Demissão em massa e direitos na rescisão: dados de 2026

datatudo
14 min leitura
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Ser demitido nunca é uma situação fácil, mas infelizmente faz parte da realidade de muitos brasileiros.

A insegurança no mercado de trabalho tem crescido e as demissões em massa se tornaram ainda mais comuns nos últimos anos.

Pensando nisso, realizamos uma pesquisa entre os leitores do blog meutudo, para levantar informações valiosas sobre como os trabalhadores vivenciam esses momentos, o quanto conhecem seus direitos e como lidam com o cálculo da rescisão trabalhista.

Entenda como a demissão em massa pode impactar a vida financeira de trabalhadores e saiba como utilizar ferramentas como a calculadora de rescisão para planejar seu futuro com mais segurança.

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A demissão faz parte da trajetória profissional de muitos brasileiros

Nem sempre a saída de um emprego é algo planejado. Para muitos brasileiros, a demissão acontece de forma repentina, pegando o trabalhador de surpresa e sem preparo financeiro ou emocional.

Os dados coletados pelo núcleo de pesquisa do Datatudo, foi realizado com leitores do blog da meutudo e mostra que, para muitos, ser desligado faz parte da experiência profissional, ainda que seja um momento delicado.

A estabilidade, muitas vezes, é interrompida por fatores externos, como crises econômicas que reduzem a oferta de vagas, reestruturações organizacionais que eliminam cargos ou mudanças estratégicas dentro das empresas que tornam algumas funções obsoletas.

Além disso, a evolução da tecnologia e a automação de processos também têm impactado diversos setores, contribuindo para esse cenário de instabilidade.

Com isso, é essencial que o trabalhador tenha cada vez mais conhecimento sobre seus direitos, saiba como funciona o processo de desligamento e esteja preparado para lidar com os desafios que essa transição impõe.

40% dos entrevistados já foram demitidos de um trabalho fixo

Um dado relevante da pesquisa aqui da meutudo é que 40% dos entrevistados já passaram por uma demissão em um emprego com carteira assinada.

Esse número revela uma tendência de alta rotatividade, mas também reforça a importância de políticas de apoio à transição profissional e ao reingresso no mercado de trabalho.

Observe os dados:

Essa rotatividade pode ser causada por diversos fatores, como instabilidade econômica, mudanças estruturais dentro das empresas, falta de qualificação contínua ou até mesmo incompatibilidade entre o trabalhador e o ambiente organizacional.

Independentemente do motivo, a demissão impacta diretamente na autoestima, na segurança financeira e na projeção de futuro dos trabalhadores.

O dado reforça também a necessidade de que as empresas ofereçam processos de desligamento mais humanizados e transparentes, com informações claras sobre direitos trabalhistas e orientações para o pós-demissão.

Já do lado do trabalhador, entender o que deve receber e quais os próximos passos é fundamental para manter a estabilidade durante a transição.

70% dos entrevistados já vivenciaram algum tipo de demissão em massa

De acordo com a pesquisa Datatudo, 70% dos entrevistados relataram já ter vivenciado algum tipo de demissão em massa.

Mas esse número se desdobra em diferentes contextos que ajudam a entender melhor a dimensão desse tipo de desligamento coletivo.

Confira abaixo:

Cerca de 37% dos participantes afirmaram ter sido diretamente demitidos em uma situação de demissão em massa. Outros 13% disseram que presenciaram colegas sendo dispensados em larga escala.

Além disso, 18% afirmaram que a empresa onde trabalhavam precisou encerrar as atividades, 2% relataram que a organização mudou de região ou transferiu operações para outro local e 30% responderam que nunca vivenciaram uma situação como essa.

Esses dados revelam que o impacto das demissões em massa não se restringe apenas aos desligados.

Mesmo quem permanece sente os efeitos, seja pela insegurança gerada, pelo aumento de carga de trabalho ou pelo abalo no clima organizacional. O medo do próximo corte passa a fazer parte da rotina.

Portanto, mais do que uma estatística, essa vivência coletiva reforça a urgência de ações preventivas, como a educação financeira e o domínio sobre os próprios direitos.

Saber como funciona a rescisão contratual, o que deve ser pago e como calcular corretamente cada valor, é um passo essencial para atravessar esses momentos com mais confiança.

Impacto financeiro da demissão ainda é significativo

A rescisão pode até amparar o trabalhador por um período, mas o impacto financeiro da perda de renda ainda pesa bastante no orçamento da maioria.

