No sistema previdenciário brasileiro, o RPPS, Regime Próprio de Previdência Social, é o regime exclusivo dos servidores públicos. Entender como ele funciona é essencial para quem trabalha ou pretende trabalhar no setor público.
Diferente do regime geral, o RPPS tem regras próprias de contribuição, benefícios e gestão, definidas por cada ente federativo que o administra.
A seguir, você encontra tudo sobre o RPPS: o que é, como funciona, quais benefícios oferece e como se diferencia dos demais regimes previdenciários do país.
O que você vai ler neste artigo:
O que é RPPS?
O RPPS é o Regime Próprio de Previdência Social, destinado exclusivamente aos servidores públicos estatutários concursados da União, dos estados e dos municípios. Ele não é administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas por cada ente federativo por meio de suas próprias unidades gestoras.
O regime serve para garantir aposentadoria, pensão por morte e outros benefícios previdenciários aos servidores públicos e seus dependentes, assegurando proteção financeira durante e após a carreira no setor público.
Cada ente federativo que tiver estrutura adequada pode criar e administrar seu próprio RPPS. Municípios que não possuem RPPS próprio encaminham seus servidores ao Regime Geral de Previdência Social, o RGPS, administrado pelo INSS.
No tópico seguinte, confira as diferenças entre os dois regimes.
Qual a diferença entre RPPS e RGPS?
O RPPS tem características próprias que o diferenciam dos demais regimes previdenciários do Brasil. As principais distinções estão em quatro pontos:
- Público-alvo: o RPPS é destinado exclusivamente aos servidores públicos estatutários concursados. O RGPS abrange os trabalhadores da iniciativa privada, autônomos e contribuintes individuais. Já o RPC é um regime complementar voluntário, aberto a trabalhadores dos dois setores.
- Contribuição: no RPPS, as alíquotas são definidas por cada ente federativo e incidem sobre a remuneração do servidor de forma progressiva. No RGPS, as alíquotas seguem tabela nacional definida pelo governo federal, com base na faixa salarial do trabalhador.
- Regras de benefício: o RPPS tem requisitos específicos para aposentadoria, que variam conforme o cargo, o tempo de contribuição e a legislação do ente federativo. O RGPS segue regras nacionais únicas para todos os segurados.
- Gestão do fundo: o RPPS é administrado pelo próprio ente federativo, por meio de unidades gestoras estaduais ou municipais. O RGPS é gerido centralmente pelo INSS. O RPC, por sua vez, é operado por entidades fechadas de previdência complementar, conhecidas como fundos de pensão.
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Qual a diferença de RPPS e INSS?
A principal diferença é que o RPPS é um regime de previdência social acessado por servidores públicos e gerenciado por cada ente federativo (união, estado e municípios).
Já o INSS é apenas o órgão que administra a concessão de benefícios do regime RGPS, utilizado por todos os trabalhadores da iniciativa privada, autônomos, contribuintes
Como funciona o RPPS?
O RPPS funciona pelo regime de repartição simples. Nesse modelo, as contribuições dos servidores ativos são usadas para pagar os benefícios de quem já se aposentou, e não ficam acumuladas individualmente para cada trabalhador.
Em alguns casos, é possível encontrar regimes híbridos dentro do RPPS. Nessa modalidade, parte do valor contribuído é compartilhada entre os participantes e outra parte fica reservada individualmente para o próprio servidor.
Diferente do RPC, o RPPS não se limita à aposentadoria. O regime também permite acesso a outros benefícios previdenciários, como pensão por morte, aposentadoria por invalidez e salário-maternidade, conforme as regras de cada ente federativo.
A gestão do fundo é feita pela unidade gestora do ente federativo responsável, seja federal, estadual ou municipal, o que significa que as regras específicas podem variar de acordo com o órgão ao qual o servidor está vinculado.
Qual a diferença de RPPS e INSS?
A principal diferença é que o RPPS é um regime de previdência social acessado por servidores públicos e gerenciado por cada ente federativo (união, estado e municípios).
Já o INSS é apenas o órgão que administra a concessão de benefícios do regime RGPS, utilizado por todos os trabalhadores da iniciativa privada, autônomos, contribuintes individuais e facultativos.
Quem faz parte do Regime Próprio da Previdência?
O RPPS abrange os servidores públicos estatutários, ou seja, aqueles contratados para trabalhar em órgãos e entidades governamentais.
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Dessa forma, fazem parte do Regime Próprio da Previdência os servidores públicos efetivos, concursados ou nomeados para cargos de caráter permanente em âmbito federal, estadual ou municipal.
Quem pode se tornar filiado ao RPPS?
Para se tornar filiado ao RPPS os profissionais que ingressam no serviço público mediante concurso público ou nomeação para cargos efetivos.
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Portanto, profissionais que ocupam cargos comissionados não fazem parte deste regime previdenciário.
