O Senado aprovou um projeto que cria novas regras de aposentadoria para agentes comunitários de saúde (ACSs) e agentes de combate às endemias (ACEs).
A proposta assegura aposentadoria com salário integral e paridade nos reajustes para profissionais que atenderem aos requisitos de idade e tempo de serviço. A medida ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados.
A seguir, entenda o que muda com a nova regra da aposentadoria especial para agentes de saúde, quem será beneficiado e por que o projeto é visto por alguns técnicos como uma “pauta-bomba”.
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O que você vai ler neste artigo:
A proposta aprovada pelo Senado concede aposentadoria especial com salário integral e reajustes iguais aos dos servidores ativos para os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
Para ter direito ao benefício, os profissionais precisam cumprir uma idade mínima e um tempo determinado de atuação na função.
No caso dos homens, a aposentadoria poderá ser solicitada a partir dos 52 anos de idade, enquanto para as mulheres o mínimo exigido será de 50 anos. Ambos, porém, devem comprovar pelo menos 20 anos de serviço efetivo na área.
Existe ainda uma alternativa que permite a concessão do benefício com 15 anos de atuação como agente e mais 10 anos de trabalho em outra atividade.
Além da aposentadoria, o texto prevê também a concessão de pensão por morte com as mesmas regras de integralidade e paridade, e garante direitos a quem for readaptado para outras funções por motivos de saúde.
Confira: Como é a aposentadoria especial por tempo de contribuição?
A proposta de aposentadoria especial para agentes de saúde tem gerado forte apreensão entre especialistas da área econômica
Isso acontece principalmente pela abrangência das novas regras, que passam a beneficiar não apenas os profissionais da ativa, mas também novos servidores públicos e até aposentados.
Técnicos ainda estão ajustando os cálculos de longo prazo, mas projeções iniciais indicam um custo de cerca de R$ 100 bilhões em uma década, considerando gastos da União, estados e prefeituras.
O impacto tende a ser ainda mais expressivo para os municípios que operam com regimes próprios de previdência, o que levou parte do governo e da imprensa a classificarem a proposta como uma “pauta-bomba fiscal”.
A decisão do Senado de colocar o projeto em votação pegou o Ministério da Fazenda de surpresa. Segundo o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, o governo esperava mais tempo para debater o tema com dados concretos.
Em declaração à imprensa, ele pediu que a votação fosse adiada e alertou que a aprovação, sem ampla discussão e análise do impacto financeiro, representaria um risco às contas públicas.
Leia também: Como funciona o reajuste anual da aposentadoria especial?
Diante das críticas ao impacto financeiro do projeto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, saiu em defesa da proposta e negou a ideia de que ela representa uma “pauta-bomba”.
Em seu discurso, Alcolumbre classificou as críticas como ofensivas e destacou que o projeto é uma forma de reconhecer o papel fundamental dos agentes de saúde, especialmente em áreas remotas do país.
Segundo ele, tratar a medida como uma ameaça fiscal é desconsiderar a importância social da categoria, que muitas vezes atua em condições difíceis e salva vidas em locais onde o Estado pouco chega.
O senador ainda citou outras iniciativas já aprovadas pelo Congresso, como o Auxílio Gás e o Pé-de-Meia, para reforçar que o Parlamento tem buscado justiça social.
A proposta teve forte apoio de partidos do Centrão, mesmo diante dos apelos do governo para adiar a votação. Parlamentares ressaltaram o papel essencial dos agentes em comunidades carentes.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM), por exemplo, enfatizou que, no Amazonas, a presença de um agente de saúde pode representar a diferença entre a vida e a morte.
Continue lendo: Aposentadoria para profissionais da saúde: como funciona?
Com a aprovação no Senado, o projeto de aposentadoria especial para agentes comunitários e de endemias segue agora para análise na Câmara dos Deputados.
O governo federal já manifestou a possibilidade de vetar a proposta, caso ela seja aprovada sem modificações.
A principal justificativa é o elevado custo orçamentário aliado à ausência de estudos técnicos que sustentem a criação de regras mais vantajosas em comparação com outras categorias do serviço público.
Nesta terça-feira, o Ministério da Previdência divulgou uma nota técnica apontando diversas fragilidades no texto.
Entre os argumentos, o documento ressalta que a medida permitiria a aposentadoria desses profissionais com uma antecipação superior a dez anos em relação à média dos trabalhadores do setor privado.
Embora parlamentares favoráveis à proposta defendam que ela apenas regulamenta direitos previstos em uma Emenda Constitucional de 2022, a nota esclarece que esse dispositivo se refere a benefícios trabalhistas, como o adicional de insalubridade.
No entendimento do Ministério, os direitos previdenciários, como aposentadoria por invalidez, pensão por morte e regras de contribuição, devem seguir os mesmos critérios aplicados aos demais segurados do INSS ou dos regimes próprios.
Portanto, o desfecho agora está nas mãos da Câmara e, possivelmente, do presidente da República, que poderá decidir pelo veto.
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Agentes comunitários de saúde e de combate às endemias que cumprirem os critérios de idade e tempo de serviço.
Homens com 52 anos e mulheres com 50, desde que tenham pelo menos 20 anos de atuação na função.
É quando o aposentado recebe o último salário da carreira e tem os mesmos reajustes concedidos aos servidores da ativa.
Ainda não. O projeto segue para análise e votação na Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor.
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