Pesquisa Dia dos Pais 2025: escolhas e expectativa de gastos

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A pesquisa Datatudo, feita com os leitores do blog meutudo sobre o Dia dos Pais, revelou uma mudança de comportamento nos consumidores entre 2024 e 2025.

Houve crescimento na cautela financeira, maior busca por informações e menor disposição para gastos impulsivos. 

O estudo também mostra impactos nas escolhas dos presentes, formas de pagamento e prioridades orçamentárias.

Continue lendo para conhecer os dados completos e descobrir o que mudou no comportamento de consumo.

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O presente pode esperar: queda no interesse de consumo em 2025

Entre 2024 e 2025, a intenção de presentear no Dia dos Pais sofreu mudanças marcantes. Enquanto em 2024 muitos ainda estavam indecisos, em 2025 uma parcela significativa decidiu não presentear.

Essa mudança reflete um cenário de maior cautela financeira, preocupação com orçamento e aumento da priorização de gastos essenciais.

A decisão de economizar, combinado com outros fatores comportamentais, levou muitos a optarem por não comprar nada para a data, mesmo aqueles que em anos anteriores poderiam ter considerado a compra.

2024: 50% indecisos e 39% não iam comprar presente

Em 2024, metade dos entrevistados afirmavam estar indecisos sobre presentear, enquanto 39% garantiram que não comprariam nenhum presente.

Em 2024, 50% dos brasileiros ainda não sabiam se comprariam presente no Dia dos Pais; só 12% tinham certeza da compra.

Esse cenário indicava fragilidade no consumo relacionado à data, com um número expressivo de pessoas optando por não presentear desde o início.

O fato de quase 40% já não planejavam comprar reforça o alerta sobre a crescente consciência do público em evitar gastos no contexto econômico que se desenhava.

2025: 58% não pretendem presentear e apenas 10% afirmam que sim

Em 2025, o perfil mudou de indecisão para rejeição: 58% afirmam que não pretendem presentear e somente 10% confirmam que vão comprar algo.

Em 2025, 58% dos brasileiros disseram que não iriam comprar presente no Dia dos Pais; só 10% confirmaram a compra.

A queda na intenção de presentear mostra como as escolhas se consolidaram: quem poderia decidir na última hora deixou claro que não comprará.

Isso indica um ambiente de forte restrição e sinaliza que o valor afetivo da data sofreu impacto na decisão de consumo, especialmente diante de pressões econômicas.

Os motivos por trás da decisão de não presentear

Entre os que não pretendem dar presentes em 2025, o principal motivo para isso é não ter a quem presentear na data. Por outro lado, 39% explicam que não têm o hábito e 21% apontam a necessidade de economizar.

Entre os que não vão presentear em 2025, 40% dizem não ter a quem presentear, 39% não têm o hábito e 21% precisam economizar.

Já em 2024 o cenário era diferente e o principal motivo de não presentear era a economia, seguido de não ter a quem presentear e não ter o hábito.

Em 2024, 48,7% dos brasileiros disseram não presentear no Dia dos Pais por precisarem economizar; 28% não tinham a quem presentear.

A comparação mostra uma mudança de foco: enquanto antes a justificativa dominante era a economia, agora a falta de contexto e a ausência de hábito social ganham peso.

Isso revela que a decisão de não presentear está menos ligada à escassez e mais a questões simbólicas e comportamentais.

O que comprar e quanto gastar: mudanças nas escolhas de presente

A composição de presentes e o orçamento disponível refletem um consumidor mais consciente. As categorias favoritas se mantêm, mas algumas experiências ganham espaço. 

Gráfico de 2024

Em 2024, perfumes e cosméticos foram os itens mais escolhidos para o Dia dos Pais, seguidos por roupas e acessórios.

Gráfico de 2025

Em 2025, perfumes e cosméticos seguem como os favoritos, mas experiências como viagens crescem entre os presentes do Dia dos Pais.

As faixas de valor indicam polarização, sugerindo disparidade entre quem busca algo simbólico e quem está disposto a gastar alto em itens selecionados.

Perfumes e cosméticos lideram em 2024 e 2025

Em ambas as edições da pesquisa, perfumes e cosméticos mantiveram a liderança na preferência por presentes com 33% em 2024 e 30% em 2025.

Esse resultado mostra a estabilidade dessa categoria que combina utilidade, apelo emocional e custo controlado.

Leia também: Ideia de presentes para Dia dos Pais sem gastar muito 

Mesmo com retração no consumo, ainda é vista como opção segura tanto por consumidores jovens quanto mais experientes.

O resultado reforça o papel desses produtos como favoritos em datas comemorativas, ainda que em tendência de moderação.

Viagens ganham espaço, mas ainda são minoria

A categoria “viagens e passeios” subiu de 11% em 2024 para 16% em 2025, mostrando um aumento na intenção de presentear experiências.

