Revisão da Vida Toda no STF: últimas notícias de hoje 2024
Após a aprovação da Revisão da Vida Toda em dezembro de 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a julgar a ação. Desta vez, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) entrou com um recurso e ao longo de 2023 aconteceram alguns debates.
Entretanto, em fevereiro de 2024, aconteceu a interferência da AGU (Advocacia Geral da União) que exigiu que antes do julgamento do recurso do INSS, fosse julgada a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei 9876/1999.
Neste último julgamento, o STF decidiu que os segurados não podem escolher o regime mais benéfico para sua aposentadoria do INSS, cancelando a Revisão da Vida Toda.
A seguir, confira mais informações sobre a Revisão da Vida Toda, últimas notícias após a decisão do STF, seus desdobramentos e o que esperar para 2024.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- STF decidiu contra Reviso da Vida Toda, cancelando possibilidade de segurados escolherem cálculo mais vantajoso para aposentadoria.
- Atualmente, revisão dos benefícios está suspensa até julgamento de recurso do INSS.
- Último julgamento em março de 2024 teve resultado de 7 a 4 contra a revisão, com defesa de constitucionalidade da lei por alguns ministros.
- Previsão de 3.045.065 aposentadorias por tempo de contribuição desde 2009, metade poderia pedir revisão, segundo INSS.
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Como está a Revisão da Vida Toda hoje no STF
Atualmente, a Revisão da Vida Toda aguarda o julgamento do recurso do INSS. Entretanto, a revisão dos benefícios está cancelada, por ora.
Isso aconteceu porque o STF analisou duas ações relacionadas ao fator previdenciário, implementado durante a reforma da Previdência em 1999, do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC).
Leia também: O que é e quem tem direito a Revisão Vida Toda?
Os ministros do STF decidiram sobre a constitucionalidade do fator previdenciário e, com isso, impedem que os aposentados e pensionistas possam escolher o cálculo mais benéfico para a sua aposentadoria.
Porém, como adiantamos, o STF continuará a julgar o recurso do INSS para enfim decidir sobre a validade da Revisão da Vida Toda.
Durante o ano de 2023, o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, apresentou parecer favorável aos aposentados.
Em novembro, o ministro Cristiano Zanin, seguiu o relator do caso, porém, o julgamento foi paralisado e tinha previsão para retorno em 1º de fevereiro de 2024.
Com a inclusão na da ADI 2.111/1999, houve novo adiamento no julgamento do recurso do INSS, ficando este para o próximo dia 3 de abril.
Último julgamento Revisão Vida Toda em 2024
Na discussão realizada no dia 21 de março, o resultado do julgamento foi 7 a 4 contra a possibilidade de o segurado escolher a regra mais vantajosa para si.
A favor da Revisão da Vida Toda, votaram os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Edson Fachin, André Mendonça e Cármen Lúcia.
Alexandre de Moraes, que foi o relator do caso, defende a ideia de que a constitucionalidade da lei pode ser adaptada com a opção do segurado escolher o cálculo mais benéfico, por meio da Revisão da Vida Toda.
“Existem 3.045.065 aposentadorias por tempo de contribuição ativas desde 2009. Essa é a previsão do INSS, em torno de metade exatamente a metade mais baixa iria pedir a revisão. Em que pese os argumentos econômicos aqui, parece que é um ferimento gravíssimo ao direito de igualdade, a preservação de segurança jurídica e o que se pretende é tão somente que se realize a opção”, disse Moraes.
Já os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Kassio Nunes Marques acompanharam o parecer do ministro Cristiano Zanin, que defendeu que a regra deveria ser obrigatória.
“A declaração de constitucionalidade do artigo terceiro da lei 9876 de 99 impõe que o dispositivo legal seja observado de forma cogente pelos demais órgãos do Poder Judiciário e pela administração pública em sua interpretação literal, que não permite excesso. O segurado do INSS que se enquadre no dispositivo não pode optar pela regra definitiva independentemente dele ser mais favorável”, enfatizou Zanin.
Por que a Revisão da Vida Toda pode ser cancelada
Como adiantamos anteriormente, o STF julgou duas ações que envolvem a Reforma da Previdência de 1999, foi durante esta reforma que ficou determinado que somente as contribuições do INSS após julho de 1994 iriam contar para o cálculo da aposentadoria.
