Investir pode parecer complicado no começo, principalmente quando surgem palavras que nem todo mundo conhece.
Ter um bom dicionário do investidor por perto ajuda justamente nisso: traduzir a linguagem do mercado financeiro de forma simples. Assim, é possível comparar opções e tomar decisões mais seguras.
Neste conteúdo, conheça os principais termos do mercado financeiro, entenda os conceitos que mais geram dúvidas e descubra como esses indicadores se conectam com a sua rotina financeira.
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O que você vai ler neste artigo:
Por que entender os termos do mercado financeiro é tão importante?
Muita gente deixa de investir porque acredita que o mercado financeiro é complicado demais. Esse afastamento nem sempre acontece por falta de interesse, mas sim porque a linguagem usada parece distante da realidade de quem está começando.
Quando os termos técnicos não são compreendidos, surgem múltiplas dúvidas, como a diferença entre renda fixa e renda variável, por exemplo. Sem essa base, comparar opções fica mais difícil e o risco de erro aumenta.
Compreender os principais conceitos financeiros também ajuda na leitura de notícias econômicas.
Afinal, mudanças na Taxa Selic, inflação medida pelo IPCA ou mudanças do IBOVESPA podem influenciar diferentes tipos de investimento e mexer com o bolso do investidor.
Além disso, conhecer esse vocabulário reduz a chance de cair em promessas irreais de ganhos rápidos.
Em vez de decidir pela emoção ou por uma recomendação de desconhecidos, a pessoa passa a analisar melhor o que faz sentido para seu momento de vida, seus objetivos e sua tolerância ao risco.
Termos essenciais do dicionário do investidor
A seguir, estão alguns dos conceitos mais importantes para quem está começando a investir.
Ações: são pequenas partes do capital social de uma empresa. Quem compra ações se torna acionista e pode ganhar com a valorização do papel ou com o recebimento de dividendos.
Ativos: são os bens e direitos que podem compor um fundo de investimento. Ações, títulos públicos, fundos e imóveis são exemplos de ativos.
Carteira de investimentos: é o conjunto de aplicações que uma pessoa possui. Ela pode reunir diferentes tipos de ativos para equilibrar risco, prazo e retorno.
CDI ou Certificado de Depósito Interbancário/Interfinanceiro: é uma taxa muito usada em empréstimos entre os bancos e em investimentos de renda fixa.
CVM ou Comissão de Valores Mobiliários: é o órgão responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais no Brasil.
Diversificação: é a estratégia de distribuir o dinheiro em diferentes tipos de investimentos. O objetivo é reduzir riscos e evitar concentração em uma única opção. Isso ajuda a manter o equilíbrio entre riscos e lucros.
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Dividendos: são parcelas do lucro de uma empresa distribuídas aos acionistas, de acordo com suas regras e resultados.
D+0 / D+1: indicam o prazo de liquidação ou resgate de uma operação. D+0 significa no mesmo dia. D+1 indica que o valor cai no próximo dia útil. Outro exemplo: se a operação é D+2, significa que a ação leva dois dias para ser efetivada.
Fundos de investimento: são aplicações coletivas em que vários investidores colocam recursos em um mesmo fundo, administrado por um gestor profissional.
Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA): são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras. O investidor disponibiliza o valor aos bancos e, no prazo acordado, recebe o dinheiro como juros. Para pessoas físicas, costumam ter isenção de Imposto de Renda.
Liquidez: é a facilidade de transformar um investimento em dinheiro. Quanto maior a liquidez, mais rápido o valor pode ser resgatado.
Perfil do investidor: é a classificação que mostra como a pessoa costuma lidar com riscos. O perfil pode ser conservador, moderado ou arrojado.
Renda fixa: é o tipo de investimento com regras de rentabilidade definidas ou previsíveis desde o início, mesmo que o retorno final possa variar em alguns casos.
Renda variável: é o investimento em que os resultados não podem ser previstos com precisão, porque dependem das condições do mercado.
Rentabilidade: é o retorno obtido por um investimento em determinado período.
Taxa Selic: é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central. Ela influencia empréstimos, financiamentos e vários investimentos.
Tesouro Direto: é o programa do Tesouro Nacional que permite a compra de títulos públicos federais por pessoas físicas, com acesso simples por meio de corretoras e bancos.
