30% dos Microempreendedores Individuais já foram CLT. Comparação entre salário PJ x CLT mostra diferença entre categorias de trabalho.
A comparação entre o salário PJ x CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é um dos pontos fundamentais a analisar antes de escolher o modelo de trabalho em que você quer atuar.
Nos últimos anos, quase 5 milhões de trabalhadores com carteira assinada se tornaram Microempreendedores Individuais (MEIs), segundo um estudo feito pelo Ministério do Trabalho.
Esses dados levantam o questionamento se vale a pena trocar o regime de trabalho de CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para PJ (Pessoa Jurídica).
A seguir, aprenda mais sobre o estudo referente à transição de trabalhadores CLT para MEI e entenda se essa mudança vale a pena para você.
Quase 5 milhões de trabalhadores com carteira assinada migraram para o regime de Microempreendedor Individual (MEI) entre janeiro de 2022 e março de 2026, segundo estudo do Ministério do Trabalho. A mudança ocorre principalmente devido à pejotização, onde trabalhadores deixam o regime CLT para atuar como Pessoa Jurídica, perdendo direitos trabalhistas, mas com custos menores para as empresas. O tema está em análise no Supremo Tribunal Federal, que debate os limites entre prestação de serviços legítima e relação de emprego disfarçada.
Número de trabalhadores que migraram de CLT para MEI: quase 5 milhões (jan/2022 a mar/2026)
Percentual de MEIs que eram trabalhadores com carteira assinada: 30%
Total atual de MEIs no Brasil: 16,75 milhões
Direitos perdidos na pejotização: FGTS, férias remuneradas, 13º salário
Estudo do Ministério do Trabalho mostra transição de CLTs para MEI
Um estudo realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica um aumento na migração do regime CLT para o regime de Pessoa Jurídica nos últimos anos.
A pesquisa mostra que 30% dos MEIs que existem atualmente no Brasil, eram trabalhadores com carteira assinada antes de se tornarem PJ, segundo dados divulgados pela Folha de São Paulo.
Aproximadamente 5 milhões de pessoas desligadas de empregos formais entre janeiro de 2022 e março de 2026 migraram para o regime de Pessoa Jurídica.
Na maioria dos casos, a mudança de regime aconteceu no mesmo mês ou no mês seguinte ao desligamento do emprego formal.
Atualmente, o Brasil tem 16,75 milhões de pessoas enquadradas como MEI, mas isso nem sempre significa que a pessoa tem seu próprio negócio, por conta do aumento da pejotização.
A forma de trabalho nem sempre muda: entenda pejotização
A pejotização acontece quando um trabalhador é contratado por uma empresa para prestar serviços não como pessoa física, mas como uma empresa prestadora de serviços.
Na realidade, o trabalhador presta serviços para uma única empresa, desempenhando suas funções de forma semelhante a um trabalhador CLT.
Logo, ao invés de ter todos os direitos trabalhistas que vêm junto à carteira assinada, ele é contratado como PJ, ficando responsável por suas contribuições ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e perdendo direitos como FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), férias remuneradas e 13º salário.
Desde a Reforma Trabalhista de 2017, é permitido que uma empresa contrate um trabalhador como prestador de serviços, desde que a atuação aconteça de forma autônoma e sem subordinação.
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Empresas e governo têm impactos diferentes
Quando uma empresa contrata um trabalhador como PJ ao invés de CLT, a contratação fica mais barata, pois o contratante não precisa arcar com custos como o FGTS, férias remuneradas e 13º salário.
Naturalmente, acaba sendo mais vantajoso para quem contrata do que para o trabalhador, porém, esse fenômeno tem se tornado cada vez mais comum.
No entanto, o aumento desse modelo também tem levantado preocupações do governo em relação ao sustento da Previdência Social, assim como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Isso acontece porque, com as contratações PJ se popularizando, há uma redução nos valores depositados nestes sistemas, que são utilizados para financiar projetos públicos e para cuidar dos próprios trabalhadores em momentos de necessidade.