Além disso, passou a ser utilizada uma complexa fórmula matemática, o famoso fator previdenciário que era utilizado para definir o valor dos benefícios do INSS.
Leia também: Tabelas de contribuição INSS 2024, 2023 e mais com dedução
Além de criar o fator previdenciário, uma fórmula que leva em consideração a idade do segurado ao se aposentar, o tempo de contribuição ao INSS, a expectativa de vida dos brasileiros e a sobrevida do cidadão.
Quando criada, a ideia era estimular que as pessoas contribuíssem por mais tempo e não se aposentassem cedo, visando aumentar o valor do benefício de quem prolongasse sua vida laboral, adiando o pedido do benefício.
Porém, na prática, o fator previdenciário apenas diminuía o valor das aposentadorias, inclusive para aqueles que contribuíram por um maior período.
Esse fator é responsável pela diminuição do valor da aposentadoria, porém não é mais utilizado no cálculo da aposentadoria desde a Reforma da Previdência de 2019.
Com o julgamento da ADI 2111/1999 no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Advocacia Geral da União (AGU) buscava a anulação da decisão do STF, alegando que o processo 1.012 (Revisão da Vida Toda) está vinculado à ADI.
Com a decisão do STF, é necessário aguardar o julgamento do recurso do INSS a fim de definir os próximos passos e se a Revisão da Vida Toda será cancelada ou não.
Quando será o próximo julgamento STF da Revisão Vida Toda?
Como adiantamos no tópico anterior, o último julgamento da Revisão da Vida Toda está agendado para o próximo dia 3 de abril.
Leia também: STF decide não aprovar Revisão Vida Toda; entenda motivos e o andamento
Vale destacar que, apesar da decisão do STF, ainda não está claro como a decisão sobre a ADI afetará a dinâmica do recurso do INSS.
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Como fica o pagamento da Revisão da Vida Toda para aposentados?
Ainda não é possível decidir como será feito o pagamento, afinal, é necessário aguardar a decisão do STF do recurso do INSS.
Entretanto, todo aposentado que tem direito ao benefício poderá receber os valores atrasados desde a data do pedido administrativo ou judicial da revisão.
Esses valores são corrigidos pela inflação e podem chegar a centenas de milhares de reais, dependendo do caso.
Vale destacar que o INSS solicitou que a Corte defina o alcance da decisão, de forma que o novo entendimento só tenha efeitos para o futuro e não alcance os benefícios que já foram pagos antes da decisão do Supremo.
Confira também: Como funciona a revisão do artigo 29 do INSS?
O INSS também pediu para limitar o alcance da revisão para determinados grupos de segurados, excluindo os benefícios já extintos, as decisões já definitivas e as parcelas quitadas antes da decisão do STF.
Também é importante lembrar que existem casos excepcionais que já foram julgados em outros tribunais, sendo a favor dos aposentados, como o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que determinou o pagamento imediato de um segurado que teve o direito reconhecido.
Por isso, os aposentados que têm direito à Revisão da Vida Toda devem procurar um advogado previdenciário para acompanhar o andamento do processo e garantir o seu direito caso seja liberado pelo STF.
Quando a revisão da vida toda foi aprovada?
Em dezembro de 2022, por uma votação de 6 votos a favor e 5 votos contrários, os ministros do STF se pronunciaram a favor dos aposentados no processo de revisão da vida toda do INSS.
Saiba mais: O que é e como solicitar a Revisão de aposentadoria do INSS?
O relator do caso, ministro Marco Aurélio, liderou a posição vencedora, alinhando-se à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que os segurados da Previdência Social têm o direito de escolher a regra mais benéfica diante de mudanças nas regras previdenciárias. Essa decisão ocorreu no Recurso Extraordinário (RE) 1.276.977.
Antes da decisão, o recálculo com base em todas as contribuições feitas ao longo da vida dos segurados não era permitido.
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Quem pode solicitar a Revisão da Vida Toda?
Com o julgamento da ADI 2111/1999, não será permitido o uso das contribuições feitas antes de julho de 1994.
Com isso, é preciso ficar atento às regras do INSS, que dizem que o segurado deve ter solicitado a aposentadoria nos últimos 10 anos, porém, antes da última Reforma da Previdência em 2019.