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Termos que mais confundem investidores iniciantes
Durante a trajetória como investidor iniciante, alguns índices podem parecer parecidos, mas têm funções diferentes na prática. Confira:
CDI × Selic: o CDI e a Selic são taxas de referência do mercado, mas não significam a mesma coisa.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central, e influencia empréstimos, financiamentos e diversos investimentos. Já o CDI é uma taxa usada como base para boa parte dos produtos de renda fixa, como CDBs.
Em resumo, elas costumam parecer a mesma coisa, mas a Selic tem papel mais amplo na economia, enquanto o CDI aparece mais diretamente na rentabilidade de muitos investimentos.
Rentabilidade nominal × Real: a rentabilidade nominal mostra quanto um investimento rendeu em números, sem considerar a inflação.
Já a rentabilidade real mostra o ganho de verdade, descontando a perda do poder de compra ao longo do tempo.
Isso significa que um investimento pode até render, mas se a inflação for maior ou muito próxima desse resultado, o ganho real pode ser pequeno.
Liquidez diária × Vencimento: a liquidez diária indica que o dinheiro pode ser resgatado com facilidade, normalmente a qualquer dia útil ou em prazo curto. Já o vencimento é a data final prevista para o investimento terminar.
Em outras palavras, um produto com liquidez diária permite acesso mais rápido ao valor aplicado, enquanto um investimento com vencimento exige mais atenção ao prazo para resgate total ou melhor rentabilidade.
Risco × Volatilidade: o risco está ligado à possibilidade de perda, inadimplência ou retorno abaixo do esperado. A volatilidade, por sua vez, representa a mudança dos preços ao longo do tempo.
Saiba mais: Onde investir meu dinheiro para render mais?
Um ativo muito volátil sobe e desce com frequência, mas isso não significa, sozinho, que ele seja igual a qualquer tipo de risco. A volatilidade mostra instabilidade; o risco envolve a chance de prejuízo ou frustração no resultado.
Pré-fixado × Pós-fixado: no investimento pré-fixado, a taxa de rendimento é definida no momento da aplicação. Isso permite saber desde o início qual será o retorno, caso o dinheiro fique investido até o vencimento.
Já no pós-fixado, a rentabilidade depende de um indicador, como CDI, Selic ou IPCA. Assim, o resultado final varia conforme o comportamento desse índice ao longo do tempo.
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Principais indicadores que todo investidor deve conhecer
Alguns índices aparecem com frequência no mercado financeiro e ajudam a entender melhor como cada investimento funciona.
A Selic, por exemplo, serve como base para os juros da economia. Quando sobe, costuma influenciar a renda fixa e o custo do crédito. Quando cai, pode mudar a atratividade de vários produtos.
Já o CDI é um dos principais referenciais dos investimentos de renda fixa. Por isso, conhecer essa taxa ajuda a comparar o rendimento de CDBs, fundos e outras aplicações.
O IPCA também é um índice bastante citado no Brasil porque mostra a inflação, ou seja, a variação dos preços. Ele ajuda a entender se o dinheiro investido está realmente aumentando o poder de compra.
O IBOVESPA é o principal índice da Bolsa de Valores brasileira. Ele reúne ações de empresas com grande volume de negociação e serve como uma espécie de termômetro do mercado acionário.
Esses indicadores são importantes para quem investe, por ajudarem a entender o atual cenário econômico e decidir sobre aplicações com maior segurança e retorno.
Entenda: Imposto de Renda sobre investimentos
Como descobrir seu perfil de investidor?
Conhecer o próprio perfil é uma etapa fundamental antes de escolher qualquer aplicação financeira. Isso porque nem todo investimento combina com todos os momentos da vida.
O perfil conservador costuma priorizar segurança e previsibilidade. Geralmente, esse investidor aceita que o rendimento seja menor em troca de menos riscos e maior estabilidade.
Normalmente, tendem a investir no Tesouro Selic, que garante segurança, estabilidade nos ganhos e liquidez diária.
O perfil moderado busca equilíbrio. Ele aceita correr risco para tentar retornos melhores, mas sem largar a proteção na carteira.
Um exemplo são os fundos multimercado. Eles misturam renda fixa com renda variável, buscando equilíbrio entre segurança e potencial de ganho.
O perfil arrojado aceita variações maiores e costuma ter foco em ganhos mais altos no longo prazo. Esse perfil precisa estar preparado para períodos de queda e instabilidade.
Geralmente, esse tipo de investidor costuma comprar ações na Bolsa de Valores. O risco é maior, porque os preços variam bastante, mas também existe a chance de lucros maiores no longo prazo.
