Quais as melhores ações para comprar e investir em 2026?

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Investir em ações deixou de ser assunto só para especialistas. Hoje, qualquer pessoa pode começar a operar na bolsa com pouco dinheiro e pelo celular.

Mas com tantas opções disponíveis, surge a dúvida: quais são as melhores ações para comprar agora? A resposta depende do seu perfil, objetivo e prazo de investimento.

Neste guia, você entende como funcionam as ações, quais setores se destacam em 2026 e como dar os primeiros passos com mais segurança.

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O que são ações e como funcionam na bolsa de valores?

Ações são pequenas frações do capital de uma empresa. Ao comprar uma ação, você se torna sócio daquele negócio e passa a ter direito sobre parte dos lucros.

Elas são negociadas na Bolsa de Valores (B3), onde compradores e vendedores fazem transações em tempo real durante o pregão, que é o período oficial de funcionamento do mercado, com horário definido para início e encerramento das negociações. 

O preço de cada ação varia de acordo com os resultados da empresa, o cenário econômico e o apetite dos investidores. Por isso, renda variável exige atenção e estratégia.

Leia também: O que é renda variável e como investir

Por que investir em ações em 2026?

Investir em ações em 2026 pode ser uma estratégia interessante para quem busca crescimento patrimonial no longo prazo e maior potencial de rentabilidade em relação a investimentos mais conservadores.

Com a evolução da economia global e o avanço de setores estratégicos, o mercado acionário continua oferecendo oportunidades para investidores de diferentes perfis e objetivos.

Empresas ligadas à inteligência artificial, energia renovável, infraestrutura, saúde e tecnologia tendem a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. Isso cria possibilidades reais de valorização significativa para quem acompanha essas tendências com atenção.

Outro ponto importante é que as ações permitem ao investidor se tornar sócio de grandes empresas. Isso significa participar dos lucros tanto pela valorização dos papéis quanto pelo recebimento de dividendos.

Em um cenário de possível redução de juros em diversas economias, a renda variável tende a atrair mais investidores em busca de retornos superiores aos da renda fixa.

Para quem investe com estratégia, diversificação e visão de longo prazo, 2026 pode representar um momento favorável para construir patrimônio e aproveitar novas tendências do mercado financeiro

Quais são as melhores ações para comprar e investir em 2026?

Não existe uma lista definitiva de melhores ações. O que existe são setores com características diferentes, que se comportam de formas distintas conforme o cenário econômico. Veja os principais:

Ações de empresas de commodities

São empresas ligadas a recursos naturais, como petróleo, minério de ferro, açúcar e etanol. Seus preços são influenciados pelo mercado global.

Petrobras (PETR3 e PETR4) e Prio (PRIO3) lideraram o ranking de valorização no primeiro trimestre, com alta acima de 50%, impulsionadas pela alta do petróleo no cenário internacional.

A principal vantagem é o potencial de valorização rápida em momentos de alta de preços. O risco é a volatilidade, já que os preços dependem de fatores externos ao controle das empresas.

Ações do setor financeiro

Bancos, seguradoras e instituições de crédito compõem esse setor. São empresas com receitas recorrentes e, em geral, bons pagadores de dividendos.

Bradesco e Itaú aparecem entre as apostas recomendadas por analistas, com destaque para a melhora da rentabilidade e múltiplos ainda atrativos em relação à média histórica.

A vantagem é a previsibilidade dos resultados. São empresas consolidadas, com menor risco de insolvência e histórico consistente de distribuição de lucros.

Ações de utilities e serviços essenciais

Esse setor reúne empresas de energia elétrica, saneamento e telecomunicações. São negócios que funcionam independentemente do ciclo econômico.

A principal característica é a estabilidade. Como prestam serviços indispensáveis, tendem a gerar receita contínua e pagar dividendos regulares, sendo indicadas para perfis mais conservadores.

Ações de consumo e varejo

Empresas de moda, supermercados e varejo em geral compõem esse grupo. Seus resultados estão ligados ao poder de compra da população e ao nível de emprego.

Renner (LREN3) e Sendas Distribuidora (ASAI3) aparecem entre os destaques, com potencial de valorização acima de 43% segundo análises.

A vantagem é o potencial de crescimento em períodos de aquecimento econômico. O risco é maior sensibilidade a juros altos e queda no consumo.

Ações de tecnologia e e-commerce

Empresas de tecnologia, fintechs e comércio digital integram esse grupo. São negócios com alto potencial de crescimento, mas também maior volatilidade.

Para identificar ações com alto potencial de crescimento, indicadores como crescimento de receita e margem líquida ajudam a avaliar a saúde e a trajetória de uma empresa. 

A vantagem é o crescimento acelerado em cenários favoráveis. O ponto de atenção é que essas empresas costumam ter resultados mais voláteis no curto prazo.

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Como escolher as melhores ações para comprar?

Para escolher as melhores ações para comprar e investir, é essencial analisar os fundamentos das empresas. 

O foco deve estar em identificar companhias com lucratividade consistente, endividamento sob controle e boa governança corporativa. Também é crucial conferir alguns critérios básicos:

  • Perfil de risco: você tolera perdas temporárias ou prefere mais estabilidade?
  • Prazo: pretende investir por meses ou anos? Ações tendem a performar melhor no longo prazo
  • Diversificação: não concentre tudo em um único setor ou empresa
  • Fundamentos da empresa: analise receita, lucro, dívida e histórico de resultados
  • Cenário econômico: juros, câmbio e política fiscal afetam diferentes setores de formas distintas

Leia também: Como funciona o Imposto de Renda sobre investimentos

Como comprar ações?

