Câmara defende escala 5×2 com redução da jornada para 40 horas; veja

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Fim da escala 6x1 volta ao debate no Congresso. Governo defende escala 5x2 e jornada de 40 horas semanais sem redução salarial.

O debate sobre o fim da escala 6×1 voltou a ganhar destaque no Congresso Nacional após discussões recentes sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil. 

A proposta em análise envolve a redução da carga semanal e a adoção de modelos considerados mais equilibrados para trabalhadores.

Entre as possibilidades analisadas está a escala de trabalho 5×2, modelo já adotado por diversas empresas.

A seguir, confira como está o debate sobre o fim da escala 6×1, quais modelos de jornada estão sendo discutidos e quando a proposta pode avançar no Congresso.

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Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes sobre a notícia:
  • A Câmara defende a escala 5x2 com redução da jornada para 40 horas semanais, considerada mais equilibrada e viável para trabalhadores.
  • A escala 5x2 é um modelo de jornada em que o trabalhador trabalha 5 dias na semana e tem 2 dias de descanso, sendo um dos modelos mais amplamente adotados no Brasil.
  • O ministro do Trabalho afirmou que a redução gradual da carga horária pode ser um caminho para melhorar as condições de trabalho sem gerar impactos abruptos para as empresas.
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Debate sobre o fim da escala 6×1 ganha força após discussão no Congresso

O debate sobre o fim da escala 6×1 voltou ao centro das discussões após uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados na terça-feira (10).

Durante o encontro, o ministro do Trabalho destacou que a alternativa considerada mais viável neste momento seria a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mantendo o salário integral dos trabalhadores.

Segundo ele, a proposta poderia ser implementada junto com a adoção mais ampla da escala de trabalho 5×2, modelo que garante dois dias de descanso por semana.

Na audiência realizada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o ministro também afirmou que, neste momento, a mudança mais realista seria justamente a adoção da escala 5×2 com 40 horas semanais, e não a redução imediata para 36 horas semanais.

A discussão ocorre em meio a propostas legislativas que buscam modernizar as regras de jornada de trabalho no país. 

Para o governo, a redução gradual da carga horária pode ser um caminho para melhorar as condições de trabalho sem gerar impactos abruptos para as empresas.

Dados do Ministério do Trabalho indicam que grande parte dos trabalhadores formais já seguem esse modelo. 

Segundo levantamento da pasta, cerca de dois terços dos vínculos de trabalho com carteira assinada, aproximadamente 29,7 milhões de empregos, já funcionam no formato 5×2. 

Isso reforça o argumento de que a mudança poderia ser implementada de forma gradual no mercado de trabalho brasileiro.

Leia mais: Descanso curto da escala 6×1 é a maior dificuldade para 51%

Escala 5×2: como funciona o modelo defendido pelo governo

A escala 5×2 é um modelo de jornada em que o trabalhador exerce suas atividades durante cinco dias na semana e tem dois dias de descanso. 

Essa proposta é defendida pelo governo como uma alternativa ao modelo tradicional 6×1, que prevê apenas um dia de folga semanal.

Na proposta em debate, a jornada máxima passaria a ser de 40 horas semanais, sem redução salarial. 

Isso significa que os trabalhadores continuariam recebendo o mesmo salário, mas com uma carga horária menor em comparação ao limite atual de 44 horas semanais.

Em muitos casos, os dois dias de descanso seriam consecutivos, geralmente sábado e domingo, embora a organização das folgas possa variar de acordo com o setor ou com convenção coletiva de trabalho.

A ideia central da proposta é melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, oferecendo mais tempo de descanso e convivência familiar aos trabalhadores. 

Além disso, a escala 5×2 é vista como um passo inicial para a possível redução gradual da jornada no país e para o avanço do debate sobre o fim da escala 6×1.

Saiba mais: Principais direitos trabalhistas que você precisa saber

Redução para 36 horas semanais e escala 4×3 foram abordadas

Além da proposta de 40 horas semanais, o Congresso também discute projetos que preveem uma redução ainda maior da jornada de trabalho no país. Uma das propostas é a PEC 221/2019, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). 

O texto sugere reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas, mas sem alterar necessariamente o modelo de escala. 

Nesse caso, seria possível manter formatos como o 6×1, porém com menos horas de trabalho por dia. 

A proposta prevê ainda uma transição gradual de até dez anos para adaptação das empresas e do mercado de trabalho.

Outra proposta em debate é a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP) e outros parlamentares. 

Esse projeto propõe uma mudança mais profunda, estabelecendo 36 horas semanais com a adoção da escala 4×3, ou seja, quatro dias de trabalho e três dias de descanso. 

O texto prevê uma implementação mais rápida, com prazo de transição de cerca de um ano.

