Perícia presencial será feita em alguns casos de Auxílio-Doença
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) anunciou uma mudança significativa nos procedimentos para concessão de auxílio-doença.
Agora, em alguns casos, a perícia presencial será retomada, substituindo o sistema online de Atestmed.
A decisão foi tomada após a identificação de um aumento expressivo de pedidos e concessões de benefícios para grupos específicos de segurados.
Confira as mudanças na perícia do auxílio-doença do INSS, como essa medida foi adotada, quem será afetado e como o processo de perícia presencial se diferencia do sistema online Atestmed.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- INSS retoma perícia presencial em casos específicos de Auxílio-Doença, substituindo sistema online Atestmed.
- Mudança devido ao aumento expressivo de concessões para certos grupos de segurados.
- Perícia presencial exige presença do segurado na agência para avaliação detalhada, enquanto Atestmed analisa documentos online.
- Grupos como portadores de doenças osteomusculares e desempregados no período de graça serão afetados pela mudança.
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Perícia presencial x Atesmed: qual a diferença?
A principal diferença entre a perícia presencial e o Atestmed está no formato de avaliação.
Enquanto a perícia presencial exige que o segurado compareça fisicamente a uma agência do INSS para ser examinado por um médico perito, o Atestmed é um sistema digital que permite a análise de documentos médicos enviados online.
A perícia médica presencial é mais tradicional e envolve uma análise mais detalhada do segurado, para verificar se ele está realmente incapacitado para o trabalho.
Já o Atestmed foi implementado para reduzir filas e acelerar o processo de concessão de benefícios, permitindo que o segurado envie atestados médicos e outros documentos via internet.
Porém, nem todos os tipos de enfermidades ou grupos de segurados são adequados para essa análise documental.
Leia também: Quais documentos necessários para dar entrada no INSS?
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Quem deve fazer perícia presencial?
Segundo o novo posicionamento do INSS, alguns grupos específicos de segurados e certas doenças exigirão o retorno da perícia presencial para a concessão do auxílio-doença.
As duas principais categorias de pessoas que serão obrigadas a passar por essa modalidade de avaliação são:
- Segurados com doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, como dorsalgias (dores nas costas) e lesões nas articulações. Essas condições mostraram um aumento expressivo no número de concessões, o que gerou preocupação quanto à precisão das análises feitas exclusivamente online.
- Desempregados no período de graça (aqueles que ainda têm direito aos benefícios do INSS, mesmo sem estar contribuindo) e segurados facultativos (que contribuem por conta própria). Nesses casos, o comportamento observado nas concessões online sugeriu a necessidade de uma verificação mais rigorosa.
A decisão de encaminhar esses grupos para a perícia presencial pretende garantir que os benefícios sejam concedidos de maneira justa, evitando concessões indevidas.
Saiba mais: Qual valor do auxílio-doença?
Por que o Atestmed não serve para todos?
Embora o Atestmed tenha sido uma solução eficiente para muitos casos, ele não é adequado para todas as situações.
O sistema foi criado em um momento de necessidade, quando as filas de espera do INSS para perícias presenciais estavam muito longas, resultando em atrasos e grandes volumes de pagamentos retroativos.
Confira também: O que são benefícios previdenciários?
No entanto, o uso exclusivo do Atestmed começou a revelar falhas, especialmente em doenças osteomusculares, onde as concessões aumentaram de forma desproporcional.
Segundo dados do Ministério da Previdência Social (MPS), as dorsalgias, por exemplo, foram responsáveis por 62% dos requerimentos de auxílio-doença entre outubro de 2023 e setembro de 2024.
Esse aumento chamou a atenção do governo, que decidiu retomar a perícia presencial para evitar abusos no sistema.
Além disso, para desempregados e segurados facultativos, houve indícios de um comportamento diferente na análise online em comparação à presencial. Isso sugere que a ausência de uma verificação física pode ter facilitado concessões indevidas.
Medida já está valendo?
Sim, a medida está prestes a ser implementada. A previsão é que as mudanças comecem ainda em outubro de 2024.
Segundo Alessandro Stefanutto, presidente do INSS, não será necessário criar novas normativas para implementar a perícia presencial nesses casos. As mudanças são de ordem operacional e serão ajustadas diretamente no sistema do Atestmed.
Leia mais: Laudo médico para auxílio-doença
O objetivo é que, com a retomada das perícias presenciais para os grupos mencionados, o INSS consiga melhorar a qualidade das concessões, evitando fraudes e concessões indevidas, sem sobrecarregar o sistema.
Vale lembrar que, apesar da volta da perícia presencial para alguns segurados, o sistema Atestmed continuará funcionando para a maioria dos trabalhadores formais e para doenças que não estejam entre aquelas que exigem uma avaliação física mais rigorosa.
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Perguntas frequentes
Quem precisa passar pela perícia presencial do INSS?
Segurados com doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, além de desempregados no período de graça e segurados facultativos precisam passar pela perícia presencial do INSS.
Como saber o resultado da perícia do INSS?
Você pode verificar o resultado da perícia do INSS acessando o site ou aplicativo Meu INSS. Após fazer login com seus dados, basta procurar a opção “Resultado de Benefício por Incapacidade” ou “Resultado de Perícia”.
Quanto tempo demora para sair o resultado da perícia do INSS?
O resultado da perícia do INSS é geralmente disponibilizado em até 30 dias após a realização da avaliação. No entanto, o prazo pode variar dependendo da demanda e da região.
Quando a medida de retorno da perícia presencial começa a valer?
A expectativa é que a medida de retorno da perícia presencial comece a ser implementada ainda em outubro de 2024.
Posso trabalhar enquanto aguardo a perícia do INSS?
Não, você não pode trabalhar enquanto aguarda a perícia do INSS para a concessão de auxílio-doença. Trabalhar durante esse período pode levar à suspensão ou negação do benefício.