Como comparar taxas de maquininha de cartão? Dicas práticas

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Saber como comparar taxas de maquininha de cartão é uma das decisões financeiras mais importantes para quem vende no varejo, presta serviços ou atua como autônomo. 

Uma taxa aparentemente pequena, de 0,5% a mais no débito, pode significar R$3.000,00 a mais pagos por ano em um faturamento de R$50.000,00 mensais.

A seguir, saiba quais são os tipos de taxa que existem, como funciona o MDR e a taxa de antecipação, quais fatores além do percentual influenciam o custo real e como fazer uma comparação justa entre as opções do mercado, seja você MEI, autônomo ou dono de empresa.

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O que são as taxas de maquininha e por que elas importam?

As taxas de maquininha de cartão são percentuais cobrados pelas adquirentes sobre cada venda processada, no débito, crédito à vista, parcelado ou Pix

Esse custo funciona como uma remuneração pela tecnologia, segurança e processamento envolvidos em cada transação.

Elas variam conforme a adquirente (como Stone e Cielo), a bandeira do cartão (Visa, Mastercard, Elo, Amex) e o volume mensal de faturamento do estabelecimento.

Para o empreendedor, essas taxas importam porque afetam diretamente a margem de lucro e o fluxo de caixa do negócio. 

Parece pouca coisa quando você olha por transação. Mas, no acumulado do mês, a diferença entre uma taxa boa e uma taxa ruim pode representar centenas ou até milhares de reais a menos no seu bolso.

Saiba mais: Como escolher a melhor maquininha de cartão?

Quais são os tipos de taxa que aparecem na maquininha?

As taxas da maquininha variam conforme o modelo de negócio, o prazo de recebimento escolhido e o volume de faturamento mensal. 

No geral, elas se dividem em três categorias principais, débito, crédito à vista e crédito parcelado, mas existem outros custos que aparecem no contrato e precisam entrar no seu radar.

Antes de comparar qualquer proposta, você precisa conhecer o que está sendo cobrado. As taxas não se resumem só ao débito e esse é o erro mais comum de quem contrata uma maquininha sem ler o contrato. 

Confira os principais tipos:

Tipos de taxas de maquininha de cartão
Tipo de taxaO que éQuando incideFaixa típica no mercado
DébitoPercentual sobre vendas no débito, geralmente a menor taxaA cada transação no débito1,29% a 2,39%
Crédito à vistaPercentual sobre vendas no crédito em 1xA cada transação no crédito2,49% a 4,99%
Crédito parceladoPercentual por parcela, pode ultrapassar 10% a 20% em parcelamentos longosPor parcela processada2,29% a 4,99% por parcela
PixTaxa sobre pagamentos via Pix, algumas adquirentes cobram, outras nãoA cada transação Pix0% a 0,99%
AntecipaçãoCusto extra para receber antes do prazo padrão de 30 diasQuando solicitado pelo lojistaAcima de 2% ao mês
Mensalidade/aluguelCusto fixo pelo equipamentoMensalmenteR$ 0 a R$ 150 por mês

Uma observação importante sobre a taxa de antecipação: se você não tem urgência no recebimento, pode ser mais vantajoso aguardar o prazo regular. O custo de antecipar com frequência pesa bastante no final do mês.

Entenda: O que é e como funciona o acréscimo na maquininha de cartão?

Como funciona o MDR e qual a diferença para a taxa de antecipação?

O MDR é o percentual cobrado automaticamente sobre cada venda processada, no Pix, débito ou crédito. Ele é descontado direto do valor da transação antes de o dinheiro cair na conta do lojista.

Esse valor não fica todo com a adquirente. Ele é dividido entre três partes: a operadora da maquininha, a bandeira do cartão (como Visa e Mastercard) e o banco que emitiu o cartão do cliente.

O MDR varia conforme o tipo de venda. Débito costuma ter taxa menor que crédito à vista, que por sua vez é menor que a do parcelamento no cartão de crédito.

Já a taxa de antecipação é um custo adicional, ela só aparece quando o lojista decide receber o valor de vendas parceladas de uma só vez, antes do prazo padrão. 

No crédito parcelado, o prazo padrão pode chegar a 30 dias úteis por parcela. Isso significa que, numa venda em 3x, você receberia em 30, 60 e 90 dias. 

Ao antecipar, você recebe tudo em D+1 ou até D+0, mas paga um juro sobre o valor que seria recebido no futuro.

Esse custo costuma variar de 1,5% a 3,99% ao mês sobre o valor antecipado e pode pesar bastante se a antecipação virar um hábito recorrente no seu negócio.

A confusão entre MDR e antecipação faz muita gente achar que a taxa da maquininha é menor do que realmente é. Na hora de comparar, sempre pergunte os dois valores separados.

Continue lendo: Como empreender do zero e com pouco dinheiro: ideias e dicas

Como comparar taxas de maquininha de forma justa?

Comparar taxas de maquininha exige olhar o custo total da operação dentro do seu modelo de negócio, não apenas o número que aparece em destaque na oferta. 

