O início do ano costuma trazer uma sequência de despesas que pressionam o orçamento das famílias brasileiras.
Entre elas, IPTU e IPVA aparecem como alguns dos gastos mais relevantes, tanto pelo valor quanto pela concentração em um curto período. Diante disso, a dúvida se é melhor pagar à vista ou parcelar, se repete.
A pesquisa IPTU e IPVA 2026, realizada pela Datatudo, com leitores do blog da meutudo, ajuda a responder essa pergunta a partir de dados reais, comparando comportamentos, dificuldades e decisões financeiras nos últimos dois anos.
Entenda o que mudou, porque os atrasos aumentaram e como se organizar melhor para não entrar no ano no aperto.
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O que você vai ler neste artigo:
O que a pesquisa revela sobre IPTU e IPVA na comparação anual?
Ao analisar os dados da pesquisa Datatudo, realizada entre os leitores do blog meutudo, nos anos de 2024 e 2025, fica claro que o comportamento do brasileiro em relação ao pagamento de impostos como IPTU e IPVA passa por um momento de transição.
Embora o pagamento à vista ainda seja maioria, o parcelamento cresce como alternativa diante do aumento dos valores e da falta de planejamento prévio.
A dualidade revela um cenário claro, quando há desconto, o pagamento à vista é preferido, quando o valor pesa, o parcelamento se torna a saída possível.
Essa comparação anual ajuda a entender como as pessoas pagam e por que tomam essas decisões.
Pagamento à vista ainda lidera
Antes de observar os números, é importante entender que o pagamento à vista é associado à ideia de vantagem financeira, principalmente por conta dos descontos oferecidos por estados e municípios.
Para 41% dos contribuintes entrevistados, essa ainda é a forma preferida de quitar o IPVA, caso exista algum fôlego financeiro no início do ano.
Em 2024, o pagamento à vista aparece como a escolha majoritária entre os entrevistados, confira:

A decisão, na maioria dos casos, está ligada ao desejo de evitar juros, aproveitar os descontos dessa modalidade, parcelas longas e comprometer o orçamento dos meses seguintes.
Ao comparar com 2025, percebe-se um aumento de 4% entre os entrevistados que preferem o pagamento à vista como meio de pagamento, uma leve manutenção e até crescimento dessa preferência, de 41% para 45%.
Isso indica que, sempre que possível, o consumidor continua priorizando a quitação imediata, conforme mostram os dados de 2025, a seguir:

No entanto, esse comportamento não significa necessariamente tranquilidade financeira, pode significar uma tentativa de resolver um problema grande de uma só vez, muitas vezes usando o 13º salário ou economias acumuladas.
O dado reforça que o pagamento à vista ainda lidera, mas depende diretamente de planejamento prévio e renda disponível no curto prazo.
Pagamento parcelado cresce na escolha
Apesar da liderança do pagamento à vista, o parcelamento vem ganhando espaço ano após ano.
Esse movimento está menos ligado à conveniência e mais à necessidade de adaptação à realidade financeira de grande parte das famílias.
Em 2024, os principais motivos para parcelar o IPVA estavam relacionados à tentativa de organizar melhor o orçamento e evitar o comprometimento de uma grande quantia de uma só vez.
O parcelamento aparecia como uma forma de planejamento, veja abaixo:

Na pesquisa, 38% dos entrevistados declararam que o pagamento parcelado tem menor impacto no orçamento mensal familiar.
Já em 2025, o cenário muda. Cresce o número de pessoas que parcelam simplesmente porque não conseguem pagar à vista.
O parcelamento deixa de ser uma escolha estratégica e passa a ser uma saída para lidar com valores que não cabem no orçamento do início do ano, já que 56% responderam que o pagamento parcelado é preferido por planejamento financeiro.
Observe os dados, a seguir:

Essa mudança de motivação revela um sinal de alerta, já que o parcelamento, quando feito sem planejamento, pode aliviar no curto prazo, mas tende a pressionar o orçamento nos meses seguintes.
Falta de planejamento e valor alto são as maiores dificuldades
Mesmo com comportamentos diferentes entre pagar à vista ou parcelar, a pesquisa mostra que as dificuldades enfrentadas pelos contribuintes são muito parecidas.
Dois fatores aparecem de forma recorrente, valores elevados e ausência de planejamento financeiro ao longo do ano.
Essas dificuldades se repetem tanto no IPTU quanto no IPVA, indicando que o problema é estrutural e não pontual.
No IPTU, em 2024, 65% entrevistados já relatavam dificuldade para arcar com o valor total do imposto devido à falta de planejamento, especialmente quando ele chega concentrado no início do ano.

Em 2025, essa dificuldade se intensifica. O valor do imposto, somado à falta de reserva financeira, amplia a sensação de aperto e eleva o risco de atrasos ou parcelamentos longos para 51% dos entrevistados.

No caso do IPVA, o cenário é parecido. Em 2024, o imposto já era visto como um dos mais difíceis de encaixar no orçamento, principalmente para quem depende do veículo no dia a dia.
61% dos participantes da pesquisa, declararam que o valor alto e a falta de planejamento foi sua principal dificuldade em pagar o IPVA.
Confira:

Em 2025, a dificuldade permanece elevada, reforçando que o aumento dos custos fixos e a falta de planejamento anual continuam sendo os principais desafios para manter as contas em dia.

