A correria do dia a dia, o excesso de trabalho e até os pequenos hábitos rotineiros podem esconder um risco silencioso: a doença LER, ou Lesão por Esforço Repetitivo.
Com o avanço das tecnologias e o aumento do tempo em frente a telas, especialmente no ambiente corporativo, esse problema de saúde tem se tornado cada vez mais comum.
Mas, afinal, como saber se aqueles incômodos nas mãos, ombros ou braços são apenas cansaço ou um sinal de algo mais sério?
Este artigo vai te ajudar a entender tudo sobre a doença LER: o que é, como identificar, suas causas, sintomas, tratamentos e, o mais importante, como prevenir. Continue lendo!
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O que você vai ler neste artigo:
O que é a doença LER?
LER é a sigla para Lesão por Esforço Repetitivo, um termo que agrupa um conjunto de doenças que afetam músculos, tendões, nervos e articulações, principalmente dos membros superiores.
Essas lesões são causadas por movimentos repetitivos, posturas inadequadas ou esforço excessivo durante longos períodos.
Apesar do nome genérico, a LER está associada a condições como:
- Tendinites
- Bursites
- Síndrome do túnel do carpo
- Epicondilite (cotovelo de tenista)
- Tenossinovite
Na prática, isso significa que digitar por horas sem pausas, levantar peso de maneira incorreta ou manter a mesma posição por tempo prolongado, pode desencadear ou agravar essas lesões.
Saiba mais: Doenças ocupacionais: quais são e direitos do trabalhador
LER e DORT: tem diferença?
Sim, embora muitas vezes usados como sinônimos, LER e DORT não são exatamente a mesma coisa. LER refere-se especificamente às lesões causadas por esforço repetitivo.
Já DORT significa Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho, um termo mais abrangente adotado pelo Ministério da Saúde que inclui todas as doenças musculoesqueléticas relacionadas às atividades laborais, mesmo que não envolvam movimentos repetitivos.
Ou seja, toda LER é um DORT, mas nem todo DORT é uma LER.
Leia também: O que é estresse ocupacional: as causas e consequências
Quais são os principais sintomas da doença LER?
Os sinais da doença LER surgem aos poucos e, muitas vezes, são ignorados até que se tornem incapacitantes. Os sintomas mais comuns incluem:
- Dor localizada (braços, mãos, ombros, pescoço)
- Sensação de formigamento ou dormência
- Inchaço nas articulações
- Perda de força muscular
- Dificuldade para realizar tarefas simples (abrir uma garrafa, digitar, carregar objetos)
- Rigidez ou sensação de peso nos membros
Esses sintomas tendem a piorar com o tempo se não forem tratados, podendo evoluir para quadros crônicos e até afastamento do trabalho.
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Quais as causas da LER?
A LER não aparece do dia para a noite. Ela é fruto de hábitos repetitivos e ambientes de trabalho desfavoráveis. As principais causas são:
- Movimentos repetitivos e contínuos (como digitar, usar o mouse, costurar)
- Posturas inadequadas durante longos períodos
- Falta de pausas ou alongamentos durante a jornada
- Mobiliário inadequado (cadeiras desconfortáveis, mesas mal ajustadas)
- Sobrecarga emocional e estresse (que contribuem para o tensionamento muscular)
- Ritmo acelerado de trabalho sem tempo para descanso
Profissionais que atuam com digitação constante, costura, montagem de peças ou linhas de produção estão mais propensos a desenvolver LER, mas ninguém está totalmente isento.
Confira: Doenças no trabalho: principais causas e como preveni-las
Como é feito o diagnóstico da LER?
Identificar a LER exige atenção aos sinais do corpo e uma avaliação médica cuidadosa. O diagnóstico é, em geral, clínico e baseado nos sintomas relatados pelo paciente, além do histórico ocupacional.
Exames complementares que podem ser solicitados incluem:
- Ultrassonografia dos tendões ou articulações
- Ressonância magnética, em casos mais avançados
- Eletromiografia, para verificar a condução nervosa
O mais importante é procurar um médico assim que os sintomas começarem a aparecer, evitando o agravamento da condição.
