Como renegociar sua dívida pelo banco no Desenrola 2.0
O Desenrola 2.0 está no ar e os bancos já começaram a abrir as portas para quem quer limpar o nome. Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú, Santander e Nubank estão entre as instituições que confirmaram participação no programa.
A diferença desta edição é que não existe uma plataforma única do governo para fazer a renegociação. Cada pessoa precisa procurar diretamente o banco onde tem a dívida pelos canais oficiais, seja pelo aplicativo, site, agência ou central de atendimento.
A seguir, confira todos os detalhes sobre a nova forma de renegociação do Desenrola 2.0.
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| Produto | Taxa a partir de | Pagamento | |
| Empréstimo Consignado | 1,39% a.m | 6 a 96 parcelas | |
| Antecipação Saque-aniversário | 1,79% a.m | antecipe a partir de R$50 | |
| Consignado Privado CLT | 2,48% a.m. | parcelamento em até 96x | |
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as 5 informações mais relevantes sobre o Desenrola 2.0:
- O Desenrola 2.0 é uma nova versão do programa federal que ajuda pessoas a renegociar dívidas com condições melhores do que as do mercado convencional. Diferente da versão anterior, não há uma plataforma única para fazer a renegociação e cada pessoa precisa procurar diretamente o banco onde tem a dívida.
- As pessoas podem participar do Desenrola 2.0 se tiverem renda de até R$8.105,00 por mês, dívidas de cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro e estiverem atrasadas entre 90 dias e dois anos.
- As condições do Desenrola 2.0 são mais vantajosas do que as do mercado convencional, com descontos de 30% a 90% sobre o valor da dívida, dependendo do tempo de atraso. O parcelamento pode ser feito em até 48 meses, com prazo de até 35 dias para o início do pagamento e juros limitados a 1,99% ao mês.
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O que é o Desenrola 2.0 e o que mudou?
O Desenrola 2.0 é a nova versão do programa federal criado para ajudar quem está com dívidas em atraso a renegociar com condições melhores do que as do mercado.
Em relação à versão de 2023, as mudanças são bem concretas. Desta vez, o trabalhador pode usar até 20% do seu saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abater as dívidas, algo inédito no programa.
O valor é transferido diretamente da Caixa Econômica Federal ao banco credor, sem passar pela conta do trabalhador.
Outra novidade que chamou atenção foi o bloqueio de apostas. Quem aderir ao Desenrola 2.0 fica proibido de acessar plataformas de apostas online por 12 meses.
A ideia é evitar que a pessoa quite a dívida hoje e volte a se endividar pelo mesmo caminho logo depois.
Leia também: Renegociação de dívida
Quem pode participar do Desenrola 2.0?
Podem participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, ou seja, até R$8.105,00 por mês, que tenham dívidas de cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal contratadas até 31 de janeiro e que estejam atrasadas entre 90 dias e dois anos.
Vale lembrar que empréstimos consignados e financiamentos imobiliários ficam de fora do programa. Quem tem esse tipo de dívida precisa buscar outras alternativas para renegociar.
Não é necessário ter conta no portal Gov.br para participar e nem ir pessoalmente ao banco na maioria dos casos. Tudo pode ser resolvido pelo aplicativo ou pelo site da instituição financeira.
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Quais são os descontos e condições oferecidos?
As condições do Desenrola 2.0 são bem mais vantajosas do que as do mercado convencional. Os descontos vão de 30% a 90% sobre o valor da dívida, dependendo do tempo de atraso.
Dívidas atrasadas entre 90 e 120 dias têm desconto menor, de 30% a 40%, enquanto as que estão em atraso há mais de um ano podem ter redução de até 90%.
O parcelamento pode ser feito em até 48 meses, com prazo de até 35 dias para o início do pagamento e juros limitados a 1,99% ao mês no novo contrato.
O limite da dívida renegociada é de R$15.000,00 por pessoa por banco, já com os descontos aplicados.
