Dívida persistente: 47% não conseguem sair da negativação

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Em 2025, o endividamento segue como um dos maiores desafios financeiros do país. Milhões de brasileiros convivem com a inadimplência, e para muitos, sair dessa situação parece cada vez mais distante. 

Na pesquisa Datatudo, feita com os leitores do blog meutudo, descobrimos que quase metade dos entrevistados não consegue se livrar das dívidas há mais de dois anos.

Esses dados mostram que a negativação não é somente uma estatística, mas uma realidade persistente que precisa ser compreendida para que soluções efetivas sejam encontradas.

Entenda a seguir os principais motivos que levam à negativação, os impactos na vida de quem convive com ela e o que pode ser feito para mudar essa realidade.

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O que significa estar negativado?

Estar negativado significa que o CPF da pessoa foi registrado em órgãos de proteção ao crédito, como Serasa ou SPC. Esse registro acontece quando há atraso no pagamento de uma dívida, e o credor informa oficialmente o débito.

Na prática, isso impacta diretamente a vida financeira: dificulta a aprovação de financiamentos, cartões e até mesmo contratos de serviços. Para muitos, é uma situação que se prolonga por anos e acaba gerando mais estresse e limitações.

Entender o que significa estar negativado é fundamental para avaliar estratégias de renegociação e evitar que novas dívidas surjam.

Inadimplência atinge 72 de milhões de brasileiros em 2025

Segundo dados divulgados pelo G1 e pelo site do Senado Federal, em setembro de 2025 o Brasil bateu um recorde preocupante: quase 72 milhões de brasileiros estão inadimplentes.

Esse número revela o tamanho do problema da inadimplência no país, que segue crescendo e afetando cada vez mais famílias.

A falta de educação financeira, somada ao aumento no custo de vida e a situações de desemprego ou redução de renda, ajuda a explicar esse cenário.

Além disso, a ausência de reservas emergenciais torna as pessoas mais vulneráveis a imprevistos que podem levar ao endividamento.

De acordo com a pesquisa Datatudo, 36% dos entrevistados disseram estar negativados, confirmando a gravidade do problema em sintonia com os números nacionais.

36% dos entrevistados estão negativados no CPF, segundo a pesquisa Datatudo. O restante, 64%, afirma não ter restrições ativas no momento.

Maioria está há mais de 2 anos negativado

Um dos achados mais preocupantes revelados pela pesquisa Datatudo é que 47% dos entrevistados estão negativados há mais de dois anos.

Leia também: Como sair das dívidas sem dinheiro?

Esse dado mostra como muitas pessoas não conseguem encontrar uma saída rápida para seus débitos. O tempo prolongado de inadimplência dificulta ainda mais o acesso ao crédito e pode agravar os impactos emocionais e familiares.

Quase metade dos negativados está há mais de 2 anos com o CPF restrito (47%). Apenas 12% estão nessa condição há menos de 3 meses.

Parcelamentos lideram entre os tipos de dívidas

Quando o assunto é o tipo de dívida que leva o brasileiro à negativação, os parcelamentos se destacam. De acordo com a pesquisa, 41% dos entrevistados apontaram os boletos, crediários ou carnês como os principais vilões.

Em segundo lugar aparece o empréstimo não pago, citado por 21% dos participantes. 

Parcelamentos em boletos, crediários e carnês são a principal causa de negativação (41%). Empréstimos não pagos vêm em segundo lugar (21%).

Esses dados indicam que as dívidas parceladas, muitas vezes assumidas para facilitar compras, acabam se tornando armadilhas financeiras quando o orçamento aperta.

Motivos revelam que a negativação pode acontecer de repente

Mesmo quem planeja suas finanças pode acabar enfrentando a negativação. Imprevistos são comuns e podem comprometer reservas financeiras em pouco tempo.

Na pesquisa Datatudo, 28% dos entrevistados afirmaram que emergências foram o principal motivo para ficarem negativados, seguidos por 21% que citaram a redução de renda. 

Emergências e Renda Reduzida: As maiores causas de negativação no CPF. 28% dos entrevistados citaram imprevistos/emergências e 21% a redução de renda.

Isso mostra que situações fora do controle individual estão entre as principais causas da inadimplência.

Impactos da negativação vão além do acesso ao crédito

A negativação não afeta apenas a possibilidade de conseguir crédito. Para muitos, ela mexe com aspectos emocionais e até de bem-estar.

Segundo a pesquisa, 72% relataram que a maior dificuldade é justamente não conseguir crédito, mas 17% afirmaram que o estresse e a preocupação constante são as consequências mais pesadas do endividamento.

Dificuldade de acesso ao crédito é o principal impacto da negativação (72%). 17% citaram estresse e preocupação constante como consequência.

