Tipos de contribuintes do INSS: quais são e como escolher

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O tipo de contribuinte no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é o que define como você contribui para a Previdência Social e quais benefícios pode acessar no futuro. 

Essa classificação varia de acordo com a sua forma de trabalho ou até mesmo se você não exerce atividade remunerada

Neste artigo, você vai entender quais são os principais tipos de contribuintes e como identificar o seu corretamente. Continue a leitura!

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O que é tipo de contribuinte no INSS?

O tipo de contribuinte no INSS é a forma como uma pessoa se relaciona com a Previdência Social, definindo como será feita a contribuição, qual alíquota será aplicada e a quais benefícios ela poderá ter direito. 

Essa classificação depende, principalmente, se a pessoa exerce ou não uma atividade remunerada, seja com carteira assinada ou por conta própria. 

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Quais são os principais tipos de contribuintes do INSS?

Os tipos de contribuintes do INSS se dividem entre obrigatórios (empregado, empregado doméstico, trabalhador avulso, contribuinte individual e segurado especial) e facultativos

Os obrigatórios são aqueles que exercem alguma atividade remunerada, enquanto os facultativos contribuem por escolha própria.

A seguir, confira mais detalhes sobre cada um deles.

Empregado

O empregado é o trabalhador que possui vínculo formal de trabalho, geralmente com carteira assinada, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)

Nessa categoria, a contribuição ao INSS é feita automaticamente, com desconto direto no salário e repasse realizado pelo empregador. 

Dessa forma, o trabalhador não precisa escolher o tipo de contribuinte, já que o enquadramento é definido pela própria relação de emprego, garantindo acesso aos benefícios previdenciários de forma mais prática.

Saiba mais: Como consultar o tempo de contribuição INSS pelo CPF? Entenda

Empregado doméstico

O empregado doméstico é o trabalhador que presta serviços de forma contínua, subordinada e remunerada em residências, como babás, cuidadores, faxineiros e cozinheiros. 

A principal diferença em relação ao empregado comum está no tipo de vínculo, já que o trabalho é realizado para uma pessoa física (no ambiente residencial) e não para uma empresa.

Além disso, o recolhimento do INSS é feito pelo empregador doméstico por meio do eSocial, junto com outros encargos, e há particularidades na rotina de trabalho, como funções ligadas ao cuidado da casa e da família. 

Ainda assim, esse trabalhador também tem acesso a direitos previdenciários, como aposentadoria e auxílio-doença.

Trabalhador avulso

O trabalhador avulso é aquele que presta serviços sem vínculo empregatício fixo, mas com intermediação obrigatória de um sindicato ou de um órgão gestor de mão de obra

Esse modelo é frequente em atividades como trabalho portuário, carga e descarga e serviços sazonais, em que o profissional atende diferentes empresas.

Mesmo sem contrato direto com uma empresa, a contribuição ao INSS é feita pela entidade intermediadora, garantindo acesso aos benefícios previdenciários. 

Por ser uma categoria menos conhecida e com regras específicas, é comum gerar dúvidas entre os trabalhadores

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Contribuinte individual

O contribuinte individual é quem trabalha por conta própria ou presta serviços sem vínculo empregatício, como autônomos, profissionais liberais, freelancers, Microempreendedores Individuais (MEIs), empresários e sócios que recebem pró-labore. 

Nessa categoria, a contribuição pode ser feita pelo próprio trabalhador, por meio de guia de pagamento do INSS, quando não há intermediação de empresa. 

Já quando há prestação de serviço para uma pessoa jurídica, a empresa contratante pode reter e recolher parte da contribuição ao INSS.

Contribuinte facultativo

O contribuinte facultativo é a pessoa que não exerce atividade remunerada, mas decide contribuir para o INSS por iniciativa própria, com o objetivo de garantir acesso a benefícios previdenciários. 

Nessa categoria se enquadram, por exemplo, estudantes, desempregados e donas de casa

A contribuição é feita diretamente pelo próprio segurado, e essa opção faz sentido para quem deseja manter a qualidade de segurado do INSS e continuar contando tempo para aposentadoria, mesmo sem renda formal.

No entanto, é importante destacar que essa categoria só pode ser utilizada por quem realmente não possui renda, já que exercer atividade remunerada e contribuir como facultativo pode gerar problemas no reconhecimento das contribuições pelo INSS.

Segurado especial

O segurado especial é o trabalhador que exerce atividades no meio rural, geralmente em regime de economia familiar, como agricultores, pescadores artesanais e extrativistas. 

Nessa categoria, o trabalho é voltado para a própria subsistência e não há, em regra, empregados permanentes. 