Para ter uma ideia prática do que isso significa no dia a dia, imagine uma dívida de R$5.000,00. Com 90% de desconto, o valor cai para R$500,00.
Se ainda usar o FGTS para cobrir parte disso, o restante pode ser parcelado em até quatro anos com juros de 1,99% ao mês.
Confira: Como aumentar aumentar o Score
Como acessar o Desenrola 2.0 no seu banco?
O primeiro passo é entrar em contato com o banco onde a dívida está registrada pelos canais oficiais e verificar se há propostas de renegociação disponíveis para o seu CPF dentro das regras do programa.
Cada banco está operando de um jeito diferente neste momento. A Caixa já atende pelo telefone, agências, site e WhatsApp.
O Bradesco disponibilizou um formulário de pré-cadastro para quem quer demonstrar interesse enquanto a operação é finalizada.
O Itaú criou um link específico para manifestar interesse e aguarda a finalização das questões de conexão com o sistema do programa.
Itaú, Santander, Bradesco e Nubank também devem ter ofertas disponíveis diretamente no aplicativo e no site da Serasa, permitindo consultar e negociar dívidas elegíveis sem precisar acessar outras plataformas.
O ponto mais importante é sempre usar os canais oficiais. Desconfie de links recebidos por redes sociais, e-mail ou WhatsApp prometendo condições especiais. Nenhum banco pede pagamento antecipado ou senha para liberar desconto.
Como usar o FGTS para pagar a dívida?
O trabalhador com renda de até cinco salários mínimos pode usar 20% do saldo da conta do FGTS ou até R$1.000,00, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente as dívidas.
Um detalhe importante é a ordem do processo. O uso do FGTS só é permitido depois que a renegociação já tiver sido feita. Isso garante que os descontos sejam aplicados primeiro, antes de qualquer movimentação do fundo.
O dinheiro vai direto da Caixa para o banco credor, sem passar pela conta do trabalhador. Isso evita qualquer risco de o valor ser usado para outra finalidade antes de quitar a dívida.
Confira: Empréstimo FGTS
O que acontece com o nome negativado?
Quem fecha o acordo no Desenrola 2.0 já sai da lista de negativados assim que o contrato é assinado. Não precisa esperar pagar todas as parcelas para ter o nome limpo de volta.
Isso significa que, na prática, a pessoa pode voltar a ter acesso ao crédito, abrir conta em banco, fazer compras parceladas e até contratar serviços que exigem consulta ao CPF, tudo isso antes mesmo de terminar de pagar a dívida renegociada.
Outra novidade é que nomes com dívidas de até R$100,00 terão a negativação retirada automaticamente, sem precisar fazer nenhuma renegociação.
Muita gente ficou com o nome sujo por valores pequenos e acabou perdendo acesso ao crédito por causa disso. Com essa regra, esse problema some sem nenhuma burocracia.
Vale lembrar que manter o acordo em dia é fundamental. Se o pagamento das parcelas parar, o nome pode voltar a ficar negativado.
Por isso, antes de fechar o acordo, vale conferir se o valor das parcelas cabe no orçamento do mês.
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Perguntas frequentes
Preciso ir ao banco para renegociar pelo Desenrola 2.0?
Não necessariamente. A maioria dos bancos permite a renegociação pelo aplicativo, site ou central de atendimento, sem precisar ir à agência presencialmente.
Posso usar o FGTS mesmo tendo pouco saldo?
Sim. O programa permite usar 20% do saldo ou R$1.000,00, o que for maior. Contas ativas e inativas são elegíveis para uso.
O nome sai da lista de negativados na hora?
Sim. Assim que o acordo é formalizado, o nome é retirado dos cadastros de inadimplência, sem precisar quitar todas as parcelas antes.
Quem tem dívida de consignado pode participar?
Não. Empréstimos consignados e financiamentos imobiliários estão fora do Desenrola 2.0. O programa cobre apenas cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.