Trabalhar em outro país é um sonho que está cada vez mais ao alcance dos brasileiros.
Com a globalização e a crescente demanda por mão de obra qualificada ao redor do mundo, os empregos fora do Brasil deixaram de ser uma raridade para se tornar uma possibilidade real para quem está disposto a se preparar e dar o primeiro passo.
Claro que embarcar nessa jornada exige muito planejamento. Além de qualificação profissional, é preciso entender o mercado de trabalho internacional, conhecer as exigências de cada país e saber exatamente onde buscar as oportunidades.
Se você está pensando em dar esse passo, veio ao lugar certo. Neste artigo, reunimos o que você precisa saber para encontrar uma vaga no exterior e se preparar para essa nova fase da sua carreira.
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O que você vai ler neste artigo:
O que considerar antes de buscar empregos fora do Brasil?
Antes de começar a enviar seu currículo, vale sentar e pensar com calma no que essa mudança representa.
Alguns pontos são fundamentais para evitar surpresas desagradáveis lá na frente:
- Domínio do idioma: inglês é praticamente obrigatório na maioria dos processos seletivos internacionais. Além disso, conhecer o idioma local (alemão, francês, espanhol, etc) abre portas que o inglês sozinho não consegue abrir. Avalie seu nível com honestidade e, se precisar, invista em cursos antes de começar a busca
- Documentação e visto de trabalho: cada país tem regras específicas para contratar estrangeiros. Alguns exigem visto antes mesmo de você iniciar o processo seletivo, enquanto outros permitem que a própria empresa patrocine sua entrada. Pesquise as exigências do país de destino com antecedência para não ser pego de surpresa
- Reconhecimento de diploma e certificações: em algumas áreas, principalmente saúde, engenharia e direito, o diploma brasileiro pode precisar ser revalidado no exterior. Verifique se a sua formação é reconhecida no país em que deseja trabalhar e se há certificações complementares exigidas
- Custo de vida e expectativa salarial: ganhar em dólar ou euro pode soar muito atrativo, mas é preciso colocar na ponta do lápis. O custo de vida em países como Canadá, Alemanha e Austrália é consideravelmente alto. Calcule se o salário oferecido para a vaga desejada cobre bem as despesas básicas e ainda permite uma qualidade de vida satisfatória
- Planejamento financeiro para a transição: a mudança de país gera custos com passagem, moradia inicial, adaptação, documentação. Ter uma reserva financeira antes de embarcar é importante para ter um período de adaptação mais tranquilo
- Currículo no formato internacional: o currículo usado no Brasil nem sempre é o mais adequado para processos seletivos no exterior. Na maioria dos países, o documento precisa estar em inglês, ser objetivo e seguir um formato específico, diferente do modelo brasileiro tradicional
Quais são as vantagens de trabalhar fora do Brasil?
Quem decide dar esse passo costuma colher benefícios que vão muito além do financeiro. Confira os principais:
- Remuneração em moeda forte: receber em dólar, euro ou libra representa um ganho significativo quando comparado ao real, especialmente considerando a cotação atual dessas moedas. Isso pode acelerar o acúmulo de patrimônio e ampliar o poder de investimento
- Desenvolvimento profissional acelerado: o mercado de trabalho em países desenvolvidos costuma oferecer acesso a tecnologias, metodologias e práticas de gestão que ainda não chegaram com a mesma força ao Brasil. Isso representa um crescimento profissional considerável em menos tempo
- Ampliação do networking internacional: trabalhar com pessoas de diferentes culturas e países cria conexões valiosas para a carreira, que podem abrir portas para novas oportunidades dentro e fora do país onde você está
- Fluência em novos idiomas: nada desenvolve o idioma mais rápido do que a imersão. Morar e trabalhar em outro país transforma o aprendizado do idioma de um esforço em uma consequência natural do dia a dia
- Crescimento pessoal e visão de mundo: lidar com uma nova cultura, um novo sistema e rotinas completamente diferentes exige resiliência e adaptabilidade. Essas habilidades, desenvolvidas na experiência internacional, são cada vez mais valorizadas pelo mercado
- Possibilidade de residência permanente: em muitos países, especialmente Canadá, Portugal e Austrália, trabalhar por determinado período abre caminho para obter residência permanente ou até mesmo cidadania
Leia também: Quais os melhores sites para encontrar vagas de emprego?
