A Itália está na lista de sonhos de muitos brasileiros, e não é para menos. Entre ruínas milenares, paisagens lindíssimas e uma gastronomia de alto nível, o país oferece experiências que ficam na memória para sempre.
Mas antes de começar a fazer as malas, surge aquela pergunta: quanto custa uma viagem para Itália saindo do Brasil?
A resposta não é única, pois depende do seu estilo de viagem, da época escolhida, das cidades que você quer conhecer e, claro, do câmbio do euro. O orçamento pode variar bastante entre quem prefere viajar de forma econômica e quem busca mais conforto.
Neste artigo, você vai encontrar uma visão completa dos custos envolvidos, com valores atualizados e dicas práticas para planejar sua viagem sem sustos. Acompanhe!
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O que você vai ler neste artigo:
Qual o custo médio de uma viagem para a Itália saindo do Brasil?
Para uma viagem de 10 dias, considerando passagem aérea, hospedagem e alimentação, o gasto médio para um viajante saindo do Brasil fica em torno de R$ 14 mil a R$ 17 mil em um perfil econômico, e entre R$ 25 mil e R$ 30 mil para quem prefere mais conforto. Viagens luxuosas ultrapassam R$ 45 mil.
Esses valores variam de acordo com três perfis principais:
- Perfil econômico: contempla voos em classe econômica promocional, acomodações simples como hostels, quartos em pousadas familiares e apartamentos mais afastados dos centros turísticos, além de refeições em locais frequentados pelos próprios italianos. É o estilo de quem sabe aproveitar muito com planejamento
- Perfil intermediário (confortável): inclui voos com mais flexibilidade, hotéis de 3 a 4 estrelas bem localizados ou apartamentos com boa estrutura, e uma alimentação mais variada, com jantares em restaurantes selecionados e experiências gastronômicas típicas de cada região. O orçamento diário, sem considerar a passagem, fica entre 80 e 200 euros por pessoa
- Perfil luxo: passagens em classes premium ou executiva, hospedagem em hotéis boutique, villas privativas na Toscana ou palacetes em Veneza, além de refeições em restaurantes estrelados e passeios exclusivos. Aqui, o gasto diário pode chegar a 500 euros por pessoa, sem contar o voo
Vale lembrar que o câmbio do euro influencia diretamente no valor final em reais. Por isso, acompanhar a cotação e planejar a compra da moeda com antecedência pode fazer uma diferença significativa no bolso.
Saiba mais: Qual o melhor dia e horário para comprar passagem aérea?
Quanto custa a passagem aérea para a Itália?
A passagem aérea costuma ser o maior custo de qualquer viagem internacional, e para a Itália não é diferente.
Os valores de ida e volta saindo do Brasil variam bastante conforme a época do ano: na baixa temporada, que compreende os meses de novembro (exceto dezembro) a março, é possível encontrar voos a partir de R$ 2.500,00, com preços girando entre R$ 2.500,00 e R$ 4 mil.
Já na alta temporada, especialmente entre junho e agosto, quando o verão europeu atrai viajantes do mundo todo, os valores sobem consideravelmente e ficam na faixa de R$ 4 mil a R$ 6.500,00, podendo ultrapassar esse valor.
Os principais aeroportos de entrada na Itália para quem vem do Brasil são o Aeroporto Internacional de Roma Fiumicino (FCO) e o Aeroporto de Milão Malpensa (MXP).
Roma costuma concentrar mais voos diretos ou com conexão única, enquanto Milão é uma boa porta de entrada para quem planeja explorar o norte do país.
Dependendo do roteiro, vale comparar os preços para os dois destinos antes de fechar a compra.
Uma dica que faz diferença no bolso: comprar a passagem com 4 a 6 meses de antecedência pode reduzir bastante o valor final. Ferramentas de busca com alertas de preço ajudam a monitorar as cotações e aproveitar promoções no momento certo.
Leia também: Como juntar dinheiro para viajar em pouco tempo
Quanto se gasta por dia na Itália?
O gasto diário na Itália varia muito conforme o estilo de viagem. A tabela abaixo resume os valores médios por perfil, excluindo a passagem aérea:
| Custos de viagem na Itália | ||
|---|---|---|
| Perfil | Gasto diário (por pessoa) | O que inclui |
| Econômico | €50 a €80 | Hostel ou acomodação simples, refeições em mercados e trattorias populares, transporte público e atrações gratuitas |
| Médio | €80 a €200 | Hotel 3 estrelas ou Airbnb, alimentação variada com jantares em restaurantes locais, trens regionais e ingressos para pontos turísticos |
| Confortável | €200 a €500 | Hotel 4 ou 5 estrelas, refeições em restaurantes selecionados, trens de alta velocidade e passeios guiados ou exclusivos |
Esses valores são estimativas e podem variar de acordo com a cidade visitada. Milão e Veneza, por exemplo, costumam encarecer qualquer orçamento, enquanto cidades do sul como Nápoles e Palermo permitem viajar bem gastando menos.