O tema está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a validade das diferentes formas de contratação por Pessoa Jurídica.
No debate, está sendo avaliada a definição dos limites entre uma prestação de serviços legítima e uma relação de emprego que deveria ser registrada como contrato entre pessoas jurídicas.
Qual vale mais a pena? Calculadora mostra diferença
Para te ajudar a escolher qual modelo vale mais a pena para você, criamos acalculadora PJ x CLT, que permite calcular de forma simplificada qual proposta faz mais sentido.
Nela, você pode inserir todos os dados da proposta de trabalho e avaliar se faz mais sentido ser contratado como CLT ou como PJ. Confira nossa ferramenta gratuita abaixo:
Calculadora de CLT x PJ
CLT(Pessoa física)
Salário bruto
(-) Descontos
Desconto INSS
Desconto IRFF
Desconto Vale-transporte
Desconto plano de saúde
Desconto Vale-alimentação
R$ 300
(+) Benefícios
Vale alimentação
Férias
Décimo terceiro
FGTS
Plano de Saúde
Vale transporte
Demais benefícios
Salário líquido
PJ (Pessoa jurídica)
Salário bruto
(-) Descontos
Contador (mensalidade)
Desconto INSS
Desconto IRPJ/DAS
Outras Despesas
(+) Benefícios
Auxílio alimentação
Plano de Saúde
Auxílio transporte
Demais benefícios
Salário líquido
Para igualar seu salário líquido CLT, você deve ganhar este valor bruto como PJ
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Ao analisar migrar para PJ, é essencial avaliar não só o valor total a receber, mas também os custos para a manutenção do CNPJ e os direitos incluídos na proposta, para garantir que o modelo seja adequado e benéfico para você.
Ou seja, compare o salário bruto em ambos regimes, considere os descontos e impostos, e os benefícios CLT em comparação aos custos de benefícios como Pessoa Jurídica.
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FAQ
Perguntas frequentes
O que são CLT e PJ?
CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) é o regime de contratação formal no Brasil, oferecendo direitos como férias, 13º salário e FGTS. Já PJ (Pessoa Jurídica) refere-se ao trabalhador que presta serviços como uma empresa, com maior autonomia e responsabilidade sobre seus próprios impostos.
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Como fazer um comparativo CLT x PJ?
Para comparar CLT e PJ, analise o salário bruto em ambos os regimes, considere os descontos e impostos aplicáveis, e avalie os benefícios no CLT em relação aos custos de benefícios no PJ.
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Qual o cálculo de salário CLT para PJ?
Para calcular o salário de CLT para PJ, considere o salário CLT total, somando ao seu salário líquido mensal os valores referentes a benefícios como 13º salário e férias proporcionais. Em seguida, determine o salário PJ, reduzindo do salário bruto CLT os impostos do regime PJ, como ICMS e ISS.
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Como mudar de regime CLT para PJ?
Para mudar de CLT para PJ, registre-se como Pessoa Jurídica e obtenha um CNPJ para formalizar sua empresa. Em seguida, negocie um contrato de prestação de serviços com clientes ou empresas, definindo claramente suas responsabilidades e benefícios.
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O que é pejotização?
Pejotização é a prática ilegal de contratar um trabalhador como PJ para evitar as obrigações da CLT, embora ele cumpra atividades típicas de um funcionário CLT.
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Quais direitos o trabalhador perde na pejotização?
FGTS, férias remuneradas, 13º salário, seguro-desemprego e estabilidade gestacional são os principais.
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Lisandra Pinheiro
Lisandra Pinheiro é graduanda em Letras e faz parte da meutudo desde 2021. Começou na área de Customer Experience, e hoje, atua como redatora na equipe de Conteúdo. Se dedica especialmente a artigos previdenciários, trabalhistas e financeiros, ajudando as pessoas a se educarem sobre seus direitos e finanças. Nas horas vagas, adora apreciar um cafezinho e escrever poesia.