Dia das Mães 2026: menos presentes, mais dívidas e peso emocional

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O Dia das Mães 2026 chegou com um sinal claro: cada vez mais pessoas estão repensando a data. Seja por questão financeira, por dor emocional ou por uma mudança real de prioridades, o ato de presentear passou a dividir espaço com outros sentimentos, e com outras contas para pagar.

Para entender melhor o que está por trás desse comportamento, realizamos a pesquisa Datatudo com leitores do nosso blog entre os dias 30 de abril e 5 de maio de 2026, reunindo mais de 7 mil respostas ao longo de quatro fases. 

Neste artigo, você encontra os principais resultados dessa pesquisa: o que as pessoas compraram, como pagaram, por que algumas recorreram a crédito e o que o lado emocional tem a ver com tudo isso.

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Intenção de presentear cai de 75% para 55% em 2026

Em 2025, 75% dos participantes da pesquisa Datatudo confirmaram a intenção de presentear ou ainda não tinham decidido. 

Em 2026, esse número caiu para 45%. Ou seja: a maioria, 54%, já sabia de antemão que não pretendia comprar presente no Dia das Mães.

Gráfico de pesquisa do dia das mães realizada no blog da meutudo

Os indecisos se mantiveram estáveis, em torno de 21% a 25% ao longo das quatro fases da pesquisa. 

Esse grupo representa uma oportunidade real de conversão, e também um reflexo de quem ainda está avaliando se o orçamento permite.

Preferências e limite de gastos de quem escolheu presentear

Entre quem decidiu presentear, as escolhas e os valores revelam um comportamento bem definido. O perfil é de quem quer ser especial dentro do que cabe no bolso.

Vale-presente e dinheiro lideram; celular e flores aparecem em seguida

A opção mais escolhida foi dinheiro ou vale-presente, com 23% das intenções. Em segundo lugar ficaram celular ou eletrônicos, com 17%. Logo depois, cestas de café da manhã ou flores aparecem com 14%.

A liderança do dinheiro e do vale-presente não é surpresa. É uma escolha prática, especialmente em um cenário de orçamento mais apertado: o presenteado usa como quiser, e quem presenteia não corre o risco de errar.

Saiba também: Tem como trocar vale presente por dinheiro?

32% planejavam gastar entre R$ 51 e R$ 200; loja física ainda domina

A faixa de gasto mais comum foi de R$ 51 a R$ 200, apontada por 32% dos participantes. Apenas 16% planejavam investir acima de R$ 1.000.

Quanto ao canal de compra, 61% preferiram a loja física. O e-commerce ficou com apenas 7%. Isso mostra que, mesmo com o crescimento do comércio eletrônico, o contato presencial ainda importa na hora de escolher um presente afetivo.

O que define a escolha do presente em 2026

Mais do que o tipo de produto, o que moldou a decisão de compra em 2026 foi uma combinação de tendências, orçamento e influência dos canais digitais.

Maioria pretende presentear com experiências

Um dado que chama atenção é a mudança no tipo de presente desejado. Segundo a pesquisa Datatudo, 59% dos participantes já deram ou consideram dar experiências como presente, como jantares, viagens ou spa. Apenas 25% ainda preferem presentes físicos.

Isso reflete uma virada cultural importante. Experiências passam a ser vistas como mais significativas do que objetos e, dependendo da escolha, podem até caber melhor no orçamento.

53% querem gastar mais; 22% estão com orçamento reduzido

A pesquisa mostrou que 53% dos participantes pretendem dar um presente melhor ou mais especial do que no ano passado. Mas há uma tensão real: 22% afirmam que estão com o orçamento mais apertado em 2026.

Esses dois grupos coexistem. Quem quer gastar mais está disposto a buscar alternativas de crédito para presentear. Quem está com o orçamento apertado precisa de clareza para não se comprometer além do que consegue pagar.

Redes sociais inspiram na escolha do presente

Para 41% dos participantes, as redes sociais são o principal canal de inspiração na hora de escolher o presente. Mas um dado curioso aparece logo em seguida: 27% vão direto à loja sem pesquisar antes.