Perder o emprego significa também abrir mão de benefícios importantes, como vale-alimentação, plano de saúde, vale-transporte e a própria contribuição regular ao INSS.

Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados disseram que a última demissão impactou muito sua vida financeira, confira:

Outros 26% relataram que a última demissão não impactou muito sua vida financeira, 21% responderam que a última demissão impactou um pouco sua vida financeira, enquanto outros 8% afirmaram que a sua última demissão quase não impactou.

Isso mostra como é necessário se planejar mesmo estando empregado, para evitar sufocos em casos de imprevistos.

Conhecimento sobre direitos na rescisão ainda é desigual

Mesmo sendo uma situação comum, muitos ainda têm dúvidas sobre o que devem ou não receber ao sair de um emprego.

Essa falta de informação acaba prejudicando o trabalhador no momento em que ele mais precisa de estabilidade, pois é justamente nesse período que se exige maior clareza para tomar decisões acertadas, como o uso correto da rescisão, solicitação de seguro-desemprego e realocação no mercado.

Além disso, o desconhecimento dos direitos trabalhistas abre margem para que erros por parte das empresas passem despercebidos.

Em um momento de vulnerabilidade, o trabalhador pode deixar de receber valores importantes por não saber exatamente o que está previsto na legislação ou no seu contrato. 

Isso dificulta a contestação de pagamentos incorretos e, muitas vezes, impede a busca por correções ou indenizações.

A pesquisa evidencia que há um grande espaço a ser preenchido por iniciativas de educação trabalhista.

40% ainda têm dúvidas sobre direito às verbas rescisórias

Quase metade dos entrevistados afirmaram que ainda têm dúvidas ou não sabem ao certo quem tem direito às verbas rescisórias.

Dos participantes da pesquisa realizada entre os leitores aqui do blog meutudo, 60% afirmam saber quem tem direito às verbas rescisórias.

Em contrapartida, outros 17% declararam já ouviu falar, mas não tem certeza. Além disso, 13% afirmaram saber mais ou menos e os outros 10% responderam que não sabem.

Confira o apanhado, abaixo:

Isso significa que uma parcela significativa dos trabalhadores pode estar saindo de seus empregos sem saber exatamente o que tem a receber, aumentando a vulnerabilidade nesse momento de transição.

Muitos desconhecem, por exemplo, que o tipo de desligamento (demissão sem justa causa, pedido de demissão ou acordo) influencia diretamente nos valores pagos na rescisão.

Além disso, há dúvidas sobre quais benefícios são obrigatórios e quais são opcionais, o que contribui para que direitos deixem de ser reivindicados.

Esse número mostra a urgência em promover educação trabalhista e acessibilidade às informações sobre direitos básicos.

Menos da metade buscava informações antes do desligamento

Outro dado alarmante é que apenas 47% dos entrevistados afirmam que costumam buscar informações sobre seus direitos antes de serem desligados.

19% dos entrevistados responderam que costumavam buscar as informações antes do desligamento às vezes, 27% alegaram que não procuravam por informações sobre seus direitos, enquanto 7% revelaram nunca ter pensado no assunto.

Esses dados demonstram que muitos só procuram entender os próprios direitos quando já estão vulneráveis, o que pode limitar as opções e dificultar a tomada de decisão.

Quando a busca por informação acontece somente após a demissão, o trabalhador pode perder prazos importantes, deixar de reivindicar benefícios ou até aceitar valores incorretos por falta de conhecimento.

Observe os dados, abaixo:

Esse comportamento reativo evidencia uma falha estrutural na disseminação dos direitos trabalhistas no Brasil. O ideal é que o trabalhador se informe continuamente, mesmo quando está empregado.

Isso permite agir de forma mais estratégica diante de qualquer possibilidade de desligamento, além de fortalecer a confiança nas negociações e no entendimento do que é justo e devido.

Cálculo da rescisão é um dos principais pontos de confusão

Entender como a rescisão é calculada ainda é um desafio para grande parte dos trabalhadores. Isso impede uma conferência eficaz dos valores pagos, o que é particularmente preocupante em momentos de instabilidade financeira.

Sem o domínio sobre os componentes básicos do cálculo, o trabalhador perde sua capacidade de verificar se o que está sendo pago está correto ou não.

