Copom diz que queda da Selic deve ser pausada pelos riscos de alta inflação

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Ata do Copom desta terça (23) aponta incerteza sobre novos cortes na Selic. Inflação alta e conflitos no Oriente Médio travam o ciclo.

A Selic caiu pela terceira vez seguida, de 14,50% para 14,25% ao ano. Isso é o que mostra a ata divulgada nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, que também deixou claro que os próximos passos não estão garantidos.

A justificativa é que, com a inflação superando as projeções, a probabilidade de novas altas nos preços supera a chance de redução. 

Isso coloca o Banco Central numa situação delicada, tendo que equilibrar a queda dos juros com o controle dos preços.

A seguir, você vai entender como está a Selic hoje, o que preocupa o Banco Central e o que isso muda no seu bolso.

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Resumo da notícia
  • Aqui estão as 5 informações mais relevantes sobre a notícia:
  • A Taxa Selic caiu para 14,25% ao ano, o terceiro corte consecutivo, mas o Banco Central pode pausar a queda devido aos riscos de alta inflação.
  • A inflação superou as projeções do Banco Central, que prevê 3,7%, e o IPCA atingiu 4,72% em maio, rompendo o limite.
  • Fatores como guerra no Oriente Médio, El Niño, mercado de trabalho aquecido e dólar alto pressionam a inflação e dificultam o controle dos preços.
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Como está a taxa Selic e qual a previsão dos próximos meses

A Taxa Selic caiu para 14,25% ao ano na última quarta-feira (17), após decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom). 

Foi o terceiro corte consecutivo do ciclo iniciado em março de 2026, quando os juros estavam em 15% ao ano.

Na prática, quem possui dívidas com juros variáveis, como cartão de crédito rotativo ou cheque especial, costuma ser beneficiado pela redução da Selic, que barateia o crédito no mercado.

Contudo, o Banco Central indicou que a redução dos juros pode perder força. Segundo a ata do Copom, alternar pausas e retomadas no ciclo de cortes traria maior estabilidade econômica, permitindo que a inflação atinja a meta no início de 2028.

Isso indica que a reunião de agosto pode não ter novos cortes, já que enquanto alguns economistas já preveem uma pausa, outros ainda esperam uma redução final de 0,25%, antes da interrupção do ciclo pelo Banco Central.

Leia também: Qual a importância da Taxa Selic e o que afeta na economia

Risco de alta na inflação acima da meta prevista

O Banco Central projeta 3,7%, mas teme que o índice supere esse patamar nos próximos meses. A meta inflacionária brasileira é 3%, com teto de 4,5%.

Em maio, o IPCA atingiu 4,72%, rompendo o limite. O Banco Central cita conflitos no Oriente Médio como causa para preços acima das expectativas iniciais registradas.

Riscos como guerras, El Niño, mercado de trabalho aquecido e dólar alto pressionam a inflação. Esses fatores dificultam o controle rigoroso de preços pela autoridade monetária.

Por outro lado, a desaceleração econômica, queda global das commodities ou melhora na geopolítica mundial podem auxiliar na redução da inflação e estabilizar o cenário econômico nacional.

Os principais riscos que podem fazer a inflação subir ainda mais são:

  • Guerra no Oriente Médio: o conflito elevou o preço do petróleo e dos combustíveis, que contamina os preços de quase tudo na economia
  • El Niño mais forte: fenômeno climático que pode prejudicar a produção agrícola e encarecer os alimentos
  • Mercado de trabalho aquecido: com desemprego baixo e salários subindo acima da produtividade, as pessoas gastam mais, o que pressiona os preços
  • Câmbio depreciado: dólar mais caro encarece produtos importados e matérias-primas

Por outro lado, existem fatores que podem ajudar a inflação a cair, como uma desaceleração mais forte da economia, queda nos preços das commodities no mundo ou uma melhora no cenário geopolítico.

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O que causou esse cenário?

O principal gatilho foi a guerra no Oriente Médio, que começou a afetar os preços de forma mais intensa do que o Banco Central esperava. 

O Banco Central explica que há dúvidas tanto sobre o tamanho dos problemas que já estão acontecendo, como a guerra no Oriente Médio e problemas que ainda podem surgir, como os efeitos do El Niño.

Internamente, o baixo desemprego e o aumento salarial acima da produtividade elevam o consumo, gerando inflação por excesso de demanda.

O Banco Central também reforçou a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas para o controle da inflação em meio às novas iniciativas do governo federal em ano eleitoral. 

A referência, segundo analistas, inclui os programas de crédito subsidiado lançados recentemente, como o Move Brasil, que estimulam o consumo e podem pressionar ainda mais os preços.

O resultado é que o Banco Central se vê diante de um dilema: continuar cortando os juros para aliviar a economia ou segurar o processo para garantir que a inflação volte à meta.

Saiba mais: O que é CDI e como ele influencia os investimentos? 

O que esperar e como se comportar diante da inflação?

Com juros ainda altos e inflação acima da meta, o momento pede atenção redobrada com o orçamento. Não é hora de assumir dívidas caras ou parcelar compras no cartão sem planejamento, quem organiza as finanças agora sai na frente quando o cenário melhorar.

O primeiro passo é mapear as dívidas que você já tem, como cartões de crédito rotativo, cheque especial e empréstimo pessoal, que são as linhas com juros mais altos do mercado e as que mais pesam no orçamento quando a Selic demora a cair. 

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FAQ

Perguntas frequentes

A Selic caiu em junho de 2026?

Sim. O Copom reduziu a taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano na reunião de junho, o terceiro corte consecutivo do ciclo iniciado em março de 2026.
Ainda tem dúvidas?

A Selic vai continuar caindo?

O Copom sinalizou cautela, condicionando novos cortes à evolução da inflação e da atividade econômica. Não há garantia de ritmo ou extensão dos cortes.

Ainda tem dúvidas?

O que é a taxa Selic e por que ela importa?

A Selic é a taxa básica de juros brasileira, ajustada pelo Copom periodicamente. Ela baliza o mercado: sua queda barateia o crédito, enquanto sua alta encarece empréstimos e financiamentos.
Ainda tem dúvidas?

O que fazer com as dívidas num cenário de juros altos?

Troque dívidas caras, como cartão e cheque especial, por opções baratas como o consignado CLT ou INSS. Isso garante economia mensal enquanto a Selic não cai.
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Matheus Nonato Matheus Nonato

Graduando em Jornalismo e parte da meutudo desde 2026, produz conteúdos sobre finanças, direitos trabalhistas, educação financeira e benefícios públicos. Nascido e criado em São Paulo, fora do trabalho ama esportes, cinema e música.

91 artigos escritos