Impactos financeiros do divórcio vão além da divisão de bens, aponta pesquisa

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Assim como o casamento, o divórcio é um momento de grandes mudanças, já que além de toda carga emocional, o orçamento também é afetado e pode gerar instabilidade financeira.

Segundo a pesquisa datatudo realizada com os leitores aqui do blog, a transição para uma vida individual gera custos imprevistos para muita gente.

Neste artigo, vamos apresentar os dados desse levantamento e ajudar você a entender o impacto financeiro de uma separação matrimonial e como reorganizar suas contas.

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Dinheiro pesa no fim do casamento tanto quanto no início

Mudar o estado civil pode trazer grandes consequências financeiras, e, de acordo com a pesquisa datatudo, o dinheiro pesa bastante na decisão para 40% das pessoas, somando a outros gastos diários.

Entre os entrevistados, 30% afirmaram que as brigas por questões financeiras foram o principal motivo que levou ao divórcio, e apenas 5% disseram que essa questão pesou pouco na decisão:

Os resultados mostram que a falta de organização financeira acaba desgastando as relações entre os casais, que com um tempo acabam preferindo seguir sozinhos.

Entre os mais jovens, o dinheiro é disparado o motivo nº1

Entre os fatores que motivam o divórcio entre as gerações novas e os adultos recém-casados, o fator financeiro tem sido o principal.

No mesmo levantamento, 56% dos entrevistados com até 29 anos de idade afirmaram que pendências com o dinheiro causaram o término definitivo da relação:

Nos dados, podemos ver que o fator financeiro deixa de ser o principal motivo da separação à medida que há um aumento da maturidade, o que pode refletir a crescente estabilidade financeira individual das pessoas.

Em contrapartida, o desgaste contínuo e a insatisfação com um conjunto de coisas rotineiras pesaram bastante na decisão de 47% desse público mais maduro (50+).

Sobrecarga financeira começa antes mesmo do divórcio sair do papel

O custo de um divórcio costuma chegar muito antes dessa separação ser oficializada em cartório.

Afinal, quando um casal decide romper, muitas vezes um dos lados já vem arcando com os custos individuais e acumulando pendências financeiras.

Saiba mais: Como comprovar União Estável para o INSS

Essas despesas agravam a situação do orçamento familiar e muitas vezes levam os custos da casa ou dos filhos a recair mais em uma pessoa, como veremos nos dados a seguir.

Maioria já arcava sozinha com as contas de casa antes de separar

A responsabilidade de pagar as contas do lar raramente é dividida em partes iguais no fim de um casamento.

Na pesquisa, 52% dos entrevistados contaram que já assumiram as despesas sozinhos durante o processo de divórcio.

Apenas 34% disseram dividir tudo, e para 14% a outra pessoa pagava a maior parte ou tudo, das despesas de casa. Confira a seguir:

Esse acúmulo de contas evidencia como a independência financeira costuma ser forçada pela ausência de apoio dentro da própria casa.

Mulheres assumem sozinhas os filhos duas vezes mais que homens

Na pesquisa também podemos observar como a rotina dupla de sustentar a casa e cuidar dos filhos acaba afetando mais o público feminino.

A maioria das mulheres participantes apontou passar por uma forte sobrecarga de trabalho familiar diário com os dependentes:

Além disso, a realidade de atuar como principal responsável reflete diretamente na necessidade de ter uma rede de apoio externa para manter a vida profissional ativa:

Sobre a ajuda para conseguir trabalhar, 40% das mulheres contam com o apoio familiar, enquanto para os homens, esse tipo de ajuda alcança 50% dos respondentes.

Outro ponto é que 26% das mulheres afirmaram não ter ajuda alguma para olhar as crianças enquanto trabalham, em relação a 21% dos homens na mesma situação, o que mostra que podem estar prejudicando o próprio rendimento no emprego.

O primeiro mês pós-separação é o mais duro no bolso

O choque inicial de voltar a uma rotina individual prova que o primeiro mês de separação é o período mais desafiador para o orçamento das pessoas.

