5 opções para você decidir onde guardar seu dinheiro

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Quando o assunto é organização financeira, muitas pessoas ficam na dúvida sobre qual é o melhor lugar para guardar dinheiro. Ter esse cuidado faz toda a diferença para alcançar objetivos e manter a estabilidade ao longo do tempo.

Guardar dinheiro não significa apenas deixar valores parados. Com planejamento, é possível escolher alternativas que ajudem o seu dinheiro a render e, ao mesmo tempo, estejam alinhadas com seus objetivos, sejam eles de curto ou longo prazo.

A seguir, saiba qual é o melhor lugar para guardar dinheiro, por que o planejamento é essencial, entenda a diferença entre guardar e investir e conheça 5 alternativas seguras para guardar o seu dinheiro.

Planejamento é essencial!

Antes de decidir onde guardar o dinheiro, o primeiro passo é ter um bom planejamento financeiro.

Isso porque cada objetivo exige uma estratégia diferente, levando em conta fatores como segurança, liquidez (facilidade de resgate) e potencial de rendimento.

Quando há organização, fica mais fácil definir prazos para cada meta. Valores destinados à reserva de emergência, por exemplo, precisam estar em aplicações seguras e com resgate rápido.

Já objetivos de médio e longo prazo permitem buscar opções com maior rentabilidade, mesmo que envolvam um pouco mais de risco.

O planejamento também ajuda a entender o seu perfil financeiro, se você quer investir com menos riscos ou está disposto a correr mais riscos, além de permitir um melhor controle das finanças.

Com isso, fica mais fácil separar o dinheiro do dia a dia daquele que será guardado, evitando gastos desnecessários.

Ao planejar, é possível identificar quanto pode poupar mensalmente e escolher alternativas que rendam acima da inflação.

Dessa forma, o dinheiro não perde valor ao longo do tempo e ainda contribui para alcançar seus objetivos com mais segurança.

Leia também: Como fazer o dinheiro render: dicas práticas

Guardar ou Investir?

Decidir guardar ou investir depende dos seus objetivos e do seu momento financeiro. Essas opções não são escolhas opostas, são etapas que se complementam na organização do dinheiro.

Guardar dinheiro está ligado ao controle financeiro e à criação de uma reserva. É quando você organiza seus ganhos e despesas para ter um valor disponível no futuro, seja para emergências ou planos de curto prazo.

Já investir é o passo seguinte. Depois de separar uma quantia, você passa a aplicar esse dinheiro em opções que podem gerar rendimento ao longo do tempo, ajudando a aumentar o patrimônio e proteger o valor contra a inflação.

A questão chave é que muitas vezes o seu dinheiro pode desvalorizar, se guardado da forma errada.

Enquanto guardar oferece segurança e acesso rápido ao dinheiro, investir tende a trazer retornos maiores, mas pode envolver diferentes níveis de risco, dependendo da escolha.

O investimento busca dar rentabilidade a esse dinheiro guardado regularmente, valorizando seus recursos através da compra de ações, títulos, investimentos em fundos e entre outras alternativas.

Esses resultados podem ocorrer em curto, médio e longo prazo. E, normalmente, o prazo para obter esse retorno está intimamente ligado ao risco do investimento. 

Uma boa alternativa é combinar os dois, primeiro criar uma reserva para imprevistos e depois direcionar parte do dinheiro para investimentos que façam ele crescer com o tempo.

Saiba mais: Aprenda como poupar dinheiro ganhando pouco

5 alternativas seguras para guardar o seu dinheiro

Muitas pessoas ainda pensam na poupança como a principal forma de guardar dinheiro. Por ser um investimento mais fácil e simples, ela é a alternativa mais utilizada pelos brasileiros para guardar dinheiro.

Ela se torna interessante por oferecer liquidez imediata, não ter valor mínimo de investimento e não possuir taxas e impostos.

Confira: Calculadora de rendimento da poupança

Apesar de ser simples e segura, ela costuma ter um rendimento baixo, o que pode dificultar o crescimento do seu patrimônio ao longo do tempo.

No entanto, existem outras opções igualmente seguras, mas com potencial de retorno maior. A seguir, confira cinco alternativas de baixo risco para guardar e fazer o seu dinheiro render melhor:

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa do governo que permite investir em títulos públicos. Pensando em médio e longo prazo, o Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional do Brasil e se trata da venda de títulos públicos federais para pessoas físicas.

Isso significa que quem investe empresta dinheiro para o governo e recebe juros em troca, sendo uma das opções mais seguras do mercado.

