Pix sem internet? Relatório do BC revela atualizações incluindo imposto por transação
Resumo em 1 minuto
O Banco Central do Brasil publicou o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, que detalha informações e dados sobre o Pix e mostra o que é esperado para o futuro do sistema de transações instantâneas. Um dos pontos abordados foi a possibilidade de fazer Pix sem internet no futuro, usando apenas a tecnologia de pagamentos por aproximação, acionada através da NFC (sigla para Near Field Communication ou Comunicação por Campo de Proximidade). Além disso, o relatório fala do Split Tributário que promete mudar a gestão de caixa das empresas.
- Modelo de pagamento sem internet: aprovado para uso da tecnologia NFC
- Split Tributário: retenção de impostos em vendas via Pix
- Indicador de probabilidade de fraude: uso de IA para monitoramento de segurança
- Dispositivos móveis com tecnologia NFC: necessários para pagamentos por aproximação
Neste mês, o Banco Central do Brasil publicou o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 que detalha informações e dados sobre o Pix e mostra o que é esperado para o futuro do sistema de transações instantâneo.
Um dos pontos abordados foi a possibilidade de fazer Pix sem internet no futuro, usando apenas a tecnologia de pagamentos por aproximação, acionada através da NFC (sigla para “Near Field Communication” ou Comunicação por Campo de Proximidade).
O relatório fala ainda do Split Tributário que promete mudar a gestão de caixa das empresas. Confira a seguir as atualizações que o Relatório do BC trouxe e como isso pode impactar o dia a dia no futuro.
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Quais as mudanças previstas no Pix e quando começam?
O Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 traz inúmeras mudanças para o futuro do Pix que promete trazer expansão e novas funcionalidades. Entre elas, tem:
- Pix sem internet: o BC avalia um modelo que permitirá fazer pagamentos por aproximação sem precisar se conectar à internet
- Split Tributário: quando as empresas realizarem uma venda via Pix, os valores referentes a impostos já serão descontados e irão para os cofres públicos
- Indicador de probabilidade de fraude: o BC quer criar um indicador que dirá a probabilidade de uma transação ser fraudulenta
Confira também: Pix por aproximação: o que é, como funciona e quando começa
Até o momento, essas iniciativas ainda não possuem data para começar ou cronograma estabelecido. Elas apenas fazem parte do planejamento de médio e longo prazo do Banco Central.
Atualizações requerem adaptação de usuários e empresas
Quem usa o Pix no dia a dia para fazer pagamentos precisará se atentar a versão dos aplicativos de banco e buscar atualizá-los a fim de acessar as novas funcionalidades do sistema de pagamento.
Além disso, para quem deseja fazer Pix sem internet, é preciso ter um dispositivo móvel com tecnologia NFC, como celulares, relógios e tags inteligentes ou cartões de plástico.
Já as empresas são as que mais precisam se planejar. Será preciso incorporar ao seu caixa maquininhas e sistema de recebimento que aceitem pagamentos por aproximação.
O surgimento do Split Tributário também exigirá mudanças na gestão de caixa já que o valor líquido das vendas que entrará na conta será menor devido a retenção de impostos.
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Como vai funcionar o Pix sem internet?
O Pix sem internet funcionará a partir de um pagamento por aproximação. Com ele, a pessoa que está pagando não precisará mais estar conectado à internet no momento de pagamento.
A operação utilizará a tecnologia NFC de aproximação, onde só será preciso aproximar da maquininha um dispositivo móvel, como o celular, para efetuar o apagamento.
Leia também: Aprenda a pagar por aproximação com o celular
Essa transação fica gravada e assim que a conexão com a internet ficar disponível novamente, o pagamento é sincronizado normalmente.
Split tributário: novo sistema deve retirar imposto por transação
O Split tributário é uma novidade trazida pela Reforma Tributária que promete enviar aos cofres públicos os impostos que incidem sobre as vendas.
Funciona assim: quando uma empresa realiza uma venda, o valor destinado a tributos (como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)) já será calculado e descontado da venda.
Assim, entrará no caixa da empresa apenas o valor líquido da venda, sem ser necessário que a contabilidade da mesma faça a separação e pagamento do imposto depois.
IA pode ser usada para monitoramento de segurança
O BC também quer criar um sistema que crie um indicador que dirá a probabilidade de uma transação ser fraudulenta, com base no histórico de transações.
Para isso, utilizará tecnologias de inteligência artificial e machine learning (aprendizado de máquina) da seguinte forma:
- Através do machine learning será possível calcular a probabilidade de uma transação ser fraude no momento em que ela aconteça
- A inteligência artificial entrará em cena para analisar e cruzar o histórico de todas as transações realizadas pelo Pix para gerar o indicador
O indicador gerado pelo Banco Central será disponibilizado em tempo real para todas as instituições financeiras participantes para que elas alimentem os próprios mecanismos de defesa.
Dessa forma, a ideia é o Pix se torne um sistema de pagamento mais seguro e assim diminua a incidência de golpes financeiros usando ele.
Todas essas funcionalidades anunciadas no Relatório poderão ser colocadas em prática nos próximos anos, mas a entidade ainda não divulgou uma data para aplicação de cada uma.
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