INSS já devolveu R$ 1,3 bi a aposentados, mas 30% ainda não aderiram acordo
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já reembolsou mais de R$ 1,29 bilhão para aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos associativos ilegais.
O pagamento é resultado de um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que visa reparar irregularidades que ocorreram entre março de 2020 e março de 2025.
Ainda assim, cerca de 1 milhão de beneficiários com direito ao dinheiro não procuraram o INSS para assinar o termo de adesão e garantir o ressarcimento.
A devolução dos valores começou em julho, e os pagamentos são realizados até três dias úteis após a adesão. Confira como fazer a solicitação do reembolso e o prazo final a seguir.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes sobre a notícia:
- O INSS já devolveu mais de R$ 1,29 bilhão a aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos associativos ilegais, resultado de um acordo homologado pelo STF, que visa reparar irregularidades ocorridas entre março de 2020 e março de 2025.
- Cerca de 1 milhão de beneficiários com direito ao dinheiro ainda não procuraram o INSS para assinar o termo de adesão e garantir o ressarcimento.
- O prazo final para adesão é 14 de novembro de 2025, após isso, os beneficiários correm o risco de perder o direito ao dinheiro.
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O que é o reembolso dos descontos ilegais do INSS?
Trata-se da devolução de valores cobrados indevidamente dos aposentados e pensionistas por entidades de classe, sem autorização válida.
Esses descontos foram realizados diretamente na folha de pagamento do INSS e, em muitos casos, sem conhecimento dos segurados.
Com a homologação do acordo pelo STF, os valores passaram a ser restituídos a quem sofreu essas cobranças irregulares. Até agora, 2,3 milhões de pessoas já aderiram, enquanto 954 mil ainda não solicitaram o reembolso.
Quem tem direito ao reembolso dos descontos?
Os beneficiários do INSS que se enquadram em uma das seguintes situações podem aderir ao acordo:
- Sofreram descontos indevidos entre março de 2020 e março de 2025
- Contestaram os descontos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis
- Receberam resposta da entidade, mas os documentos apresentados foram fraudulentos (por exemplo, assinaturas falsas)
- Têm processos judiciais em andamento e ainda não foram ressarcidos pela via judicial. Nesses casos, é necessário desistir da ação para aderir ao acordo.
Importante: Para quem já acionou a Justiça, o INSS se compromete a pagar 5% de honorários advocatícios, desde que a ação tenha sido movida antes de 23 de abril de 2025.
Vale a pena assinar o acordo?
Essa é uma dúvida comum. O acordo proposto pelo INSS garante apenas a devolução simples do valor descontado. No entanto, quem optar por buscar seus direitos na Justiça pode ter direito a:
- Restituição em dobro dos valores pagos indevidamente (conforme o artigo 940 do Código Civil)
- Indenização por danos morais, que podem variar entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, dependendo do caso.
Segundo o advogado previdenciário Rômulo Saraiva, esse tipo de ação pode levar até dois anos nos Juizados Especiais Federais. Ele alerta que o acordo oferecido é desfavorável aos segurados, especialmente porque não contempla essas indenizações.
Saiba mais: Ressarcimento de desconto indevido do INSS: como funciona?
Como saber se você tem direito à devolução?
O próprio INSS identifica automaticamente os beneficiários com direito ao reembolso. No entanto, é necessário acessar o aplicativo ou site Meu INSS para verificar a opção e aderir ao acordo.
Quem não fizer isso até o prazo estabelecido, corre o risco de perder o direito ao dinheiro.
Além disso, o segurado pode ter recebido um aviso via carta, e-mail ou mensagem no celular. Em caso de dúvidas, é recomendado buscar orientação jurídica ou entrar em contato diretamente com o INSS.
Os valores são corrigidos pela inflação e depositados na mesma conta em que o aposentado ou pensionista já recebe o benefício mensal do INSS. Isso traz mais segurança ao processo e evita golpes.
O valor médio pago por segurado até o momento foi de R$ 554,20, mas pode variar de acordo com o tempo e o valor das cobranças indevidas.
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O que acontece se você não aderir ao acordo?
Quem não assinar o termo de adesão até 14 de novembro de 2025 poderá ficar sem o reembolso, a depender da decisão final do INSS.
O presidente da autarquia já adiantou que a prorrogação do prazo será analisada conforme a adesão dos segurados.
“A gente vai verificar quantas pessoas fizeram [o acordo] para verificar se a gente posterga ou não [esse prazo].”, diz presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.
INSS contesta 44 entidades por irregularidades
Até o momento, 44 entidades de classe foram formalmente contestadas pelo INSS por práticas fraudulentas, como falsificação de assinatura ou ausência de autorização dos descontos.
O caso expôs uma rede de fraudes que, por anos, passou despercebida por órgãos de controle.
Entenda: Golpes mais comuns no INSS e como aposentados podem evitar
A atuação dessas associações afetou milhões de aposentados e pensionistas, principalmente aqueles com menor nível de escolaridade ou acesso limitado à informação.
Como acompanhar meu benefício e evitar surpresas?
Para evitar que esse tipo de problema se repita, a plataforma de crédito meutudo lançou a campanha Sem Susto no INSS. A ação tem como foco principal a transparência e o acesso à informação sobre os benefícios dos segurados.
Uma das principais ferramentas da campanha é o Meu Benefício, um recurso gratuito que permite acompanhar todos os detalhes do seu benefício do INSS de forma prática, pelo celular.
Com ele, o aposentado pode identificar rapidamente qualquer desconto inesperado, evitando prejuízos e preocupações no futuro.
Se você é aposentado ou pensionista, vale muito a pena usar a plataforma para se proteger de cobranças indevidas, além de acompanhar detalhes como margem consignável, extratos do benefício e mais.
A devolução dos valores cobrados indevidamente pelo INSS representa um importante passo para corrigir injustiças cometidas contra aposentados e pensionistas.
No entanto, com quase 1 milhão de pessoas ainda sem solicitar o reembolso, é essencial ampliar a divulgação e facilitar o acesso ao acordo para devolução dos valores cobrados.
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Perguntas frequentes
Quem não assinou o acordo ainda pode pedir o reembolso ao INSS?
Sim, desde que o faça até 14 de novembro de 2025, conforme o prazo atual estabelecido pelo INSS. Esse prazo pode ser revisto futuramente, segundo o presidente do INSS.
É possível reaver o dinheiro descontado mesmo com o processo na Justiça?
Sim, mas será necessário desistir da ação para aderir ao acordo administrativo.
Quanto tempo leva para o reembolso do INSS cair na conta?
O pagamento é feito em até três dias úteis após a assinatura do termo de adesão.
O que fazer se desconfio de um desconto indevido?
Você pode consultar no site ou aplicativo Meu INSS, que mostra detalhadamente todos os descontos no seu benefício, e verificar se consta algum desconto não reconhecido.
Preciso contratar advogado para aderir ao acordo do INSS?
Não é obrigatório. A adesão pode ser feita diretamente pelo site ou aplicativo Meu INSS, gratuitamente e sem a necessidade de um advogado.
Aplicativo bem fácil de usar
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
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