Petróleo em alta dificulta projeções de queda da Selic no Brasil

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Petróleo em alta com crise no Oriente Médio aumenta incertezas e dificulta projeções de corte da Selic no Brasil.

A recente alta no preço do petróleo internacional está mudando as expectativas do mercado sobre a trajetória da taxa básica de juros no Brasil.

Com a escalada das tensões no Oriente Médio, analistas passaram a adotar uma postura mais cautelosa sobre possíveis cortes da Selic, atualmente em 15% ao ano.

Antes da crise geopolítica, o mercado financeiro apostava majoritariamente em uma redução mais significativa na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)

A seguir, confira por que a alta do petróleo está mudando as projeções para a Selic e aumentando a cautela do mercado sobre cortes nos juros.

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Resumo da notícia
  • Segue aqui as informações mais relevantes da notícia:
  • A alta no preço do petróleo internacional está mudando as expectativas do mercado sobre a trajetória da taxa básica de juros no Brasil, conhecida como Selic, que está atualmente em 15% ao ano.
  • Analistas passaram a adotar uma postura mais cautelosa sobre possíveis cortes da Selic, pois a escalada das tensões no Oriente Médio aumentou as incertezas sobre a inflação.
  • O mercado financeiro reduziu o otimismo sobre um corte da Selic, e agora trabalha com três cenários para a próxima decisão do Banco Central: corte de 0,5 ponto percentual, redução menor de 0,2 ponto percentual ou manutenção da taxa atual.
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Mercado reduz otimismo sobre corte da Selic

Com o aumento das incertezas, economistas trabalham atualmente com três cenários para a próxima decisão do Banco Central:

  • Corte de 0,5 ponto percentual
  • Redução menor, de 0,2 ponto percentual
  • Manutenção da taxa atual

Antes do aumento das tensões internacionais, contratos futuros indicavam cerca de 80% de probabilidade de corte de 0,5 ponto percentual.

Com o avanço do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, essa expectativa perdeu força. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 17 e 18 de março.

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Petróleo mais caro pressiona inflação

O principal motivo para a mudança nas projeções é o aumento do preço do petróleo no mercado internacional.

A tensão na região do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, elevou o risco de interrupção no fornecimento.

Com isso, os preços do barril dispararam:

  • Brent: cerca de US$ 81,4
  • WTI: maior nível desde junho de 2025

Quando o petróleo sobe, os impactos tendem a se espalhar por toda a economia. Combustíveis mais caros elevam o custo do transporte, pressionam fretes e acabam encarecendo diversos produtos.

Esse movimento aumenta a inflação, principal indicador observado pelo Banco Central ao definir a taxa de juros.

Entenda: Quais são os tipos e fontes de energia?

Impacto pode aparecer em poucas semanas

Especialistas apontam que o impacto da alta do petróleo pode chegar rapidamente ao consumidor.

Caso o barril permaneça entre US$ 75,00 e US$ 85,00, e a Petrobras absorva parte do aumento, os efeitos podem aparecer entre quatro e seis semanas.

Já se o petróleo alcançar a faixa de US$ 100,00, o impacto sobre combustíveis pode influenciar o IPCA já no segundo trimestre.

Leia mais: O que é o INPC?

Dólar também aumenta pressão inflacionária

Outro fator que contribui para a cautela do mercado é a valorização do dólar. A moeda americana fechou recentemente em R$ 5,26, com possibilidade de atingir R$ 5,50 caso a tensão internacional se intensifique.

Um câmbio mais alto encarece produtos importados e amplia a pressão sobre os preços no Brasil, dificultando ainda mais a redução dos juros.

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Banco Central deve agir com prudência

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o Banco Central pode optar por uma postura mais conservadora.

O objetivo seria evitar cortes agressivos nos juros enquanto persistirem os riscos inflacionários ligados à energia e ao câmbio.

Mesmo assim, parte do mercado ainda acredita em um corte de 0,5 ponto percentual, dependendo da evolução do conflito nas próximas semanas.

Se a crise no Oriente Médio for contida rapidamente, o impacto sobre a inflação pode ser temporário. Caso contrário, o ciclo de queda da Selic pode ser mais lento do que o esperado.

A alta do petróleo causada pela tensão no Oriente Médio trouxe novas incertezas para a política monetária brasileira.

Entenda mais: Qual a importância da Taxa Selic e o que afeta na economia?

Com o risco de inflação mais elevada, o mercado passou a projetar cortes menores, ou até a manutenção da Selic, na próxima reunião do Copom.

A decisão final dependerá principalmente da evolução do conflito e do comportamento dos preços da energia e do dólar nas próximas semanas.

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FAQ

Perguntas frequentes

O que é a taxa Selic?

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, utilizada como referência para diversas transações financeiras e como principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação.

Ainda tem dúvidas?

O Brasil seria afetado pelo fechamento do Estreito de Ormuz?

Sim. Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil sofreria impactos indiretos com o fechamento do Estreito de Ormuz via inflação global e volatilidade cambial.

Ainda tem dúvidas?

Por que o preço do petróleo influencia a taxa Selic?

A alta do petróleo pode elevar a inflação ao encarecer combustíveis, fretes e produtos, o que pode levar o Banco Central a manter juros mais altos.

Ainda tem dúvidas?

Quando será a próxima reunião do Copom?

A próxima reunião está prevista para setembro de 2025.

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Victória Maymone Victória Maymone

Victória Maymone é graduanda em Letras Inglês e faz parte da meutudo desde 2021. Atuou como especialista de Customer Success, onde se aprofundou no mercado de crédito consginado, e atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo. Produz conteúdos sobre crédito, finanças pessoais e demais temas do mercado financeiro. Nos momentos livres, gosta de estar com seus pets e assistir séries.

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