Muitos desconhecem o que compõe o valor total, como saldo de salário, aviso-prévio, férias proporcionais, 13º salário, multa do FGTS e liberação do seguro-desemprego, e acabam aceitando os valores apresentados sem questionar.

Essa aceitação automática pode levar à perda de valores consideráveis, sobretudo em casos de longos vínculos empregatícios ou quando há verbas adicionais como horas extras não pagas ou comissões.

Por isso, entender cada linha da rescisão é essencial. Conhecer seus direitos permite ao trabalhador cobrar, negociar e até denunciar irregularidades se necessário.

Quase metade não sabe como calcular a rescisão trabalhista

A pesquisa Datatudo mostra que quase metade dos entrevistados não sabem como é feito o cálculo da rescisão.

No cenário atual, 53% dos entrevistados relataram entender bem o cálculo da rescisão, outros 26% afirmaram já terem ouvido falar, mas não sabem calcular e os outros 21% não sabem como funciona a rescisão.

Observe os dados:

Quando o trabalhador não entende os critérios usados para calcular sua rescisão, ele fica vulnerável a receber menos do que tem direito e sem saber que pode contestar.

Além disso, essa falta de clareza também compromete o planejamento financeiro no momento pós-demissão, dificultando a organização das despesas até uma nova oportunidade surgir.

Cerca de 51% dos trabalhadores questionados consideram fácil de entender o cálculo da rescisão trabalhista, 28% deles acham o cálculo um pouco confuso, 12% relataram nunca ter tentado entender e 9% declararam achar muito confuso.

Confira mais, abaixo:

Em um contexto de incerteza, como o que a maioria dos desligamentos impõe, saber com precisão o quanto se tem a receber pode fazer toda a diferença.

50% não têm certeza sobre o prazo legal para pagamento da rescisão

Outro dado que chama atenção é que apenas 50% dos entrevistados sabem qual é o prazo legal para pagamento da rescisão.

Os 50% restantes demonstram algum grau de desconhecimento, entre eles, 28% afirmam não saber o prazo exato, 12% dizem ter apenas uma noção e 10% já ouviram falar sobre o tema, mas não sabem ao certo.

Confira:

Essa falta de conhecimento impede que muitos saibam quando podem cobrar e até judicializar o recebimento dos valores atrasados.

Pela legislação brasileira, o prazo para que a empresa efetue o pagamento da rescisão é de até 10 dias corridos após o término do contrato de trabalho.

Se a empresa não cumpre esse prazo, ela deve pagar uma multa equivalente ao valor de um salário do colaborador, conforme previsto no Artigo 477 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Ainda assim, muitos trabalhadores deixam de reivindicar esse direito simplesmente por desconhecerem essa regra. Por isso, é fundamental que esse tipo de informação seja amplamente divulgado.

Saber quando e como os valores devem ser pagos ajuda a evitar prejuízos e garante que o trabalhador possa exigir seus direitos com segurança.

Conferência dos valores pagos ainda não é um hábito consolidado

Mesmo com tantos questionamentos, muitos trabalhadores ainda deixam de conferir se o que receberam está correto.

A falta de conferência aumenta os riscos de valores incorretos passarem despercebidos, seja por erro no cálculo, omissão de verbas como férias ou horas extras, ou até mesmo problemas no depósito de FGTS.

Esses detalhes, quando ignorados, podem comprometer a renda em um momento já fragilizado, como o desemprego. A conferência dos valores rescisórios não exige conhecimento jurídico aprofundado, mas sim atenção aos detalhes e uso de ferramentas adequadas.

Muitas pessoas sequer sabem que podem e devem verificar cada item pago no termo de rescisão. 

Isso pode significar perdas significativas em verbas que fazem falta em momentos de transição profissional, como no pagamento de contas, manutenção da moradia e sustento da família enquanto se busca uma recolocação.

Promover esse hábito de conferência é uma forma de empoderamento e prevenção de abusos.

4 em cada 10 têm dúvidas ou não sabem se receberam os valores corretos

Enquanto 60% tem certeza que receberam os valores corretos, cerca de 40% dos entrevistados disseram ter dúvidas ou não saber se receberam os valores corretos na última rescisão.

Isso significa que, mesmo após o fim do vínculo empregatício, uma parcela considerável dos trabalhadores continua insegura sobre se os valores que recebeu estavam de acordo com seus direitos.

Essa incerteza pode gerar desconfiança, insatisfação e até desmotivação para buscar novos desafios profissionais, já que o sentimento de ter sido prejudicado contribui para a perda de confiança no sistema.

