinanciamento?
O refinanciamento de dívida é vantajoso para quem busca reduzir a taxa de juros, aliviar o orçamento e unificar as dívidas. Outras vantagens incluem:
- Taxas mais baixas: as instituições financeiras costumam cobrar taxas menores do que em outros tipos de crédito, devido ao baixo risco de inadimplência
- Economia de dinheiro: com juros menores, o valor total pago ao final do contrato tende a ser menor do que na dívida original
- Prazo mais longo: um tempo maior para quitar a dívida reduz o valor das parcelas mensais e facilita a reorganização financeira
- Pausa no pagamento: dependendo da instituição pode ter carência entre a contratação e o início do pagamento das parcelas, dando um fôlego financeiro ao devedor
- Dinheiro extra: dependendo do saldo devedor, o banco pode liberar um valor adicional
- Unificação de dívidas: o valor liberado pode ser utilizado para quitar outras dívidas, restando apenas um contrato
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Existem desvantagens?
Entre as principais desvantagens do refinanciamento, está o aumento do valor total da dívida, já que os prazos mais longos podem elevar o custo final do contrato.
No refinanciamento com garantia, por exemplo, existe o risco de perder o bem dado em garantia em caso de atraso no pagamento.
Existe ainda a possível cobrança de taxas adicionais na contratação, dependendo da instituição financeira escolhida.
O ideal é conferir todos os detalhes do contrato e comparar as condições da proposta antes de assiná-la, para garantir que seja uma operação vantajosa para você.
Quem pode refinanciar uma dívida?
Qualquer pessoa física (CPF) ou pessoa jurídica (CNPJ) que possua um contrato de crédito ativo ou alguma pendência financeira pode refinanciar a sua dívida, desde que atenda aos requisitos da instituição financeira, como:
- Ter uma dívida ativa com um banco ou instituição financeira, que pode ser um empréstimo, um financiamento, um cartão de crédito ou outra modalidade de crédito
- Ter uma garantia para oferecer ao credor, que pode ser o salário, o veículo ou o imóvel do devedor
- Ter capacidade de pagamento, ou seja, ter renda suficiente para arcar com as parcelas do novo crédito
- Ter um bom histórico de crédito, ou seja, não ter restrições no CPF ou no nome, como pendências, protestos ou negativações.
O que é necessário para fazer um refinanciamento?
Para fazer um refinanciamento, siga as etapas da instituição financeira e apresente os documentos solicitados, que podem variar entre:
- Documento de identidade (RG, CNH ou outro)
- CPF
- Comprovante de residência (conta de luz, água, telefone ou outro)
- Comprovante de renda (holerite, extrato bancário, declaração de Imposto de Renda ou outro)
- Contrato da dívida original (empréstimo, financiamento, cartão de crédito ou outro)
- Documento do veículo ou do imóvel (caso seja usado como garantia)
Além dos documentos, a pessoa também passa por uma análise de crédito, que verifica a sua capacidade de pagamento, o seu histórico de crédito e o seu score, como explicamos.
Ainda, o credor também pode exigir uma vistoria do bem, caso seja usado como garantia, para avaliar o seu estado de conservação e o seu valor de mercado.
Qual o cálculo do refinanciamento?
O cálculo do Refinanciamento depende do tipo de Refinanciamento e da garantia oferecida. Em geral, o cálculo envolve as seguintes variáveis:
- Valor da dívida original
- Valor do novo crédito
- Taxa de juros do novo crédito
- Prazo do novo crédito
- Valor da garantia oferecida
Um exemplo de cálculo do Refinanciamento é o do troco para o Refinanciamento consignado.
Nesse caso, a pessoa pode solicitar um valor maior do que o da dívida original, recebendo a diferença em dinheiro na conta corrente. O cálculo do troco pode ser feito da seguinte forma:
- Valor da dívida original: R$ 10.000,00
- Valor do novo crédito: R$ 15.000,00
- Taxa de juros do novo crédito: 1,5% ao mês
- Prazo do novo crédito: 36 meses
- Valor do troco: R$ 15.000,00 – R$ 10.000,00 = R$ 5.000,00
Nesse exemplo, a pessoa recebe R$ 5.000,00 de troco na conta corrente, mas passa a pagar uma parcela mensal de R$ 542,64 pelo novo crédito, totalizando R$ 19.535,04 ao final do prazo.
Outro exemplo de cálculo do Refinanciamento é o do valor liberado para o Refinanciamento de veículo ou de imóvel.