Alíquotas de contribuição previdenciária
Confira a seguir as alíquotas utilizadas para a contribuição previdenciária dos servidores públicos.
A Contribuição Servidor Público Federal em 2026
| Base de contribuição | Alíquota progressiva |
| até R$ 1.621,00 | 7,5% |
| de R$ 1.621,01 até R$ 2.771,00 | 9% |
| de R$ 2.771,01 até R$ 4.156,00 | 12% |
| de R$ 4.156,01 até R$ 8.084,00 | 14% |
| de R$ 8.084,01 até R$ 13.852,00 | 14,5% |
| de R$ 13.852,01 até R$ 27.701,00 | 16,5% |
| de R$ 27.701,01 até R$ 54.049,00 | 19% |
| acima de R$ 54.049,00 | 22% |
Quais os benefícios do RPPS?
Como falamos, o RPPS traz benefícios previdenciários aos seus segurados, confira a seguir um pouco sobre tais benefícios.
Aposentadoria por invalidez
A aposentadoria por invalidez é concedida a trabalhadores que se encontram em uma condição de incapacidade total e permanente para o trabalho.
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Essa modalidade de aposentadoria visa amparar aqueles que, devido a doenças ou acidentes, não têm condições de exercer suas atividades laborais de forma definitiva.
O valor do benefício é proporcional ao tempo de contribuição do segurado, exceto para casos de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença contagiosa, grave ou incurável, quando o seguro é integral.
Aposentadoria compulsória
Este é um tipo de aposentadoria que ocorre por determinação legal quando um indivíduo atinge uma idade limite estabelecida pela lei para o seu afastamento do trabalho.
Geralmente, a aposentadoria compulsória é aplicada a servidores públicos e ocorre de forma obrigatória, independentemente da vontade do trabalhador.
Ao atingir a idade de aposentadoria compulsória, o trabalhador tem seus vínculos empregatícios encerrados e passa a receber os benefícios correspondentes.
Aposentadoria voluntária
Este é um tipo de aposentadoria que ocorre por opção do trabalhador, quando ele decide encerrar sua carreira profissional e passar a desfrutar dos benefícios previdenciários.
Diferentemente da aposentadoria compulsória, determinada por idade ou tempo de serviço, a aposentadoria voluntária é uma escolha pessoal e individual.
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Para se qualificar para a aposentadoria voluntária, o trabalhador geralmente precisa atender a certos requisitos, como idade mínima e tempo de contribuição exigidos pelo regime previdenciário vigente.
Aposentadoria especial
Esse benefício é concedido aos servidores públicos que tenham trabalhado em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física ao longo de sua carreira.
A aposentadoria especial busca compensar os riscos e impactos que esses servidores enfrentam devido à exposição a agentes nocivos, como ruído, calor, produtos químicos, entre outros.
Veja mais: Aprenda como comprovar a periculosidade para Aposentadoria
Para ter direito à aposentadoria especial no RPPS, o servidor público precisa cumprir requisitos específicos, como tempo mínimo de exposição a condições insalubres e a comprovação da efetiva exposição aos agentes prejudiciais.
Pensão por morte
Concedido aos dependentes do servidor público falecido que estava vinculado ao RPPS, a pensão por morte tem o objetivo de garantir uma proteção financeira aos familiares e dependentes do servidor que perderam seu provedor principal.
Contrate: Empréstimo consignado
Normalmente, são considerados dependentes o cônjuge, companheiro(a), filhos menores de idade, filhos inválidos ou incapazes, pais e outros dependentes especificados na legislação.
Agora que você já sabe o que é RPPS e pode diferenciá-lo do RGPS, compartilhe com um amigo para conhecer mais sobre o assunto.
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Perguntas frequentes
O que é RPPS e para que serve?
RPPS é o Regime Próprio de Previdência Social, sistema previdenciário destinado aos servidores públicos. Ele garante proteção social, oferecendo aposentadoria e pensão aos servidores e seus dependentes, assegurando uma renda durante a aposentadoria e amparo financeiro em casos de invalidez ou óbito.
Como saber se é RPPS ou RGPS?
Basta verificar o tipo de vínculo empregatício: se você é servidor público estatutário, é provável que esteja no RPPS; se é trabalhador do setor privado, está no RGPS.
É possível se aposentar no RGPS e no RPPS?
Sim, é possível se aposentar no RGPS e no RPPS se o indivíduo tiver contribuído para os dois regimes durante sua vida profissional, desde que atenda aos requisitos específicos de cada regime. Cada aposentadoria será concedida separadamente, considerando as regras de cada regime previdenciário.
Quanto tempo de contribuição para se aposentar RPPS?
Pela Reforma da Previdência (EC 103/2019), servidores federais precisam de 35 anos de contribuição e 65 anos de idade (homens) ou 30 anos e 62 anos (mulheres). Estados e municípios podem ter regras próprias, e quem ingressou antes da reforma pode ter direito a regras de transição.
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