Onde encontrar empregos fora do Brasil?
Hoje em dia, a distância não é mais um empecilho para quem quer buscar uma oportunidade lá fora.
Existem diversas plataformas digitais que concentram vagas de emprego em outros países e permitem que você se candidate sem precisar sair de casa.
Algumas são bastante abrangentes e reúnem oportunidades de praticamente qualquer lugar do mundo, como é o caso do LinkedIn, do Indeed e do Glassdoor, todas com interface em português e filtros por país, área de atuação e tipo de contrato.
Outras são mais especializadas em regiões específicas, como o Eures e o Eurojobs, voltados para o mercado europeu, e o Expresso Emprego, focado em Portugal.
Além dessas, vale acompanhar diretamente os portais de carreiras das empresas que têm presença internacional e costumam contratar brasileiros.
Grandes nomes como Google, Amazon, Microsoft, IBM e Ambev, por exemplo, disponibilizam vagas em suas páginas oficiais e atualizam as oportunidades com frequência.
O segredo está em se cadastrar nessas plataformas, configurar alertas de vagas e manter o perfil sempre atualizado.
Como encontrar empregos fora do Brasil?
Saber onde buscar uma vaga é só metade do caminho. A outra metade envolve estratégia, preparação e consistência.
Confira os passos práticos para aumentar suas chances de conquistar uma oportunidade internacional:
1. Defina o país e o setor de atuação
Antes de qualquer coisa, é preciso ter clareza sobre para onde você quer ir e em qual área pretende atuar.
Países diferentes têm demandas diferentes: a Alemanha, por exemplo, busca muito profissionais de tecnologia e engenharia, enquanto o Canadá tem alta procura nas áreas de saúde, construção civil e logística.
Definir essa questão desde o início evita que você disperse energia e direciona a busca para onde as chances são realmente maiores.
Aprenda: O que significa ter uma carreira híbrida e como funciona
2. Atualize seu currículo no padrão internacional
O currículo brasileiro não funciona da mesma forma no exterior.
Na maioria dos países, o documento precisa estar em inglês, ser objetivo e direto, sem foto, sem informações pessoais desnecessárias e com foco total nas experiências e resultados relevantes para a vaga.
Uma introdução profissional de três a quatro linhas, seguida de experiências em ordem cronológica inversa, educação, habilidades e idiomas já é o suficiente para causar uma boa impressão.
3. Aprimore o idioma do país de destino
O inglês é o ponto de partida, mas não é sempre o suficiente. Se o seu destino é a Alemanha, o alemão conta muitos pontos; se for Portugal, o português europeu já é uma vantagem natural.
Investir no idioma local, mesmo que em nível básico ou intermediário, demonstra comprometimento com a cultura do país e pode fazer diferença na hora em que o recrutador estiver comparando candidatos.
4. Otimize seu perfil no LinkedIn em inglês
O LinkedIn é a principal vitrine profissional no mercado internacional e muitos recrutadores do exterior usam a plataforma ativamente para encontrar talentos.
Ter o perfil completo, com resumo em inglês, experiências bem descritas e habilidades atualizadas aumenta significativamente as chances de aparecer nas buscas. Ative também o modo “Open to Work” para sinalizar que você está disponível para propostas.
5. Cadastre-se em sites internacionais e ative alertas
Plataformas como Indeed, Glassdoor, LinkedIn, Eures e Eurojobs reúnem milhares de vagas em diferentes países.