8 em cada 10 não conseguem acesso a financiamento

Entre os entrevistados, 84% disseram não conseguir acesso a financiamentos devido à negativação. 

84% dos negativados relatam que a restrição SEMPRE impede o acesso a crédito. Outros 14% dizem que isso acontece às vezes.

Isso limita projetos como comprar um carro, uma casa ou mesmo conseguir crédito para quitar dívidas antigas.

Quase metade deixou de comprar alimentos devido a negativação

Outro dado alarmante é que 43% dos entrevistados afirmaram já ter deixado de comprar alimentos essenciais por causa da negativação.

Isso mostra como o problema afeta não só o planejamento financeiro, mas também as necessidades básicas.

43% dos endividados deixaram de consumir alimentos por causa das dívidas. Outros 19% cortaram gastos com saúde e moradia/contas básicas.

Dificuldades e tentativas de renegociação

A saída mais comum para quem está negativado é tentar renegociar dívidas. Porém, esse processo nem sempre é simples ou viável.

Renegociação no Feirão Serasa

De acordo com a pesquisa, 35% dos entrevistados disseram já ter conseguido negociar suas dívidas no Feirão Serasa Limpa Nome, mas 24% afirmaram que tentaram, porém não conseguiram fechar acordo.

35% dos negativados conseguiram negociar dívidas no Feirão Serasa Limpa Nome. 24% tentaram, mas não fecharam o acordo.

O principal obstáculo apontado por quem não conseguiu ou não tentou foi o valor da parcela, citado por 39%, além da falta de renda no momento, também com 39%.

39% dos entrevistados não negociaram no Feirão Serasa por valor alto da parcela, e outros 39% por falta de renda no momento.

Falta de dinheiro é o principal obstáculo

Quando perguntados sobre as maiores dificuldades para quitar as dívidas, 60% responderam que simplesmente não sobra dinheiro no orçamento.

Outros 18% destacaram que os gastos mais urgentes acabam tendo prioridade sobre as parcelas de renegociação.

Esses dados reforçam que, além da falta de renda, as condições de negociação oferecidas muitas vezes não são adequadas à realidade do consumidor.

Falta de dinheiro (60%) é o maior desafio para quitar dívidas. 18% priorizam outros gastos mais urgentes em seus orçamentos.

O que pode ser feito para sair da negativação

Mesmo em meio a tantas dificuldades, existem caminhos possíveis para recuperar a saúde financeira.

Uma alternativa é buscar um empréstimo para negativado, que pode ajudar a reorganizar as dívidas em condições melhores.

Outra opção é utilizar ferramentas que permitem comparar custos e identificar a forma mais barata de quitar débitos.

Aqui na meutudo, desenvolvemos o Trocador de Dívidas, que ajuda a encontrar modalidades de crédito mais vantajosas.

Basta inserir algumas informações sobre a dívida atual, e a ferramenta mostra as opções disponíveis para trocar uma dívida cara por outra com juros menores.

Para começar a interação como o nosso Trocador de Dívidas, acesse esse link e clique em “começar agora mesmo“, como indicado na imagem abaixo:

Etapa 1

Então, o Trocador de Dívidas irá perguntar alguns dados básicos, começando pelo seu nome (que não precisa ser o completo, apenas o primeiro).

Etapa 2

Depois, precisamos entender a sua atual situação.

Essas respostas são muito importantes para que a ferramenta identifique onde você tem oportunidades de crédito mais barato, para baixar os juros da sua dívida mais cara.

Por exemplo, a atual ocupação:

Etapa 3

E, claro, a dívida que lhe incomoda:

Etapa 3 E assim, seguirá uma série de perguntas para entender o tipo da sua dívida, o quão atrasada ela está, o valor atual, se houve parcelamento ou não, entre outras informações importantes.

Depois de entender do que se trata a sua dívida, a ferramenta irá retornar com a melhor opção de crédito para o seu perfil. Ou seja, modalidades com juros mais baixos.

Etapa 4

Na prática, são opções disponíveis para simular e, se liberadas, contratar, de acordo com o valor liberado.

Assim que esse valor cair na conta, você quita a dívida mais cara, ficando apenas com o valor do novo crédito adquirido, com juros mais baixos que o anterior.

Além disso, é uma solução indicada para quitar dívidas negativadas, também.

Além disso, outras estratégias como renegociar diretamente com credores, buscar renda extra ou ajustar o orçamento doméstico podem contribuir para o processo de recuperação.

A pesquisa Datatudo mostra que milhões de brasileiros enfrentam dificuldades para sair da negativação, mas também aponta que existem alternativas possíveis para superar esse desafio.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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