Para descobrir onde você se encaixa, responda:
- Você prefere investimentos mais seguros, mesmo que rendam menos, ou aceita correr riscos para tentar ganhar mais?
- Você costuma precisar do dinheiro em pouco tempo ou pode deixá-lo investido por vários anos?
- Se seu investimento perder valor, você se sentiria confortável em esperar a recuperação ou ficaria muito preocupado?
- O que é mais importante para você: preservar o dinheiro, equilibrar segurança e ganhos, ou buscar alta rentabilidade mesmo com risco?
- Você já investiu em produtos de renda variável, como ações, ou prefere ficar apenas na renda fixa?
Com base nas suas respostas, identifique se você busca mais segurança e liquidez (perfil conservador), busca equilíbrio entre risco e retorno (perfil moderado) ou topa grandes mudanças em troca de lucros maiores (perfil arrojado).
Lembre-se: quanto mais transparente você for sobre a sua realidade, mais coerente tende a ser sua escolha.
Leia também: Qual a melhor aplicação de investimento no momento
Erros comuns de quem começa a investir sem conhecer os termos
Começar a investir sem entender os conceitos básicos pode gerar frustrações e até perdas financeiras. Isso acontece porque decisões importantes passam a ser tomadas sem contexto suficiente.
Um dos erros mais comuns é ignorar a reserva de emergência. Antes de pensar em investimentos mais arriscados, é importante ter uma quantia disponível para imprevistos.
Esse valor pode ser usado se o carro quebrar ou se surgir uma conta médica inesperada, por exemplo.
Outro problema frequente é seguir o efeito manada. Muita gente investe só porque viu outras pessoas fazendo o mesmo, sem analisar se aquela aplicação combina com seu perfil.
Também é comum ignorar custos e taxas, como taxa de administração, corretagem ou cobrança de impostos. Esses valores podem reduzir o ganho final.
Há ainda quem confunda preço com valor, especialmente em renda variável. Um ativo barato nem sempre representa boa oportunidade, assim como um ativo caro nem sempre é ruim.
A falta de diversificação também pesa bastante. Concentrar tudo em um único investimento aumenta a exposição ao risco.
Outro erro é confundir investimento com especulação. Investir costuma estar ligado a planejamento, prazo e estratégia. Especular, por outro lado, envolve movimentos mais rápidos e maior exposição às oscilações.
Muitos iniciantes também não entendem bem a volatilidade e se assustam com quedas temporárias, tomando decisões precipitadas no pior momento.
Além disso, investir sem objetivo certo dificulta bastante a escolha dos produtos. Quem não sabe para que está guardando dinheiro pode acabar aplicando em opções desalinhadas com sua necessidade.
Continue lendo: Crédito com garantia de investimento
Todo mundo já errou ao começar a investir — e está tudo bem. O importante é aprender com cada passo.
Começar aprendendo sobre os principais conceitos é uma forma de ganhar mais autonomia para lidar com o próprio dinheiro.
Com informações simples e bem entendidas, o mercado financeiro deixa de parecer “coisa de rico” e passa a fazer parte da sua rotina.
Isso não significa decorar todos os termos de uma vez, mas sim ir construindo conhecimento aos poucos.
Quanto mais familiaridade você tiver com o dicionário do investidor, mais preparado estará para fazer escolhas vantajosas e verdadeiramente lucrativas.
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Perguntas frequentes
Quais são os termos financeiros mais usados?
Entre os termos mais comuns no mundo do investimento estão CDI, Selic, liquidez, rentabilidade, renda fixa, renda variável, ações, fundos de investimento, diversificação e perfil do investidor.
Como começar a guardar dinheiro do zero?
Organize a renda e os gastos mensais, identifique os excessos e separe um valor possível todos os meses. Começar poupando um pouco já ajuda a criar constância e hábito financeiro.
Qual ação dá mais lucro?
Não existe uma ação que sempre dê mais lucro. O retorno financeiro depende do momento da empresa, das condições do mercado e da estratégia do investidor.
Quais são os 5 perfis financeiros?
A classificação mais comum dos perfis financeiros é: conservador, moderado e arrojado. O conservador busca mais segurança, o moderado procura equilíbrio e o arrojado está em busca de ganhos mais expressivos mesmo que seja arriscado.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 07/03/2023É um aplicativo muito bom e tudo que tem nele é verdade, não fake news
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 30/01/2023Achei muito rápido, sem tanta burocracia
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 08/03/2023