O ideal é se cadastrar em mais de uma, preencher o perfil com cuidado e ativar alertas para receber notificações quando surgirem oportunidades na sua área e no destino de interesse.
Além disso, acompanhar diretamente os portais de carreiras das empresas que você tem como alvo é uma estratégia que muita gente deixa de lado e que pode gerar ótimos resultados.
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6. Faça networking com profissionais do exterior
Não subestime o poder de uma boa rede de contatos.
Se conectar pelo LinkedIn com profissionais que já atuam no país de destino, participar de grupos e comunidades da sua área e estar presente em eventos internacionais, mesmo que online, são formas eficazes de criar pontes.
Muitas vagas no exterior são preenchidas por indicação antes mesmo de serem publicadas, então estar no lugar certo, conversando com as pessoas certas, faz toda a diferença.
7. Prepare-se para entrevistas no padrão internacional
As entrevistas internacionais têm um ritmo e um formato diferentes dos processos seletivos brasileiros.
Em geral, valorizam respostas diretas, exemplos concretos de experiências anteriores e uma postura segura e assertiva.
Treinar as respostas em inglês com antecedência, pesquisar a fundo sobre a empresa e o cargo, e ter perguntas preparadas para o entrevistador são atitudes que transmitem preparo e interesse genuíno pela vaga.
Saiba mais: Dicas para entrevista de emprego: como se destacar?
Quais são as áreas que mais contratam brasileiros no exterior?
Alguns setores estão com demanda aquecida em vários países e têm absorvido profissionais brasileiros com frequência.
Se a sua área de atuação estiver nessa lista, as chances de encontrar uma oportunidade lá fora são ainda maiores:
- Tecnologia e TI: desenvolvedores, engenheiros de software, analistas de dados e especialistas em segurança digital estão entre os profissionais mais procurados no mundo. Países como Canadá, Alemanha, Estados Unidos e Portugal têm déficit de mão de obra qualificada nessa área e recebem talentos brasileiros com boas condições de trabalho e remuneração
- Saúde: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais da área da saúde são muito requisitados em países com população envelhecida, especialmente na Europa. Alemanha, Reino Unido e Portugal estão entre os que mais buscam trabalhadores estrangeiros para suprir essa demanda
- Engenharia: engenheiros civis, mecânicos, elétricos e de mineração encontram boas oportunidades em países com projetos de infraestrutura em expansão, como Canadá e Austrália. A formação técnica sólida dos engenheiros brasileiros é bem reconhecida no exterior
- Construção civil: a demanda por pedreiros, eletricistas, encanadores e outros profissionais da construção é alta em países europeus e no Canadá, que enfrentam escassez de mão de obra nesse setor. Em muitos casos, não é exigida fluência no idioma para posições mais operacionais
- Hotelaria e gastronomia: o setor de turismo emprega muitos brasileiros, especialmente em países com alta circulação de visitantes, como Estados Unidos, Portugal e países do Caribe. A hospitalidade e o talento culinário brasileiro são diferenciais reconhecidos no mercado internacional
- Agricultura: países como Canadá, Austrália e Nova Zelândia oferecem vagas sazonais para trabalho no campo, incluindo colheita, plantio e manejo de lavouras. Essas oportunidades costumam ser acessíveis mesmo para quem ainda não tem fluência no idioma e são uma porta de entrada para quem quer iniciar a vida no exterior
- Educação e idiomas: professores de português como língua estrangeira e de outras disciplinas têm encontrado espaço em escolas bilíngues, universidades e plataformas de ensino online ao redor do mundo. Com o crescente interesse pelo português, impulsionado pelo Brasil e por Portugal, a procura por professores nativos tem crescido de forma consistente
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Quais países mais oferecem empregos para brasileiros?
Alguns destinos se destacam pela abertura ao trabalhador estrangeiro, pela demanda em setores específicos e pelas políticas de imigração que facilitam a entrada de brasileiros.
