Pedir demissão é uma das decisões mais difíceis da vida profissional, afinal, não é só “assinar um papel”. Envolve insegurança financeira, medo do julgamento de quem está ao redor e receio de não encontrar outro emprego.
Para entender como as pessoas vivem esse momento, a nova pesquisa do datatudo obteve respostas de mais de 6.800 participantes entre os dias 20 e 23 de abril de 2026.
Os resultados mostram algo importante: a maioria das pessoas sabe o que quer. O problema é que o caminho entre saber e agir costuma ser travado por medos reais e falta de planejamento.
Neste artigo, mostramos o que leva as pessoas a pedirem demissão, o que trava quem quer sair e como se preparar melhor para esse passo.
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O que você vai ler neste artigo:
Quantos já pediram demissão e quantos não tiveram coragem de sair
O mercado de trabalho brasileiro tem registrado recordes de pedidos de demissão voluntária nos últimos anos. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram 9 milhões de pedidos voluntários de demissão nos 12 meses até dezembro de 2025.
O dado mostra que, quando o mercado está aquecido e as pessoas percebem mais oportunidades, a decisão de sair fica mais fácil de tomar. Mesmo assim, a decisão ainda não é simples para a maioria.
Em nossa pesquisa, entre 39% e 42% dos participantes disseram já ter pedido demissão ao menos uma vez. Isso significa que mais da metade nunca chegou a dar esse passo, mesmo que muitos tenham pensado nisso.
Os dados do Caged endossam o que encontramos por aqui, sobre a vontade de sair que existe, sim, mas ela só se transforma em ação quando as condições dão um empurrão extra.
58% ficaram mais tempo do que deveriam por medo
Esse é um dos resultados mais reveladores da nossa pesquisa, onde 58% das pessoas admitiram ter ficado em um emprego por mais tempo do que gostariam, com medo de sair.

Esse número reúne dois grupos, o primeiro com 46% que reconheceram claramente essa situação e os 12% que ficaram em dúvida, mas também se identificaram com ela.
O medo de ficar sem renda, o receio de não se adaptar a um novo ambiente e a preocupação com o julgamento de quem está ao redor são fatores que fazem as pessoas se agarrarem a empregos nos quais já não se sentem bem.
Com o tempo, esse adiamento gera um custo alto. Queda de produtividade, desgaste emocional e atrasos no trabalho se acumulam até virar um problema maior do que a própria insatisfação.
Ambiente ruim e novas oportunidades lideram as motivações
Quando a decisão de sair finalmente acontece, ela raramente é impulsiva. Entre quem já pediu demissão, os motivos mais citados foram ambiente ruim ou tóxico (23%) e o aparecimento de uma oportunidade melhor (22%).
Juntos, esses dois fatores respondem por quase metade das saídas voluntárias.

Esse tipo de problema afeta a saúde mental, a motivação e a qualidade de vida fora do trabalho. Já quem sai por uma oportunidade melhor costuma viver um processo diferente, com mais planejamento e menos ansiedade.
Em qualquer dos casos, é importante conhecer seus direitos antes de sair. O Art. 477 da CLT estabelece os prazos e as regras para o pagamento das verbas rescisórias. Entender o que está previsto em lei evita surpresas na hora de fechar as contas.
Como a decisão de sair do emprego acontece na prática
Outro dado revelado pela pesquisa é justamente a distância entre o momento em que a decisão é tomada internamente e o momento em que ela se transforma em ação.
Essa distância tem nome: medo.
Planejamento ou limite: como a decisão se constrói
São 49% das pessoas que planejaram a saída com calma, pensando bem antes de agir. Já 27% foram adiando até chegar em um ponto em que não conseguiam mais continuar.

Esses dois caminhos mostram que não existe uma forma única de chegar à demissão. Alguns chegam com um plano traçado e metas profissionais definidas para o próximo passo. Outros chegam no limite.
Os dois perfis são válidos, mas o planejamento tende a tornar a transição mais tranquila, especialmente no lado financeiro.
82% tinham clareza sobre o motivo da saída
Ainda de acordo com a pesquisa, 82% dos participantes disseram ter total clareza sobre o motivo pelo qual estavam pedindo demissão. Ou seja, na grande maioria dos casos, a decisão não é impulsiva.

A pessoa sabe o que está sentindo e por quê. O que nem sempre sabe é como agir diante disso.
Quando há clareza sobre o verdadeiro motivo da insatisfação, fica mais fácil avaliar se a saída é a melhor solução ou se há outras formas de resolver o problema antes de pedir demissão.
Mesmo com receios, a decisão costuma ser tomada com segurança
Apesar dos medos, 45% das pessoas agiram assim que tomaram a decisão de sair. Apenas 25% adiaram por receio da reação da liderança.

Isso mostra que, quando a decisão está tomada, a maioria encontra força para seguir em frente. O receio da liderança, embora real, acaba sendo menor do que o esperado na prática.
Maioria se sentiram tranquilos ao comunicar a demissão
Já na hora de conversar com o gestor, 74% dos participantes disseram ter se sentido tranquilos e seguros ao comunicar a saída.

