Quando um trabalhador solicita um Consignado Privado, a empresa precisa saber quais procedimentos adotar.
Com o novo Consignado Privado, a intermediação da empresa na contratação do crédito não é necessária. O trabalhador pode fazer todo processo de forma autônoma e 100% online, e a empresa é notificada pelo eSocial para processar o desconto na folha de pagamento.
Saiba o que fazer se seu funcionário pediu Consignado Privado e entenda as mudanças com as novas regras dessa modalidade.
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O que você vai ler neste artigo:
O que fazer se o funcionário pediu Consignado privado?
Com a implementação do novo Consignado privado, as empresas devem estar preparadas para lidar com solicitações de empréstimo consignado por parte dos funcionários.
Diferente do modelo anterior, em que a adesão era opcional, agora as empresas são obrigadas a processar o desconto em folha quando um trabalhador contratar o crédito por meio da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) ou nos canais eletrônicos de outras plataformas.
Quando um funcionário solicitar o novo Consignado Privado, a empresa recebe uma notificação automática pelo eSocial informando sobre a consignação ativa.
O papel do empregador é:
- Receber notificação: o empregador deve ficar atento ao DET (Domicílio Eletrônico Trabalhista) e o Portal Emprega Brasil para receber a notificação da contratação do Consignado privado pelo funcionário
- Escrituração: a empresa deve realizar a escrituração da consignação do empréstimo na folha de pagamento pelo eSocial
- Registrar o desconto na folha de pagamento: a empresa deve garantir que o valor da parcela seja descontado corretamente do salário do trabalhador
- Repasse de valores: a empresa deve repassar os valores consignados no pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) com rubrica específica
Caso a empresa não saiba como proceder, é essencial que seu sistema de folha de pagamento esteja atualizado e alinhado com as novas exigências do eSocial.
Confira: O que é o Consignado privado e por que ele ainda é pouco conhecido?
Além disso, o setor de Recursos Humanos (RH) deve se manter informado sobre as diretrizes da nova regulamentação para evitar problemas na gestão do benefício.
O que mudou para empresas com as novas regras do Consignado privado?
As principais mudanças para as empresas com as novas regras do Consignado Privado incluem a obrigatoriedade da adesão ao sistema, independentemente de convênios com bancos.
Agora, todas as empresas precisão processar as consignações diretamente pelo eSocial, garantindo mais transparência e padronização no controle dos descontos em folha.
Além disso, os empregadores são notificados automaticamente sobre os contratos ativos dos funcionários via DET e pelo Portal Emprega Brasil.
Entenda melhor: Como é o processo Consignado privado para empresa?
Assim, não é mais necessária a intermediação com instituições financeiras, tornando o processo mais simples tanto para trabalhadores como para as empresas.
Essas mudanças trazem mais praticidade para os empregadores, que têm um fluxo de pagamento mais automatizado, mas também aumentam a necessidade de adequação ao novo modelo, garantindo conformidade com a legislação trabalhista e previdenciária.
Passo a passo para empresas atenderem funcionário que pediu Consignado privado
Com o novo modelo do Consignado Privado, as empresas precisam seguir um fluxo padronizado para atender às solicitações dos funcionários.
Embora a contratação do crédito seja feita diretamente pelo trabalhador, o empregador tem o papel de processar os descontos corretamente na folha de pagamento e garantir conformidade com as novas regras.
Confira quais passos as empresas devem seguir após um funcionário contratar um Empréstimo Consignado privado, a seguir.
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Orientar o funcionário sobre o funcionamento do crédito consignado
O primeiro passo é garantir que o colaborador compreenda como funciona o Consignado Privado.
A empresa deve informá-lo sobre a margem consignável, que limita o desconto em folha a até 35% da remuneração líquida, e esclarecer que a contratação é voluntária.
Com o novo modelo de Consignado privado, o funcionário tem liberdade para escolher a instituição financeira que oferecer as condições mais vantajosas, sem a necessidade de intermediação da empresa.