Conheça os principais:
Estados Unidos
Os Estados Unidos seguem sendo um dos destinos mais procurados por quem busca oportunidades no exterior.
Os setores com maior demanda incluem tecnologia, finanças, agronegócio, turismo e indústria química e têxtil. O inglês é indispensável para praticamente qualquer posição.
Em relação ao visto, as opções mais comuns para trabalho são o H-1B, destinado a profissionais qualificados patrocinados por uma empresa americana, e o visto J-1, voltado para intercâmbio profissional.
O processo pode ser burocrático e competitivo, por isso o planejamento com antecedência é essencial.
Portugal
A grande vantagem de Portugal para os brasileiros é, sem dúvida, o idioma compartilhado, o que reduz significativamente a barreira de entrada.
Os setores que mais contratam são tecnologia, turismo, construção civil, contabilidade e serviços.
O país oferece o Visto de Procura de Trabalho, que permite ao candidato entrar em Portugal por até 120 dias para procurar emprego, além do visto específico para nômades digitais e profissionais de alta qualificação em TI.
Canadá
O Canadá é reconhecido por ter uma das políticas imigratórias mais receptivas do mundo. As áreas com maior demanda são saúde, construção civil, engenharia, logística e transporte.
O inglês é o idioma principal, mas o francês abre portas especialmente na província de Quebec.
O principal caminho para trabalhar legalmente no país é o Express Entry, sistema de pontuação que avalia perfil profissional, escolaridade e proficiência no idioma.
Há ainda programas provinciais que facilitam a entrada em determinadas áreas com escassez de mão de obra.
Austrália
A Austrália atrai brasileiros principalmente pelos setores de engenharia, mineração, tecnologia, hospitalidade e agricultura. O inglês é o idioma oficial e seu domínio é exigido em praticamente todos os processos seletivos.
Para trabalhar no país, o caminho mais comum é o visto de trabalho temporário, como o Skilled Nominated Visa (subclasse 190) ou o visto Working Holiday (subclasse 417), que permite trabalhar por até um ano, podendo ser renovado em algumas condições.
A Austrália também tem programas específicos para profissionais com qualificações reconhecidas em áreas de alta demanda.
Alemanha
A Alemanha é uma das economias mais sólidas da Europa e tem buscado ativamente trabalhadores estrangeiros para suprir a escassez em setores como tecnologia, saúde, engenharia e estética.
O alemão é o idioma predominante e, embora algumas vagas na área de TI aceitem candidatos com inglês fluente, aprender o idioma local é um diferencial importante.
O visto de trabalho qualificado alemão, criado pela Lei de Imigração de Mão de Obra Qualificada, facilita a entrada de profissionais com diploma reconhecido e oferta de emprego em mãos.
O processo de revalidação do diploma brasileiro pode ser necessário dependendo da área de atuação.
Irlanda
A Irlanda tem se destacado como destino para profissionais de tecnologia, finanças e serviços, especialmente por sediar escritórios europeus de grandes empresas como Google, Meta e HubSpot.
O inglês é o idioma de trabalho e a comunicação cotidiana, o que facilita a adaptação dos brasileiros.
O principal visto para trabalho é o Critical Skills Employment Permit, voltado para profissionais qualificados em áreas com escassez de trabalhadores.
O país também oferece o General Employment Permit para outras categorias profissionais, mediante oferta de emprego de uma empresa irlandesa.
Reino Unido
Após o Brexit, o Reino Unido passou a adotar um sistema de imigração baseado em pontos para trabalhadores de fora da União Europeia, o que inclui os brasileiros.
As áreas com maior demanda são saúde, tecnologia, engenharia e educação. O inglês é, naturalmente, o idioma exigido.
O principal caminho para trabalhar legalmente no país é o Skilled Worker Visa, que exige oferta de emprego de um empregador britânico licenciado, comprovação de proficiência no idioma e renda mínima compatível com a função.
O setor de saúde tem um caminho simplificado, com o Health and Care Worker Visa oferecendo condições facilitadas para médicos, enfermeiros e cuidadores.
