Parceria entre varejo e governo busca ser porta de saída do Bolsa Família

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O Programa Acredita conecta inscritos do CadÚnico a vagas no varejo e oferece cursos profissionalizantes para promover a saída do Bolsa Família.

O setor varejista do Brasil firmou uma parceria com o governo federal para criar oportunidades de emprego para beneficiários do Bolsa Família.

A iniciativa visa conectar inscritos do CadÚnico a vagas no varejo e incentivar a transição para o mercado formal.

A ação foi anunciada em São Paulo, com foco em grandes centros comerciais como o Brás e o Bom Retiro, que atualmente enfrentam escassez de mão de obra, especialmente em funções básicas.

A parceria também inclui programas de qualificação profissional e apoio à inserção no mercado de trabalho.

O projeto faz parte do programa Acredita no Primeiro Passo, do Ministério do Desenvolvimento Social, que oferece cursos e suporte para quem busca o primeiro emprego ou deseja abrir o próprio negócio. Saiba mais, a seguir.

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Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes da notícia em bullet points:
  • A parceria entre o setor varejista e o governo federal visa criar oportunidades de emprego para beneficiários do Bolsa Família, conectando-os a vagas no varejo e incentivando a transição para o mercado formal.
  • A iniciativa foi anunciada em São Paulo e foca em grandes centros comerciais como o Brás e o Bom Retiro, que enfrentam escassez de mão de obra, especialmente em funções básicas.
  • A parceria inclui programas de qualificação profissional e apoio à inserção no mercado de trabalho, e faz parte do programa "Acredita no Primeiro Passo", do Ministério do Desenvolvimento Social.
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Como a parceria vai funcionar?

Com a adesão ao programa, grandes redes varejistas associadas ao Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) terão acesso a informações dos inscritos no CadÚnico, garantindo que possam oferecer vagas e programas de capacitação.

Os detalhes sobre o uso desses dados ainda serão definidos pelo ministério. O objetivo é criar uma porta de saída do Bolsa Família, oferecendo oportunidades de trabalho seguro e formal para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A medida também busca combater a falta de mão de obra no varejo, um problema crescente nos últimos anos.

Segundo Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV, o programa protege o benefício enquanto o trabalhador inicia no emprego formal.

Quem recebe menos que R$ 213,00 por pessoa continua com o benefício integral, e quem ganha entre R$ 213,00 e R$ 638,00 recebe metade do valor, garantindo segurança durante a transição.

Saiba mais: É verdade que quem tem nome sujo perde o Bolsa Família?

O programa já conta com adesão de empresas como Carrefour, McDonald’s, Magazine Luiza e RD Saúde, que oferecem vagas para funções como operador de caixa, repositor e fiscal de prevenção.

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Cenário do varejo e escassez de mão de obra

Atualmente, o Brás e o Bom Retiro, em São Paulo, somam cerca de 11 mil vagas em aberto, segundo a Alobrás e a CDL-SP.

A dificuldade de atrair jovens para o setor está relacionada a fatores como preferências por trabalhos em aplicativos, subemprego e o desejo de se tornar influenciador digital.

Maurício Stainoff, presidente da CDL-SP, destaca que o varejo depende do funcionamento nos finais de semana, mas muitos jovens não querem trabalhar nesses períodos.

Isso reforça a importância do programa para garantir mão de obra em horários essenciais para o setor.

A falta de profissionais qualificados preocupa CEOs do varejo, de acordo com pesquisa global da PwC (Price Waterhouse and Coopers & Lybrand).

Entenda: O que são benefícios sociais?

A iniciativa do governo e do IDV é uma tentativa de criar um fluxo constante de trabalhadores capacitados, conciliando proteção social e mercado formal.

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Benefícios do trabalho formal para os jovens

O IDV reforça que o trabalho com carteira assinada oferece benefícios que muitas vezes não são percebidos pelos jovens, como férias remuneradas, 13º salário, Fundo de Garantia, plano de saúde e aposentadoria, além de proteção em casos de afastamento por saúde.

De acordo com Jorge Gonçalves Filho, uma vaga CLT custa pelo menos o dobro do salário ao empregador devido aos encargos e benefícios.

Por isso, o programa Acredita no Primeiro Passo também discute flexibilidade na escala de trabalho e no horário diário, mantendo a remuneração adequada e o equilíbrio para as empresas.

A iniciativa busca mostrar que o emprego formal oferece estabilidade financeira e oportunidades de crescimento, incentivando os beneficiários do Bolsa Família a ingressarem no mercado de trabalho de maneira segura.

Confira: É verdade que o Bolsa Família diminuiu com a Regra de Proteção?

A parceria entre o varejo e o governo é um passo estratégico para reduzir a dependência do Bolsa Família, oferecendo aos beneficiários uma transição segura para empregos formais. 

Com cursos de capacitação, suporte profissional e proteção do benefício, o programa tem potencial para transformar a realidade de milhares de brasileiros, ao mesmo tempo em que ajuda o setor varejista a superar a escassez de mão de obra.

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FAQ

Perguntas frequentes

Quem pode participar do programa Acredita no Primeiro Passo?

Microempreendedores individuais (MEIs), microempresas, empresas de pequeno porte e sociedades cooperativas podem participar do programa Acredita no Primeiro Passo.

Ainda tem dúvidas?

Quais empresas já aderiram ao programa Acredita no Primeiro Passo?

Carrefour, McDonald’s, Magazine Luiza e RD Saúde (Raia e Drogasil), entre outras grandes redes do varejo, já aderiram ao programa Acredita no Primeiro Passo.

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Os beneficiários perderão o Bolsa Família ao conseguir um emprego?

Não. Quem ganha até R$ 213,00 por pessoa da família continua recebendo o Bolsa Família integral, e quem recebe entre R$ 213,00 e R$ 638,00 recebe metade do valor.

Ainda tem dúvidas?

Quais funções estão disponíveis no programa Acredita no Primeiro Passo?

Estão disponíveis no programa Acredita no Primeiro Passo, vagas para operador de caixa, fiscal de prevenção, repositor, entre outras funções básicas do varejo.

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Como o programa Acredita no Primeiro Passo ajuda os jovens?

Além do emprego, o programa Acredita no Primeiro Pass oferece cursos profissionalizantes, orientação para abertura de negócios e suporte na transição do benefício para o mercado formal.

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Victória Maymone Victória Maymone

Victória Maymone é graduanda em Letras Inglês e faz parte da meutudo desde 2021. Atuou como especialista de Customer Success, onde se aprofundou no mercado de crédito consginado, e atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo. Produz conteúdos sobre crédito, finanças pessoais e demais temas do mercado financeiro. Nos momentos livres, gosta de estar com seus pets e assistir séries.

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