Esse dado desfaz um mito comum: a conversa da demissão costuma ser mais leve do que se espera. Ter a Carteira de Trabalho Digital regularizada e os direitos em dia torna esse processo ainda mais simples.
O que impede e ainda trava quem quer sair do emprego
Mesmo com clareza sobre o motivo e segurança na comunicação, muitas pessoas ainda adiam o pedido de demissão.
O medo se manifesta de formas diferentes, já que para algumas pessoas se trata do receio financeiro, enquanto para outras, é a preocupação com a reação da liderança ou com a opinião de quem está ao redor.
Esse adiamento tem um custo alto para a qualidade de vida. Permanecer em um ambiente que não faz bem afeta a saúde mental, o sono e os relacionamentos.
Segundo nossa pesquisa, 58% admitiram ter ficado além do tempo que gostariam. Ficar por obrigação, e não por escolha, cobra um preço que vai muito além do expediente.
O lado financeiro ainda é o menos planejado
Se o emocional é o principal freio para quem quer sair, o financeiro é o principal risco para quem já saiu.
Os dados mostram que a grande maioria das pessoas não se prepara financeiramente antes de pedir demissão, e isso torna a transição muito mais difícil do que precisaria ser.
49% saíram sem planejamento financeiro
Na nossa pesquisa, 49% das pessoas saíram do emprego sem nenhum planejamento financeiro. Apenas 23% tinham uma reserva de emergência guardada antes de dar o passo.

O Governo Federal recomenda, em orientações publicadas no Gov.br, que o trabalhador conheça seus direitos e planeje a transição financeira antes de qualquer desligamento.
Sem esse colchão, a pressão do período sem renda pode transformar uma decisão certa em uma experiência muito mais estressante.
Mais da metade não tinham nenhuma reserva ao pedir demissão
O cenário fica ainda mais claro quando olhamos para as reservas: 52% não tinham nenhum dinheiro guardado no momento em que pediram demissão. Somente 18% tinham entre 1 e 3 meses de despesas cobertas.

Pedir demissão sem reserva não é impossível, mas aumenta muito a ansiedade da transição. Fazer um controle de gastos nos meses anteriores à saída é uma das formas mais acessíveis de começar a construir esse colchão, mesmo que aos poucos.
O que é considerado essencial antes de pedir demissão?
Quando perguntadas sobre o que era indispensável antes de sair, as respostas foram diretas: ter outro emprego garantido (36%) e ter uma reserva financeira (35%) lideram a lista.

Os dois itens juntos mostram que as pessoas sabem o que precisam, mesmo que nem sempre consigam chegar lá antes de tomar a decisão.
Dica útil: se você quer entender o que tem direito a receber ao pedir demissão, use nossa calculadora de rescisão e chegue a essa conversa mais preparado.
Se pudesse voltar atrás, o que mudariam?
Olhar para trás depois de pedir demissão traz perspectivas interessantes, pois 27% disseram que não mudariam nada no processo e 23% afirmaram que teriam buscado outro emprego antes de sair.

Pesquisar sites de emprego e praticar networking com antecedência são duas das atitudes que mais fazem diferença em uma transição de carreira bem-sucedida. Não se trata de adiar o que precisa ser feito, mas de chegar ao momento com mais segurança.
Depois da demissão: alívio é mais comum que arrependimento
Quem atravessa o processo de pedir demissão costuma esperar o pior. Mas o que os dados mostram é diferente: depois que a decisão é tomada e comunicada, o sentimento mais comum não é o arrependimento. É o alívio.
66% sentiram que tomaram a decisão certa
Depois que a demissão acontece, o sentimento que prevalece é o alívio, com 66% dos participantes relatando terem se sentido aliviados após sair do emprego e apenas 5% se arrependeram da decisão.

Esse dado coloca em perspectiva o peso que o medo tem antes da ação. Quanto maior o medo antes de pedir demissão, maior costuma ser o alívio depois. O que parecia enorme se mostrava, na prática, muito mais manejável do que se imaginava.
Como se preparar para pedir demissão com mais segurança
Os dados da nossa pesquisa deixam um caminho claro para quem está pensando em pedir demissão. Preparação não significa esperar o momento perfeito, que quase nunca chega. Significa reduzir os riscos e aumentar as chances de uma transição tranquila.
O primeiro passo é ter clareza sobre o motivo da saída. Como mostramos, 82% das pessoas já tinham essa clareza.
Se você ainda não tem, vale se perguntar: “O que está me incomodando de verdade? É algo que pode mudar ou é estrutural?”
O segundo passo é o financeiro. Ter ao menos alguns meses de reserva faz toda a diferença para manter a segurança financeira durante a transição.
Se isso ainda não é uma realidade, uma boa saída é buscar como fazer renda extra sendo CLT antes de sair. Assim, você começa a guardar sem precisar abrir mão do emprego atual.
O terceiro passo é pensar no próximo emprego antes de sair. Atualizar o currículo, pesquisar vagas e fazer networking com antecedência encurtam o tempo de transição.
Vale também pensar em onde investir o dinheiro que você vai acumular, para que a reserva trabalhe por você enquanto busca a próxima oportunidade.
Por fim, quando o momento chegar, comunique a decisão com clareza e respeito. Os dados mostram que 74% das pessoas se sentiram tranquilas nessa hora. Você provavelmente também vai.
Pedir demissão com planejamento não elimina o medo, mas reduz bastante o impacto. E como nossa pesquisa mostra, quem chega preparado sai com mais alívio, mais clareza e mais confiança no próximo passo.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 07/03/2023É um aplicativo muito bom e tudo que tem nele é verdade, não fake news
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