A inadimplência no Brasil bateu recorde em meio ao avanço dos juros do crédito rotativo, que chegaram a 450% ao ano, segundo dados do Banco Central.
A combinação da alta da Selic, atualmente em 15% ao ano, com o uso excessivo do cartão de crédito, está comprometendo o orçamento de milhões de brasileiros, o que resulta em um cenário de superendividamento.
A seguir, entenda como o crédito rotativo contribuiu para aumentar o endividamento, quais os fatores que levaram a esse aumento e quais são os perfis mais afetados.
|
Confira as melhores soluções
meutudo para você |
|||
|---|---|---|---|
| Produto | Taxa a partir de | Pagamento | |
| Empréstimo Consignado | 1,39% a.m | 6 a 96 parcelas | |
| Antecipação Saque-aniversário | 1,79% a.m | antecipe a partir de R$50 | |
| Simular | |||
O que você vai ler neste artigo:
O crédito rotativo é acionado quando o consumidor não quita o valor total da fatura do cartão de crédito até a data de vencimento.
Nesse caso, o saldo restante entra automaticamente em um financiamento com juros extremamente altos, atualmente na casa dos 450% ao ano.
Segundo a economista Juliana Inhasz, esse tipo de dívida rapidamente se transforma em um problema grave para o orçamento familiar.
Muitas pessoas utilizam o cartão como ferramenta de parcelamento de compras, mas quando a renda não cobre o valor total das parcelas, são forçadas a buscar alternativas ainda mais onerosas.
Isso cria um efeito dominó: uma dívida cara é substituída por outra ainda mais difícil de pagar, o que alimenta o ciclo do superendividamento.
Ao optar pelo pagamento mínimo, o consumidor compromete parcelas futuras da renda e acumula encargos que crescem mês a mês.
A falta de planejamento e de controle financeiro torna o rotativo uma das principais armadilhas do crédito pessoal no Brasil.
Leia também: Como sair das dívidas sem dinheiro?
Hoje, quase 80 milhões de brasileiros enfrentam algum tipo de dívida em atraso, somando um passivo que chega perto de R$ 500 bilhões.
Esse cenário é agravado pelas taxas de juros extremamente elevadas: o rotativo do cartão atingiu 450% ao ano ao mesmo tempo em que a Selic permanece em 15%, o nível mais alto em quase duas décadas.
Embora a alta dos juros seja um instrumento utilizado para segurar a inflação, ela também torna o crédito muito mais caro.
Para quem não consegue pagar a fatura integral do cartão, o saldo remanescente cresce rapidamente, ampliado pelos juros compostos. Isso cria um terreno fértil para a inadimplência, afetando consumidores de diferentes perfis.
Continue lendo: O que é grau de endividamento e por que é importante saber
O avanço da inadimplência no país é resultado direto do encarecimento do crédito, especialmente do cartão de crédito no rotativo. Os dados da Serasa mostram como essa realidade se distribui pelas faixas etárias:
O retrato revela que a maioria dos endividados está em idade economicamente ativa, justamente quando as despesas familiares tendem a ser maiores.
A combinação de juros altos, crédito fácil e renda insuficiente explica boa parte dessa expansão da inadimplência no país.
Saiba mais: Parcelar fatura diminui score? O que acontece e como funciona?
Evitar o uso do crédito rotativo ajuda a manter a saúde financeira em dia. A principal orientação de especialistas é evitar pagar o valor mínimo da fatura do cartão.
Com planejamento e controle, é possível escapar dos juros abusivos e manter o orçamento equilibrado. Confira abaixo algumas orientações práticas para não cair nessa armadilha:
Adotar essas práticas ajuda a manter o equilíbrio das finanças pessoais e evita o risco de cair no ciclo do superendividamento.
O cenário de inadimplência atual reflete os impactos diretos dos juros elevados e do uso descontrolado do crédito rotativo.
Com quase 80 milhões de pessoas negativadas, o país enfrenta um desafio urgente de educação financeira e acesso a crédito mais justo.
Evitar o uso do rotativo e compreender os custos das dívidas são passos fundamentais para retomar o equilíbrio financeiro.
Quer receber mais notícias como essa gratuitamente em seu e-mail? Preencha o formulário e receba uma seleção de conteúdos meutudo!
Entre também no Canal do WhatsApp da meutudo e receba as notícias do mundo financeiro em primeira mão no seu celular!
É quando o consumidor paga menos que o valor total da fatura e o saldo restante entra em financiamento com juros altos.
A taxa está em torno de 450% ao ano, segundo o Banco Central, uma das mais altas do país.
Mais de 78 milhões de pessoas estão com o nome negativado, segundo dados da Serasa.
Evite o pagamento mínimo da fatura, controle os gastos com cartão e priorize dívidas com juros menores.