Perdi um processo e não tenho como pagar. O que fazer?

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Enfrentar um processo judicial e sair derrotado pode ser uma experiência frustrante, e a situação se torna ainda mais difícil, quando não há recursos financeiros para quitar o valor definido na sentença. 

Quando você se depara com a realidade de: “perdi um processo e não tenho como pagar”, vêm muitas incertezas, medo da penhora de bens e até da possibilidade de prisão. 

Mas, existem alternativas viáveis e amparadas pela lei para resolver a situação sem desespero.

Confira o que é uma dívida judicial, os riscos de não a pagar, como evitá-la e, principalmente, quais caminhos seguir caso você tenha perdido um processo e não tenha como pagar. 

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O que é uma dívida judicial?

Uma dívida judicial é aquela reconhecida por uma decisão da Justiça. Isso significa que, após um processo, seja por inadimplência, pensão alimentícia, contratos ou outros  litígios, o juiz determina que uma das partes deve pagar um valor à outra. 

A sentença, nesse caso, tem força legal e pode ser executada caso não haja o pagamento voluntário.

As dívidas judiciais podem envolver:

Ao contrário das dívidas extrajudiciais, essas já passaram por análise e decisão de um juiz, o que torna seu não pagamento algo mais grave e sujeito a sanções como a penhora de bens.

Dívida judicial tem prazo para pagar?

Sim, dívidas judiciais têm prazos específicos para serem pagas, mas o tempo depende do tipo de processo.

Normalmente, após a sentença, o devedor tem um prazo de 15 dias para fazer o pagamento de forma voluntária (art. 523 do CPC), antes da fase de execução ser iniciada.

Dentro desse prazo, é possível negociar o pagamento sem cobrança de multa adicional.

Caso não haja pagamento ou tentativa de negociação, o processo avança para a fase de penhora de bens, além da incidência de multas e juros sobre o valor devido.

O que acontece se eu não pagar uma dívida judicial?

Ignorar uma dívida judicial pode trazer consequências sérias. Quando uma sentença judicial determina o pagamento de um valor e ele não é cumprido, o processo entra em fase de execução, e os problemas podem agravar.

Confira o que pode acontecer se você não quitar a dívida determinada pela Justiça:

Penhora de bens

A penhora é uma das primeiras medidas adotadas pela Justiça para garantir o pagamento. Imóveis, carros, joias, e até valores em contas bancárias podem ser bloqueados ou leiloados. 

Mesmo bens que você considera essenciais podem ser atingidos, com exceção daqueles protegidos por lei, como o único imóvel da família (bem de família).

Saiba mais: Como saber o número do meu processo trabalhista pelo CPF?

Bloqueio de contas bancárias e salários

Através do sistema SISBAJUD (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário), o juiz pode determinar o bloqueio de valores em suas contas correntes, poupanças e até aplicações financeiras.

Em certos casos, até uma parte do salário pode ser retida, respeitando o limite legal de impenhorabilidade, que geralmente é 30% dos rendimentos líquidos.

Protesto em cartório e negativação

O devedor pode ser protestado em cartório e ter seu nome negativado nos órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa

Isso afeta diretamente sua vida financeira: desde dificuldades para abrir conta em banco, até bloqueios em financiamentos e empréstimos.

Restrição para atuar no mercado

Para quem é empresário ou presta serviços para o setor público, uma dívida judicial pode impedir a participação em licitações, contratos e até gerar sanções em cadastros públicos como o CADIN.

Prisão em caso de pensão alimentícia

Este é o único caso em que a dívida judicial pode levar à prisão. Se a dívida for referente a pensão alimentícia, o juiz pode decretar a prisão civil do devedor por até 90 dias, conforme previsto no artigo 528 do Código de Processo Civil.

Como evitar uma dívida judicial antes da sentença?

Evitar esse tipo de dívida envolve planejamento financeiro e, principalmente, diálogo. Confira algumas práticas preventivas:

  • Negocie antes de judicializar: antes de ir à Justiça, tente resolver diretamente com a outra parte
  • Documente tudo: mantenha contratos, recibos e conversas formalizadas
  • Esteja em dia com obrigações: principalmente as que envolvem pensão, impostos e acordos anteriores
  • Procure ajuda jurídica: em caso de dúvida, consulte um advogado para entender seus direitos e deveres

Confira: Como consultar bloqueio judicial pelo CPF online e grátis?

Perdi um processo e não tenho como pagar, e agora?

Há quatro principais formas de resolver essa situação, se você não tem como pagar a dívida após perder um processo: negociação com o credor, parcelamento judicial, acordo judicial homologado e troca de dívida por crédito mais barato.

A seguir, confira mais detalhes sobre cada alternativa.

Tentar acordo com o credor

Muitos credores estão dispostos a negociar, principalmente se perceberem que o devedor não tem meios para quitar a dívida de imediato. A proposta pode incluir:

  • Desconto para pagamento à vista
  • Parcelamento direto
  • Carência para o primeiro pagamento

Negociar é sempre mais vantajoso do que esperar pela execução judicial.

Buscar parcelar a dívida

Em muitos casos, a Justiça permite o parcelamento da dívida, principalmente se o devedor comprovar que não tem como pagar integralmente. O parcelamento pode ser feito por meio de:

  • Pedido de parcelamento judicial
  • Proposta de acordo nos autos do processo

Sempre com acompanhamento de um advogado, é possível formalizar essa alternativa e evitar a penhora de bens.

Para parcelar a dívida, o devedor deve comprovar sua incapacidade financeira na justiça, apresentando documentos como contracheque, extrato bancário ou declaração de hipossuficiência.

