Câmara pretende fixar cálculo da Pensão por morte para pagar 100% aos dependentes

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O Projeto de Lei 338/2024 promete alterar a forma de cálculo da Pensão por morte para voltar a ser um valor mais vantajoso para os dependentes do segurado.

O Projeto de Lei 338/2024, aprovado pela Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados, prevê mudar o cálculo da Pensão por morte para pagar 100% do valor aos dependentes.

A decisão tem o objetivo de acabar com a fórmula de cotas por dependente para que eles recebam o valor integral, dada a situação delicada em que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve pagar o benefício.

Entenda a seguir qual o novo cálculo da Pensão por morte proposto no projeto e confira o que falta para a proposta entrar em vigor.

Como é definido o valor da Pensão por morte atualmente?

A Reforma da Previdência de 2019 alterou o cálculo da Pensão por morte e implementou o sistema de cotas. Hoje, a pensão é definida a partir do valor de duas cotas: a fixa (familiar) e a por dependente.

A cota fixa é o valor de 50% do benefício que o segurado recebia em vida. Já a cota por dependente é o valor de 10% somado para cada dependente do segurado. Essa cota é calculada com a cota fixa até atingir o limite máximo de 100%.

Para exemplificar, vamos imaginar que o falecido deixa apenas o cônjuge, ou seja, 1 dependente. Nesse caso, o dependente passa a receber os 50% + 10% (cota por dependente), totalizando 60% do valor do benefício.

Já em outra situação, se o falecido deixar o cônjuge e dois filhos, totalizando três dependentes, a cota seria de 30% que, somada a cota fixa de 50%, resultaria em 80% do valor do benefício.

Mas tem um detalhe: a Pensão por morte não é vitalícia, ou seja, não dura para sempre na maioria dos casos, conforme definido na Lei nº 13.135/2015.

A sua duração depende da idade dos dependentes e se algum deles tem deficiência intelectual, mental ou grave. Confira na tabela:

Tempo de duração da pensão por morte
Idade do cônjugeDuração da pensão
menos de 21 anos de idade3 anos de pensão
entre 22 e 27 anos de idade6 anos de pensão
entre 28 e 30 anos de idade10 anos de pensão
entre 31 e 41 anos de idade15 anos de pensão
entre 42 e 44 anos de idade20 anos de pensão
45 anos de idade ou maisVitalícia

Dessa forma, um filho dependente que atinge a idade de 21 anos para de receber a sua cota da pensão, ou seja, tem 10% dela cortados.

Proposta quer restabelecer 100% da pensão para todos os casos

A PL 338/2024 quer acabar com as cotas no cálculo da Pensão por morte para todos os casos. O motivo do projeto é assegurar o sustento adequado das famílias que acabaram de perder um ente querido.

O cálculo atual promove uma redução gradual do valor do benefício previdenciário em um momento delicado para as famílias, o que compromete sua qualidade de vida.

O novo cálculo seria aplicado apenas para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Isso significa que apenas trabalhadores da rede privada teriam acesso ao novo cálculo da Pensão por morte. Servidores públicos ficariam de fora.

Conheça mais: Quais são os três regimes da Previdência Social? Entenda! 

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O que falta para a proposta ser aprovada por definitivo?

O Projeto de Lei 388/2024 foi aprovado em apenas uma comissão. Para que o novo cálculo da Pensão por morte se torne definitivo, é necessário passar por outras duas comissões: a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Além delas, ainda é preciso passar pelo Plenário da Câmara, o Senado Federal e, para se tornar lei, precisa da sanção presidencial.

Já recebo Pensão por morte, como posso aumentar meu benefício?

A única forma de aumentar seu benefício é solicitando uma Revisão de Benefício junto ao INSS. A partir do processo, é possível ajustar o valor da pensão caso o INSS tenha cometido algum erro no cálculo inicial.

Mas antes de solicitar ao INSS, vale a pena consultar um advogado previdenciário. A revisão também pode diminuir o valor do benefício caso encontre algum erro administrativo que tenha beneficiado o cálculo do segurado no passado.

Caso você precise de dinheiro extra para alguma emergência, sempre é possível contar com o Empréstimo consignado INSS, disponível para pensionistas do INSS.

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Tudo isso é possível porque o consignado desconta a parcela diretamente do benefício, mas sempre limitados a 40%* mensal, para não comprometer totalmente a renda.

*Antes, sua aposentadoria ou pensão tinha 45% de margem, sendo 35% para empréstimo e 5% para cada tipo de cartão (consignado e benefícios), obrigatoriamente separados e limitados para cada uso.

Agora, a margem total cai para 40%, mas é livre: você decide como usar. Quer só empréstimo? Os 40% são todos seus para isso. Quer incluir cartão? Ainda dá para reservar até 5% para ele.

⚠️ Atenção: a partir de 2027 a margem começa a cair 2% por ano, chegando a 30% em 2031. Sendo assim, o ideal é aproveitar a margem disponível ainda em 2026, enquanto ela está maior.

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Ao contratar com a gente, você acompanha todo o processo pelo nosso app, de forma transparente e totalmente segura.

Após contratar, é preciso acessar o Meu INSS para fazer o processo de anuência do INSS. A partir dela, é possível confirmar a contratação do crédito. A anuência deve ser feita em até 5 dias corridos para a contratação acontecer.

Uma vez concluída, o valor cai rapidamente na sua conta para usar como quiser e assim complementar a renda ou cobrir alguma emergência.

E se quiser receber novas atualizações sobre o cálculo da Pensão por morte ou acompanhar mais novidades sobre seu benefício, inscreva-se aqui no formulário e receba no seu e-mail as próximas notícias!

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FAQ

Perguntas frequentes

É possível acumular aposentadoria e pensão por morte?

Sim, é possível. Após a Reforma da Previdência de 2019, a pessoa que ficou viúva pode acumular sua aposentadoria com a pensão por morte do cônjuge falecido. No entanto, o valor do segundo benefício será reduzido conforme as novas regras de cálculo, baseadas no salário mínimo.

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Como saber se o valor da pensão por morte está correto?

Para saber se o valor da pensão por morte está correto, você deve verificar como foi feito o cálculo do benefício. Para isso, é aconselhável que você entre em contato com um advogado especializado em direito previdenciário.

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Quem pode solicitar a revisão da pensão por morte?

Qualquer beneficiário que tenha um reconhecimento judicial de vínculo empregatício ou diferença salarial de seu ente falecido pode solicitar a revisão.

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O que impede de receber pensão por morte?

Falta de comprovação do vínculo ou dependência econômica, ausência de documentos e fraudes podem impedir a concessão da pensão por morte.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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