Além disso, em muitos casos, o trabalhador não sabe a quem recorrer ou como verificar os valores por conta própria.

Veja mais abaixo:

Esse dado evidencia que há um espaço importante para melhorar a transparência e a educação sobre os cálculos de desligamento, promovendo a autonomia do trabalhador e fortalecendo sua capacidade de reivindicar aquilo que é seu por direito.

Parte significativa não conferiu ou não sabia que podia calcular a rescisão

Dos trabalhadores entrevistados, 55% declararam ter conferido o cálculo da rescisão por conta própria ou com ajuda de alguém e outros 45% dos participantes disseram não ter conferido ou nem sabiam que podiam calcular a própria rescisão.

Esse dado revela um comportamento recorrente entre trabalhadores que, por falta de conhecimento ou orientação, acabam confiando totalmente nos valores informados pela empresa.

Confira os dados a seguir:

Essa falta de conferência poderia ser revertida com o incentivo à cultura de conferência e ao protagonismo do trabalhador na busca ao conhecimento de seus direitos.

Afinal, conferir os valores da rescisão não deve ser um privilégio de quem entende de contabilidade, é um direito básico de todos.

Como calcular sua rescisão e se planejar com antecedência?

Diante de tantos dados, fica claro que o conhecimento é a melhor proteção para quem vive ou pode viver um desligamento.

Uma das ferramentas que pode te ajudar nessa etapa é a calculadora de rescisão aqui da meutudo, confira:

Calculadora Rescisão de Contrato Trabalhista
Quanto vou receber:
Eventos Valores
Verbas rescisórias
R$ 0,00
Descontos
R$ 0,00
Total FGTS
R$ 0,00
Saldo final:
R$ 0,00
Verbas rescisórias: As verbas rescisórias são valores que o trabalhador tem direito a receber quando seu contrato de trabalho chega ao fim.
Saldo de salário
R$ 0,00
Férias proporcionais
R$ 0,00
1/3 das férias
R$ 0,00
Férias vencidas
R$ 0,00
13º proporcional 01/01/2023 a 10/10/2023
R$ 0,00
Aviso prévio
R$ 0,00
Total: R$ 0,00
Deduções: Descontos feitos pela empresa. Outros tipos de descontos podem ser feitos pela empresa que não são considerados nessa demonstração de calculo.
INSS
R$ 0,00
INSS 13º
R$ 0,00
IRRF
R$ 0,00
Aviso prévio
R$ 0,00
Total: R$ 0,00
FGTS:
Depositado
R$ 0,00
Saldo de salário
R$ 0,00
13º proporcional
R$ 0,00
Multa
R$ 0,00
Total para saque: R$ 0,00
* Os resultados presentes aqui são estimativas, e podem variar de acordo com possíveis mudanças nas taxas. Esta calculadora foi feita apenas para facilitar a sua consulta e, portanto, não possui valor legal.
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Com ela, você pode simular quanto tem direito a receber de acordo com seu tipo de contrato, tempo de trabalho e forma de desligamento.

Isso dá mais segurança para questionar valores, identificar possíveis falhas no pagamento da empresa e até se preparar para uma possível negociação no momento do desligamento.

Essa ferramenta é ideal para quem não tem familiaridade com os cálculos trabalhistas ou sente dificuldade em interpretar os termos da legislação.

Além disso, ao visualizar os valores estimados, o trabalhador pode planejar melhor o uso do dinheiro recebido, organizando o orçamento nos primeiros meses após a demissão, o que é essencial para manter a estabilidade financeira enquanto busca uma nova oportunidade.

E quanto mais se entende sobre direitos trabalhistas, maiores são as chances de atravessar esse processo de forma segura, justa e planejada.

A desinformação ainda é um dos maiores obstáculos para quem enfrenta uma demissão, no entanto, esse cenário pode ser revertido com ferramentas simples e acessíveis.

Informar-se é um passo essencial para transformar um momento de incerteza em uma oportunidade de recomeço.

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Victória Maymone Victória Maymone

Victória Maymone é graduanda em Letras Inglês e faz parte da meutudo desde 2021. Atuou como especialista de Customer Success, onde se aprofundou no mercado de crédito consginado, e atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo. Produz conteúdos sobre crédito, finanças pessoais e demais temas do mercado financeiro. Nos momentos livres, gosta de estar com seus pets e assistir séries.

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