Se a aposentadoria foi aprovada após a Reforma em 2019, pode haver direito à revisão se a pessoa tiver cumprido os requisitos das regras de aposentadoria anteriores, ou seja, teve o direito adquirido
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Para dar entrada na ação judicial, é preciso que o beneficiário do INSS solicite a ajuda de um especialista da área.
Este profissional deverá ter acesso a todos os documentos que comprovem os valores recebidos no período, a fim de realizar o cálculo.
O cálculo deverá ser baseado na Lei n.º 9.876/99, que é a lei anterior a Reforma da Previdência 2019.
Atenção: O cálculo é fundamental para que se possa dar entrada na ação de revisão da aposentadoria.
E somente após esse cálculo é que o especialista pode informar se vale ou não a pena entrar com a ação judicial.
Pensão por morte tem direito à revisão da vida toda?
Além da aposentadoria, quem recebe pensão por morte também tem possibilidade de realizar a revisão da vida toda.
Saiba mais: Como solicitar a Certidão ou Declaração de Dependentes INSS
E na falta de um pensionista habilitado, os herdeiros podem pedir o recálculo, conforme Tese do STJ:
I. O disposto no art. 112 da Lei n. 8.213/1991 é aplicável aos âmbitos judicial e administrativo;
II. Os pensionistas detêm legitimidade ativa para pleitear, por direito próprio, a revisão do benefício derivado (pensão por morte) – caso não alcançada pela decadência -, fazendo jus a diferenças pecuniárias pretéritas não prescritas, decorrentes da pensão recalculada;
III. Caso não decaído o direito de revisar a renda mensal inicial do benefício originário do segurado instituidor, os pensionistas poderão postular a revisão da aposentadoria, a fim de auferirem eventuais parcelas não prescritas resultantes da readequação do benefício original, bem como os reflexos na graduação econômica da pensão por morte; e
IV. À falta de dependentes legais habilitados à pensão por morte, os sucessores (herdeiros) do segurado instituidor, definidos na lei civil, são partes legítimas para pleitear, por ação e em nome próprios, a revisão do benefício original – salvo se decaído o direito ao instituidor – e, por conseguinte, de haverem eventuais diferenças pecuniárias não prescritas, oriundas do recálculo da aposentadoria do de cujus.
O pensionista somente poderá recorrer à revisão da vida toda caso esteja dentro do prazo de 10 anos.
Esse prazo é contabilizado a partir do mês seguinte ao primeiro pagamento da pensão ou da aposentadoria do falecido
Como pedir a Revisão da Vida Toda na retomada dos processos?
O aposentado pode solicitar a Revisão da Vida Toda de 2 formas, uma delas é pela plataforma Meu INSS, a outra é por meio de um especialista previdenciário.
Em ambos os casos, é necessário realizar o cálculo para saber se realmente o seu benefício irá aumentar.
Afinal, em alguns casos de revisão, o resultado pode não ser o esperado e ocasionar na redução no valor da aposentadoria que já recebe.
Entretanto, com o julgamento da ADI 2111/1999 e a decisão do STF de cancelar a Revisão da Vida Toda é recomendado que os beneficiários do INSS aguardem os próximos passos da justiça para então, dar entrada no pedido de Revisão da Vida Toda.
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Perguntas frequentes
O que é a Lei de 1999 que pode cancelar a revisão da vida toda?
É a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2.111, que pede a queda do fator previdenciário, aprovado pela lei 9.876, de 1999. Caso seja aprovada, a Revisão da Vida Toda será cancelada, pois está vinculada.
Como está o andamento da revisão da vida toda?
Atualmente, aguarda-se a análise do recurso do INSS, após a decisão do STF em que os segurados não podem escolher o regime mais benéfico para sua aposentadoria do INSS.
Posso fazer revisão da vida toda agora?
O ideal é que se aguarde a decisão do STF para seguir com o pedido de Revisão da Vida Toda. Entretanto, caso seu benefício esteja entrando no prazo limite da decadência (10 anos), fale com um especialista e verifique a possibilidade de fazer sua revisão.
Por que a revisão da vida toda está suspensa?
Os processos de revisão foram suspensos após pedido do INSS, que encontra dificuldades técnicas e operacionais para realizar os cálculos. Atualmente, aguarda-se a decisão do recurso do INSS para saber se a Revisão da Vida Toda irá continuar.