Câmara dos Deputados vota nesta semana o projeto que acaba com a escala 6x1 e o PL que criminaliza a misoginia.
Nesta semana, a Câmara dos Deputados irá discutir dois importantes projetos de lei.
O primeiro será o PL 1838/26, que regulamenta o fim da escala 6×1 e vem movimentando debates há meses. O segundo é o PL 896/2023 que criminaliza a misoginia, aprovado pelo Senado e aguardado há tempos na Câmara.
O presidente da Câmara dos Deputados convocou reunião de líderes para esta terça-feira (16) e afirmou que os dois projetos devem ser votados em plenário.
Se você trabalha com carteira assinada, entender o que esses projetos mudam no dia a dia é de extrema importância, a seguir, te informamos tudo sobre o assunto
Aqui estão as informações mais relevantes sobre a votação de projetos contra a escala 6x1 e a misoginia na Câmara dos Deputados:
A Câmara dos Deputados irá discutir dois projetos importantes: o PL 1838/26, que regulamenta o fim da escala 6x1, e o PL 896/2023, que criminaliza a misoginia, aprovado pelo Senado.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, convocou uma reunião de líderes para discutir os projetos e afirmou que eles devem ser votados em plenário.
A votação dos projetos está bloqueada devido ao regime de urgência com que o projeto pelo fim da escala 6x1 foi encaminhado, o que significa que dezenas de outros projetos estão parados.
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Câmara retoma votação sobre fim da escala 6×1 e projeto contra misoginia
Nesta terça-feira (16), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, convocou uma reunião de líderes para discutir o Projeto de Lei 1838/26, que traria o fim da escala 6×1.
Durante a reunião, o deputado Leo Prates, relator da proposta, deverá esclarecer pontos do projeto.
Na mesma reunião, a deputada Tábata Amaral, responsável pela proposta de combate à misoginia, apresentará uma nova versão do texto, com alterações que substituem os termos “ódio” e “aversão” pelas expressões “menosprezo ou discriminação” em razão da condição de mulher.
Por qual motivo a pauta da Câmara ficou bloqueada?
A pauta do plenário da Câmara está bloqueada devido ao regime de urgência com que o projeto pelo fim da escala 6×1 foi encaminhado.
Enquanto essa proposta não for votada, a Casa fica restrita à deliberação de propostas de Emenda à Constituição, requerimentos de urgência e Projetos de Decreto Legislativo.
Na prática, isso significa que dezenas de outros projetos estão parados, esperando que essa votação aconteça.
A PEC que reduziu a jornada de trabalhojá foi aprovada pelo congresso em maio deste ano, o projeto em votação agora tem o mesmo conteúdo, mas formato de lei ordinária, o que facilita ajustes futuros sem precisar alterar a constituição.
O texto estabelece o limite semanal de 40 horas de trabalho e garante 2 dias de descanso sem redução salarial. Com isso, o trabalhador que hoje trabalha 6 dias e folga 1, passaria a ter 2 dias de descanso por semana.
Lembrando que a aprovação do projeto não significa que a mudança será imediata, pois depois da votação na câmara, o texto segue para sanção presidencial, e só depois disso, entra em vigor.
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O que muda para o trabalhador CLT com os dois projetos aprovados?
O fim da escala 6×1 representa mais tempo livre por semana para milhões de trabalhadores, mas para entender o impacto verdadeiro, é importante saber o que a CLT já garante hoje e o que esses projetos alteram.
Por outro lado, a aprovação do projeto contra a misoginia cria uma proteção legal mais forte para mulheres no ambiente de trabalho, equiparando misoginia ao crime de racismo, o que o torna inafiançável e imprescritível.
O texto aumenta as consequências jurídicas para aqueles que praticam disriminação ou violência de gênero dentro de empresas.
Quais os direitos do trabalhador CLT atualmente?