Apesar dessas discussões, o ministro do Trabalho afirmou que, neste momento, os estudos do governo apontam que a mudança considerada mais viável seria a redução da jornada para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.

Segundo ele, uma redução direta para 36 horas semanais exigiria um planejamento mais detalhado e um período maior de adaptação para empresas e trabalhadores. 

O ministro destacou que o governo não descarta essa possibilidade no futuro, mas entende que a prioridade atual é implementar primeiro a jornada de 40 horas com dois dias de descanso, dentro do modelo de escala de trabalho 5×2.

Ainda assim, o governo afirma que não é contrário à continuidade do debate sobre jornadas menores. 

De acordo com o ministro, há uma tendência internacional de redução da carga de trabalho, e vários países desenvolvidos já operam com médias próximas ou inferiores a 36 horas semanais.

Entenda: Quantas horas pode trabalhar sem intervalo​? Regras da CLT

Especialistas e setores produtivos divergem sobre impactos da mudança

O debate sobre o fim da escala 6×1 também divide opiniões entre especialistas, representantes do governo e setores produtivos. 

Parte do empresariado demonstra preocupação com possíveis aumentos de custos trabalhistas, além do risco de redução de vagas ou crescimento da informalidade caso as empresas precisem contratar mais funcionários para compensar a jornada menor.

Por outro lado, especialistas que defendem a mudança afirmam que a redução da jornada pode trazer benefícios econômicos e sociais. 

Dados da Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho indicam que a transição para jornadas menores pode ser viável e estratégica.

Já que cerca de dois terços dos trabalhadores com carteira assinada já atuam na escala de trabalho 5×2, mesmo mantendo a carga atual de 44 horas semanais.

Estudos apontam ainda que o impacto financeiro da redução para 40 horas semanais seria relativamente limitado, estimado em cerca de 4,7% da massa salarial, com variações conforme o setor da economia. 

Pesquisas também indicam que jornadas menores podem aumentar o engajamento dos trabalhadores e melhorar a produtividade.

Segundo análises de economistas e centros de pesquisa, quando a produtividade cresce, os salários acompanham esse avanço.

Assim, o resultado tende a ser positivo para o mercado de trabalho e para a economia como um todo, além de contribuir para um melhor equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida.

Continue lendo: Qualidade de vida no trabalho: o que é, importância e dicas

Quando a proposta pode avançar para implementação?

Apesar do avanço das discussões, o fim da escala 6×1 ainda depende de diversas etapas no Congresso Nacional antes de se tornar realidade.

Neste momento, a proposta passa pela fase de análise de admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Caso seja considerada constitucional, o texto seguirá para avaliação do mérito em uma comissão especial, responsável por discutir os detalhes da proposta.

Somente depois dessa etapa o projeto poderá ser levado para votação no plenário da Câmara.

A expectativa de parlamentares envolvidos no debate é que o tema possa avançar para votação por volta de maio, dependendo do andamento das negociações políticas e das discussões técnicas.

Mesmo assim, especialistas apontam que mudanças na jornada de trabalho costumam exigir debates prolongados, já que envolvem impactos econômicos e sociais relevantes.

Para muitos trabalhadores, o debate sobre o fim da escala 6×1 representa a possibilidade de mudanças importantes na organização da jornada no país. 

Apesar de ainda estar em fase de discussão no Congresso, propostas como a adoção da escala de trabalho 5×2 e a redução para 40 horas semanais indicam que o tema deve continuar no centro das discussões sobre o futuro do trabalho no Brasil. 

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FAQ

Perguntas frequentes

O que é a escala 6×1?

A escala 6×1 é um modelo de jornada em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso.

Ainda tem dúvidas?

O que significa escala 5×2?

A escala de trabalho 5×2 funciona com cinco dias de trabalho e dois dias de folga, geralmente aos fins de semana.

Ainda tem dúvidas?

A redução para a escala 5×2 já foi aprovada no Brasil?

Não. A proposta ainda está em discussão no Congresso e passa por etapas legislativas antes de qualquer possível aprovação.

Ainda tem dúvidas?

A jornada de 36 horas semanais pode ser aprovada?

Existe uma proposta em análise que prevê 36 horas semanais, mas o governo considera que a prioridade atual seria reduzir primeiro para 40 horas semanais.

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Aline Magalhães Aline Magalhães

Aline Magalhães é graduada em Psicologia e Gestão de Recursos Humanos. Atua na meutudo desde 2024, onde começou no mercado financeiro como Agente de Operações nos produtos de Empréstimo Consignado CLT, Saque-Aniversário, Empréstimo Consignado INSS e cartões. Hoje, está na área de marketing no time de conteúdo, escrevendo artigos sobre educação financeira, benefícios e trabalhistas. Adora ouvir música, ler e assistir séries. É apaixonada por boas narrativas e acredita no poder transformador das histórias.

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