Isso aponta dois perfis bem distintos: o comprador que se planeja com influência digital e o comprador por impulso, que decide no ponto de venda. Ambos têm comportamentos financeiros diferentes e merecem atenção.

Quem comprou com antecedência e quem deixou para a última hora

O tempo de planejamento da compra diz muito sobre como o dinheiro foi usado. E os dados da pesquisa revelam uma divisão clara entre quem se organizou e quem correu contra o relógio.

42% compraram com mais de 1 mês de antecedência

Ainda de acordo com a pesquisa, 42% dos participantes compraram o presente com mais de um mês de antecedência. Mas quase a mesma proporção, 43%, deixou para a semana do evento ou para o próprio dia.

Quem compra com antecedência tem mais tempo para comparar preços, parcelar com calma e escolher melhor. Quem deixa para a última hora costuma pagar mais caro e decidir sob pressão.

Preço é o fator mais decisivo para 54%

O preço foi apontado como o fator mais importante na escolha do presente por 54% dos participantes. Em segundo lugar ficou a qualidade do produto, com 21%.

Esse é um padrão que se mantém desde 2025, quando a pesquisa Datatudo já apontava o preço como o critério número um. A consistência desse dado mostra que, independentemente do desejo de dar algo especial, o limite financeiro é sempre o filtro principal.

Como o presente foi pago: Pix domina, mas parcelamento ainda aparece

O Pix à vista foi a forma de pagamento preferida, escolhida por 42% dos participantes. O dinheiro em espécie apareceu em segundo lugar, com 20%.

O perfil de pagamento imediato é predominante. Mas o parcelamento não desapareceu: 42% afirmaram que sempre parcelam o presente do Dia das Mães, e apenas 24% preferem pagar à vista. 

O dado do orçamento revela que muita gente usa o parcelamento como ferramenta de encaixe na renda, mesmo quando o valor não é alto.

71% pretendiam utilizar algum tipo de empréstimo no Dia das Mães

Entre os participantes que chegaram à pergunta sobre crédito, 71% afirmaram que pretendiam usar algum tipo de empréstimo para o Dia das Mães

O número é expressivo e mostra como a data mobiliza decisões financeiras que vão além do orçamento imediato.

Empréstimo pessoal é o mais escolhido; consignado aparece em segundo

O empréstimo pessoal liderou as escolhas com 54% das intenções. O empréstimo consignado apareceu em segundo lugar, com 23%, e o empréstimo FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) em terceiro, com 16%

Quem optou pelo consignado ou pelo empréstimo FGTS fez escolhas mais inteligentes financeiramente. Os motivos são diferentes para cada um, mas o resultado é o mesmo: menos juros e mais controle

O consignado INSS é uma das linhas de crédito mais baratas disponíveis para aposentados e pensionistas. O desconto já vem descontado direto no benefício, sem risco de esquecer o pagamento ou cair no rotativo. 

Aqui na meutudo, as taxas do Empréstimo Consignado para aposentados e pensionistas partem de a partir de 1,39%, com parcelamento em até 108 e acesso disponível mesmo para quem está com o nome restrito.

Para quem trabalha com carteira assinada, o consignado CLT segue a mesma lógica de desconto em folha, o que garante taxas bem menores do que as do empréstimo pessoal comum. 

Aqui na meutudo, as taxas do Empréstimo CLT partem de a partir de 2,48%*, com parcelamento de 3 a 48 vezes e margem de até 35% da renda mensal líquida. 

A análise é feita pela renda, não pelo histórico de crédito, o que abre o acesso mesmo para quem está negativado.

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Já o empréstimo FGTS tem uma vantagem diferente das outras duas modalidades: o desconto não sai do salário. Ele é descontado direto do saldo do seu FGTS, uma vez ao ano, o que significa que o orçamento mensal não é comprometido. 

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Fazer uma grande surpresa e dar um presente mais caro são os principais motivos

Os dois principais motivos para usar crédito foram: fazer uma grande surpresa (28%) e dar um presente mais caro do que o orçamento permitiria (25%). Ou seja, o emocional pesa na decisão financeira.

