O Natal de 2025 chega com expectativas mais cuidadosas entre os brasileiros, que se veem divididos entre o desejo de celebrar e a necessidade de controlar o orçamento.
Os dados da pesquisa Datatudo, feita com leitores do blog aqui da meutudo, refletem um momento em que o custo de vida segue alto e as famílias fazem ajustes para manter a tradição sem comprometer demais a renda.
A seguir, confira como o planejamento interfere no Natal e quais estratégias financeiras, como o Consignado INSS, CLT e BPC, aparecem como alternativas para esse período.
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O que você vai ler neste artigo:
O que mais pesa no bolso no natal
As festas de fim de ano costumam repensar nos gastos prioritários das famílias, e isso se repete em 2025. Mesmo com a intenção de reduzir custos, algumas despesas permanecem centrais, especialmente as ligadas ao encontro em família.
A pesquisa Datatudo, realizada aqui em nosso blog, mostra que a maioria dos entrevistados vê a ceia e a decoração como fatores que mais impactam o bolso, sinalizando que o espírito de celebração continua importante, ainda que com cautela.
Ceia e decoração lideram os gastos
A ceia de natal costuma reunir alimentos mais caros e comprados em maior quantidade, enquanto a decoração, muitas vezes, envolve itens renovados a cada ano.
Esse comportamento se confirma nos dados: conforme o levantamento, 36% dos entrevistados citam ceia e decoração como seus principais gastos no período.

Ao mesmo tempo, outros hábitos tradicionais aparecem com peso menor. Presentes e festas somam 19%, enquanto vestuário e itens de beleza representam 16%. Viagens ficam em último lugar, com 11% dos respondentes.
Esses percentuais indicam uma priorização evidente: reunir a família e manter a atmosfera natalina prevalece sobre o consumo individual.
Isso significa que o orçamento tende a se concentrar em categorias importantes para a celebração coletiva.
A compra de alimentos da temporada e enfeites ainda agita o bolso de grande parte da população, mesmo entre aqueles que tentam reduzir despesas.
Saiba mais: Como conseguir R$100 para a compra de presentes de Natal
Planejamento ainda é exceção (e isso muda o orçamento)
Organizar os gastos do natal com antecedência poderia ajudar muitas famílias a reduzir os impactos no orçamento de dezembro. Porém, o que se observa é que o planejamento ainda não faz parte da rotina da maioria.
Essa falta de preparo tende a encarecer as compras, já que decisões de última hora dificultam comparações de preços e escolhas mais conscientes.
Metade não planeja os gastos com antecedência
Os dados da pesquisa Datatudo mostram que 49% dos entrevistados não se planejam financeiramente para o Natal.

Essa falta de organização afeta diretamente o orçamento das famílias, que acabam gastando mais do que poderiam.
Outros 31% começam a planejar até um mês antes, enquanto apenas uma minoria se organiza com maior antecedência.
A consequência é óbvia: sem planejamento, aumentam as chances de compras por impulso, pouca pesquisa de preços e maior comprometimento da renda.
Para trabalhadores que já lidam com despesas fixas apertadas, isso pode gerar pressão financeira nos primeiros meses de 2026.
Intenção de gastar menos se mantém
Outro dado relevante é que 48% pretendem reduzir os gastos neste ano em comparação ao Natal passado. Entre os demais, 30% planejam gastar mais e 21% pretendem manter o mesmo valor.

A maioria está redistribuindo a renda diante das condições econômicas atuais, e isso reflete diretamente nas compras de fim de ano.
Essa intenção de contenção demonstra como o Natal segue importante emocionalmente, mas precisa caber dentro de um orçamento cada vez mais planejado.
Entenda: Como se proteger com as compras on-line no Natal?
Como o brasileiro paga e quanto costuma gastar no natal
As formas de pagamento e o valor médio desembolsado para compras natalinas ajudam a entender o comportamento financeiro dessa época. Confira:
Prevalece o pagamento à vista
De acordo com os dados da meutudo, 59% preferem pagar suas compras natalinas à vista via Pix ou débito.

Essa preferência reduz riscos de endividamento e indica um esforço para manter controle sobre o orçamento.
O cartão de crédito aparece com 14%, enquanto 17% utilizam dinheiro em espécie e 9% recorrem ao boleto bancário.
Esse comportamento evidencia maior consciência sobre os impactos de parcelamentos em períodos seguintes, especialmente para trabalhadores que têm muitos compromissos no início do ano, como impostos e reajustes gerais.
Pagar à vista reduz surpresas no fim do mês e evita juros abusivos, contribuindo para um início de 2026 mais equilibrado.
Ticket mais comum: até R$ 500
O levantamento indica que 51% costumam gastar até R$ 500,00 no Natal. Além disso, 26% gastam entre R$ 501,00 e R$ 1.000,00, e 12% ficam entre R$ 1.001,00 e R$ 2.500,00. Apenas uma minoria chega a valores acima de R$ 5.000,00.

Essa distribuição demonstra que o brasileiro tende a manter um valor médio de gastos mais baixo, mesmo em um período de tradição.
Com a maioria dos entrevistados declarando intenção de gastar menos, o limite de R$ 500,00 aparece como um valor realista para grande parte da população.
Leia mais: O que vender no Natal para ganhar dinheiro extra?
Promoções influenciam mais que o 13º
Ainda que o décimo terceiro salário (13º) seja um reforço no orçamento familiar, as promoções dessa época têm peso maior nas decisões de compra.
Isso ocorre porque muitos entrevistados relatam que preferem esperar descontos para balancear o orçamento, especialmente diante da alta de preços dos últimos anos.

A busca por economia reforça a tendência de contenção e maior atenção aos valores pagos, seja em presentes, ceia ou decoração.
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