Descontos indevidos no INSS podem virar crime com pena de até 8 anos; entenda o projeto

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Projeto prevê prisão de 4 a 8 anos por descontos indevidos em salários e benefícios previdenciários e assistenciais.

O desconto indevido INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pode resultar em uma punição maior se um Projeto de Lei (PL) em análise na Câmara dos Deputados for aprovado.

A proposta prevê pena de 4 a 8 anos de prisão, além de multa, para quem conseguir vantagem ilegal por meio de cobranças não autorizadas em salários, aposentadorias, pensões e outros benefícios.

O texto é o PL 3.312/2026, apresentado pelo deputado Fred Linhares (Republicanos – DF). O objetivo é combater fraudes que retiram dinheiro diretamente da renda das vítimas, muitas vezes sem que elas percebam os valores descontados todos os meses.

A seguir, confira como vai funcionar o PL do desconto indevido INSS e o que falta aprovação do projeto.

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Resumo em 1 minuto

Um Projeto de Lei (PL 3.312/2026) em análise na Câmara dos Deputados prevê pena de 4 a 8 anos de prisão, além de multa, para quem realizar descontos indevidos no INSS em salários, aposentadorias, pensões e outros benefícios, com o objetivo de combater fraudes que retiram dinheiro ilegalmente da renda das vítimas. O projeto ainda está aguardando designação de relator e precisa passar por comissões e votação para ser aprovado.

  • Projeto de Lei: PL 3.312/2026
  • Pena prevista: 4 a 8 anos de reclusão, além de multa
  • Abrangência: descontos não autorizados em salários, benefícios previdenciários e assistenciais, pensões e proventos
  • Situações agravantes: uso de empresas, sindicatos, plataformas digitais, abuso de cargo ou acesso privilegiado, com aumento da pena de um terço até o dobro
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O que diz o novo projeto de lei para descontos indevidos

O PL 3.312/2026 pretende incluir no Código Penal um crime específico para fraudes feitas por meio de descontos não autorizados em folhas de pagamento.

A proposta é para salários, benefícios previdenciários e assistenciais, pensões e proventos. Se o texto for aprovado, quem obtiver vantagem ilegal por inserir, autorizar ou cobrar esses descontos poderá receber pena de 4 a 8 anos de reclusão, além de multa.

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Na justificativa do projeto, o deputado Fred Linhares afirma que os descontos podem passar despercebidos porque costumam ser automáticos, mensais e, muitas vezes, de valores pequenos.

O deputado declarou à Agência Câmara que quem retira dinheiro do salário ou da aposentadoria de alguém não causa apenas um prejuízo financeiro, mas também afeta a capacidade dessa pessoa de pagar suas despesas básicas.

“Aquele que ataca o salário, a aposentadoria, a pensão ou o benefício de uma pessoa não pratica apenas uma fraude patrimonial comum. Lesa a dignidade da vítima, a capacidade de pagar as despesas básicas”, afirmou Fred.

Portanto, a proposta busca aumentar a punição para quem usa esse tipo de fraude para obter dinheiro sem autorização.

Confira também: Calendário pagamento INSS 

Quem pode ser punido e quais são os agravantes

O projeto contra desconto indevido INSS prevê punições mais severas quando a fraude é praticada com recursos que ajudam a esconder a cobrança ou dar a ela uma aparência de legalidade. Entre as situações previstas estão:

  • Uso de empresas, sindicatos ou associações: quando essas organizações são usadas para facilitar a cobrança irregular ou fazer a fraude parecer legítima
  • Uso de plataformas digitais: quando são utilizadas para facilitar a prática criminosa
  • Abuso de cargo ou acesso privilegiado: o projeto também prevê agravantes relacionados ao uso de cargo público, vínculo profissional ou acesso a banco de dados para combater a fraude

Conforme a situação e as condições previstas no texto, a pena poderá aumentar de um terço até o dobro. O aumento exato dependerá de como a situação se encaixa nas regras aprovadas.

O que muda para aposentados e pensionistas do INSS?

Por enquanto, o projeto ainda não altera os direitos dos aposentados e pensionistas, porque ainda está em análise. Se virar lei, poderá criar uma punição penal específica para quem comete fraudes por meio de descontos não autorizados.