É possível fazer isso de forma justa seguindo o passo a passo abaixo:

  1. Mapeie o seu mix de vendas: Descubra qual porcentagem das suas vendas acontece no débito, crédito à vista, parcelado e Pix. Essa proporção determina quais taxas mais impactam o seu caixa. Quem vende abaixo de R$ 5.000/mês costuma se sair bem com planos de entrada
  2. Calcule o custo total mensal: Multiplique cada taxa pelo volume de vendas correspondente e some tudo, incluindo mensalidade. Fique atento a taxas promocionais que sobem depois do primeiro mês, o número que importa é o custo real, não o da oferta
  3. Verifique o prazo de recebimento: receber em D+1 é muito diferente de receber em D+30. Essa diferença impacta o fluxo de caixa e pode tornar uma taxa aparentemente menor muito mais cara na prática
  4. Inclua mensalidade ou aluguel no cálculo: uma maquininha “sem taxa” com R$ 99,00 por mês de aluguel pode sair mais cara do que uma com taxa levemente maior sem custo fixo. Maquininhas compradas costumam ser vantajosas para quem quer previsibilidade
  5. Analise as três taxas essenciais e o custo de antecipação: débito, crédito à vista e parcelado são as taxas que mais aparecem no dia a dia. Se você antecipar recebíveis com frequência, compare esse custo também e lembre que algumas operadoras oferecem Pix sem taxa, o que pode compensar mais do que uma taxa de débito reduzida
  6. Use simuladores para comparar o custo real: ferramentas como a Calculadora de Taxas permitem simular o custo mensal com base no seu faturamento e mix de vendas. Sendo muito mais importante do que comparar percentuais isolados na tabela

Com isso em mãos, você consegue montar uma planilha simples e colocar as propostas lado a lado de forma objetiva, sem se perder em taxas promocionais ou deixar custos ocultos passarem despercebidos.

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Quais fatores além da taxa influenciam o custo real da maquininha?

As taxas percentuais são apenas uma parte do custo total. Existem outros fatores operacionais e contratuais que podem consumir a margem de lucro sem que o lojista perceba. Os principais são:

  • Prazo de recebimento (D+0, D+1 ou D+30) Receber no mesmo dia (D+0) pode ter um custo embutido. Já o D+1 costuma ser o padrão mais equilibrado entre custo e liquidez
  • Custo de antecipação recorrente Se você antecipa recebíveis todo mês, isso entra no custo real. Inclua esse valor na sua simulação
  • Taxas por bandeira Elo e Amex costumam ter taxas mais altas que Visa e Mastercard. Se boa parte dos seus clientes usa cartões Elo, isso muda a conta
  • Conectividade incluída ou não: maquininhas com chip 4G podem ter custo de conectividade embutido, ou não. Confirme isso no contrato
  • O impacto real em números: num faturamento de R$30.000,00 por mês no débito, a diferença entre uma taxa de 0,59% e de 1,49% representa R$270,00 por mês ou R$ 3.240,00 por ano a mais saindo do seu bolso. Para um MEI ou pequeno negócio, isso é dinheiro que faz diferença

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Maquininha para MEI, autônomo ou empresa: as taxas mudam?

Sim. O perfil do contratante, CPF, CNPJ MEI ou CNPJ empresa, influencia diretamente nas taxas negociadas e nas condições do contrato

De forma geral, quanto maior a formalização e o volume de vendas, melhores as condições oferecidas pelas adquirentes.

No caso do autônomo (CPF), quem contrata no CPF costuma encontrar taxas mais altas, já que as operadoras consideram o menor volume de vendas e a maior complexidade tributária. 

Ainda assim, algumas adquirentes oferecem condições competitivas para esse perfil, é importante pesquisar antes de assumir que o CPF sempre sai mais caro.

Se for MEI (CNPJ MEI), quem possui faturamento de até R$6.750,00 por mês, maquininhas sem mensalidade e com taxa unificada costumam ser a opção mais vantajosa. 

A simplicidade do contrato importa aqui, menos variáveis significa menos surpresas no extrato. A formalização pelo CNPJ já abre acesso a condições melhores do que o CPF.

Já empresas (CNPJ PJ), quando o volume é mais expressivo costumam ter taxas menores, especialmente no crédito parcelado. 

Em geral, instituições com faturamento acima de R$10.000,00 por mês já conseguem negociar planos com taxas reduzidas. 

Quando o volume ultrapassa R$50.000,00 por mês, é preciso sentar para negociar diretamente com adquirentes de banco, como Cielo e Getnet, taxas personalizadas, fora da tabela padrão, são comuns nesse patamar.

Quanto maior o seu volume, maior é o seu poder de negociação. Não aceite a primeira proposta sem comparar e, se possível, sem apresentar a concorrência na mesa.

Portanto, comparar taxas de maquininha não precisa ser complicado. Com o mix de vendas mapeado e os custos totais na planilha, você já tem o que precisa para tomar uma decisão mais segura, e parar de pagar mais do que deveria a cada venda.

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FAQ

Perguntas frequentes

O que é MDR na maquininha de cartão?

É o percentual descontado automaticamente de cada venda processada. Esse valor remunera a adquirente, a bandeira do cartão e o banco emissor.
Ainda tem dúvidas?

Vale a pena pagar mensalidade para ter taxas menores na maquininha?

Depende do seu volume de vendas. Simule o custo total: mensalidade mais taxas. Se a economia nas taxas superar o valor fixo mensal, pode valer.
Ainda tem dúvidas?

Como saber se estou pagando taxas abusivas na maquininha?

Compare o seu contrato com as faixas praticadas no mercado. Taxas de débito acima de 2% ou crédito à vista acima de 4,5% merecem atenção e renegociação.
Ainda tem dúvidas?

Aline Magalhães Aline Magalhães

Aline Magalhães é graduada em Psicologia e Gestão de Recursos Humanos. Atua na meutudo desde 2024, onde começou no mercado financeiro como Agente de Operações nos produtos de Empréstimo Consignado CLT, Saque-Aniversário, Empréstimo Consignado INSS e cartões. Hoje, está na área de marketing no time de conteúdo, escrevendo artigos sobre educação financeira, benefícios e trabalhistas. Adora ouvir música, ler e assistir séries. É apaixonada por boas narrativas e acredita no poder transformador das histórias.

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