Quais são os principais gastos numa viagem para a Itália?
Planejar bem os gastos começa por entender onde o dinheiro vai parar. Em uma viagem à Itália, os gastos se concentram em quatro frentes principais: hospedagem, alimentação, transporte interno e passeios.
Cada uma delas tem suas particularidades e, dependendo das escolhas feitas ao longo do caminho, pode pesar mais ou menos no bolso.
A seguir, confira um detalhamento de cada categoria com valores de referência para ajudar no seu planejamento.
Hospedagem
Os preços de hospedagem na Itália dependem muito da cidade e do tipo de acomodação escolhido.
De forma geral, é possível encontrar vagas em hostels bem avaliados por volta de €30 a €50 por noite, enquanto hotéis de 3 estrelas ficam entre €80 e €150 por noite.
Para grupos ou famílias, o Airbnb é uma alternativa interessante, pois além de sair mais em conta por pessoa, oferece praticidade de cozinha própria, o que ajuda a controlar os gastos com alimentação.
Vale lembrar que os preços variam bastante de cidade para cidade. Roma e Florença costumam ter valores intermediários, mas ainda elevados nas áreas centrais.
Veneza é, historicamente, uma das cidades mais caras para se hospedar na Itália, especialmente durante festivais e feriados.
Ficar em cidades vizinhas, bem conectadas por transporte público, é uma estratégia válida para reduzir esse custo sem abrir mão da experiência.
Alimentação
Comer bem na Itália não precisa custar caro, desde que você saiba onde ir. Um café da manhã típico em um bar local, com cappuccino e croissant, sai entre €1 e €3 quando consumido no balcão. Sentar à mesa pode dobrar esse valor.
Para o almoço, um prato principal em uma trattoria simples fica entre €10 e €20, e um jantar completo com entrada, prato e uma taça de vinho gira em torno de €15 a €30 por pessoa.
Os restaurantes próximos às grandes atrações turísticas costumam ter preços bem mais altos, por isso vale a pena frequentar ruas menos movimentadas para encontrar os lugares onde os próprios italianos comem.
Os mercados locais são ótimas opções para montar piqueniques com queijos, embutidos, pães e frutas frescas.
E as pizzarias napolitanas, especialmente no sul do país, seguem sendo uma das pedidas mais econômicas e saborosas que a Itália tem a oferecer.
Transporte interno
Se deslocar dentro das cidades italianas é relativamente acessível. O transporte público urbano, incluindo ônibus, metrô e bondes, custa entre €1,50 e €2,50 por viagem, com passes diários disponíveis por cerca de €5 a €7 em cidades como Roma e Milão.
Para viagens entre cidades, os trens são a opção mais prática e eficiente. Trens regionais saem mais em conta, enquanto os de alta velocidade, como os da Italo e da Trenitalia, conectam Roma, Florença e Veneza com rapidez e conforto.
Os preços para esses trechos ficam entre €20 e €50 por pessoa, mas podem ser bem menores se a compra for feita com antecedência.
Reservar os bilhetes com algumas semanas ou meses de antecipação é uma das melhores estratégias para economizar no transporte entre as cidades.
Um detalhe importante: muitas cidades italianas possuem as chamadas ZTL, zonas de tráfego limitado que restringem a circulação de veículos particulares. Entrar nessas áreas sem autorização gera multas elevadas, então quem planeja alugar carro deve redobrar a atenção.
Passeios e ingressos
A Itália é um país bastante diversificado em questão de atrações culturais, e muitas delas cobram ingresso. O acesso ao sítio arqueológico de Pompeia, por exemplo, custa entre €22 e €44 dependendo da modalidade escolhida.
Já o clássico passeio de gôndola em Veneza varia bastante: em trajetos compartilhados, o valor gira em torno de €30, enquanto passeios privativos podem chegar a €90 ou mais.
A boa notícia é que nem tudo tem preço. Igrejas, praças, fontes históricas e miradouros são, em grande parte, de acesso gratuito e oferecem experiências tão marcantes quanto qualquer museu.
Além disso, muitos museus públicos italianos oferecem entrada gratuita no primeiro domingo de cada mês, uma oportunidade e tanto para quem quer aproveitar a cultura do país sem pesar no orçamento.
