Saber como comparar taxas de maquininha de cartão é uma das decisões financeiras mais importantes para quem vende no varejo, presta serviços ou atua como autônomo.
Uma taxa aparentemente pequena, de 0,5% a mais no débito, pode significar R$3.000,00 a mais pagos por ano em um faturamento de R$50.000,00 mensais.
A seguir, saiba quais são os tipos de taxa que existem, como funciona o MDR e a taxa de antecipação, quais fatores além do percentual influenciam o custo real e como fazer uma comparação justa entre as opções do mercado, seja você MEI, autônomo ou dono de empresa.
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|---|---|---|---|
| Produto | Taxa a partir de | Pagamento | |
| Antecipação Saque-aniversário | 1,79% a.m | antecipe a partir de R$50 | |
| Consignado Privado CLT | 2,48% a.m. | parcelamento em até 96x | |
| Simular | |||
O que você vai ler neste artigo:
O que são as taxas de maquininha e por que elas importam?
As taxas de maquininha de cartão são percentuais cobrados pelas adquirentes sobre cada venda processada, no débito, crédito à vista, parcelado ou Pix.
Esse custo funciona como uma remuneração pela tecnologia, segurança e processamento envolvidos em cada transação.
Elas variam conforme a adquirente (como Stone e Cielo), a bandeira do cartão (Visa, Mastercard, Elo, Amex) e o volume mensal de faturamento do estabelecimento.
Para o empreendedor, essas taxas importam porque afetam diretamente a margem de lucro e o fluxo de caixa do negócio.
Parece pouca coisa quando você olha por transação. Mas, no acumulado do mês, a diferença entre uma taxa boa e uma taxa ruim pode representar centenas ou até milhares de reais a menos no seu bolso.
Saiba mais: Como escolher a melhor maquininha de cartão?
Quais são os tipos de taxa que aparecem na maquininha?
As taxas da maquininha variam conforme o modelo de negócio, o prazo de recebimento escolhido e o volume de faturamento mensal.
No geral, elas se dividem em três categorias principais, débito, crédito à vista e crédito parcelado, mas existem outros custos que aparecem no contrato e precisam entrar no seu radar.
Antes de comparar qualquer proposta, você precisa conhecer o que está sendo cobrado. As taxas não se resumem só ao débito e esse é o erro mais comum de quem contrata uma maquininha sem ler o contrato.
Confira os principais tipos:
| Tipos de taxas de maquininha de cartão | |||
|---|---|---|---|
| Tipo de taxa | O que é | Quando incide | Faixa típica no mercado |
| Débito | Percentual sobre vendas no débito, geralmente a menor taxa | A cada transação no débito | 1,29% a 2,39% |
| Crédito à vista | Percentual sobre vendas no crédito em 1x | A cada transação no crédito | 2,49% a 4,99% |
| Crédito parcelado | Percentual por parcela, pode ultrapassar 10% a 20% em parcelamentos longos | Por parcela processada | 2,29% a 4,99% por parcela |
| Pix | Taxa sobre pagamentos via Pix, algumas adquirentes cobram, outras não | A cada transação Pix | 0% a 0,99% |
| Antecipação | Custo extra para receber antes do prazo padrão de 30 dias | Quando solicitado pelo lojista | Acima de 2% ao mês |
| Mensalidade/aluguel | Custo fixo pelo equipamento | Mensalmente | R$ 0 a R$ 150 por mês |
Uma observação importante sobre a taxa de antecipação: se você não tem urgência no recebimento, pode ser mais vantajoso aguardar o prazo regular. O custo de antecipar com frequência pesa bastante no final do mês.
Entenda: O que é e como funciona o acréscimo na maquininha de cartão?
Como funciona o MDR e qual a diferença para a taxa de antecipação?
O MDR é o percentual cobrado automaticamente sobre cada venda processada, no Pix, débito ou crédito. Ele é descontado direto do valor da transação antes de o dinheiro cair na conta do lojista.
Esse valor não fica todo com a adquirente. Ele é dividido entre três partes: a operadora da maquininha, a bandeira do cartão (como Visa e Mastercard) e o banco que emitiu o cartão do cliente.
O MDR varia conforme o tipo de venda. Débito costuma ter taxa menor que crédito à vista, que por sua vez é menor que a do parcelamento no cartão de crédito.
Já a taxa de antecipação é um custo adicional, ela só aparece quando o lojista decide receber o valor de vendas parceladas de uma só vez, antes do prazo padrão.
No crédito parcelado, o prazo padrão pode chegar a 30 dias úteis por parcela. Isso significa que, numa venda em 3x, você receberia em 30, 60 e 90 dias.
Ao antecipar, você recebe tudo em D+1 ou até D+0, mas paga um juro sobre o valor que seria recebido no futuro.
Esse custo costuma variar de 1,5% a 3,99% ao mês sobre o valor antecipado e pode pesar bastante se a antecipação virar um hábito recorrente no seu negócio.
A confusão entre MDR e antecipação faz muita gente achar que a taxa da maquininha é menor do que realmente é. Na hora de comparar, sempre pergunte os dois valores separados.
Continue lendo: Como empreender do zero e com pouco dinheiro: ideias e dicas
Como comparar taxas de maquininha de forma justa?