Não há julgamento nisso. Mas é importante que a decisão de pegar empréstimo venha acompanhada de uma análise clara de quanto vai custar no total e se as parcelas cabem no mês a mês.

Como o planejamento e orçamento impactam a data

A relação entre planejamento financeiro e Dia das Mães é mais complexa do que parece. A pesquisa mostrou que os comportamentos variam bastante: tem quem se organiza com antecedência e tem quem improvisa.

Muitos separam reserva com antecedência, mas alguns ainda compram no impulso

Segundo a pesquisa Datatudo, 40% dos participantes já separam uma reserva financeira com antecedência para o presente. Mas 19% afirmam comprar por impulso, sem planejamento prévio.

Compras por impulso tendem a comprometer mais o orçamento. É quando surgem parcelas que não foram previstas, e o mês seguinte fica mais apertado do que o necessário.

Saiba mais: Como trocar dívida cara por uma mais barata?

38% dizem que o presente compromete o orçamento mensal

Um dado que merece atenção: 38% dos participantes afirmam que o presente do Dia das Mães compromete bastante o orçamento mensal. Apenas 17% afirmam já deixar o valor reservado previamente.

Organizar o orçamento com antecedência é uma forma simples de evitar que datas comemorativas se transformem em dívida. Reservar um valor mensal ao longo do ano distribui o impacto e evita a pressão de última hora.

29% frequentemente se arrependem dos gastos após o Dia das Mães

Após a data, 29% dos participantes afirmam que frequentemente se arrependem dos gastos. Outros 27% dizem sentir o mesmo às vezes. Apenas 29% nunca sentiram arrependimento porque se planejaram bem.

O arrependimento pós-compra é um sinal claro de que o gasto foi além do que o momento financeiro permitia. Planejar com calma, simular o impacto das parcelas e ter clareza sobre os limites do orçamento são passos simples que ajudam a evitar essa sensação.

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Como o lado emocional influencia nas compras

O Dia das Mães não é uma data neutra para todo mundo. Parte de quem responde a pesquisas e recebe comunicações de marcas carrega sentimentos difíceis. E isso interfere diretamente no comportamento de consumo.

59% sofrem pela perda da mãe nesta data

A pesquisa Datatudo aplicada entre 3 e 5 de maio de 2026 trouxe um dado sensível: 1 em cada 4 participantes afirmou carregar sentimentos difíceis nessa data. 

Entre esses, 59% sofrem pela perda da mãe. Outros 16% relatam pressão emocional por serem mães solo, e 14% têm um relacionamento difícil ou distante com a mãe.

Para quem vive o luto ou qualquer outra forma de dor associada à data, o excesso de comunicação comercial pode ser especialmente pesado. Esse grupo não precisa de promoção — precisa de respeito.

30% deixaram de comprar de uma marca por comunicação em excesso

Quando questionados sobre o impacto das comunicações das marcas durante o período, 30% dos participantes afirmaram que a comunicação excessiva gerou impacto negativo real. 

E 30% já deixaram de comprar de uma marca por causa de comunicações excessivas ou insensíveis nessa data.

O silêncio também é estratégia. Marcas que reconhecem a diversidade de experiências ao redor do Dia das Mães e comunicam com cuidado tendem a construir relações mais duradouras com o público.

Os dados da nossa pesquisa Datatudo 2026 mostram um retrato honesto do Dia das Mães: menos pessoas presenteando, mais recorrendo ao crédito, e uma parcela significativa carregando sentimentos que o calendário comercial muitas vezes ignora. 

Entender esse cenário ajuda tanto quem compra quanto quem vende a tomar decisões mais conscientes.

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Fábela Quintiliano Fábela Quintiliano

Fábela Quintiliano é formada em Letras e atua na meutudo desde 2021. Já passou pelas áreas de análise e liderança em Customer Experience, onde desenvolveu experiência em crédito consignado. Hoje, integra o time de SEO & Conteúdo como redatora, produzindo textos sobre crédito, finanças do cotidiano e organização financeira. Também colabora na pesquisa, desenvolvimento e revisão de notícias em destaque. Apaixonada por gatos, viagens e crochê, transforma os momentos livres em inspiração e arte.

630 artigos escritos