Comprar ações no Brasil envolve abrir conta em uma corretora credenciada pela B3, transferir o dinheiro, acessar o home broker e enviar uma ordem de compra para o código da empresa desejada. 

Todo o processo pode ser feito pelo celular, em poucos minutos, e é possível começar com o valor de uma única ação no mercado fracionário.

Veja o passo a passo completo:

  1. Escolha uma corretora de valores: abra uma conta em uma corretora regulamentada pelo CVM, como XP, Rico, BTG ou Nubank. A corretora é a intermediária entre o investidor e a Bolsa de Valores.
  2. Transfira o valor que deseja investir: envie o dinheiro da sua conta bancária para a conta na corretora via Pix ou TED. O valor fica disponível para negociação assim que o depósito for confirmado.
  3. Acesse o home broker: é a plataforma de negociação da corretora, disponível pelo app ou pelo computador. É por ela que todas as ordens de compra e venda são enviadas.
  4. Pesquise o ticker da ação: cada empresa tem um código único na bolsa, como PETR4 ou ITUB4. Para comprar menos de cem unidades, adicione a letra F ao final do código (ex: PETR4F) para operar no mercado fracionário.
  5. Defina a quantidade e o tipo de ordem: a ordem a mercado executa a compra imediatamente pelo preço disponível. A ordem limitada permite definir um preço máximo, e a compra só é executada quando esse valor for atingido.
  6. Confirme a compra: após a execução, as ações ficam custodiadas na sua conta na corretora. A partir daí, é possível acompanhar a variação dos papéis e os pagamentos de dividendos diretamente pelo app.

Quanto custa para começar a investir em ações?

É possível começar a investir em ações com poucos reais graças ao mercado fracionário. Nele, você compra frações de ações em vez de lotes inteiros, que costumam ter 100 unidades.

Os principais custos envolvidos são:

  • Corretagem: taxa cobrada pela corretora a cada operação. Muitas já oferecem corretagem zero para ações
  • Emolumentos da B3: taxa cobrada pela própria bolsa sobre o volume negociado, em torno de 0,03% por operação
  • Imposto de Renda: incide sobre o lucro de vendas acima de R$ 20.000,00 por mês, à alíquota de 15% para operações comuns

Confira: Quem deve declarar Imposto de Renda

Como conseguir dinheiro para comprar ações?

Investir na bolsa é uma decisão que exige capital, e nem sempre o momento certo de entrar no mercado coincide com o dinheiro disponível na conta.

A boa notícia é que existe uma forma de acessar crédito com segurança e taxas muito menores do que as do empréstimo pessoal comum.

Aposentados e pensionistas do INSS, por exemplo, podem contratar o Empréstimo Consignado INSS com desconto direto no benefício, sem boleto para lembrar nem burocracia para resolver. 

As parcelas cabem em até 108 meses e, após aprovação, o dinheiro cai em até 24 horas úteis.

É uma das linhas de crédito mais acessíveis do país, justamente porque o desconto já vem no benefício, o que reduz o risco e, por consequência, os juros cobrados.

Quem trabalha com carteira assinada pode contar com o Empréstimo Consignado CLT, funciona com desconto direto em folha, parcelas de até 3 a 48 meses e análise de crédito flexível

Por ter a renda formal como garantia, o processo não considera apenas o histórico de crédito, o que abre espaço inclusive para quem está com o nome restrito.

Já para quem tem saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a Antecipação Saque-Aniversário permite adiantar até 5 parcelas sem comprometer nenhum centavo do salário mensal

O dinheiro chega via Pix, entre 10 minutos e 24 horas úteis, usando o próprio saldo como garantia de pagamento. 

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Quais são os riscos de investir em ações?

O maior risco de investir em ações é o risco de mercado. Essa variação diária no valor dos papéis pode resultar em perdas, sejam elas parciais ou totais, do capital aplicado.

Por ser um investimento de renda variável, este tipo de aplicação não oferece garantias de retorno ou proteção do capital investido. 

Desse modo, o investidor fica sujeito a possíveis falhas da empresa ou a oscilações no cenário econômico.

Estratégias para investir em ações com mais segurança

Investir em ações com mais segurança começa pela diversificação da carteira. Distribuir o capital entre diferentes empresas e setores reduz o impacto de uma eventual queda em um único ativo.

Uma estratégia consolidada é o Buy & Hold: comprar ações de empresas sólidas e mantê-las no longo prazo, reduzindo a exposição à volatilidade do dia a dia.

Priorize setores perenes como bancos, energia e saneamento, e estude os fundamentos da empresa antes de investir. Histórico de pagamento de dividendos e nível de endividamento são bons pontos de partida.

Por fim, garanta que o dinheiro destinado às ações não seja necessário no curto prazo. A renda variável exige paciência para entregar bons resultados.

Leia também: Como funcionam e como usar juros compostos a seu favor

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Matheus Nonato Matheus Nonato

Graduando em Jornalismo e parte da meutudo desde 2026, produz conteúdos sobre finanças, direitos trabalhistas, educação financeira e benefícios públicos. Nascido e criado em São Paulo, fora do trabalho ama esportes, cinema e música.

44 artigos escritos