A contribuição ao INSS pode ocorrer de forma diferenciada, muitas vezes vinculada à comercialização da produção, e não por pagamento mensal tradicional. 

Por isso, esse tipo de contribuinte possui regras específicas de comprovação da atividade para garantir acesso a benefícios previdenciários.

Como saber em qual tipo de contribuinte do INSS você se enquadra?

Para saber em qual tipo de contribuinte do INSS você se enquadra, é preciso analisar sua fonte de renda, o tipo de vínculo profissional e a forma de atuação no trabalho

Quem tem renda, seja com carteira assinada, por conta própria ou em atividades rurais, geralmente se enquadra como contribuinte obrigatório, como empregado, contribuinte individual ou segurado especial

Já quem não exerce atividade remunerada, mas deseja contribuir, entra como facultativo.

Como escolher o tipo de contribuinte correto no INSS?

Para escolher o tipo de contribuinte correto no INSS, é importante considerar se você exerce atividade remunerada e qual é o seu objetivo com a contribuição, como valor e tempo para aposentadoria

Em muitos casos, o enquadramento não é uma escolha, mas sim consequência da atividade exercida

No entanto, há situações em que existe decisão, especialmente para quem pode contribuir como facultativo ou como contribuinte individual, dependendo de ter ou não renda.

Sendo assim, é essencial ter atenção, já que contribuir na categoria errada pode gerar problemas no reconhecimento das contribuições e dificultar o acesso a benefícios no futuro. 

Leia também: Como pagar INSS pela internet? Entenda como funciona

Quem não pode escolher como vai contribuir para o INSS?

Não pode escolher como vai contribuir para o INSS quem exerce qualquer atividade remunerada, pois essas pessoas são consideradas segurados obrigatórios

Nesses casos, a filiação à Previdência Social acontece automaticamente com o início do trabalho, tornando a contribuição obrigatória. 

Isso inclui, por exemplo, trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos, autônomos com atividade paga, sócios que recebem pró-labore e outros profissionais com renda ativa.

Quais erros são mais comuns ao definir o tipo de contribuinte?

Os erros mais comuns ao definir o tipo de contribuinte no INSS geralmente estão ligados à falta de informação ou à mudança de situação profissional:

  • Contribuir como facultativo mesmo tendo renda ativa
  • Escolher o código de pagamento do INSS incorreto
  • Não atualizar a categoria após mudar de trabalho
  • Deixar de contribuir com regularidade
  • Não entender quando há retenção do INSS pela empresa contratante
  • Fazer pagamentos em duplicidade ou inconsistentes
  • Acreditar que qualquer contribuição garante todos os benefícios

Na prática, esses erros podem fazer com que o INSS não reconheça parte das contribuições, exija comprovações adicionais ou até negue benefícios no momento da solicitação, como aposentadoria ou auxílio-doença.

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FAQ

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre tipo de contribuinte no INSS e contribuinte de ICMS? 

A diferença entre tipo de contribuinte no INSS e contribuinte de ICMS está no objetivo. O INSS está ligado à Previdência, ou seja, às contribuições para benefícios. Já o ICMS se refere a um imposto estadual sobre a circulação de mercadorias, geralmente relacionado a empresas e atividades comerciais.

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Como saber qual tipo de contribuinte eu sou no INSS?

Para saber seu tipo de contribuinte no INSS, acesse o site ou aplicativo Meu INSS e consulte o Extrato de Contribuição (CNIS). Em geral, quem trabalha e tem renda é contribuinte obrigatório, já quem não trabalha, mas contribui por conta própria, é facultativo.

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Qual a diferença do contribuinte 1007 e 1163? 

A diferença está na alíquota e nos benefícios. O 1007 tem contribuição de 20% e permite aposentadoria por tempo e valor acima do mínimo. Já o 1163 tem alíquota de 11%, com aposentadoria apenas por idade e valor de um salário mínimo.

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MEI é que tipo de contribuinte no INSS?

O MEI (Microempreendedor Individual) é enquadrado como contribuinte individual no INSS. Ele é considerado um segurado obrigatório da Previdência Social e realiza sua contribuição de forma simplificada por meio do DAS-MEI, com alíquota reduzida de 5% sobre o salário mínimo. 

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Carlos Lisboa Carlos Lisboa

Carlos Lisboa é publicitário e integra o time de Aquisição Orgânica da meutudo desde 2023, produzindo principalmente conteúdos sobre finanças, benefícios e educação financeira. Natural de Sergipe, ele combina seu domínio em copywriting, SEO e técnicas de storytelling para criar textos envolventes e informativos. Fora do trabalho, Carlos é apaixonado por música e adora uma boa conversa com os amigos.

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