Cada caso pode variar, por isso, confirme com seu advogado quais documentos serão necessários na sua situação específica.

Acordo judicial

O acordo judicial é um dos caminhos mais seguros. Ele é homologado por um juiz e tem validade legal. Além disso, evita a continuidade de ações de cobrança, execução e bloqueios.

O importante é que ambas as partes concordem com os termos e valores.

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Trocar dívidas caras por outras mais baratas

Se você perdeu um processo e não tem como pagar, o Trocador de Dívidas aqui da meutudo permite substituir dívidas com juros altos por opções mais acessíveis, com análise personalizada, feita com base no perfil financeiro de cada pessoa. 

O processo é simples e seguro, basta compartilhar informações básicas sobre seus débitos, e a nossa plataforma apresenta as melhores opções para trocar o crédito e quitar essas pendências.

Confira abaixo o passo a passo de como utilizar o Trocador de Dívidas:

Para começar a interação como o nosso Trocador de Dívidas, acesse esse link e clique em “começar agora mesmo“, como indicado na imagem abaixo:

Etapa 1

Então, o Trocador de Dívidas irá perguntar alguns dados básicos, começando pelo seu nome (que não precisa ser o completo, apenas o primeiro).

Etapa 2

Depois, precisamos entender a sua atual situação.

Essas respostas são muito importantes para que a ferramenta identifique onde você tem oportunidades de crédito mais barato, para baixar os juros da sua dívida mais cara.

Por exemplo, a atual ocupação:

Etapa 3

E, claro, a dívida que lhe incomoda:

Etapa 3 E assim, seguirá uma série de perguntas para entender o tipo da sua dívida, o quão atrasada ela está, o valor atual, se houve parcelamento ou não, entre outras informações importantes.

Depois de entender do que se trata a sua dívida, a ferramenta irá retornar com a melhor opção de crédito para o seu perfil. Ou seja, modalidades com juros mais baixos.

Etapa 4

Na prática, são opções disponíveis para simular e, se liberadas, contratar, de acordo com o valor liberado.

Assim que esse valor cair na conta, você quita a dívida mais cara, ficando apenas com o valor do novo crédito adquirido, com juros mais baixos que o anterior.

Além disso, é uma solução indicada para quitar dívidas negativadas, também.

Se você perdeu um processo e não tem como pagar, saiba que não está sozinho. Essa é uma realidade para muitos brasileiros, mas também existem saídas. 

A chave é agir com estratégia, buscar acordos, parcelamentos ou até trocar a dívida por uma mais leve no bolso. 

O importante é não ignorar a dívida, pois as consequências podem ser severas com o tempo.

Agora que você entende melhor o que fazer, avalie suas opções, consulte um profissional da área e, se possível, utilize ferramentas confiáveis como o Trocador de Dívidas da meutudo para encontrar a melhor saída.

O que acontece se eu não tiver nenhum bem para penhorar?

Quando o devedor é considerado insolvente (cujo valor das dívidas supera o valor dos seus bens) ou não possui bens penhoráveis:

  • O processo de execução pode ser temporariamente suspenso (art. 921 do CPC), quando não há bens a penhorar para pagar o valor devido
  • O processo pode ser arquivado por até um ano, mas vale lembrar que a dívida não deixa de existir. Ela permanece ativa e pode continuar correndo juros
  • O credor pode reabrir a execução futuramente, caso surja patrimônio como salário, herança, imóvel, etc

É importante que o devedor consulte todas as informações aplicáveis ao seu caso, pois cada um pode ter características, prazos, valores e regras específicas.

A consulta junto a um advogado especializado é a melhor forma de garantir que tudo corra dentro da legalidade, mesmo que você não tenha como realizar o pagamento nesse momento.

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FAQ

Perguntas frequentes

Toda dívida pode virar uma dívida judicial?

Não. Somente as dívidas levadas à Justiça e reconhecidas por um juiz se tornam judiciais.

Ainda tem dúvidas?

Dívida judicial pode levar à penhora de bens?

A Justiça pode penhorar imóveis, veículos, valores em conta bancária, parte do salário e outros bens do devedor. No entanto, a legislação protege o “bem de família”, ou seja, o único imóvel residencial onde o devedor mora.

Ainda tem dúvidas?

Posso ser preso por não pagar uma dívida judicial?

A prisão por dívida judicial pode ocorrer apenas em caso de pensão alimentícia, conforme o art. 528 do Código de Processo Civil. O devedor pode ficar preso por esse motivo por até 90 dias. Outras dívidas judiciais (bancárias, trabalhistas ou indenizações), não levam a prisão.

Ainda tem dúvidas?

Qual a diferença entre dívida judicial e extrajudicial?

A judicial é reconhecida por sentença, enquanto a extrajudicial é um acordo direto entre partes.

Ainda tem dúvidas?

O que é fase de execução de uma dívida judicial?

A fase de execução é a etapa do processo judicial em que, após o descumprimento do prazo voluntário de pagamento da dívida, o juiz pode determinar a penhora de bens como meio alternativo de pagamento. Ainda é possível negociar nessa etapa, mas com menos margem e com possível acréscimo de multa.
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Lisandra Pinheiro Lisandra Pinheiro

Lisandra Pinheiro é graduanda em Letras e faz parte da meutudo desde 2021. Começou na área de Customer Experience, e hoje, atua como redatora na equipe de Conteúdo. Se dedica especialmente a artigos previdenciários, trabalhistas e financeiros, ajudando as pessoas a se educarem sobre seus direitos e finanças. Nas horas vagas, adora apreciar um cafezinho e escrever poesia.

1973 artigos escritos