Existem diferentes tipos, como o Tesouro Selic (ideal para reserva de emergência), o Tesouro IPCA+ (protege contra a inflação) e o prefixado (com rendimento definido no início).

CDBs (Certificado de Depósito Bancário)

Ao comprar um Certificado de Depósito Bancário (CDB) você empresta o seu dinheiro para uma instituição financeira e é remunerado com juros, assim como o Tesouro Direto.

O CDB é um investimento oferecido por bancos, onde você empresta dinheiro para a instituição e recebe uma rentabilidade em troca.

Ele é considerado seguro porque conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Além disso, existem opções com liquidez diária e rendimento atrelado ao CDI.

Os CDBs são uma ótima opção para objetivos de curto prazo e são interessantes por possuir liquidez diária. Podem ser utilizados para calcular uma reserva de emergência por exemplo.

Calculadora de Reserva de Emergência
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LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são investimentos de renda fixa ligados a esses setores da economia.

LCI e LCA também são protegidas pelo FGC e tem como grande diferencial serem isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas. Por isso, costumam ser bastante atrativas para quem busca segurança e bom retorno.

Além disso, esses investimentos funcionam como uma forma de financiamento para áreas importantes da economia.

Ao aplicar em LCI, por exemplo, você está contribuindo com o setor imobiliário, enquanto a LCA direciona recursos para o agronegócio.

Em muitos casos, oferecem rentabilidade competitiva, podendo render um percentual do CDI ou uma taxa prefixada.

No entanto, é importante ficar atento ao prazo de carência, já que nem sempre permitem resgate imediato, sendo mais indicados para quem pode deixar o dinheiro aplicado por um período maior.

Fundos de Renda Fixa

Os fundos de renda fixa reúnem o dinheiro de vários investidores e aplicam em ativos como títulos públicos, CDBs e outros papéis de baixo risco.

Eles são gerenciados por profissionais e podem oferecer boa diversificação. Muitos possuem liquidez diária, mas é importante ficar atento às taxas de administração, que podem impactar a rentabilidade.

Esse fundo investe em diferentes produtos de renda fixa, como o Tesouro Direto e CDBs. São interessantes por possuírem uma baixa volatilidade.

É importante se atentar que alguns fundos cobram taxas de custódia e administração dos seus recursos financeiros, que vão influenciar na sua rentabilidade.

Além disso, nem todos os fundos têm baixo risco e é muito importante ter algum conhecimento em investimentos para escolher essa alternativa.

Previdência privada

A previdência privada é uma alternativa interessante para quem deseja guardar dinheiro pensando no longo prazo, especialmente para a aposentadoria.

Esse tipo de investimento ajuda a criar disciplina financeira, já que permite contribuições periódicas ao longo do tempo. Um dos principais benefícios está nas vantagens fiscais, como no PGBL e VGBL.

No plano PGBL, por exemplo, é possível deduzir parte das contribuições no Imposto de Renda (para quem declara no modelo completo). Já o VGBL costuma ser mais indicado para quem faz a declaração simplificada ou é isento.

Outro ponto positivo é a gestão profissional dos recursos, que são aplicados em fundos diversificados, podendo incluir renda fixa e outros ativos.

Além disso, há a possibilidade de portabilidade entre instituições, permitindo buscar melhores condições sem precisar resgatar o dinheiro.

A previdência também facilita o planejamento sucessório, já que os valores podem ser transferidos diretamente aos beneficiários, sem necessidade de inventário.

Por outro lado, é importante ficar atento às taxas de administração, que podem impactar a rentabilidade, e à menor liquidez, já que o foco desse tipo de aplicação é o longo prazo.

Essa modalidade de investimento tem diversas formas de aquisição, podendo ser paga em parcela única, mensal ou ocasionalmente.

A rentabilidade da previdência privada se dá pela aplicação dos valores investidos em ações e produtos de renda fixa.

O regime de tributação escolhido no Imposto de Renda é um ponto crucial na definição dessa alternativa, pois existem planos de previdência que podem oferecer descontos ou isenção no momento do resgate.

Portanto, existem diversas alternativas seguras que vão além da poupança e que podem ajudar o seu dinheiro a render mais ao longo do tempo. A escolha ideal vai depender dos seus objetivos, do prazo e da sua necessidade de liquidez.

Ao conhecer essas opções, você consegue tomar decisões mais conscientes e construir uma estratégia que una segurança e bons resultados financeiros.

Com planejamento e informação, é possível combinar segurança e rentabilidade, fazendo com que o seu dinheiro não fique parado e trabalhe a seu favor ao longo do tempo.

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