Maioria depende do 13º salário para quitar dívidas; aponta pesquisa

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O décimo terceiro salário é uma das rendas mais aguardadas pelos trabalhadores brasileiros no fim do ano. Para muitos, ele representa alívio financeiro, oportunidade de organizar as contas ou até realizar sonhos adiados ao longo dos meses.

Mas, segundo a pesquisa Datatudo, feita com os leitores do blog meutudo, a realidade mostra que grande parte da população depende fortemente dessa gratificação para manter o equilíbrio financeiro.

Além de revelar como os trabalhadores pretendem usar o benefício, o levantamento também trouxe percepções sobre o valor recebido, expectativas para 2025 e até preferências de pagamento.

A seguir, você confere os principais destaques do estudo e entende o peso que o 13º tem no dia a dia das famílias brasileiras.

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Mais da metade não sabe o valor que irá receber de 13º

Uma das descobertas mais marcantes da pesquisa foi a falta de clareza sobre o valor do benefício. 66% dos participantes afirmaram não saber quanto vão receber de décimo terceiro salário.

66% ainda não sabem quanto vão receber de 13º salário; só 22% já calcularam e 12% têm ideia aproximada.

Esse dado evidencia um problema recorrente: a falta de acompanhamento financeiro e de cálculos prévios que poderiam ajudar na organização das contas.

Muitos trabalhadores acabam sendo pegos de surpresa com valores menores do que o esperado, principalmente em casos de admissões recentes ou descontos que afetam o cálculo.

Confira também: Trabalhei 7 meses, quanto recebo de décimo terceiro?

Para evitar essa insegurança, é possível usar ferramentas online, como a nossa calculadora de décimo terceiro salário, que mostra com clareza quanto cada pessoa deve receber, considerando salário e tempo trabalhado no ano.

Opiniões divididas quanto ao valor do 13º salário ser suficiente

O levantamento mostra que a percepção sobre a suficiência do décimo terceiro varia bastante. Enquanto alguns veem o valor como essencial, outros o enxergam apenas como complemento.

Qual seria o impacto de não ter o 13º no orçamento anual?

Quando perguntados sobre a importância do benefício, 60% responderam que ele é essencial, afirmando que sem ele a renda ficaria comprometida. Apenas 15% enxergam o 13º apenas como um extra, sem grande impacto na vida financeira.

60% dizem que o 13º salário é essencial para manter o orçamento; 25% consideram importante e 15% veem apenas como extra.

Essa percepção reflete diretamente no orçamento anual das famílias. Ao imaginar um cenário sem o benefício, 47% disseram que o impacto seria muito negativo.

47% dizem que não receber o 13º teria impacto muito negativo; 25% impacto negativo ajustável; 19% pouco impacto e 10% nenhum.

Maioria depende desse valor para fechar as contas

Outro dado que chama atenção é que 74% dos participantes afirmaram contar com o 13º para fechar as contas no fim do ano.

74% contam com o 13º salário para equilibrar o orçamento anual, enquanto 26% dizem não depender do valor.

Esse resultado mostra como o benefício não é visto apenas como uma renda extra, mas sim como uma parte fundamental do orçamento.

Confira também: Como ganhar dinheiro e ter renda extra com cartão de crédito 

Sem ele, muitos trabalhadores não conseguiriam equilibrar despesas acumuladas ou se preparar para compromissos financeiros de janeiro.

Como essas pessoas pretendem usar o 13º no final do ano

A pesquisa também buscou entender os destinos mais comuns desse dinheiro. O resultado reforça a ligação direta entre o 13º e a saúde financeira das famílias.

Grande maioria depende do 13º salário para quitar dívidas

A principal finalidade do décimo terceiro, segundo a pesquisa Datatudo, é o pagamento de dívidas: 53% dos respondentes afirmaram que esse será o destino do benefício em 2025.

53% vão usar o 13º salário para quitar dívidas; 20% para contas do dia a dia; 13% para poupança; 7% para compras e 7% para lazer.

Leia mais: Aprenda como sair das dívidas em pouco tempo

O dado revela como as dívidas continuam sendo um dos maiores desafios financeiros da população. Muitos trabalhadores enxergam o 13º como uma oportunidade única de aliviar o peso das parcelas atrasadas ou até limpar o nome.

Boa parte prefere antecipar despesas do início de 2026

Outro ponto levantado foi o hábito de usar o benefício para antecipar contas do ano seguinte, como IPTU, IPVA e matrícula escolar. 35% afirmaram que sempre utilizam o valor dessa forma, enquanto 34% disseram que fazem isso às vezes e 31% nunca.

35% sempre usam o 13º salário para antecipar despesas como IPTU e matrícula, 34% às vezes e 31% nunca utilizam para esse fim.

Esse comportamento mostra que, além de quitar dívidas, muitos brasileiros tentam se organizar para enfrentar as despesas concentradas de janeiro, evitando começar o ano já no vermelho.

Preferência dos trabalhadores quanto às parcelas do décimo terceiro

O pagamento do 13º salário é tradicionalmente feito em duas parcelas, mas a pesquisa revelou que essa não é a forma preferida da maioria.

65% dos entrevistados disseram que preferem receber o valor em uma única parcela. Outros 27% preferem o pagamento em duas vezes e apenas 8% gostariam de receber o benefício diluído ao longo do ano junto ao salário.

65% preferem receber o 13º salário em uma única parcela, 27% em duas parcelas e 8% dividido ao longo do ano.

Esse resultado mostra como grande parte dos trabalhadores valoriza a quantia integral no fim do ano, seja para quitar dívidas de maior valor ou para planejar investimentos e grandes gastos.

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53% tem expectativa de um valor maior comparado ao ano anterior

A pesquisa também mostrou otimismo em relação ao valor do benefício. 53% dos respondentes disseram esperar que o 13º salário de 2025 seja maior que o de 2024.

53% esperam receber 13º maior em 2025; 27% acreditam que será igual ao ano passado e 20% esperam valor menor.

A relação direta entre o valor do benefício e o salário mensal ficou clara na faixa de rendimentos:

  • 30% recebem até um salário mínimo (R$ 1.621,00)
  • 50% estão na faixa de R$ 1.519,00 a R$ 3.000,00
  • 16% ganham entre R$ 3.001,00 e R$ 7.000,00
  • 3% recebem de R$ 7.001,00 a R$ 15.000,00
  • 1% têm rendimentos acima de R$ 15.000,00
80% ganham até R$3 mil; 30% recebem salário mínimo, 50% entre R$1.519 e R$3.000, 16% até R$7 mil e 4% acima disso.

Esse recorte evidencia que a maior parte dos trabalhadores está em faixas salariais mais baixas, o que reforça a importância do 13º para complementar a renda. Quanto menor o salário, maior a dependência dessa gratificação.

O levantamento da pesquisa Datatudo, feita com os leitores do blog meutudo, deixa claro que o décimo terceiro continua sendo uma peça central no orçamento da maioria dos brasileiros.

Mais do que um bônus, ele é tratado como um recurso essencial para garantir equilíbrio nas contas, quitar dívidas e se preparar para o início do ano.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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