69,1% conseguem pagar as contas, mas despesas seguem altas; veja pesquisa

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Pesquisa da FGV aponta que 69,1% dos trabalhadores entrevistados conseguiram pagar as contas nos últimos três meses. A alimentação se destaca com maior custo do orçamento.

Resumo em 1 minuto

A maioria dos brasileiros continua a lutar para pagar as contas essenciais, apesar de 69,1% terem conseguido fazê-lo nos últimos 90 dias, segundo a Sondagem do Mercado de Trabalho divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa melhoria é atribuída ao aumento de renda, mas o indicador de renda caiu em comparação ao desempenho de 72,4% registrado em fevereiro de 2026. As despesas com alimentação, contas de serviços públicos, aluguel ou financiamento de moradia e transporte são as mais pesadas no oramento das famílias.

  • Renda: 69,1% dos trabalhadores conseguiram pagar as contas essenciais nos últimos 90 dias.
  • Despesas: Alimentação (75%), contas de serviços públicos (50,3%), aluguel ou financiamento de moradia (45,6%) e transporte (27,6%) são as despesas mais pesadas no oramento.
  • Custo do transporte: Aumentou em 25,6% em comparação ao último ano, devido ao aumento no preço dos combustíveis.
  • Renda limitada: Cerca de 30,9% dos entrevistados disseram que a renda não é suficiente para arcar com as despesas do mês.
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O ciclo da vida da maioria dos brasileiros é trabalhar, receber o salário, fazer o pagamento das contas fixas e não restar nada para o fim do mês. Isso não é só uma impressão.

Segundo a Sondagem do Mercado de Trabalho divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 7 em cada 10 trabalhadores entrevistados conseguiram pagar as contas essenciais nos últimos 90 dias. 

Entre as despesas que mais impactam o orçamento, a alimentação se destaca. A seguir, confira por que sobra menos na renda mensal.

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O que explica a melhora no pagamento de contas?

Segundo a pesquisa da FGV, 69,1% dos trabalhadores entrevistados conseguiram pagar as suas contas básicas, como água, energia e aluguel, nos últimos três meses. 

O percentual representa um aumento de 2,6% em comparação ao mesmo período de 2025. Segundo o economista Rodolpho Tobler do IBRE, a melhoria está ligada ao aumento de renda. 

Os resultados de junho mostram que a evolução do mercado de trabalho, especialmente com melhora na renda, permite que boa parte das pessoas consigam pagar suas contas básicas. Por outro lado, a quarta queda consecutiva nesse indicador parece estar relacionada à desaceleração do mercado de trabalho”, afirma Tobler.

No entanto, o indicador de renda caiu em comparação ao desempenho de 72,4% registrado em fevereiro de 2026.

Saiba mais: Como se organizar para reduzir despesas fixas? Dicas úteis

Quais despesas financeiras mais pesam no orçamento?

Os gastos com alimentação são citados como os mais pesados do orçamento. Em seguida, ficam:

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Por que as despesas mensais pressionam as famílias?

A despesa que mais cresceu em comparação ao último ano, foi o custo com transporte, pulando de 2,0% para 27,6%, um aumento de aproximadamente 25,6%. Segundo a FGV, a alta é justificada pelo aumento no preço dos combustíveis. 

Entre os itens que mais pesam, contas de serviços públicos e custo de transporte foram os que mais subiram na composição do orçamento das famílias, sendo o último muito relacionado com o aumento do preço dos combustíveis”, comenta o economista Rodolpho.

A expectativa é que, mesmo com o mercado de trabalho crescendo mais devagar, o percentual de trabalhadores que conseguem pagar as contas permaneça em um patamar positivo. 

Saiba também: Como economizar no transporte urbano

Como manter o orçamento equilibrado quando as contas aumentam?

Cerca de 30,9% dos entrevistados disseram que a renda não é suficiente para arcar com as despesas do mês, o que reforça a importância do planejamento financeiro semanal e a formação de uma reserva de emergência.

Diante da renda limitada, anotar todos os gastos diariamente e reduzir o que não é tão essencial pode ajudar a redistribuir o salário para o que importa.

Além disso, destinar parte do salário para a criação de uma reserva de emergência, mesmo investindo pouco, a partir de R$ 5,00, já ajuda a criar o hábito de poupar antes de gastar.

Mesmo com as dicas de educação financeira, a renda ainda pode não ser suficiente. Nessa hora, contar com um crédito acessível pode ajudar a eliminar dívidas mais caras, unificando-as, e aliviar o orçamento.

Se a sua aposentadoria não rendeu esse mês, o Empréstimo Consignado INSS pode ser uma alternativa, com taxas de juros reduzidas e desconto direto no benefício.

Os requisitos de contratação dessa modalidade são mais simples, considerando principalmente se o benefício previdenciário está ativo e desbloqueado para empréstimo, e se existe margem consignável livre (percentual da renda que pode ser comprometido com empréstimos).

O Consignado INSS é ideal para quem busca reduzir dívidas com taxas altas, substituindo por uma mais leve e previsível.

Mas nem todo mundo tem benefício previdenciário. Logo, o caminho para quem trabalha com carteira assinada é o Empréstimo Consignado CLT. Com ele, você recebe um dinheiro extra com desconto das parcelas no salário.

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Com a adesão à modalidade Saque-Aniversário*, você pode receber parte dos valores que estão na conta do FGTS, no mês de aniversário.

As liberações são feitas uma única vez no ano e seguem as faixas de valores da Caixa. Mas, com o Empréstimo FGTS, você consegue antecipar as parcelas futuras do Saque-Aniversário e recebê-las agora.

O melhor é que, nesse empréstimo, as parcelas são descontadas anualmente do saldo do FGTS. 

*A modalidade Saque-Aniversário é opcional, e você pode conferir as regras no aplicativo FGTS para entender como elas se aplicam ao seu caso.

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FAQ

Perguntas frequentes

Por que a renda suficiente caiu de maio para junho?

Segundo a pesquisa da FGV, as despesas com alimentação (75%), contas de serviços públicos (50,3%), aluguel ou financiamento de moradia (45,6%) e transporte (27,6%) pesam mais no orçamento dos trabalhadores.
Ainda tem dúvidas?

Quais despesas mais pesam no orçamento dos brasileiros?

Segundo a pesquisa da FGV, as despesas com alimentação (75%), contas de serviços públicos (50,3%), aluguel ou financiamento de moradia (45,6%) e transporte (27,6%) pesam mais no orçamento dos trabalhadores.
Ainda tem dúvidas?

Quanto o brasileiro gasta com transporte?

Segundo um levantamento da Universidade de Brasília (UnB), os brasileiros destinam, em média, 18% do orçamento ao transporte, o que pode representar cerca de R$ 260,00 por mês.
Ainda tem dúvidas?

Qual a melhor renda extra hoje?

Não existe uma resposta única. A melhor renda extra depende das suas habilidades e do tempo livre. Serviços digitais, freelancer, entregas e transporte se destacam como alternativas. Se você busca dinheiro extra rápido, opções como o Empréstimo INSS, CLT e FGTS podem ajudar.
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Kamilla Aires Kamilla Aires

Kamilla Aires é formada em Publicidade e Propaganda e faz parte da meutudo desde 2021. Iniciou sua trajetória no time de Customer, onde teve contato com o mercado financeiro, e hoje integra o time de redatores SEO. Gosta de escrever sobre crédito, finanças pessoais e temas relacionados à educação financeira. Quando não está escrevendo, divide o tempo entre explorar novos lugares e maratonar suas séries favoritas.

1094 artigos escritos