Nesse caso, a pessoa pode solicitar um valor proporcional ao valor da garantia oferecida, limitado por um percentual definido pelo credor. O cálculo do valor liberado é feito da seguinte forma:
- Valor da garantia oferecida: R$ 50.000,00 (veículo) ou R$ 200.000,00 (imóvel)
- Percentual máximo do valor liberado: 90% (veículo) ou 60% (imóvel)
- Valor do novo crédito: R$ 50.000,00 x 90 /100% do valor da garantia = R$ 45.000,00 (veículo) ou R$ 50.000,00 x 60% do valor da garantia = R$ 120.000,00 (imóvel)
Nesses exemplos, a pessoa pode solicitar até R$ 45.000,00 pelo Refinanciamento de veículo ou até R$ 120.000,00 pelo Refinanciamento de imóvel, mas deve pagar uma parcela mensal de acordo com a taxa de juros e o prazo do novo crédito.
Quando fazer um refinanciamento vale a pena?
Fazer um refinanciamento vale a pena quando as parcelas da dívida estão atrapalhando o orçamento. Neste momento, é importante ir em busca de melhores condições de pagamento.
Além disso, fazer um refinanciamento vale a pena quando o devedor precisa de dinheiro extra para realizar um projeto pessoal, como reformar a casa, viajar, estudar ou investir.
Mas, vale lembrar que é importante sempre fazer a comparação da dívida atual com a nova proposta, para que a situação financeira não fique ainda mais complicada.
Saiba mais: É possível reduzir a parcela do Empréstimo consignado?
Algumas complicações que o refinanciamento pode trazer são:
- Pagar mais juros no longo prazo, pois o novo crédito pode ter um prazo maior do que o da dívida original, aumentando o valor total a ser pago
- Perder a garantia oferecida, pois o novo crédito pode ter uma cláusula de alienação fiduciária, que permite ao credor tomar posse do veículo ou do imóvel em caso de inadimplência
- Entrar em um ciclo de endividamento, pois o novo crédito pode não resolver o problema financeiro do devedor, que pode voltar a contrair novas dívidas.
Portanto, fazer um refinanciamento requer planejamento, análise e responsabilidade financeira, para que a pessoa possa aproveitar os benefícios da operação sem comprometer o seu orçamento e o seu patrimônio.
Onde posso fazer o refinanciamento do consignado INSS?
Você pode fazer um refinanciamento de consignado INSS aqui na meutudo, de forma 100% online, segura e sem burocracia. Basta ter, pelo menos, duas parcelas do seu contrato atual já pagas para solicitar.
Entre as vantagens estão a possibilidade de conseguir dinheiro extra sem precisar quitar o empréstimo vigente, manter taxas atrativas e estender o prazo de pagamento, tudo com transparência e acompanhamento em tempo real.
Para solicitar o refinanciamento de consignado INSS com a gente, é só seguir este passo a passo:
- Acesse nosso site ou baixe o aplicativo meutudo
- Faça seu cadastro ou login
- Confira se há um refinanciamento disponível para você
- Se houver, faça a simulação e verifique as condições
- Envie sua proposta e informações necessárias
- Aguarde a análise e, se aprovado, receba o valor na conta em até 30 minutos*
*Pagamento sujeito a aprovação.
Saiba mais: meutudo é confiável?
Onde trabalhadores podem fazer o refinanciamento do consignado CLT?
Aqui na plataforma meutudo, você pode fazer o seu Refinanciamento de Consignado CLT com taxas justas e sem precisar sair de casa.
Nessa modalidade, você pode aproveitar o saldo quitado do seu contrato para estender o prazo, reduzir o valor das parcelas e ainda liberar dinheiro extra na conta.
A contratação está disponível para quem já é cliente meutudo e tem empréstimo CLT ativo com pelo menos uma parcela paga. O processo é rápido e sem papelada, direto pelo aplicativo meutudo.
Por ser um tipo de empréstimo com desconto em folha, o risco de falta de pagamento é menor e a aprovação é facilitada.
Para consultar as suas oportunidades de crédito acessível, acesse o aplicativo meutudo e faça uma simulação.
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Perguntas frequentes
Refinanciamento de empréstimo consignado demora quanto tempo?
Pode fazer refinanciamento com o nome sujo?
Depende do tipo de refinanciamento e da garantia oferecida. Em geral, o refinanciamento de empréstimo, de imóvel e de veículo exigem que o devedor tenha um bom histórico de crédito, sem restrições no CPF ou no nome. Já o refinanciamento de consignado pode ser feito por quem tem o nome sujo.
O que é o troco no refinanciamento?
O troco no refinanciamento é a diferença entre o valor do novo crédito e o valor da dívida original, liberada em dinheiro na conta corrente do devedor. O troco pode ser usado para qualquer finalidade, como pagar outras dívidas, investir, comprar bens ou realizar sonhos.
Tem que ter margem para fazer refinanciamento?
Normalmente não é necessário ter margem livre para fazer o refinanciamento do contrato de empréstimo. No entanto, em algumas instituições as oportunidades só ficam disponíveis se houver agregação da margem à parcela do refinanciamento.
Aplicativo bem fácil de usar
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 07/03/2023É um aplicativo muito bom e tudo que tem nele é verdade, não fake news
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 30/01/2023Achei muito rápido, sem tanta burocracia
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 08/03/2023