Diminuição da fila INSS está ajudando? Índice mostra aumento de benefícios negados em 70%

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Apesar da redução da fila do INSS, o número de pedidos de benefícios negados também aumentou, trazendo questionamentos sobre a eficácia dos métodos de análise usados.

A fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem diminuído bastante nos últimos meses, mas junto a essa redução, o número de respostas negativas também sofreu um aumento considerável.

Com as medidas implementadas pelo governo para reduzir a fila, houve redução no número de pedidos acumulados, porém, houve um aumento de 70% no número de benefícios negados pelo órgão.

Quer entender esse cenário, a eficácia real dos métodos usados na tentativa de zerar a fila e quais os benefícios mais negados pelo INSS? Acompanhe!

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Projeto para zerar a fila de requerimentos INSS em 2026

O projeto que busca zerar a fila do INSS já passou por diversas etapas anteriormente, com mutirões de atendimento e pagamentos extras aos servidores do órgão.

No mês de junho, o presidente Lula afirmou que tem como meta zerar a fila de espera até setembro de 2026.

A afirmação foi feita durante um evento no Palácio do Planalto, ao mencionar o compromisso assumido pela nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira.

Na prática, caso a meta se cumpra, o estoque de requerimentos com mais de 45 dias acumulado com o passar dos anos deve acabar. Vale lembrar que, mensalmente, o INSS recebe cerca de 1,3 milhão de novos pedidos. 

O órgão afirma também que nem todos os processos dependem somente da análise do INSS.

Cerca de 528 mil casos pendentes estão parados no momento da complementação de informações por parte dos segurados, ou seja, quando são encontradas pendências documentais na solicitação.

No geral, o plano para a redução da fila do INSS tem gerado efeitos positivos, atingindo o menor patamar em 17 meses, com queda de 29% em três meses (comparando fevereiro e maio).

Segundo o órgão, a média de tempo para a análise dos benefícios do INSS também caiu gradativamente:

  • Fevereiro: 59 dias (média)
  • Março: 51 dias (média)
  • Abril: 40 dias (média)

Com o passar dos meses, a redução foi ainda mais significativa. No fim de julho de 2026, o patamar atingido foi o menor em 21 meses, com redução de 74% da fila.

Ao mesmo tempo, os pedidos negados aumentam

Como contraponto à eficiência demonstrada na redução da fila, os pedidos de benefícios negados chegaram perto da marca de 1 milhão (938.180 pedidos indeferidos conforme Boletim Estatístico da Previdência Social divulgado em junho de 2026).

No total deste ano, o número de benefícios rejeitados cresceu em 70% ao comparar com o mesmo período do ano anterior.

Na prática, mais da metade dos pedidos analisados retornaram com resposta negativa aos segurados, o que pode gerar recursos e processos contra o INSS no futuro.

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A meta para diminuir fila está prejudicando as análises?

Não necessariamente. Segundo o Ministério da Previdência, respostas negativas fazem parte do processo natural da análise, acontecendo quando os critérios do benefício não são cumpridos pelo titular ou quando a comprovação documental não é suficiente.

Confira na íntegra o que afirmou o Ministério:

“É importante ressaltar que os indeferimentos fazem parte do processo de análise de requerimentos de benefícios. O indeferimento é a medida correta quando não são cumpridos os requisitos necessários ou o segurado não atendeu às exigências – como prazos ou apresentação de documentos”.

Já a diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Jane Berwanger, afirma que a alta nas respostas negativas é uma “matemática que não fecha”.

Isso porque, quanto mais respostas negativas, mais provável que esses segurados retornem com um processo solicitando nova análise do pedido.

Ou seja, pedidos negados podem resultar em novos requerimentos, recursos administrativos do INSS e processos judiciais contra a Previdência Social.

No entanto, especialistas previdenciários afirmam que a estratégia de pagamento de bônus aos servidores costuma ser eficaz quando ocorrem mutirões de redução da fila.

Além disso, os números demonstrados não indicam, a princípio, nenhum tipo de falha no aumento de indeferimentos, pois com o aumento das análises, inevitavelmente, também surgem mais respostas negativas, pela agilidade dos processos.

Auxílio-doença é o mais afetado: documentos e Atestmed dificultam aprovação

A diretora do IBDP menciona também a dificuldade que muitas pessoas enfrentam para conseguir comprovar seu direito ao benefício, especialmente quando se trata da incapacidade para o trabalho.

Fatores que podem afetar essas negativas incluem a dificuldade em reunir documentos que comprovem a incapacidade e avaliação por perícia médica considerada insuficiente.

Não à toa, o auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença), o auxílio-acidente e a aposentadoria por incapacidade permanente (por invalidez) estão entre os tipos de benefícios com mais pedidos rejeitados pelo órgão.

Um fator que pode ter contribuído para o aumento, segundo especialistas, é a substituição do Atestmed, sistema que usava apenas análise documental para conceder benefícios por doença ou incapacidade, pela perícia presencial.

Anteriormente, o sistema praticamente não negava pedidos de benefício. Agora, passou a analisar com mais cautela os documentos enviados e encaminhar para a perícia médica presencial aqueles com documentação insuficiente.

Governo alega que o aumento de negativas é natural 

O Ministério da Previdência Social afirmou que a aceleração dos fluxos de análise de pedidos aumenta naturalmente o número de indeferimentos e também de concessões.

Confira o que afirmou o Ministério ao portal G1:

“Quanto mais requerimentos chegam e quanto mais rápido o INSS analisa os processos acumulados, maiores ficam todos os números absolutos, de decisões, concessões e indeferimentos.”

Vale lembrar que quem tiver o pedido negado e discordar do motivo da resposta, pode entrar com um pedido de recurso do INSS em até 30 dias, sem pagar nada, para obter uma nova análise da solicitação.

Caso o recurso também traga resposta desfavorável, ainda é possível entrar com uma ação judicial para obter análise na Justiça.

Se o benefício for aprovado, o cidadão pode receber os pagamentos retroativos correspondentes ao período desde o pedido inicial.

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FAQ

Perguntas frequentes

O que é o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social?

O Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social é um programa criado pelo governo que busca redistribuir tarefas, agilizar a realização de exames médicos periciais e melhorar a eficiência do atendimento aos segurados durante o processo de concessão do benefício previdenciário.

Ainda tem dúvidas?

Quem pode entrar com recurso no INSS?

Todos os segurados que solicitaram o benefício e receberam a negativa por parte do INSS podem entrar com um recurso.

Ainda tem dúvidas?

Posso recorrer se meu pedido de benefício for negado pelo INSS?

É possível entrar com recurso pelo Meu INSS ou com nova solicitação de benefício após 30 dias do indeferimento. Também existe a opção de pedido por meio da ação judicial.

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Quanto custa um processo contra o INSS?

Os custos variam, mas podem incluir taxas judiciais, honorários do advogado e despesas com locomoção e documentações.

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Lisandra Pinheiro Lisandra Pinheiro

Lisandra Pinheiro é graduanda em Letras e faz parte da meutudo desde 2021. Começou na área de Customer Experience, e hoje, atua como redatora na equipe de Conteúdo. Se dedica especialmente a artigos previdenciários, trabalhistas e financeiros, ajudando as pessoas a se educarem sobre seus direitos e finanças. Nas horas vagas, adora apreciar um cafezinho e escrever poesia.

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