É possível trabalhar fora do Brasil sem sair do país?
Sim. O avanço do trabalho remoto abriu muitas oportunidades que, até poucos anos atrás, parecia distante da realidade da maioria dos brasileiros.
Hoje, é totalmente possível ser contratado por uma empresa estrangeira e exercer suas funções de dentro de casa, sem precisar pegar nenhum voo.
Esse modelo tem até nome: global worker. É o profissional que trabalha para o mercado internacional sem necessariamente residir fora do Brasil.
Ele pode ser contratado diretamente por uma empresa do exterior, atuar como freelancer para clientes de outros países ou fazer parte de times distribuídos ao redor do mundo, tudo isso com a comodidade de manter sua rotina no Brasil.
Saiba mais: Como baixar currículo do LinkedIn em PDF? Passo a passo
Uma das principais vantagens desse formato é a remuneração em moeda estrangeira. Quem trabalha para empresas americanas ou europeias costuma receber em dólar ou euro, o que representa um ganho real considerável frente à cotação do real.
Com um planejamento financeiro adequado, esse diferencial cambial pode acelerar muito a construção de patrimônio e a realização de objetivos de longo prazo.
Quais documentos são necessários para trabalhar fora do Brasil?
A documentação exigida varia bastante dependendo do formato da vaga, se é remota ou presencial, e do país de destino.
De modo geral, vagas presenciais no exterior exigem mais documentação, e vagas remotas costumam exigir apresentação menor de documentos.
Confira o que costuma ser solicitado em cada situação:
Para vagas presenciais (trabalho no exterior com mudança de país):
- Passaporte válido: documento indispensável para qualquer movimentação internacional, com validade suficiente para cobrir o período de trabalho previsto
- Visto de trabalho: cada país tem suas categorias específicas de visto para trabalhadores estrangeiros. É necessário verificar qual modalidade se aplica ao seu perfil e à oferta de emprego recebida
- Diploma traduzido e validado: em diversas áreas, especialmente saúde, engenharia e direito, o diploma brasileiro precisa ser traduzido por tradutor juramentado e, em muitos casos, revalidado junto a órgãos competentes do país de destino
- Certidões: certidões de nascimento, casamento (quando aplicável) e antecedentes criminais traduzidas e apostiladas são frequentemente exigidas no processo de visto ou pela empresa contratante
- Comprovação de qualificações: certificados de cursos, registros em conselhos profissionais e cartas de recomendação de empregadores anteriores ajudam a comprovar a experiência declarada no currículo
- Contrato com a empresa contratante: o documento formal de contratação é exigido em praticamente todos os processos de visto de trabalho e serve como comprovação de vínculo empregatício no exterior
Para vagas remotas (trabalho para o exterior sem sair do Brasil):
A exigência de documentos é consideravelmente menor nesse formato, já que não há mudança de país nem solicitação de visto envolvida.
Em geral, os documentos mais solicitados são:
- Contrato ou acordo de prestação de serviços: formaliza a relação entre o profissional brasileiro e a empresa estrangeira, especificando função, remuneração e condições de trabalho
- Documentos para recebimento de pagamentos internacionais: dependendo da forma de contratação, CLT internacional, PJ ou plataformas de pagamento, pode ser necessário abrir uma conta em moeda estrangeira ou emitir notas fiscais para receber os valores do exterior de forma regularizada
- Comprovações de qualificação: assim como nas vagas presenciais, portfólio, certificados e experiências comprovadas continuam sendo importantes para passar pelos processos seletivos, mesmo à distância
Como receber salário em moeda estrangeira morando no Brasil?
Receber em dólar ou euro morando no Brasil é uma realidade cada vez mais comum entre profissionais que atuam para o mercado internacional de forma remota.
Para fazer isso de maneira segura e sem perder dinheiro com taxas abusivas, é importante escolher o canal certo para receber e converter os valores.