Essa opção ainda representa uma minoria, mas seu crescimento indica desejo por momentos ao invés de bens materiais.

O aumento revela desejo aspiracional, mesmo que restrito a quem consegue planejar ou possui maior estabilidade financeira.

Confira: Lugares baratos para viajar: como escolher o melhor destino 

Isso sugere que experiências podem ganhar mais força em datas futuras, à medida que as condições econômicas permitirem.

O valor do presente aumentou ou diminuiu?

Em 2024, a maioria se concentrava em presentes entre R$ 51,00 e R$ 100,00.

Em 2024, 42% dos presentes do Dia dos Pais custaram até R\$100, mas 19% gastaram acima de R\$1.000, mostrando perfis bem distintos.

Já em 2025, houve uma mudança: 23% pretendiam gastar valores acima de R$ 1.000,00 com presentes do Dia dos Pais.

Em 2025, intenção de gasto acima de R\$1.000 no Dia dos Pais cresceu para 23%, mesmo índice da faixa mais econômica (R\$51–100).

O aumento na proporção de valores baixos e altos sugere que o consumidor reagiu à crise com cortes, mas alguns ainda optam por itens caros.

Confira também: Como conseguir R$100 para a compra de presentes? 

Isso evidencia desigualdade no poder de compra e diferenças entre quem planeja presentear modestamente e quem mantém maior poder aquisitivo.

Como as pessoas escolhem os presentes para o Dia dos Pais?

A tomada de decisão mudou, com mais influência de pesquisa e conversa direta. Os canais de busca se transformaram, e a compra presencial ainda tem papel relevante, embora dividido com o digital.

Internet ganha força como principal fonte de ideias

Em 2025, 35% dos entrevistados buscaram ideias para presentes na internet, contra apenas 17% em 2024.

Esse aumento mostra que a web deixou de ser canal secundário e passou a ser decisiva para inspiração, pesquisa e uso de comparativos de preços.

Essa mudança evidencia a importância de plataformas online claras e confiáveis para impactar o consumidor na fase de decisão.

Cresce a busca direta por dicas com quem será presenteado

O ato de perguntar diretamente ao pai (ou pessoa que será presenteada) também segue sendo uma das principais formas de decidir pelo presente.

Isso sinaliza maior transparência e racionalidade no processo, onde escolhas são discutidas para evitar erros e desperdício. A troca direta reforça vínculos e também reduz o risco de presentes inadequados.

Onde comprar: loja física ou online?

Em 2024, apenas 7% declararam comprar em lojas físicas. Já em 2025, 26% compram presencialmente.

Apesar do avanço das vendas online, o comércio local e shoppings ainda têm papel importante, especialmente em regiões onde o digital não domina completamente. 

Orçamento apertado: como o presente afeta as finanças pessoais

Presentear no Dia dos Pais tem se tornado uma decisão cada vez mais racional. Para muitos brasileiros, a simples escolha de comprar um presente exige planejamento e cortes em outras áreas do orçamento.

Mesmo os que desejam demonstrar carinho com uma lembrança acabam esbarrando em limites financeiros. Essa realidade reforça a importância de avaliar o impacto real antes de gastar.

57% dizem que o presente impacta bastante o orçamento

Mais da metade dos entrevistados afirma que o valor do presente representa uma parcela considerável das despesas mensais, exigindo cortes em outros custos.

Mais da metade dos brasileiros (57%) afirmam que o presente do Dia dos Pais terá forte impacto no orçamento.

Isso reforça a percepção de que, em contextos de aperto, presentear pode ser uma escolha planejada e não apenas emocional.

A consciência sobre o impacto orçamentário é cada vez mais presente entre consumidores atentos.

E se o valor for maior que o esperado? 49% preferem não comprar

Quando os custos extrapolam o planejado, quase metade dos participantes desiste da compra.

Quase metade dos entrevistados deixaria de comprar o presente se o preço estivesse acima do esperado.

Isso demonstra que o orçamento estabelecido tem controle rígido, e que ultrapassar o limite pode ser determinante para a desistência. O gesto de presentear perde prioridade se tiver risco de comprometer o equilíbrio financeiro.

Formas de pagamento: pix e boleto superam o cartão

Entre aqueles que já sabem como vão pagar o presente do Dia dos Pais, 26% têm preferência pelo pagamento à vista, seja no Pix ou boleto bancário.

O pagamento à vista por Pix ou boleto lidera entre os consumidores, mas 35% ainda não decidiram como vão pagar o presente.

Apesar disso, em um cenário em que o presente sai mais caro que o esperado, muitos procuraram uma forma alternativa de crédito que ofereça boas condições e não comprometa totalmente o orçamento.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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