A transição repentina e sem aviso prévio exige uma série de adaptações na vida cotidiana, principalmente em relação ao consumo nas primeiras semanas.

Quase 1 em cada 4 tem dificuldade só para fechar as contas básicas

A migração para bancar faturas sem nenhuma companhia traz maior aperto financeiro para as famílias sem uma reserva de emergência.

Na pesquisa, 34% das pessoas viram seu padrão de vida diminuir rapidamente e 25% relataram não saber como pagar contas básicas.

Para 14% a mudança gerou muitos gastos com o aluguel e o processo de mudança, enquanto 27% afirmaram que a vida financeira não piorou e chegou até a melhorar:

Isso comprova que a falta de dinheiro para emergências agrava o aperto nas primeiras semanas de independência após um divórcio, em meio à ansiedade de conseguir fechar o mês.

Corte de gastos extras pesa mais entre os mais jovens

A necessidade de cortar passeios, viagens e pequenos luxos, como compras mais caras, afeta a rotina da geração mais nova (até 29 anos) de forma rápida e direta.

No levantamento, essa faixa etária representa 49% das pessoas que precisaram cortar muitos gastos após a separação, como idas a restaurantes, roupas caras e viagens:

No resultado geral do estudo, 44% dos entrevistados afirmaram que precisaram reduzir as despesas extras e diárias para fazer o salário render até o final do mês.

Apenas 12% do público disseram não ter feito nenhum corte restritivo depois da separação, e 5% conseguiram até proporcionar mais coisas aos filhos após oficializar o divórcio.

Cortar os excessos logo de cara se mostra como a medida primária essencial para a grande maioria das pessoas conseguir estabilizar a nova realidade financeira e se ajustar.

Maioria dos casais não tinha dívidas nem patrimônio relevante para partilhar

Outro ponto que veio à tona durante a pesquisa, e que para muitos é algo pensado de cara, mas que nem sempre chega a ser necessário, é a partilha de bens de alto valor do ex-casal em audiência.

A etapa de separação de bens ou negociar dívidas conjuntas não faz parte da realidade de grande parte dos brasileiros ao assinarem os papéis do termo definitivo de ruptura legal:

Dos entrevistados, 62% confirmaram que não tinham bens acumulados ou dívidas pendentes para partilhar com o antigo parceiro(a).

A falta de dinheiro guardado ou de bens de valor mostra como a falta de educação financeira prejudica casais de todas as idades.

Inclusive, como os dados apresentados confirmam, isso torna muito mais difícil organizar as contas e pagar as dívidas na hora de um processo de divórcio.

Jovens dividem dívidas e bens de forma mais rápida e justa

A população jovem demonstrou uma grande facilidade para fechar acordos de partilha de bens de forma mais prática e pacífica, na hora de decidir quem assume cada despesa no momento do fim do casamento.

67% dos participantes de até 29 anos afirmaram que dividiram os compromissos financeiros e contratos abertos da forma que consideram justa:

Esse bom nível de igualdade cai bastante (para 43% a 51%) quando observamos as pessoas de 30 a 49 anos.

Além disso, o peso de ter que pagar sozinho as dívidas do casal afetou 24% dos jovens e chegou a 33% entre os adultos de 30 a 39 anos.

A separação também é uma aula forçada de educação financeira

O divórcio é um momento difícil que força as pessoas a aprenderem (ou reaprenderem) a gerenciar o próprio dinheiro na prática para conseguir pagar as contas em dia.

A necessidade de reorganizar as finanças para essa nova fase ensina lições difíceis, mudando profundamente o comportamento de quem passa por esse processo estressante.

Os dados a seguir mostram como esse choque de realidade altera a relação com o dinheiro e redefine as prioridades dos recém-divorciados para o futuro.

7 em cada 10 jovens aprenderam a controlar o dinheiro do zero

O medo de ficar com o nome sujo acaba obrigando os jovens adultos a aprenderem com urgência a administrar o próprio salário e os limites de crédito.

Na pesquisa, 70% dos entrevistados com até 29 anos afirmaram que precisaram aprender a controlar o próprio dinheiro do zero e “na marra”, apenas para fugir dos altos juros e da negativação de seus nomes.

