O Crédito do Trabalhador ultrapassou R$101 bilhões em operações de crédito consignado, consolidando-se como um importante instrumento de inclusão financeira no Brasil.
De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, uma parcela significativa dos empréstimos foi direcionada a trabalhadores e trabalhadoras com renda de até quatro salários mínimos, reforçando o papel social do programa.
O crescimento da iniciativa tem sido constante ao longo do tempo, refletindo a adesão crescente dos trabalhadores ao consignado privado como alternativa mais segura e econômica.
Os números mostram a evolução acelerada do programa em 2025. Em agosto, o volume total de crédito liberado desde o lançamento somava R$31,8 bilhões, enquanto em setembro esse valor praticamente dobrou, alcançando R$61 bilhões.
Além do aumento nas operações, houve redução nas taxas de juros, resultado do monitoramento contínuo feito pela equipe técnica do Ministério do Trabalho e Emprego, que acompanha de perto os percentuais aplicados pelas instituições financeiras.
O ministro também deixou claro que não haverá espaço para juros abusivos dentro do programa.
Segundo ele, a proposta tem permitido que trabalhadores deixem de recorrer a alternativas extremamente caras, como o crédito direto ao consumidor (CDC), o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, que chegam a cobrar, em média, 11,2% ao mês.
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O objetivo é garantir que o consignado privado seja uma opção real de alívio financeiro.
O Crédito do Trabalhador está disponível para empregados celetistas, trabalhadores domésticos e rurais, profissionais vinculados a microempreendedores individuais (MEI) e diretores não empregados com direito ao FGTS, que podem contratar empréstimos junto a instituições habilitadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
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A modalidade permite ainda a troca de dívidas mais caras por crédito consignado com juros significativamente menores, contribuindo para a reorganização financeira das famílias.
Atualmente, o Brasil possui mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada, e a expectativa do governo é que cerca de 25 milhões de pessoas passem a utilizar o consignado privado nos próximos quatro anos.
A projeção reforça o potencial do programa para ampliar a inclusão financeira e reduzir o endividamento da população.
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