Como é o tratamento da doença LER?
O tratamento da LER depende do estágio da lesão e pode variar desde medidas simples até intervenções mais complexas. As abordagens mais comuns são:
- Fisioterapia: fundamental para recuperar movimentos e reduzir dor
- Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios: para alívio dos sintomas
- Aplicações de calor ou frio local
- Uso de órteses (como munhequeiras) para imobilização
- Terapias ocupacionais
- Psicoterapia, quando o quadro estiver associado ao estresse
Em casos extremos e raros, pode ser necessária a cirurgia, especialmente na síndrome do túnel do carpo.
Como prevenir a doença LER?
Prevenir é melhor do que remediar, e no caso da doença LER, a prevenção está diretamente ligada à ergonomia e à rotina de trabalho saudável.
Dicas práticas para se prevenir:
- Adapte o ambiente de trabalho: use cadeiras com encosto ajustável, apoie os pés no chão e mantenha os braços em ângulo de 90° ao digitar
- Faça pausas regulares: a cada 50 minutos de trabalho, faça uma pausa de 5 a 10 minutos para alongar o corpo
- Alterne tarefas: sempre que possível, varie os movimentos para não sobrecarregar os mesmos músculos
- Pratique alongamentos diários: alongue mãos, braços, ombros e pescoço antes, durante e após o expediente
- Evite o uso excessivo do celular: o uso contínuo do celular para digitação também pode contribuir para LER
- Gerencie o estresse: práticas como meditação, ioga e exercícios físicos ajudam a aliviar tensões musculares
Saiba mais: O que fazer depois de quinze dias de atestado? E quem paga?
Existe legislação para proteger trabalhadores com LER?
Sim. A legislação brasileira prevê proteção ao trabalhador diagnosticado com doença LER/DORT. Confira alguns direitos trabalhistas garantidos:
- Afastamento pelo INSS com auxílio-doença
- Reabilitação profissional quando necessário
- Estabilidade de 12 meses após retorno do afastamento
- Ações de ergonomia obrigatórias nas empresas (NR-17)
Além disso, o empregador deve oferecer condições adequadas de trabalho e promover campanhas de prevenção.
A doença LER tem cura?
Sim, mas depende do grau da lesão e do tempo até o início do tratamento. Nos casos leves, é possível reverter o quadro com mudanças de hábitos e terapias.
Porém, em estágios mais avançados, a recuperação pode ser mais lenta e, às vezes, deixar sequelas.
Por isso, quanto antes for feito o diagnóstico, maiores as chances de cura total e retorno às atividades normais.
A doença LER é silenciosa, mas seus efeitos podem afetar consideravelmente a qualidade de vida e o desempenho no trabalho.
Por isso, identificar os sinais precocemente, buscar ajuda médica e adotar medidas preventivas são passos essenciais para evitar complicações.
Confira: Passo a passo para solicitar Auxílio-Doença pelo Meu INSS
Se você passa horas em frente ao computador ou realiza tarefas repetitivas com frequência, comece hoje mesmo a cuidar da sua postura, fazer pausas e ouvir o seu corpo. Pequenas atitudes podem fazer toda a diferença no futuro da sua saúde.
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Perguntas frequentes
Quem pode desenvolver a doença LER?
Qualquer pessoa que realiza atividades repetitivas e com má postura, principalmente trabalhadores de escritório, costureiras, digitadores, operários e profissionais de linha de produção.
A doença LER é considerada uma doença ocupacional?
Sim. Quando está diretamente relacionada às atividades do trabalho, a LER é reconhecida como doença ocupacional e o trabalhador tem direito a benefícios previdenciários.
Quanto tempo leva para curar a LER?
Depende do estágio da lesão e da resposta ao tratamento. Casos leves podem melhorar em semanas, enquanto quadros mais graves podem levar meses ou exigir reabilitação prolongada.
É possível trabalhar com LER?
Depende do grau da lesão. Em casos leves, com adaptações e acompanhamento médico, sim. Nos mais graves, o ideal é o afastamento até a recuperação completa.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
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