Entenda: Como comprar moeda estrangeira: guia rápido e seguro
Qual a melhor época para viajar para a Itália e economizar?
A época da viagem é um dos fatores que mais influencia o custo final. Viajar na baixa temporada pode reduzir os custos em até 40%, tornando a experiência muito mais acessível sem abrir mão do essencial.
A alta temporada, por outro lado, concentra os maiores preços e também as maiores filas nas atrações mais buscadas no país.
Confira abaixo uma comparação por período para ajudar na sua escolha:
| Viagem para Itália: comparação de temporadas | ||
|---|---|---|
| Período | Temporada | Características |
| Janeiro e fevereiro | Baixíssima | Preços mínimos em voos e hospedagem, frio intenso, menos turistas |
| Março, abril e maio | Baixa a média | Clima agradável, preços ainda acessíveis, boa movimentação turística |
| Junho a agosto | Alta | Verão europeu, preços elevados, grande fluxo de turistas, calor intenso |
| Setembro e outubro | Média a baixa | Clima ameno, filas menores, preços começando a cair |
| Novembro | Baixa | Frio chegando, preços reduzidos, boa pedida para quem quer economizar |
| Dezembro (Natal) | Alta | Mercados natalinos movimentam o turismo e puxam os preços para cima |
Para quem tem flexibilidade de datas, os meses de março, abril, outubro e novembro reúnem o melhor dos dois mundos: clima ainda agradável e custos bem mais baixos do que no pico do verão.
Já quem não abre mão de viajar na alta temporada deve se planejar com bastante antecedência, especialmente na compra de passagens e na reserva de hospedagem.
Confira: Como receber dinheiro do exterior? Entenda como funciona
Quais destinos próximos valem a pena visitar saindo da Itália?
A Itália funciona como uma ótima porta de entrada para o sul e o centro da Europa. O país conta com boas conexões aéreas operadas por companhias de baixo custo e também por trens internacionais, o que facilita muito a combinação de destinos em uma única viagem.
Com um planejamento bem feito, é possível visitar dois ou três países sem aumentar significativamente os custos da viagem.
Um ponto importante para quem planeja essa extensão de roteiro: a partir do segundo semestre de 2026, entra em vigor o ETIAS, sistema de autorização de viagem para o Espaço Schengen.
O documento será exigido de brasileiros e cidadãos de outros países isentos de visto para circular pelos países que integram o bloco.
A boa notícia é que, uma vez aprovado, o ETIAS é válido para toda a área Schengen, o que inclui a grande maioria dos países da Europa Ocidental.
A seguir, confira mais sobre os países próximos à Itália e dicas para visitá-los com tranquilidade.
França
A combinação Itália e França é a mais popular entre os brasileiros que visitam a Europa.
Para quem está em Milão, o trem Frecciarossa com conexão ao TGV leva até Paris em cerca de 7 horas, com passagens a partir de €30.
Quem prefere voar encontra opções de baixo custo saindo de Milão ou Roma para Paris a partir de €25, dependendo da antecedência e da data.
Croácia
A Croácia tem ganhado cada vez mais espaço nos roteiros dos brasileiros que passam pela Europa.
As praias do Mar Adriático, o charme medieval de Dubrovnik e o custo de vida mais baixo em relação à Itália e à França fazem do país uma combinação atrativa.
Voos saindo de Roma ou Milão para Zagreb, Split ou Dubrovnik podem ser encontrados a partir de €20 em companhias como Ryanair e Wizz Air.
Vale saber que, embora a Croácia não use o euro como moeda nacional, a maioria dos pontos turísticos aceita pagamentos na moeda europeia sem dificuldade.
Grécia
Para quem quer estender a viagem sem comprometer muito o orçamento, a Grécia é uma das melhores opções da Europa.
O voo de Roma para Atenas tem duração de aproximadamente 2 horas e 30 minutos, com passagens a partir de €35.
O custo de vida grego costuma ficar abaixo da média italiana, especialmente em alimentação e hospedagem, o que permite aproveitar mais com menos.
Saiba mais: Países que não precisam de passaporte e visto para quem quer viajar
Espanha
A Espanha combina muito bem com a Itália em um mesmo roteiro europeu. Voos de baixo custo saindo de Roma ou Milão para Madri ou Barcelona podem ser encontrados a partir de €20.
Para quem prefere o trem, a viagem de Milão a Barcelona dura cerca de 5 horas e 30 minutos, com passagens a partir de €30.