Validar a solicitação e garantir a conformidade com a legislação
Para que o desconto seja processado corretamente, é essencial que os dados do funcionário estejam atualizados no eSocial.
A empresa precisa conferir as informações do contrato e validar se a consignação respeita o limite permitido.
Depois disso, é necessário registrar e operacionalizar o desconto na folha de pagamento, garantindo que o processo esteja em conformidade com as normas trabalhistas.
Integrar o valor ao sistema de folha de pagamento
Após validar a solicitação, a empresa deve assegurar que o valor seja deduzido corretamente do salário do trabalhador e repassado dentro dos prazos estabelecidos.
O desconto precisa ser lançado corretamente no eSocial, e a empresa deve acompanhar a integração do pagamento ao FGTS Digital, pois a Caixa Econômica Federal é responsável pelo repasse às instituições financeiras.
Estabelecer um canal para esclarecer dúvidas dos funcionários
Criar um canal de comunicação interno pode ajudar a evitar dúvidas e garantir que os funcionários façam um uso consciente do crédito consignado.
A empresa pode investir em ações de educação financeira, reforçar a transparência sobre as regras do consignado e simplificar o processo para que todos os colaboradores tenham acesso fácil às informações necessárias.
Seguindo esse fluxo, as empresas garantem que o novo Consignado Privado será operado corretamente, sem falhas na escrituração e no processamento dos descontos, além de contribuir para um ambiente de trabalho mais transparente e organizado.
Quais são as responsabilidades da empresa no Consignado privado?
Com a implementação do novo Consignado Privado, as empresas têm responsabilidades diretas no processamento dos descontos salariais dos funcionários que contratarem essa modalidade de crédito.
Mesmo sem precisar intermediar a contratação, o empregador deve garantir que todas as etapas sejam cumpridas corretamente, evitando problemas trabalhistas.
Entre as principais obrigações da empresa estão:
- Registrar os descontos corretamente: a empresa deve processar o desconto da parcela no salário do funcionário, respeitando o limite estabelecido
- Manter os dados no eSocial sempre atualizados: para que o desconto seja registrado corretamente, as informações do funcionário precisam estar corretas no sistema
- Evitar riscos trabalhistas: falhas na gestão do benefício, como descontos indevidos ou não processamento da consignação, podem gerar problemas legais para o empregador
- Acompanhar as notificações via eSocial e DET: a empresa é informada automaticamente sobre contratos ativos e precisa seguir os prazos estabelecidos para o repasse dos valores
Para garantir que a transição para o novo Consignado Privado ocorra sem complicações, as empresas devem se manter informadas sobre a regulamentação.
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Perguntas frequentes
O que acontece se um funcionário pedir consignado, mas a empresa ainda não tiver aderido ao sistema?
A empresa será notificada pelo eSocial e terá que processar o desconto normalmente. Como a adesão ao novo Consignado Privado será obrigatória, o empregador deve se adequar ao sistema para evitar problemas no repasse dos valores.
A empresa pode negar a solicitação de consignado do funcionário?
Não. No novo modelo, todas as empresas terão que registrar os descontos em folha quando o funcionário contratar o Consignado Privado. A empresa não pode impedir a consignação, pois o processo será automático via eSocial.
Como garantir que os descontos do consignado sejam feitos corretamente na folha de pagamento?
A empresa deve manter os dados do funcionário sempre atualizados no eSocial, verificar as notificações enviadas pelo DET (Domicílio Eletrônico Trabalhista) e registrar os valores corretamente na folha, respeitando o limite máximo de 35% da remuneração líquida.
Se o funcionário for demitido, quem assume o pagamento do Consignado privado?
Caso o funcionário seja demitido, o pagamento do Empréstimo Consignado privado passa a ser de responsabilidade dele, que deverá quitar as parcelas restantes conforme os termos acordados no contrato. O uso do FGTS e da multa rescisória como garantia continuam em discussão.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 07/03/2023É um aplicativo muito bom e tudo que tem nele é verdade, não fake news
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