Legalidade do trabalho intermitente segue em julgamento no STF

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Saiba como o julgamento no STF pode encerrar o contrato de trabalho intermitente e o que isso significa para o mercado de trabalho.

O Supremo Tribunal Federal (STF) segue em julgamento sobre a constitucionalidade do trabalho intermitente, modalidade de contrato introduzida pela reforma trabalhista de 2017. 

Este tipo de trabalho tem gerado debates sobre seus impactos nos direitos trabalhistas e na economia brasileira. 

Confira os principais pontos desse julgamento, como ele pode afetar o mercado de trabalho e as opiniões divergentes entre os ministros.

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Resumo da notícia
  • STF está julgando a legalidade do trabalho intermitente, introduzido em 2017 pela reforma trabalhista.
  • Trabalho intermitente gera debates sobre impactos nos direitos trabalhistas e na economia brasileira.
  • Modelo permite flexibilidade, mas é criticado por precarizar direitos, como férias e 13º salário.
  • Ministros do STF divididos: alguns apoiam por aumentar acesso ao mercado, outros consideram violação da dignidade do trabalhador.
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Problematização do trabalho intermitente

O trabalho intermitente CLT permite que o empregado seja chamado a trabalhar conforme a demanda, sem jornada fixa e recebendo o valor proporcional às horas trabalhadas. 

O argumento de que esse regime de trabalho precariza os direitos dos trabalhadores devido à menor oferta de segurança financeira é um ponto bastante citado.

Sindicatos e organizações de trabalhadores consideram o modelo um retrocesso nas conquistas trabalhistas, pois já que não há a garantia de oferta de trabalho, se torna ainda mais difícil dos trabalhadores dessa modalidade terem acesso a direitos trabalhistas essenciais como férias remuneradas e 13º salário.

Além disso, há preocupações sobre a violação do princípio da dignidade do trabalhador, previsto na Constituição. 

Para alguns, essa forma de contrato pode criar condições de exploração, enquanto defensores do regime afirmam que ele oferece flexibilidade tanto para trabalhadores quanto para empregadores.

Saiba mais: O que é seguro de proteção financeira e quando contratar?

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Como funciona o trabalho intermitente

O contrato de trabalho intermitente segue as regras estabelecidas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). 

Neste modelo, o empregado é chamado para prestar serviços quando necessário, alternando entre períodos de atividade e inatividade, conforme a necessidade do empregador.

Quando convocado, o trabalhador tem o direito de aceitar ou recusar a chamada, sem prejuízos ao contrato. 

O pagamento é feito pelas horas ou dias trabalhados, acrescidos de férias proporcionais, 13º salário e FGTS, garantindo ao trabalhador alguns benefícios previstos na CLT, mesmo que em valores proporcionais ao tempo de serviço.

Saiba mais: Calculadora de férias proporcionais

Votação: quem foi contra e a favor

No julgamento do STF sobre o trabalho intermitente, a votação tem se mostrado notavelmente dividida entre os ministros.

Ministros que apoiam o modelo argumentam que a modalidade aumenta o acesso ao mercado de trabalho e oferece flexibilidade tanto para empresas quanto para trabalhadores, especialmente em setores sazonais.

O ministro André Mendonça, favorável à constitucionalidade do trabalho intermitente, destacou que essa pode ser um meio-termo entre a informalidade e o emprego formal, pois garante direitos ao trabalhador, mas também oferece maior flexibilidade na rotina.

Anteriormente, os ministros Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes também se manifestaram a favor da legalidade desse modelo.

Entenda: Quais são os benefícios obrigatórios da CLT?

Já os ministros contrários ao contrato intermitente argumentam que ele fere a dignidade humana e não garante a segurança financeira necessária aos trabalhadores. 

Foi enfatizado que o modelo pode aumentar a incerteza financeira, especialmente em períodos de baixa demanda.

Edson Fachin e Rosa Weber declararam o trabalho intermitente inconstitucional, ressaltando que, embora a Constituição não proíba essa modalidade, a Reforma Trabalhista não estabelece critérios adequados para proteger direitos básicos, como o pagamento de pelo menos um salário mínimo.

O especialista Escuder sugere que essas preocupações poderiam ser resolvidas com regulamentações específicas que definam requisitos mínimos de remuneração e previsibilidade de jornada, garantindo a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores.

Leia também: O que diz a CLT sobre a carga horária mensal?

É o fim do trabalho intermitente na CLT?

Com o julgamento em curso, ainda não há uma decisão final sobre o futuro do trabalho intermitente na CLT. 

No entanto, independentemente do resultado, a decisão do STF impactará consideravelmente empresas e trabalhadores que operam sob essa modalidade.

Caso o STF declare o contrato inconstitucional, haverá uma mudança nas relações de trabalho, com empresas sendo obrigadas a revisar seus contratos e adaptar seus modelos de contratação. 

Por outro lado, se for mantida a constitucionalidade, o modelo continuará a ser uma opção de contratação, ainda que com possíveis ajustes.

Confira: Calculadora de dias trabalhados e salário proporcional

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FAQ

Perguntas frequentes

O contrato de trabalho intermitente é inconstitucional ou não?

A constitucionalidade do contrato de trabalho intermitente está em julgamento no STF. Alguns ministros o consideram inconstitucional por não garantir direitos básicos, como o salário mínimo, enquanto outros defendem que ele amplia as oportunidades de emprego e oferece flexibilidade.

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Quais os tipos de contrato de trabalho na CLT?

Os principais tipos de contrato de trabalho previstos na CLT são: contrato por tempo indeterminado, contrato por tempo determinado, contrato de experiência, contrato intermitente (para trabalho não contínuo) e contrato de aprendizagem (para jovens em qualificação).

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Quais são os direitos do trabalhador intermitente na CLT?

O trabalhador intermitente tem os seguintes direitos na CLT: salário proporcional ao tempo trabalhado, férias e 13º salário proporcionais, FGTS, descanso semanal remunerado, INSS, e, em caso de demissão sem justa causa, aviso prévio e seguro-desemprego (se cumprir os requisitos).

Ainda tem dúvidas?

O que acontece se o STF declarar o trabalho intermitente inconstitucional?

Se o STF declarar o trabalho intermitente inconstitucional, as empresas precisarão ajustar seus contratos e adotar outras formas de contratação, como os contratos por tempo determinado ou indeterminado, impactando diretamente quem utiliza esse modelo.

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Victória Maymone Victória Maymone

Victória Maymone é graduanda em Letras Inglês e faz parte da meutudo desde 2021. Atuou como especialista de Customer Success, onde se aprofundou no mercado de crédito consginado, e atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo. Produz conteúdos sobre crédito, finanças pessoais e demais temas do mercado financeiro. Nos momentos livres, gosta de estar com seus pets e assistir séries.

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