Barcelona é o destino espanhol mais procurado por quem já está na Itália, pela proximidade geográfica e pela facilidade de conexão.
Quais os melhores lugares turísticos para visitar na Itália?
A Itália é um dos países mais ricos do mundo em patrimônio histórico e cultural, e escolher por onde começar pode ser uma tarefa complexa.
De norte a sul, cada cidade guarda uma história diferente para contar. Confira os destinos que não podem ficar de fora do seu roteiro:
- Roma: o Coliseu, o Fórum Romano, o Panteão e o bairro de Trastevere formam o coração da capital italiana
- Vaticano: a Basílica de São Pedro e a Capela Sistina, com os afrescos de Michelangelo, são paradas obrigatórias em qualquer visita a Roma
- Florença: a Catedral de Santa Maria del Fiore (o Duomo) e a Galeria Uffizi concentram algumas das obras mais importantes do Renascimento
- Veneza: os canais, as gôndolas, a Praça e a Basílica de São Marcos e o Grande Canal criam um cenário único no mundo
- Milão: o Duomo di Milano, a Galeria Vittorio Emanuele II e a Igreja de Santa Maria delle Grazie, onde está a Última Ceia de Leonardo da Vinci, são os grandes destaques
- Nápoles: berço da pizza napolitana e porta de entrada para Pompeia, a cidade tem uma energia vibrante e autêntica
- Costa Amalfitana: Positano, Amalfi e Ravello oferecem vistas de tirar o fôlego sobre o mar Mediterrâneo
- Verona: cenário da história de Romeu e Julieta, a cidade encanta com sua arquitetura medieval e a imponente Arena di Verona
- Pisa: a famosa Torre Inclinada integra a bela Piazza dei Miracoli, um dos conjuntos arquitetônicos mais fotografados da Itália
- Cinque Terre: conjunto de cinco vilas coloridas à beira-mar, reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco
Aprenda: Como encontrar intercâmbio gratuito e aumentar as chances de conseguir
Quanto custa um seguro viagem para a Itália?
O seguro viagem Itália é obrigatório para quem vai ao país. Como a Itália integra o Espaço Schengen, a contratação do seguro é exigida na entrada, com cobertura mínima de €30.000 para despesas médicas e hospitalares.
Para uma viagem de 10 dias saindo do Brasil, o custo médio do seguro fica entre R$ 150,00 e R$ 250,00, dependendo da seguradora, da idade do viajante e das coberturas incluídas no plano.
Na hora de escolher, vale verificar se a apólice do seguro contempla os itens essenciais:
- Despesas médicas e hospitalares no exterior
- Extravio, roubo ou dano de bagagem
- Cancelamento ou interrupção de voo
- Traslado médico e repatriação
Contratar o seguro com antecedência, e não na véspera da viagem, costuma sair mais em conta e garante mais tempo para comparar as opções disponíveis no mercado.
Como se planejar financeiramente para viajar para a Itália?
Uma viagem à Itália custa caro, mas com organização financeira é totalmente possível chegar lá sem apertos.
O segredo está em começar o planejamento financeiro bem antes de entrar no avião. Confira alguns passos práticos para se organizar:
- Defina o orçamento total por perfil: antes de qualquer coisa, calcule quanto você pode e quer gastar, levando em conta passagem, hospedagem, alimentação, transporte, passeios e seguro viagem. Ter um número claro na cabeça evita surpresas.
- Monte uma reserva dedicada à viagem: crie uma conta ou uma separação específica para juntar o dinheiro da viagem. Isso ajuda a não misturar os recursos com o orçamento do dia a dia e torna o progresso mais visível.
- Acompanhe a cotação do euro com antecedência: o câmbio pode fazer uma diferença significativa no valor final em reais. Monitorar a cotação com alguns meses de antecedência permite comprar a moeda em um momento mais favorável.
- Reserve voos e hotéis com 4 a 6 meses de antecedência: esse prazo costuma oferecer as melhores combinações de preço e disponibilidade, especialmente para viagens na alta temporada.
- Inclua uma margem de segurança de 15% a 20%: imprevistos acontecem, e a Itália não é um país barato para resolver emergências de última hora. Uma reserva extra garante que um contratempo não estrague a viagem.
Quem planeja com calma chega à Itália com o bolso mais tranquilo e a cabeça mais livre para aproveitar cada momento.
Entenda: Chip internacional: como escolher e usar no exterior
Onde conseguir dinheiro para viajar para a Itália?
Sonhar com a Itália é fácil. O desafio, para muitos brasileiros, está em reunir o valor necessário para transformar esse plano em realidade.
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