Com alimentos e luz mais baratos, inflação tem menor alta desde 1998

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IPCA de outubro sobe apenas 0,09%, abaixo do previsto, e derruba preços de alimentos e conta de luz. Analistas já falam em corte da Selic.

A inflação deu uma trégua aos brasileiros em outubro. Com destaque para a redução nos preços dos alimentos e da conta de luz, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de apenas 0,09%, o menor avanço para meses de outubro desde 1998.

O resultado, que veio bem abaixo das expectativas do mercado, reacende o otimismo sobre a possibilidade de cortes na taxa Selic já no início de 2026

A seguir, entenda qual foi a inflação de outubro, o que ficou mais barato e quais as mudanças nas projeções econômicas.

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Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes da notícia de forma clara e objetiva:
  • A inflação de outubro foi a menor desde 1998, com um aumento de apenas 0,09% no IPCA.
  • A conta de luz teve uma queda de 2,39%, e os alimentos tiveram uma retração de 0,16%, o que contribuiu para o alívio na inflação.
  • Os produtos básicos do dia a dia também tiveram quedas significativas, como cebola (-29,74%), batata inglesa (-29,02%), alho (-20,29%) e tomate (-19,77%).
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Alimentos e conta de luz puxam inflação para baixo

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu apenas 0,09% em outubro, marcando a menor alta para o mês desde 1998 e ficando abaixo das previsões dos analistas financeiros. 

A principal explicação para esse resultado foi a queda nos custos da energia elétrica e dos alimentos consumidos no domicílio.

A conta de luz recuou 2,39%, impacto direto da mudança na bandeira tarifária, que passou da vermelha 2, com taxa extra mais alta, para a vermelha 1, com custo adicional reduzido.

Já os alimentos tiveram uma retração de 0,16%, acumulando o quinto mês consecutivo de queda. Entre os itens que mais contribuíram para o alívio nos preços estão os produtos básicos do dia a dia: 

  • A cebola caiu 29,74%
  • A batata inglesa ficou 29,02% mais barata
  • O alho teve queda de 20,29%
  • O tomate caiu 19,77

No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação está em 4,68%, a mais baixa desde janeiro. Esse movimento reforça as chances de que o IPCA feche o ano dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%.

Além de abrir espaço para possíveis cortes na Selic para 2026, que atualmente está em 15% ao ano.

Leia também: Desconto na conta de luz: como conseguir e quem tem direito

Mercado revisa projeções para inflação e juros

Com o IPCA de outubro abaixo do esperado, analistas do mercado financeiro começaram a rever suas estimativas para a inflação de 2025

O economista sênior do Banco Inter, André Valério, que anteriormente projetava o índice em 4,6% no encerramento do ano, agora vê espaço para que o IPCA feche em 4,4%, aproximando-se ainda mais da meta estipulada pelo governo.

Esse cenário mais favorável é impulsionado por fatores como a queda no preço da gasolina nas refinarias, anunciada pela Petrobras no final de outubro, e pelas promoções antecipadas da Black Friday.

Para o mês de novembro, as expectativas são de uma inflação moderada, com variação entre 0,18% e 0,19%, segundo projeções de diferentes economistas. 

No entanto, o comportamento dos preços em dezembro ainda é motivo de atenção. Por causa das festas de fim de ano, é comum que alimentos subam de preço, além do impacto sazonal sobre serviços como passagens aéreas.

Considerando esses fatores, Valério projeta uma inflação entre 0,30% e 0,40% para o último mês do ano. Já Luciano Costa, economista-chefe da corretora Monte Bravo, estima uma alta um pouco maior, em torno de 0,55%, refletindo as pressões típicas do período.

Saiba mais: O que fazer para poupar e economizar dinheiro no dia a dia

Selic pode começar a cair em 2026?

A desaceleração da inflação em outubro reforçou a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central possa iniciar uma trajetória de queda da taxa Selic já em janeiro de 2026. 