Comparar taxas de maquininha exige olhar o custo total da operação dentro do seu modelo de negócio, não apenas o número que aparece em destaque na oferta.
É possível fazer isso de forma justa seguindo o passo a passo abaixo:
- Mapeie o seu mix de vendas: Descubra qual porcentagem das suas vendas acontece no débito, crédito à vista, parcelado e Pix. Essa proporção determina quais taxas mais impactam o seu caixa. Quem vende abaixo de R$ 5.000/mês costuma se sair bem com planos de entrada
- Calcule o custo total mensal: Multiplique cada taxa pelo volume de vendas correspondente e some tudo, incluindo mensalidade. Fique atento a taxas promocionais que sobem depois do primeiro mês, o número que importa é o custo real, não o da oferta
- Verifique o prazo de recebimento: receber em D+1 é muito diferente de receber em D+30. Essa diferença impacta o fluxo de caixa e pode tornar uma taxa aparentemente menor muito mais cara na prática
- Inclua mensalidade ou aluguel no cálculo: uma maquininha “sem taxa” com R$ 99,00 por mês de aluguel pode sair mais cara do que uma com taxa levemente maior sem custo fixo. Maquininhas compradas costumam ser vantajosas para quem quer previsibilidade
- Analise as três taxas essenciais e o custo de antecipação: débito, crédito à vista e parcelado são as taxas que mais aparecem no dia a dia. Se você antecipar recebíveis com frequência, compare esse custo também e lembre que algumas operadoras oferecem Pix sem taxa, o que pode compensar mais do que uma taxa de débito reduzida
- Use simuladores para comparar o custo real: ferramentas como a Calculadora de Taxas permitem simular o custo mensal com base no seu faturamento e mix de vendas. Sendo muito mais importante do que comparar percentuais isolados na tabela
Com isso em mãos, você consegue montar uma planilha simples e colocar as propostas lado a lado de forma objetiva, sem se perder em taxas promocionais ou deixar custos ocultos passarem despercebidos.
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Quais fatores além da taxa influenciam o custo real da maquininha?
As taxas percentuais são apenas uma parte do custo total. Existem outros fatores operacionais e contratuais que podem consumir a margem de lucro sem que o lojista perceba. Os principais são:
- Prazo de recebimento (D+0, D+1 ou D+30) Receber no mesmo dia (D+0) pode ter um custo embutido. Já o D+1 costuma ser o padrão mais equilibrado entre custo e liquidez
- Custo de antecipação recorrente Se você antecipa recebíveis todo mês, isso entra no custo real. Inclua esse valor na sua simulação
- Taxas por bandeira Elo e Amex costumam ter taxas mais altas que Visa e Mastercard. Se boa parte dos seus clientes usa cartões Elo, isso muda a conta
- Conectividade incluída ou não: maquininhas com chip 4G podem ter custo de conectividade embutido, ou não. Confirme isso no contrato
- O impacto real em números: num faturamento de R$30.000,00 por mês no débito, a diferença entre uma taxa de 0,59% e de 1,49% representa R$270,00 por mês ou R$ 3.240,00 por ano a mais saindo do seu bolso. Para um MEI ou pequeno negócio, isso é dinheiro que faz diferença
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Maquininha para MEI, autônomo ou empresa: as taxas mudam?
Sim. O perfil do contratante, CPF, CNPJ MEI ou CNPJ empresa, influencia diretamente nas taxas negociadas e nas condições do contrato.
De forma geral, quanto maior a formalização e o volume de vendas, melhores as condições oferecidas pelas adquirentes.
No caso do autônomo (CPF), quem contrata no CPF costuma encontrar taxas mais altas, já que as operadoras consideram o menor volume de vendas e a maior complexidade tributária.
Ainda assim, algumas adquirentes oferecem condições competitivas para esse perfil, é importante pesquisar antes de assumir que o CPF sempre sai mais caro.
Se for MEI (CNPJ MEI), quem possui faturamento de até R$6.750,00 por mês, maquininhas sem mensalidade e com taxa unificada costumam ser a opção mais vantajosa.
A simplicidade do contrato importa aqui, menos variáveis significa menos surpresas no extrato. A formalização pelo CNPJ já abre acesso a condições melhores do que o CPF.
Já empresas (CNPJ PJ), quando o volume é mais expressivo costumam ter taxas menores, especialmente no crédito parcelado.
Em geral, instituições com faturamento acima de R$10.000,00 por mês já conseguem negociar planos com taxas reduzidas.
Quando o volume ultrapassa R$50.000,00 por mês, é preciso sentar para negociar diretamente com adquirentes de banco, como Cielo e Getnet, taxas personalizadas, fora da tabela padrão, são comuns nesse patamar.
Quanto maior o seu volume, maior é o seu poder de negociação. Não aceite a primeira proposta sem comparar e, se possível, sem apresentar a concorrência na mesa.
Portanto, comparar taxas de maquininha não precisa ser complicado. Com o mix de vendas mapeado e os custos totais na planilha, você já tem o que precisa para tomar uma decisão mais segura, e parar de pagar mais do que deveria a cada venda.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 07/03/2023É um aplicativo muito bom e tudo que tem nele é verdade, não fake news
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