Essa pressão para aprender a consertar as finanças de casa parece diminuir com a idade, chegando a apenas 36% entre quem tem 50 anos ou mais.

Já para fugir de novos apertos no futuro, 31% das pessoas entre 30 e 39 anos deixaram de gastar por impulso e passaram a procurar formas de investir o dinheiro que sobra no fim do mês.

“Nunca mais depender de ninguém” vira a lição mais repetida

Segundo os resultados obtidos, a vontade de nunca mais depender do dinheiro de outra pessoa para sustentar a casa transforma a forma como as pessoas encaram novas relações afetivas após a separação.

76% das pessoas com até 29 anos afirmam que a maior lição que aprenderam foi justamente a de conquistar a independência financeira e não depender de ninguém:

É importante observar que para 30% das pessoas de 30 a 39 anos, a maior lição dos pós-casamento foi aprender a guardar dinheiro e construir uma reserva financeira para si próprio.

Por outro lado, 10% do público com mais de 50 anos percebeu que o segredo é o diálogo: falar abertamente sobre o orçamento do casal e não esconder dívidas, para não repetir os mesmos erros do passado.

Reorganizar as finanças pede um crédito diferente em cada fase da vida

Reorganizar as finanças após o divórcio, muitas vezes pode levar ao uso de crédito para equilibrar as contas, mas isso precisa ser feito com cuidado e estratégia.

O planejamento do novo orçamento exige alternativas seguras, focadas em restabelecer as suas finanças sem criar a armadilha para o superendividamento.

Para retomar o controle e voltar a planejar o futuro, o passo fundamental é buscar a opção que melhor se alinhe à sua fonte de renda atual.

Existem saídas específicas e com taxas mais acessíveis tanto para quem ainda está na ativa quanto para quem já se aposentou, como você pode conferir a seguir.

Quem ainda está na ativa encontra apoio no consignado CLT com garantia

Como mostra a pesquisa, o choque financeiro inicial e a necessidade de corte de gastos extras atingem em cheio os mais jovens e as faixas etárias que ainda estão na ativa.

Quando a separação acontece, a readaptação exige ação rápida. Nessa hora, em vez de ficar refém dos juros abusivos do cartão de crédito ou do cheque especial, o Empréstimo CLT atua como um respiro estratégico para o seu bolso.

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Quem já é aposentado tem no consignado INSS uma saída mais simples

A separação depois dos 50 anos tem se tornado bem comum, mas o recomeço nessa fase traz desafios diferentes.

Mesmo que muita gente nessa idade já tenha uma vida financeira um pouco mais confortável, o divórcio quase sempre gera uma sobrecarga.

De repente, é preciso assumir sozinho todas as contas da casa e, muitas vezes, continuar ajudando os filhos ou bancando os gastos com os pets da família.

Quando o orçamento aperta com essa nova realidade, a primeira reação de muitos é parcelar as compras no cartão de crédito.

O perigo é que isso pode virar uma bola de neve silenciosa, com juros abusivos que fogem do controle financeiro e comprometem a sua renda.

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Assumir as rédeas das finanças após o divórcio é, acima de tudo, um ato de independência. Quando você tem transparência para escolher opções justas, o crédito deixa de ser um peso e passa a ser a chave para colocar a vida no eixo.

Assim, você garante o controle do seu próprio dinheiro para viver essa nova fase com a autonomia e a dignidade que você merece.

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Cecília Bezerra Cecília Bezerra

Cecília Bezerra é formada em Marketing e traz bagagem em Letras. Na meutudo há mais de 4 anos, acumula o mesmo tempo no mercado de crédito. No blog, escreve principlamente sobre Educação Financeira, mas também colabora com outros temas úteis do universo das finanças. No fim, Cecília é a típica geminiana curiosa, que após passar pelos cursos de Direito e Letras, se encontrou no Marketing aqui na meutudo, onde coloca sua criatividade e comunicabilidade todos os dias a serviço do nosso time.

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