Mas já existe uma proteção que está valendo. A Lei nº 15.327, de 6 de janeiro de 2026, proíbe descontos nos benefícios do INSS destinados a mensalidades, contribuições ou outros valores de associações, sindicatos, entidades de classe e organizações de aposentados e pensionistas, mesmo quando há autorização do beneficiário.

A lei também determina a devolução integral e atualizada de valores descontados indevidamente em mensalidades associativas ou pagamentos de crédito consignado.

A devolução do desconto indevido deve acontecer em até 30 dias a partir da data em que a notificação for feita ou de quando houver decisão administrativa definitiva que reconheça o desconto como indevido.

Isso significa que o beneficiário não precisa esperar um novo projeto ser aprovado para contestar qualquer desconto irregular que reconheça no seu extrato de pagamento.

Confira: Como excluir descontos indevidos na aposentadoria do INSS? Veja o passo a passo

Como identificar e contestar descontos no Meu INSS

Aposentados e pensionistas podem consultar o extrato de pagamento para verificar se há valores que não reconhecem. Confira como começar:

  1. Acesse o site ou aplicativo Meu INSS e entre com sua conta gov.br
  2. Procure o extrato de pagamento do benefício
  3. Confira os valores descontados e identifique nomes de associações, mensalidades ou parcelas que você não reconheça
  4. Se encontrar um desconto suspeito, registre a contestação pelos canais oficiais do INSS e guarde os comprovantes e protocolos
  5. Se o desconto estiver relacionado a um empréstimo consignado, solicite informações e uma cópia do contrato para verificar se houve contratação e autorização

Se você suspeitar de fraude, guarde extratos, contratos, comprovantes e números de protocolo. Essas informações podem ajudar na apuração do caso.

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Leia também: Prova de vida INSS 

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Quando a pena será aprovada?

Ainda não há uma data definida para a aprovação do projeto. Na consulta à Câmara dos Deputados, o PL 3.312/2026 está aguardando a designação de relator na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

O texto também precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, depois, ser votado no Plenário da Câmara.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelas duas Casas do Congresso Nacional e passar pelas etapas finais do processo legislativo.

Até que isso aconteça, a pena de 4 a 8 anos prevista no projeto não pode ser aplicada com base nessa proposta. Outras leis e punições já existentes podem ser aplicadas conforme o caso.

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FAQ

Perguntas frequentes

Quem fez desconto indevido no INSS vai devolver o dinheiro?

Sim, nos casos abrangidos pela Lei 15.327/2026, a devolução integral e atualizada é obrigatória. Para mensalidades associativas e descontos de crédito consignado reconhecidos como indevidos, a lei prevê prazo de até 30 dias nas condições estabelecidas. O beneficiário pode contestar pelos canais oficiais do INSS.
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O projeto já está valendo?

Ainda não. O texto foi aprovado pelo Senado e segue para sanção presidencial.

Ainda tem dúvidas?

Qual é a pena prevista para quem faz desconto indevido em aposentadoria?

O projeto prevê de 4 a 8 anos de prisão, além de multa, para quem obtiver vantagem ilegal por meio de descontos não autorizados. A pena poderá aumentar em determinadas situações, mas essas regras ainda dependem da aprovação da proposta.
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Como saber se tenho desconto indevido no benefício do INSS?

Acesse o Meu INSS, entre com sua conta gov.br e consulte o extrato de pagamento. Confira se há mensalidades, cobranças ou parcelas que você não reconhece. Se encontrar algo suspeito, conteste o desconto pelos canais oficiais e guarde os protocolos.
Ainda tem dúvidas?

A Lei 15.327/2026 já proíbe descontos de associações no benefício do INSS?

Sim. A lei proíbe descontos destinados a associações, sindicatos, entidades de classe e organizações de aposentados e pensionistas nos benefícios administrados pelo INSS, mesmo quando há autorização expressa do beneficiário. Ela também prevê a devolução de valores descontados indevidamente, conforme suas regras.
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Fábela Quintiliano Fábela Quintiliano

Fábela Quintiliano é formada em Letras e atua na meutudo desde 2021. Já passou pelas áreas de análise e liderança em Customer Experience, onde desenvolveu experiência em crédito consignado. Hoje, integra o time de SEO & Conteúdo como redatora, produzindo textos sobre crédito, finanças do cotidiano e organização financeira. Também colabora na pesquisa, desenvolvimento e revisão de notícias em destaque. Apaixonada por gatos, viagens e crochê, transforma os momentos livres em inspiração e arte.

611 artigos escritos