Hoje existem contas internacionais e plataformas especializadas em recebimento de pagamentos do exterior que oferecem condições bem mais vantajosas do que os bancos tradicionais.
Essas soluções permitem receber o salário em moeda estrangeira, manter o saldo em dólar ou euro e converter para reais no momento mais oportuno, tudo de forma digital, sem burocracia e com taxas de câmbio mais competitivas.
Vale lembrar que, do ponto de vista fiscal, os rendimentos recebidos do exterior por residentes no Brasil devem ser declarados à Receita Federal.
A forma de tributação pode variar conforme o tipo de vínculo com a empresa estrangeira: se é contrato de trabalho, prestação de serviços como pessoa jurídica ou pagamento via plataformas internacionais.
Consultar um contador com experiência em finanças internacionais é o caminho mais seguro para manter tudo regularizado.
Cuidados ao buscar vagas de emprego fora do Brasil
Infelizmente, onde há oportunidade, também aparecem armadilhas. O mercado de vagas internacionais não é exceção, e alguns golpes se aproveitam justamente do sonho de trabalhar no exterior para enganar candidatos desatentos.
Fique de olho nos sinais de alerta mais comuns:
- Propostas que pedem pagamento antecipado: empresas sérias jamais cobram do candidato para processar sua candidatura, emitir documentos ou garantir uma vaga. Qualquer solicitação de pagamento antes da contratação é um sinal claro de fraude
- Ofertas boas demais para ser verdade: salários muito acima da média de mercado, processos seletivos relâmpago e promessas de visto facilitado em tempo recorde devem acender o alerta. Se parece irreal, provavelmente é.
- Sites não confiáveis ou sem informações verificáveis: antes de cadastrar seu currículo em qualquer plataforma, verifique se o site é legítimo. Desconfie de domínios estranhos, falta de informações sobre a empresa e ausência de política de privacidade
- Comunicação apenas por aplicativos de mensagens: processos seletivos profissionais acontecem por e-mail corporativo, videochamadas e plataformas conhecidas. Recrutadores que conduzem todo o processo pelo WhatsApp ou Telegram, sem nenhum contato formal, merecem atenção redobrada
Para verificar a reputação de uma empresa antes de avançar no processo seletivo, algumas práticas simples ajudam bastante:
- Pesquisar a companhia no Glassdoor para ver avaliações de funcionários e ex-funcionários
- Checar a presença oficial no LinkedIn
- Buscar o site corporativo
- Confirmar se há endereço físico e CNPJ ou registro internacional verificável.
Uma rápida pesquisa no Google com o nome da empresa seguido de palavras como “golpe” ou “reclamação” também pode revelar históricos negativos relatados por outras pessoas.
Vale a pena trabalhar fora do Brasil?
A resposta honesta é: depende do que você está buscando, mas, para a maioria das pessoas que dão esse passo com planejamento, a resposta tende a ser sim.
Trabalhar fora do Brasil oferece uma combinação de fatores que dificilmente se encontra reunida em outro lugar, como: remuneração em moeda forte, acesso a mercados de trabalho mais maduros e desenvolvimento profissional acelerado.
Não à toa, o número de brasileiros que buscam oportunidades internacionais, seja de forma presencial ou remota, só tem crescido nos últimos anos.
Confira: Como juntar dinheiro rápido? Dicas para começar agora
Claro que o caminho também traz desafios. Adaptação cultural, saudade da família, burocracia com vistos e a necessidade de revalidar diplomas são obstáculos reais que exigem paciência e preparo.
Para quem ainda está em dúvida, vale fazer uma avaliação honesta de três pontos: sua situação financeira atual para bancar a transição, seu nível de preparo no idioma e o quanto sua área de atuação tem demanda no mercado internacional.
Com essas respostas em mãos, fica mais fácil decidir se o momento é agora ou se ainda faz sentido se preparar um pouco mais antes de dar o próximo passo.
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