62% afirmam que a maior dificuldade em pagar o IPVA em 2025, envolve o valor alto e a falta de planejamento.
Principais motivos de atrasos no pagamento
Quando o planejamento falha e o valor pesa mais do que o esperado, o atraso acaba se tornando uma consequência natural.
A pesquisa mostra que a inadimplência cresce especialmente quando o orçamento já está comprometido com outras despesas.
Confira mais, a seguir.
IPTU é o que mais subiu o atraso por dificuldade financeira
Antes de olhar os números, é importante entender que o IPTU costuma ser uma despesa fixa e inevitável para quem possui imóvel. Quando ele não cabe no orçamento, o atraso vira uma saída forçada.
Em 2024, uma parcela relevante dos entrevistados já havia atrasado o pagamento do IPTU por dificuldade financeira.
42% informaram já terem atrasado o pagamento do IPTU por dificuldade financeira, enquanto outros 11% apontou esquecimento ou imprevistos.

Em 2025, esse percentual cresce expressivamente, mostrando que o imposto passou a pesar ainda mais no orçamento familiar.
57% responderam já ter atrasado o pagamento do IPTU por motivos de dificuldade financeira, enquanto 13% afirmaram que esqueceram ou tiveram imprevistos.

O aumento dos atrasos reforça a necessidade de planejamento e alternativas para lidar com valores elevados.
IPVA teve uma diferença menor mais ainda preocupa
Embora o IPVA apresente uma variação menor nos atrasos em comparação ao IPTU, ele continua sendo um ponto sensível, principalmente para quem não consegue abrir mão do veículo.
Em 2024, o atraso já aparecia como uma realidade para 70% dos entrevistados, 58% justificaram o atraso por dificuldades financeiras, enquanto 12% declararam esquecimentos ou imprevistos, confira:

Em 2025, o número se mantém alto, mostrando que o imposto segue difícil de encaixar no orçamento, mesmo com opções de parcelamento.

O percentual de pessoas que já atrasaram por dificuldade financeira permanece acima de 50%, mostrando que o imposto continua sendo um ponto sensível no início do ano, especialmente para quem depende do veículo no dia a dia.
Guia rápido para organizar IPTU + IPVA ao longo do ano
Organizar o pagamento do IPTU e do IPVA não precisa ser algo feito somente quando os boletos chegam.
Na prática, quem consegue passar por esse período com menos aperto costuma adotar medidas simples, como antecipar decisões, diluir custos e escolher a forma de pagamento mais compatível com a própria renda.
Esse planejamento ao longo do ano ajuda a evitar atrasos, juros e a dependência de soluções emergenciais que podem acabar pesando ainda mais no orçamento.
Como dividir o custo anual pelos meses até a cobrança?
Uma das estratégias mais eficientes é transformar esses impostos anuais em um custo mensal mais leve.
Ao invés de encarar IPTU e IPVA como grandes despesas concentradas, o ideal é estimar o valor total e dividi-lo pelos meses que antecedem a cobrança.
Ao separar esse valor mensalmente, mesmo que em pequenas quantias, o impacto no início do ano diminui bastante.
Esse dinheiro pode ser guardado em uma conta separada ou em uma aplicação de fácil resgate, garantindo que o recurso esteja disponível quando o boleto chegar.
Esse hábito também traz mais previsibilidade ao orçamento, pois evita que uma única conta comprometa todo o fluxo financeiro de um mês.
Qual a melhor forma de pagamento para você?
A melhor forma de pagamento depende diretamente da sua realidade financeira. Para quem consegue formar reserva ao longo do ano, o pagamento à vista costuma ser mais vantajoso por conta dos descontos oferecidos por estados e municípios.
Já para quem enfrenta um orçamento mais apertado, o parcelamento pode ser necessário.
Nesse cenário, é importante avaliar com cuidado as alternativas disponíveis. Parcelamentos no cartão de crédito ou empréstimos pessoais costumam ter juros elevados.
Por isso, linhas como Empréstimo Consignado CLT e Consignado INSS podem ser opções mais equilibradas, já que possuem taxas menores e parcelas previsíveis, descontadas diretamente da folha ou do benefício.
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Com essa opção, você pode comprometer até 35% da renda líquida mensal com o pagamento das parcelas, já que o desconto é direito no salário.
Dessa forma, você pode iniciar o seu ano sem preocupações, pagar o imposto à vista e com mais conforto financeiro.
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Assim como o Empréstimo para CLT, essa solução de crédito efetua o desconto de forma automática e mensal, direto no benefício, sem exigir o pagamento manual todo mês.
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O ponto central é escolher uma solução que resolva o problema sem criar outro no médio prazo.
Como evitar atraso se o valor veio alto?
Quando o valor do IPTU ou do IPVA vem acima do esperado, a falta de ação costuma resultar em multas, juros e, em alguns casos, restrições.
O ideal é agir rapidamente e avaliar as opções de parcelamento oferecidas pelo próprio órgão, renegociar prazos quando possível ou buscar uma alternativa de crédito com custo menor.
Quanto mais cedo a decisão for tomada, maior a chance de evitar um efeito dominó no orçamento dos meses seguintes.
Além disso, revisar os gastos do período e fazer ajustes temporários pode ajudar a absorver o impacto sem comprometer despesas essenciais.
A pesquisa da meutudo mostra que a dúvida entre pagar IPTU e IPVA à vista ou parcelado está diretamente ligada ao nível de planejamento financeiro ao longo do ano.
Quando há organização, a decisão tende a ser mais estratégica. Quando não há, o parcelamento ou o atraso acabam sendo soluções forçadas.
Com planejamento, divisão inteligente dos custos e escolha consciente da forma de pagamento, é possível atravessar o início do ano com mais equilíbrio, menos susto e maior controle do orçamento.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 07/03/2023É um aplicativo muito bom e tudo que tem nele é verdade, não fake news
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 30/01/2023Achei muito rápido, sem tanta burocracia
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 08/03/2023