Essa perspectiva vem ganhando força entre analistas do mercado financeiro, especialmente após a divulgação da ata da última reunião do Copom, que demonstrou maior confiança na eficácia dos juros altos para controlar a inflação dentro das metas estabelecidas.

Segundo o economista Luciano Costa, esse movimento de alívio nos preços amplia a possibilidade de um corte de juros já na primeira reunião do próximo ano. 

A Selic, atualmente em 15% ao ano, é a taxa básica que serve de referência para os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e cartões de crédito

Quando ela cai, o crédito tende a ficar mais barato, o que pode beneficiar diretamente consumidores e empresas.

O economista-chefe da Reach Capital, Igor Barenboim, acredita que o Copom pode preferir aguardar até março para avaliar o comportamento da economia de forma mais ampla antes de tomar qualquer decisão. 

Ainda assim, a possibilidade de redução na Selic já traz reflexos positivos para o planejamento financeiro da população, pois pode significar menores custos com dívidas, maior acesso ao crédito e estímulo ao consumo, contribuindo para a retomada econômica.

Continue lendo: Qual a importância da Taxa Selic e o que afeta na economia

O que os consumidores podem esperar nos próximos meses

Para quem vai às compras ou precisa lidar com as contas do dia a dia, o cenário inflacionário para os próximos meses traz perspectivas mais positivas, ao menos no curto prazo. 

Para novembro, especialistas projetam um cenário semelhante, com inflação sob controle e possíveis novas quedas de preços em setores como combustíveis, eletrodomésticos e itens de cuidado pessoal, favorecidos pelas promoções da Black Friday. 

No entanto, dezembro tende a trazer uma pressão sazonal, com alta nos alimentos típicos das festas e em serviços como passagens e pacotes de viagem, o que pode provocar uma leve retomada da inflação.

De modo geral, os consumidores devem aproveitar esse momento de trégua nos preços, mas com atenção redobrada às despesas de fim de ano, quando os gastos tradicionalmente aumentam.

A desaceleração da inflação em outubro trouxe alívio para o orçamento das famílias e reforçou o otimismo do mercado sobre o controle dos preços no país. 

A combinação de alimentos mais baratos, energia com custo reduzido e estabilidade no câmbio ajudou a conter os avanços do IPCA e reacendeu as expectativas por cortes na taxa Selic. 

Ainda que o cenário futuro exija cautela, especialmente com os gastos típicos do fim de ano, o momento é visto como uma oportunidade para planejar melhor as finanças e acompanhar de perto os próximos movimentos da economia.

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FAQ

Perguntas frequentes

Por que a inflação de outubro foi baixa?

Principalmente por causa da queda nos preços de alimentos e da conta de luz, que influenciaram diretamente o IPCA.

Ainda tem dúvidas?

A queda da Selic já está confirmada?

Ainda não. Mas o resultado de outubro aumenta as chances de corte já na primeira reunião do Copom em janeiro de 2026.

Ainda tem dúvidas?

O que ficou mais barato no supermercado?

Alimentos consumidos em casa, como cebola, batata inglesa, alho e tomate, registraram nova queda nos preços.

Ainda tem dúvidas?

Qual é o impacto da inflação nas compras de fim de ano?

Com a chegada das festas, é comum que alimentos e serviços, como passagens aéreas, fiquem mais caros em dezembro.

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Aline Magalhães Aline Magalhães

Aline Magalhães é graduada em Psicologia e Gestão de Recursos Humanos. Atua na meutudo desde 2024, onde começou no mercado financeiro como Agente de Operações nos produtos de Empréstimo Consignado CLT, Saque-Aniversário, Empréstimo Consignado INSS e cartões. Hoje, está na área de marketing no time de conteúdo, escrevendo artigos sobre educação financeira, benefícios e trabalhistas. Adora ouvir música, ler e assistir séries. É apaixonada por boas narrativas e acredita no poder transformador das histórias.

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