Ter carteira assinada não é só a garantia de um salário mínimo, a CLT garante um conjunto de direitos que protegem o trabalhador tanto no emprego quanto fora dele, alguns deles são:
Décimo terceiro salário: um salário extra pago todo ano, geralmente em duas parcelas, em novembro e dezembro
Férias remuneradas: 30 dias de descanso por ano, com direito ao salário normal mais um terço extra
FGTS: a empresa deposita todo mês o equivalente a 8% do seu salário em uma conta no seu nome, que fica guardada para emergências ou momentos específicos
Abono salarial (PIS): um benefício anual de até um salário mínimo para quem recebe até dois salários mínimos mensais
Licença maternidade e paternidade: 120 dias para mães e 5 dias para pais, com garantia de emprego durante o período
Seguro-desemprego: renda temporária em caso de demissão sem justa causa
Vale-transporte: ajuda de custo para o deslocamento diário até o trabalho
Com o fim da 6×1, um novo direito começará a fazer parte dessa lista, o direito a 2 dias de folga por semana, sem qualquer redução salarial.
Quem tem carteira assinada também tem acesso a duas linhas de crédito com condições muito melhores do que as de um convencional empréstimo pessoal, justamente por conta do vínculo empregatício, que reduz os riscos.
OEmpréstimo Consignado CLT tem parcelas descontadas direto na folha de pagamento, o que garante juros menores e mais previsibilidade no orçamento.
Imagine que você precisa trocar um eletrodoméstico que quebrou, em vez de parcelar no cartão com juros altos, você contrata o consignado, paga em parcelas fixas descontadas do salário e não precisa se preocupar com boleto.
Aqui na meutudo, o prazo chega a até 3 a 48 meses, com análise flexível que aprova inclusive negativados.
Para contratar, é preciso ter vínculo empregatício ativo, margem consignável disponível de até 35%% e ter recebido salário no mês da contratação. O dinheiro cai na conta em até 24 horas úteis após a aprovação.
Pense assim: aquele dinheiro que está parado no FGTS pode virar um valor disponível agora, com desconto feito diretamente do fundo, uma vez por ano, no mês do seu aniversário. O valor cai na conta entre 10 minutos e 24 horas úteis após a contratação.
Informe seu nome completo, celular e e-mail que você tenha acesso fácil. Em seguida, leia os termos e, caso esteja de acordo, clique no botão “Continuar”.
Para finalizar, crie uma senha de acesso para seu cadastro, seguindo as instruções na tela. Lembre-se de guardar a senha em segurança. Em seguida, clique no botão “Criar senha”.
Conhecer seus direitos é o primeiro passo, o segundo é usar as ferramentas disponíveis para fazer o dinheiro trabalhar a seu favor, dentro e fora do trabalho.
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FAQ
Perguntas frequentes
O fim da escala 6×1 foi aprovado?
A PEC que garante dois dias de descanso por semana foi aprovada pelo Congresso em maio de 2026. A Câmara vota agora o Projeto de Lei 1838/26, com o mesmo conteúdo, para regulamentar a mudança em lei ordinária.
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O que muda com o fim da escala 6×1 na prática?
O trabalhador que hoje cumpre a escala de seis dias de trabalho por um de folga passa a ter direito a dois dias de descanso por semana, sem redução de salário.
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O que é o PL da misoginia?
É o Projeto de Lei 896/2023, aprovado pelo Senado, que equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível. O texto aumenta as consequências jurídicas para quem pratica discriminação ou violência contra mulheres.
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Quando o fim da escala 6×1 entra em vigor?
A mudança entra em vigor após a aprovação na Câmara, sanção presidencial e os prazos definidos na própria lei. A votação está prevista para esta semana.
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Matheus Nonato
Graduando em Jornalismo e parte da meutudo desde 2026, produz conteúdos sobre finanças, direitos trabalhistas, educação financeira e benefícios públicos. Nascido e criado em São Paulo, fora do trabalho ama esportes, cinema e música.